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História Teatro dos tempos - Dramione - Capítulo 9


Escrita por: ReidGray

Capítulo 9 - Encurralado


Você gritou pra que eu me calasse

Mas eu revidei cantando mais alto

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Sia - Bird set free 

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20 de junho 



— Posso me sentar? 

Draco olhou para cima encontrando uma das melhores amigas da sua ex-namorada. 

— Pode sim. — deixou que Pansy ocupasse o banco à sua frente, estava no refeitório da escola. Uma semana havia se passado desde dos dados copiados para o seu pen drive, ainda não fazia a mínima ideia do que fazer com aquelas informações, estava em dúvida se deveria expor tudo ou não. 

— Como você está? — Pansy perguntou deixando sobre a mesa seus livros grossos. 

— Estou bem e você? — perguntou normalmente. 

— Estou bem. Vou pegar minha refeição, já volto. — Pansy falou, apenas assentiu com a cabeça. Naquele momento o celular dela vibrou, encarou as costas de Pansy até que ela chegasse na fila do refeitório e pegou o aparelho, uma das vantagens daqueles anos era o fato que a tecnologia não era tão avançada, ou seja, o celular não tinha senha. 

" Te mandei o vídeo do Cantankerus pelo correio, deve ter chegado hoje, assim que o ver vai entender o que estou falando."

Leu aquela mensagem vendo que foi a Astória que havia enviado, olhou para frente vendo que Pansy estava próxima de retornar. Apenas deixou o celular no mesmo lugar e sacou o próprio aparelho. 

" Preciso que faça algo por mim."

— Não vejo a hora de me formar. — Pansy disse colocando a bandeja sobre a mesa. 

— Eu não vejo a hora de desaparecer. — comentou casualmente. 

Pansy suspirou atraindo a atenção de Draco, ele encarou a garota, ela era bonita, tinha os cabelos curtos e pretos, os olhos verdes e a pele branca. Ainda se lembrava de quando havia conhecido ela, estava no terceiro mês de envolvimento com Astória e o primeiro mês oficialmente de namorados. Ela sempre foi uma garota oposta de Astória, reservada, estudiosa e inteligente. 

— Você ainda está com raiva dela? — Pansy perguntou começando a comer. 

— Você sabia disso? — retrucou, no futuro Pansy não foi uma garota que fez algo contra si mas também não fez nada a favor. Nunca haviam sido próximos e aquela recente aproximação era estranha, algo que no passado tinha acontecido e ele não percebeu, apenas deixando que Pansy entrasse na sua mente e acabasse dentro dela um tempo depois. Exatamente por isso tinha que ser esperto com aquela garota, Pansy era ardilosa o bastante ainda mais conhecendo aquela nova Astória, a melhor amiga poderia ser exatamente igual a ela. 

— Não. — Pansy disse firme. — Não sabia. 

Draco balançou a cabeça como se acreditasse nela, apenas suspirou. Ele não estava comendo nada e nem tinha vontade, apenas estava sentado encarando a garota que estava focada em se alimentar e que nem prestou atenção no celular ainda. 

— Você fala com ela?

— Não, Aaron ainda está mantendo ela presa. — Pansy respondeu, Draco quase sorriu por pegar ela no pulo. 

— Como ela está? — aquela pergunta teve o efeito que imaginou que teria, Pansy parou de comer para encará-lo com uma expressão que dava a sensação de que ela quase sentiu pena. 

— Você ainda sente falta dela? — Pansy perguntou cautelosamente. Draco desviou sua atenção para o celular e respondeu a mensagem que havia chegado, então deu de ombros como se não quisesse responder aquela pergunta. — Draco… — Pansy suspirou e ele olhou para ela. — Você quer beber algo comigo? 

— Claro, quero sim. — visualizou o sorriso que ela deu de lado como se tivesse ganhado na mega sena. Queria pensar se ela estava planejando algo, mesmo que naquele momento quem estava bolando algo era ele. 

— Vamos nos divertir, acho que precisa disso. — Pansy disse, então pegou o celular. 

— Pansy, você gosta do Blásio? — aquilo foi o suficiente para atrair a atenção dela novamente para si. Não poderia apagar a mensagem dela e também não poderia deixá-la ler aquilo antes dele agir. 

— Por que está me perguntando isso? — Pansy perguntou confusa. 

Informação privilegiada, afinal, Blásio e Pansy num futuro se casaram e tiveram três filhos a separação ocorreu no exato momento que ele lhe traiu e consequentemente ela também. 

— Porque ele me pediu para perguntar. — respondeu qualquer coisa, ele não estava falando com Blásio e nem com Theo, naquele momento ele já percebeu onde a lealdade de Blásio estava. — Eu ainda falo com ele, mesmo sem Theo saber, ele é muito controlador. 

— Isso é verdade! — Pansy confirmou com a cabeça. Então, assistiu a cena que queria, observou Luna com a bandeja de comida na mão, caminhando atrás de Pansy até que simplesmente fingiu tropeçar, a comida toda caiu sobre Pansy e sujou os livros dela. Nesse momento, Pansy gritou se levantando e ele aproveitou para pegar o celular dela guardando no bolso. — VOCÊ FICOU LOUCA? — Pansy se virou para encarar Luna que pediu desculpas. — Eu vou… 

— Calma! — Draco se levantou indo até Pansy, observou como ela tremia diante da raiva que sentia. — Vamos sair daqui, vem. — pegou-a pela mão e a puxou diante de todo mundo em direção da saída. Observou os olhares de Theo e Blásio sobre si, quase sorriu de lado. 


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— Aquela idiota! — exclamou Pansy irritada, ainda estava manchada por causa da comida. Mesmo assim, após Draco levá-la até o banheiro, passou um papel molhado na roupa e, mesmo contrariada com sua aparência, deixou que Draco lhe levasse para um bar longe o bastante da escola e de qualquer outra pessoa. — Ainda vai me pagar por isso. 

— Relaxa. — Draco disse alisando a cintura de Pansy que pareceu se dar conta daquele toque e se acalmou, ele naquele momento percebeu que Pansy tinha alguma intenção consigo, apostava que fosse sexual. — Ela não fez por mal, ela tropeçou. 

— Mesmo assim… 

— Você continua bonita mesmo suja de molho de tomate. — disse assim que abriu a porta do estabelecimento, mesmo dentro de um lugar totalmente recheado de homens mais velhos, eles desviaram a atenção de dois adolescentes, claramente que fugiram da escola e foram beber às escondidas. 

Pansy havia lhe dado um sorriso de lado e entrou no lugar totalmente confortável. O homem entregou bebidas sem ao menos questionar a idade deles, Draco conhecia aquele lugar como ninguém, passou uma boa parte da sua vida bebendo e brigando dentro daquele lugar e a fama de que o estabelecimento não se importava com a idade era verdadeira no exato momento que começou a receber olhares de garotas tão novas e ele já um homem adulto em declínio. 

Draco pagou por algumas garrafas, deixou um dinheiro a mais para o barman e pegou na mão de Pansy a puxando para fora do bar. Se seu plano desse certo, teria que ficar longe de olhares, principalmente os masculinos em direção da garota. 

— Vamos para onde? — Pansy perguntou curiosa. 

— Não acha melhor precisarmos de privacidade? — retrucou vendo como Pansy havia gostado da ideia. 

— Concordo, conhece um lugar pra isso? — havia ficado totalmente animada. 

— Hum, só lugares abertos. — Draco olhou para o céu. — Mas acho que vá chover. — o que não era mentira. — Conhece algum lugar? 

Pansy ficou pensativa. 

— Podemos ir para minha casa, meus pais só vão chegar mais tarde. — deu de ombros como se fosse nada demais. 

— Tudo bem, vamos. 

Draco sabia que Pansy tinha uma família rica, contudo, assim que chegou no condomínio ficou aliviado, teria que passar pelo segurança na entrada que foi fácil por estar com Pansy e sua saída não seria difícil também. Caminhou entre algumas ruas até chegar na casa dela, assim que entrou e chegou na sala de estar viu algumas correspondências sobre a mesa de centro. Pansy sorriu para si e colocou a mão em sua cintura, decidiu distraí-la. Se estivesse certo sobre sua dedução, ela aceitaria. 

— Vamos para o seu quarto? — perguntou, ela automaticamente concordou com a cabeça. 

— Claro, vamos. — a animação foi instantânea no semblante da garota. Draco seguiu com ela até o seu quarto, que era um cômodo grande com uma estante só de livros. — Você quer fazer o que primeiro? 

Draco deixou sobre a mesa dela as garrafas que havia comprado, abriu uma de cerveja e bebeu um gole entregando o resto para ela. 

— Vamos escolher uma música e dançar. 

Foi extremamente fácil conduzir Pansy a se embebedar cada vez mais a cada música animada e lenta que dançavam. Num determinado momento ela começou a procurar pelo celular e acabou entregando para ela o aparelho - já que não havia percebido que tinha pegado - que começou a tirar fotos de ambos, num determinado momento tirou sua camisa e pediu para Pansy tirar a dela também. Nisso, ambos caíram na cama e ela tirou mais uma foto, momento depois Pansy acabou dormindo ao seu lado. Draco avaliou o rosto dela, Pansy havia dormido tão rápido que percebeu que ela não aguentava tanto álcool no organismo. Pegou o celular que estava com ela e entrou nas mensagens vendo que a de Astória que não estava visualizada. Acabou mandando aquela foto que estava os dois abraçados deitados sobre a cama. 

" Você é uma vadia, não esperou que ir embora para dar pra ele. Gostou do que teve?" 

A mensagem que Astória mandou foi agressiva o bastante para perceber que existia uma intriga entre as duas e que seu nome estava no meio. 

" Amei, ainda mais por você ter sido estúpida e ter perdido esse homem. Agora é na minha cama que ele vai dormir. 

Não demorou para Astória responder

" Você fala como se não tivesse me incentivado a ficar com o Theo. Traidora é você sua vadia, deveria saber que é uma cobra."

Draco sorriu de lado, se levantou da cama e caminhou para o banheiro do quarto de Pansy, viu que não tinha nenhuma mensagem de Astória e apostava que provavelmente havia a bloqueado por um tempo, nisso jogou o aparelho dentro da privada. Pansy só iria descobrir sobre o pen drive se Astória lhe contasse, isso se ela quisesse falar com a "amiga traidora", o que no caso sabia que seria, afinal, Pansy não perderia a oportunidade de ficar consigo se quisesse. 

Voltou para o quarto, deixou uma marca no pescoço de Pansy, a cobriu com o lençol após deixá-la de lingerie, deixou um bilhete ao lado da cama dizendo que tinha que ir embora mas que adorou o que fizeram. Então, saiu do quarto, desceu para a sala e foi em direção das correspondências, procurou um envelope pardo que estava destinado a Pansy, o abriu e visualizou um pen drive. Rapidamente saiu da casa e do condomínio. Iria descobrir o que a Astória havia mandado. 


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— Draco? — perguntou assim que abriu a porta e deu de cara com o seu recente amigo. — O que faz aqui? 

— Consegui entrar na casa de Pansy, propaguei entre as amigas e peguei isso. — mostrou o pen drive. — Vamos ver o que é? 

— Vamos! — Luna ficou curiosa, juntos foram em direção do seu quarto, rapidamente conectou o pen drive no computador e começou a rodar um vídeo. 

" — Theo é um folgado que não quer pegar a própria água. — a voz sussurrada era de Astória. Ela descia a escada que tinha na Mansão Nott, parecia indignada com o fato de estar caminhando de madrugada, visto que na gravação havia a hora" 03:00hrs". Contudo, Luna quando chegou na sala de estar antes de virar para a cozinha escutou um barulho e estranhamente caminhou em direção do escritório do Cantankerus. A câmera estava o tempo todo gravando a casa e a luz que vinha do aparelho iluminava de maneira prática o caminho. Quando Astória se aproximou do cômodo, automaticamente a câmera começou a captar o que acontecia lá dentro através da porta que estava um tanto aberta. 

— Eu vou dizer para o seu filho que tipo de pai você é. 

— Theo está ocupado demais comendo aquela vadia da Astória e você não vai dizer nada para ele. — Cantankerus ameaçou se aproximando da esposa. 

— Que você me traiu? Que você rouba o Lucius? Ou que eu não sou mãe dele? — as perguntas afiadas depois Cantankerus mais revoltado ainda. Num determinado momento no meio da briga as mãos do homem foram em direção da mulher a ponto de asfixiá-la."

Draco conseguiu perceber através da gravação que Luna tinha ficado apavorada com aquele ato e de como o marido matou a esposa friamente. Se lembrava que a mãe de Theo morreu faz uns dois anos e de como ele ficou arrasado com a morte dela. 

— Misericórdia, ele matou a própria esposa? — perguntou Luna assustada. 

— A gente acabou de ganhar um triunfo. — Draco sorriu de lado. — As informações do pen drive consta uma parceria entre Cantankerus e Aaron, ambos roubando dinheiro, esse desgraçado do meu pai e Aaron das famílias como a sua. — olhou para Luna. — Consegue fazer uma cópia e recortar apenas um pedaço do vídeo? 

— Sim, o que vai fazer? — Luna perguntou confusa encarando o sorriso de Draco. 


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Decidiu abrir aquela correspondência assim que entrou na sua sala de trabalho na empresa após conversar com Lucius. O fato de não ter um remetente apenas lhe deixou curioso, Cantankerus apenas sentia que aquilo não seria algo agradável de se ver. Exatamente por causa disso abriu rapidamente o papel e encarou um pen drive vermelho, desconfiado conectou no computador e assistiu apenas um trecho que fez suas mãos tremerem. 

— Que você me traiu? Que você rouba o Lucius? Ou que eu não sou mãe dele?"

Assistir sua falecida esposa pronunciar aquelas palavras momentos antes de matá-la lhe deixou em pânico. Quando a tela escureceu e simplesmente uma frase surgiu entendeu que havia sido descoberto e que estava sendo chantageado. 

" Se não quiser que o vídeo todo pare nas mãos de seu filho, dar empresa onde trabalha e da sociedade é melhor que envie todo o dinheiro que está na sua conta na Turquia nas próximas duas horas antes que eu revele para todos o canalha que é."

O número da conta estava logo abaixo da mensagem e ele se sentiu encurralado. 

 





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