História Teclomiose - Capítulo 22


Escrita por: e cpf

Postado
Categorias Liam Payne, One Direction
Personagens Liam Payne, Personagens Originais
Visualizações 132
Palavras 2.110
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi oi! aviso desde já para que tenham forças para ler esse capítulo e boa leitura <3

Capítulo 22 - .vá pra casa, eu estou te pedindo


Fanfic / Fanfiction Teclomiose - Capítulo 22 - .vá pra casa, eu estou te pedindo

De um momento para o outro tudo o que antes era belo se torna aterrorizante. Meus olhos de inesperado começam a piscar desvairadamente. O peso de Liam sobre meu corpo pequeno faz meus pulmões fracassarem e minha respiração sair com certo sacrifício. Minha boca se abre várias vezes a fim de gritar o mais alto que consigo para alguém poder ajudar-me nesta situação, contudo minha boca está como meus músculos; entorpecidos. Gotículas surgem no canto dos meus olhos e logo se dispersam pelas laterais do meu rosto. Meu corpo está dolorido e a neve abaixo de mim começa a esfriá-lo pelo contato que já dura minutos. Ouço alguém se aproximar e perguntar se está tudo bem e com certa dificuldade nego desesperadamente vendo um homem aproximar-se e virar o corpo de Liam tirando-o de cima do meu, possibilitando que meu corpo relaxe e meus olhos se fechem vagarosamente, por mais que tento mantê-los bem abertos para saber o que irão fazer com Liam, mas acabo entregando-me ao cansaço e pela falta de alimento segundos depois, fechando meus olhos por completo.

*

Levanto-me aflita levando minhas mãos ao pescoço em consequência do pesadelo horrível que tive. Arregalo meus olhos ao notar o local onde estou. Ao sentir uma fisgada em meu braço esquerdo olho para o meu braço, vendo uma agulha fina conectada a ele, injetando soro em mim. Minha visão está turva por isso, mas consigo distinguir com clareza tudo o que tem ao redor, entretanto mesmo assim retiro a agulha de mim e coloco meus pés no chão desequilibrando-me um pouco. Escuto um ruído longe chamar pelo meu nome, mas ignoro indo para o corredor. Desolada abro todas as portas que consigo à procura de Liam, todavia não o encontro. Sinto alguém segurar meu braço e meu corpo amolecer logo em seguida fazendo-me ajoelhar no chão sem qualquer força para continuar o que eu estava fazendo. Meus olhos piscam vendo alguns vultos se aproximarem de mim e segundos depois adormeço.

*

Abro os olhos de repente. Está claro e estou sozinha dentro do quarto. Sinto a falta dele imediatamente. Sento-me e levo a mão à cabeça. Que dor aguda! Minha cabeça está latejando. Meus olhos vasculham ao redor procurando qualquer mínimo vestígio de Liam, mas não encontro nada mais do que paredes brancas, o soro ao meu lado outra vez em meu braço e uma poltrona completamente vazia, sem sinal de que alguém estava sentado ali minutos ou horas atrás. Ouço pessoas murmurando e alegro por ouvir alguém por perto. Sem que eu precise apertar o botão para chamar uma enfermeira mais próxima vejo uma mulher adulta adentrar o quarto onde estou, ela esboça um sorriso ameno para mim.

— Você finalmente acordou. — ela diz alegre anotando algo na prancheta que trouxe junto consigo.

— Eu quero saber onde está Liam. O que está acontecendo com ele? — pronuncio preocupada dizendo tudo quase que num fôlego só. Os olhos claros da mulher amenizam algo dentro de mim, trazendo uma serenidade inimaginável, mas isso não é tudo para deixar-me completamente em paz com essa situação fora do controle.

— Querida, você precisa descansar. Garanto que daqui algumas horas venho dizer como ele está. E o Doutor logo virá te dar alta.

— Eu não posso esperar horas. Preciso estar ao lado dele independente do que esteja acontecendo. Eu preciso estar com ele. — meus olhos lacrimejam já na segunda palavra dita, meu peito dói gradativamente trazendo-me uma falta de ar desgraçada — Não posso abandoná-lo agora. Não quando ele mais precisa de mim.

— Espere, vou me informar do estado dele, só quero que fique deitada aqui e não pense nem na possibilidade de sair do soro, está bem? — assinto brevemente — Você está muito fraca.

A enfermeira mexe em algo no meu soro que não entendo e sai da sala prometendo-me que voltará trazendo notícias de Liam. Solto um suspiro sôfrego enquanto meu corpo relaxa na cama novamente. A dor em meu peito é assustadora, posso sentir o ar faltando em meus pulmões e por isso respiro com dificuldade. Esperar é agonizante, por mais que ela tenha saído há minutos sinto que estou perto de ter um colapso por estar tanto tempo longe de Liam, sem saber o que está acontecendo com ele. Cogito a possibilidade de sair daqui e procurar por qualquer mínima resposta, mas minha visão está turva o suficiente para que eu desista disso e espere que a doce enfermeira venha dizer o que eu tanto preciso ouvir. Mesmo tentando imaginar que foi apenas um mal-estar, uma parte de mim sente que há algo de errado e que talvez eu não consiga reparar este erro antes do pior acontecer. Apesar das noites mal dormidas, das ligações desesperadoras e dos desmaios frequentes, nunca imaginei de fato perdê-lo para sempre e, por conseguinte nunca imaginei como seria minha vida sem ele.

Minhas lágrimas transbordam pela extensão do meu rosto e não consigo contê-las. É muito mais forte do que eu. Penso em quantas vezes planejei quieta um futuro para nós, penso em quantas vezes pedi para que o tempo passasse lentamente para que eu pudesse vivenciar todos os segundos ao lado dele. Cada segundo ao seu lado é precioso, o toque das suas mãos em meu corpo é simplesmente a melhor sensação do mundo, poder tê-lo tão perto de mim e tão meu sempre foi e será minha maior felicidade. Liam mostrou-me um mundo no qual eu estava reclusa, um mundo que eu categoricamente nunca fiz questão de estar, mas que com ele eu nunca mais queria sair. Ele é o meu porto seguro. Pela primeira vez em muito tempo, estou com alguém que cuida de mim, que me faz feliz e me protege. É incrivelmente atraente estar sempre em seus pensamentos e ser tão desejada a ponto de ele não conseguir tirar as mãos de mim e não há dúvidas de que eu estou inteiramente apaixonada por ele.

Com inquietação dou um suspiro sôfrego quando vejo a adorável enfermeira — nomeada de Rose pelo seu crachá, cruzar a porta e andar com o seu sorriso impactante até mim. Limpo os cantos do meu rosto e endireito-me na cama, de uma forma que eu esteja confortável sentada, apesar do meu corpo estar dolorido.

— Ele está bem, querida. — solto um suspiro de alívio ao ouvir essa frase que acalma meu coração. Pelo cansaço deixo meu corpo ser levado para trás outra vez.

— Que ótimo. Eu posso vê-lo?

— Claro, minha flor. Vou buscar uma cadeira de rodas, pois você está fraca. — assinto contente e por mero impulso levo minha mão ao cabelo o ajeitando de uma forma que não pareça que acabei de sair de um manicômio.

Rapidamente Rose volta ao quarto a ajuda-me a sentar na cadeira. Respiro fundo e logo estamos a caminho do quarto de Liam que percebo ser muito distante do meu quarto e meu coração dispara quando entramos na ala do Centro de Terapia Intensiva. Desconfiada olho para Rose com indagação, mas ele permanece com o sorriso adorável. Se Liam está bem, o que ele faz nessa ala do hospital? Chegamos ao quarto de Payne e sinto vontade de chorar quando o vejo ligado a milhares de maquinas. Sou colocada ao lado dele e em segundos vejo-o abrir os olhos miúdos e me olhar com ternura esboçando um sorriso afável para mim. Rose diz que nos deixará sozinhos e cruza o portal sumindo no corredor.

— Nós vamos viajar para Mykonos. Ou Santorini. — sua voz está mais baixa do que o normal, mas pela falta imensa que sentia dela, sorrio de orelha a orelha.

— Liam... — penso em mudar de assunto e perguntar o que está acontecendo, mas decido deixar isso de lado por um tempo — Grécia?

— Os casais apaixonados vão para a Grécia. Por que seríamos diferentes?

— Eu vou para qualquer lugar do mundo com você. — vejo seus olhos lacrimejarem e uma onda de sentimentos turbilhonarem o meu coração — Eu te amo tanto, meu amor. — uma solitária lágrima desliza rapidamente pelo canto do seu rosto, mas não tão rápido que eu não a veja cair sobre o travesseiro branco.

— Eu te amo muito mais. — deslizo as costas dos meus dedos em seu rosto e sinto a pior sensação do mundo se apoderar de mim, eu não consigo perdê-lo — Quando você vai receber alta?

— Acho que hoje. Por quê?

— Eu quero que vá para a nossa casa e descanse.

— Prefiro ficar aqui com você! Eu quero estar do seu lado, porque sei que odeia hospitais. — ele sorri de lado brevemente.

— Não, Nikki. Vá pra casa, eu estou te pedindo.

— Liam...

— Por favor.

— Está bem, mas eu vou voltar o mais rápido possível. Você não vai se livrar de mim, rapaz.

*

O caminho para casa parece ser muito mais tenso do que das outras vezes. Apesar de saber que preciso ir para casa, tomar um banho e descansar meu corpo e minha mente, preferia ficar no hospital ao lado de Liam enquanto conversamos sobre nossa futura viagem para a Grécia, onde eu nunca imaginei que um dia iria pisar. O taxista para em frente ao prédio e o pago antes de sair do carro com minha bolsa. Minutos depois adentro o apartamento agonizando com o silêncio que está aqui. Tudo está do jeito que deixamos quando fomos sair, mas o ar parece ter parado aqui dentro, trazendo um leve odor de bolor, então rapidamente deixo minha bolsa no sofá e abro todas as janelas possíveis possibilitando que o ar fresco entre pelos espaços e preencha o apartamento. Sento ao sofá e procuro pelo meu celular, visto que já faz tempo que não ligo para conversar com meus pais e minha mãe é a única pessoa com quem posso desabafar agora.

Após três toques, a ligação é iniciada.

— Então minha garotinha lembrou-se da mamãe. — ao invés de rir de fala exagerada de minha mãe é o choro que preenche o meu lado da linha — Meu Deus, o que houve Nikki?

— Desculpe-me. — choramingo encolhendo no estofado.

— Querida, eu estava brincando. Sei o quanto sua vida é corrida e que gostaria de ter me ligado antes, não se preocupe querida, está tudo bem.

— Liam está doente, muito doente. Ele tem uma doença chamada Teclomiose e ela está o destruindo de dentro pra fora. Ele tentou um tratamento que os médicos suporão fazê-lo melhorar, mas nada adiantou, então eu fui com ele atrás de outros tratamentos, mas ele não está confiante e eu tento estar por ele, mas... Eu não sei o que fazer. Mamãe, eu não posso perdê-lo. — conto tudo entre soluços.

— Meu Deus! Querida, eu sinto muito. Onde você está? Cadê o Liam? — pergunta desesperada.

— Estou em casa. Digo, na casa dele e ele está no hospital. Ele desmaiou no passeio que estávamos fazendo e agora ele está no CTI e eu nem sei o porquê.

— Vai ficar tudo bem. Tente se acalmar, descansar um pouco e principalmente colocar seus pensamentos e sentimentos em ordem, não adiantará se você ficar desesperada. Estou aqui por você, meu amor, e seu pai também. Nós te amamos muito e estamos torcendo para que tudo dê certo. Eu vejo o quanto gosta dele pelo tom da sua voz e apoiamos esse relacionamento com o nosso coração. Fique tranquila e deixe que Deus cuide de tudo.

— Eu nem sei o que dizer... — digo entre soluços — Eu... — ouço a voz de minha mãe ser interrompida por uma ligação, olho para a tela e reconheço o número. É o hospital. — Mamãe, eu preciso desligar, estão ligando do hospital, já te ligo de volta.

— Tudo bem, meu amor. Eu te amo... — com pesar a respondo com um eu te amo baixo e atendo a ligação do hospital segurando o celular com tanta força que o sinto deslizar pela minha mão suada.

— Nikki Molina? — uma voz feminina soa no outro lado da linha.

— Sim, sou eu.

— Precisamos que compareça ao hospital nesse exato momento... — antes de ouvir o que a moça tem ainda a dizer deixo o celular ligado no sofá e corro o mais rápido possível até a rua, deixando até mesmo a porta entreaberta.

Vejo um táxi prestes a virar a esquina e corro até ele pedindo que o motorista me leve velozmente até o hospital. O trânsito literalmente para um pouco antes de chegar finalmente ao pronto-socorro, então pago o motorista com o dinheiro que está no meu bolso e corro rapidamente até o hospital. Chegando ao mesmo passo pela recepção sem nem ao menos conversar com a recepcionista e continuo a correr na direção da CTI. Meus batimentos cardíacos estão incrivelmente acelerados, mas isso não os impossibilita de parar subitamente quando chego ao seu quarto e vejo duas enfermeiras cobrindo o rosto de Liam.


Notas Finais


sem comentários para esse baque, apenas sintam essa dor junto da nikki
voltamos em breve, beijão sz


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