História Teen Wolf - Nova Geração - Season 2 - Capítulo 16


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Categorias Teen Wolf
Personagens Alan Deaton, Allison Argent, Bobby Finstock, Chris Argent, Corey Bryant, Jordan Parrish, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Mason Hewitt, Melissa McCall, Natalie Martin, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Visualizações 71
Palavras 3.764
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tardeeeee, tudo tranquilo com vocês?

Antes de mais nada, quero explicar quais são as minhas intenções para com o desenvolver da história.

Tenho muito o que contar ainda e, a princípio, preciso de uma terceira temporada pra isso! Como eu sei o quanto esperar entre uma temporada e outra é chato, resolvi fazer algumas Ones de NG pra já ir explicando alguns pontos. Tenho uma One Stydia pronta e outra Scalia em andamento, ambas no contexto de Nova Geração.

Enfim, esse capítulo é o 16 de 18, mas não pretendo ficar inativa durante a pausa entre uma temporada e outra.

Sem mais delongas, segue o capítulo novo. Espero que gostem 🙏🏻🙏🏻

Capítulo 16 - Sacrifício


Fanfic / Fanfiction Teen Wolf - Nova Geração - Season 2 - Capítulo 16 - Sacrifício

A cena toda parecia em câmera lenta para ele. Olhou ao seu redor e avistou Alex segurando alguém nos braços, sentando ao chão. Depois viu Peter rugir alto e correr contra os caçadores, que atiravam e fugiam. Alguns foram abatidos facilmente por ele. Scott procurou Monroe no meio da confusão mas não a avistou em local algum. Olhou de volta para Alex e então conseguiu distinguir quem estava em seus braços: Malia.

Andou rapidamente até onde estavam, vendo Lauren e Alice se aproximarem de Alex. Se jogou ao chão, ao lado dos filhos e olhou para ela.

Malia tinha os olhos fechados e urrava de dor. O tiro havia atingido suas costas e agora inundavam ela e Alex de sangue, mas o garoto não soltou a mãe. Olhou para Scott e ele retribuiu seu olhar.

— É TUDO CULPA SUA! É CULPA SUA! — Alex gritou em meio aos gritos de dor de Malia e então Scott não raciocinou mais.

Pegou Malia e a girou, deixando-a de frente à Alex e de costas para sí.

— O-O QUE ESTA FAZENDO? — Alex perguntou ainda com raiva mas Scott o ignorou. Sentiu Alice arfar ao seu lado ao ver os ferimentos da mãe e então cravou as garras nas costas de Malia, fazendo-a urrar mais ainda de dor. — PARE COM ISSO! — Alex gritou, tentando afastar Malia das mãos do pai mas Scott apenas olhou para ele.

— SEGURE-A! — Mandou em um rosnado e então cravou mais ainda as garras nas costas dela, fazendo-a gritar mais alto.

Ele pôde sentir quando os dedos alcançaram a bala com o acônito pois queimaram como se estivesse afundado-os em lava e ele gritou junto à ela, mas não tirou a mão até que sentiu a bala bem presa entre ela. Assim que a sentiu, retirou a mão de uma vez só, fazendo Malia soltar outro rugido e então tudo silenciou.

Ele olhou novamente para a mão coberta de sangue e então a abriu, revelando a bala. Encarou Malia. Ela estava quieta. Se aproximou de seu peito e sentiu seu coração fraco, quase parando. Olhou para Alice e depois para Alex. Os dois olhavam para a mãe com os olhos arregalados. Então Malia tossiu e vomitou algo ao lado. Scott sentiu seu próprio coração parar de bater. O sangue da coiote estava negro e tinha pontos brancos ao meio.

— Não. — Murmurou baixinho e viu Malia suspirar, o coração enfim parando de bater. — Não! — Disse mais alto agora. Olhou novamente para a bala em sua mão e notou algo escorrer por ela também. Reconheceu na mesma hora: Visco.

— Malia! — Peter exclamou retornando e vendo a cena. Olhou da filha para o líquido ao seu lado. Depois dele para Scott. — Você é um alfa. Pode salva-la.

— Eu não posso. Não posso. — Scott disse começando a chorar e sem ser capaz de tocar a ex-mulher.

— Escute, você pode! — Peter exclamou irritado. — Como Derek fez com Cora. — Scott olhou para ele, enfim entendendo. Ele deveria fazer isso. Salvaria Malia mas pagaria um preço alto pela sua vida. — Você deve isso à ela! Faça! AGORA! — Peter gritou e Scott olhou de volta para Malia. Uma das mãos segurou a mão fria dela. A outra segurou em seu braço. Ele fechou os olhos e se concentrou.

Scott sentiu em seu corpo a dor alucinante de Malia. Ele estava tirando toda a sua dor mas não entendia como era possível sendo que estava morta. Depois entendeu. Quando enfim terminou de tirar sua dor, ele sentiu algo mais sendo tirado, e dessa vez não saía dela. Ia dele para a coiote. Abriu os olhos e enfim rugiu alto, sentindo a pior dor que já sentira. Quando terminou, sentiu o corpo fraco. Embora o ar fosse frio, ele sentia o suor escorrer pelo rosto. Olhou para Malia e perguntou:

— Fu-funcionou? — Não conseguia ouvir o coração da coiote. Antes que alguém pudesse lhe responder, porém, ele sentiu algo o erguer e o prensar contra uma árvore.

— Alex, o que está fazendo? — Alice perguntou fraca, vendo o irmão bater com o pai contra a árvore e logo em seguida o jogar ao chão com um soco.

Scott se viu ao chão e totalmente sem ar. Tentou respirar algumas vezes mas o ar não entrava. Se arrastou por um momento mas a última coisa que sentiu foi o filho o erguer novamente, o jogando contra a barreira ainda existente de tramazeira e tudo virou breu.


— Derek, o que faz aqui? — Melissa perguntou quando eles enfim estavam dentro da caminhonete de Braeden, indo para a casa da enfermeira.

— Longa história. — Ele respondeu do banco da frente, olhando para Braeden. — Mas posso dizer que foi tudo graças ao seu neto. E à Braeden também. — Eles trocaram um olhar e a mercenária soltou um sorriso de lado.

— Alex devia estar estudando e não se envolvendo nisso tudo. — A mulher retrucou, parecendo preocupada.

— Mas, como um legítimo McCall, ele não conseguiu. — Derek respondeu, rindo levemente. — Aliás, pensei que estivesse aposentada. — Disse à ela.

— Bem, acho que está na hora de pensar no assunto.

Eles riram mas então Derek parou, parecendo ouvir alguma coisa.

— Não. — Disse baixinho.

— O que houve? — Argent o olhou.

— Alex. — Foi só o que ele respondeu.


Alex estava arfando derrotado no canto de uma árvore. Olhou para cima, os olhos no tom de azul intenso ardiam com a raiva que estava sentindo.

— Ele merece isso, Alice! — Ele disse com raiva, rosnando para ela. Alice estava parada entre ele e o pai, agora desmaiado. Alex continuou batendo nele mesmo depois de desmaiado e Alice então o tirou de cima do pai, enfrentando-o.

— Não vou deixar que mate o papai, Alex. Não importa o que ele fez.

— Ele acabou de matar a nossa mãe, caso não tenha percebido! — Alex rosnou contra ela, se levantando e encarando a irmã, pronto para lutar.

— Se parasse de agir como um idiota e ouvisse, teria notado que ela tem batimento, seu imbecil.

Alex olhou para a mãe jogada ao chão junto ã Peter e então se concentrou. Realmente a mulher tinha batimentos. Parecendo saber o que acontecia, Malia abriu os olhos e então se ergueu quase sem forças, olhando ao redor e vendo seu próprio sangue. Depois olhou de Alice para Alex.

— Alice, ele está sem pulso. — Alice se virou e viu Lauren sentada ao lado de Scott, pegando em seu pulso esquerdo. Ela se abaixou e tocou seu pescoço, percebendo que a amiga tinha razão. Ele estava sem pulso. Scott McCall estava morto.

— Droga! — Exclamou e então começou a fazer massagem cardíaca no pai, tentando trazê-lo de volta a vida. Lauren observou a garota por um tempo. Depois olhou mais além e viu Alex se erguer e rosnar na direção deles.

— Alex? — Malia o chamou fraquinho, olhando o filho. Ele não a olhou.

— Alex. — Peter o chamou agora mas o garoto parecia não ouvir ninguém.

— Anda pai, você precisa voltar. Pai?!

Alice estava tão concentrada em trazer seu pai de volta que não viu quando Lauren se levantou e andou até parar entre ela e Alex.

O garoto estava agora totalmente transformado, encarando a cena de Alice e Scott mas não parecia ser o mesmo Alex.

Peter se levantou e parou de frente à Alex.

— Acho bom você se controlar, garoto.

— Peter, não é assim que funciona. — Malia disse baixinho. Olhou para a filha que continuava tentando trazer o pai de volta.

— Alex, já chega! — Peter disse e então Alex o olhou, rugindo alto para ele. Peter rugiu também mas Alex o jogou contra a barreira de tramazeira, fazendo-o tombar ao chão.

— Peter! — Malia o chamou. — Alex, pare! — Ela pediu baixinho mas ele ainda encarava Alice, Lauren e Scott. Malia olhou para Lauren que estava parada entre o filho e Alice. — Lauren, saia daí. — Alertou quando ouviu o filho rosnar contra a garota. Lauren não lhe deu ouvidos, apenas encarava Alex. — Lauren, ele vai matar você! — Malia avisou, tentando levantar mas sem sucesso. — Alex, não! — Ela tentou chamá-lo mas ele passou direto por ela, avançando contra Lauren.

Malia quase fechou os olhos para não ver a cena que viria. Não entendeu o que estava acontecendo até conseguir se arrastar um pouco e avistar Alex parado, os olhos azuis vibrantes encarando Lauren enquanto ela segurava sua mão erguida, pronta para golpear seu rosto. Malia franziu o cenho, não acreditando na cena em sua frente. Viu quando os olhos de Alex foram do azul para o castanho em questão de duas piscadas mais fortes e então ele soltou o ar pela boca, encarando a garota com a mesma expressão da mãe.

— Como... Como fez isso? — Ele perguntou mas Lauren não respondeu, continuou encarando-o, o semblante sério. Até que o desfez e então soltou sua mão, olhando para Malia.

— O que você é, Lauren? — Malia perguntou, sem acreditar. Ela não lhe respondeu. Apenas se juntou à Alice. A coiote chorava enquanto tentava trazer o pai de volta.

— Alice... — Ela começou mas a coiote não lhe deu atenção. Continuou na luta pela vida do pai.


Scott via picos de luzes coloridas. Pareciam muito com um arco-íris. Queria contemplar as cores mas sabia que era errado. Havia algo muito importante acontecendo fora dali mas ele não conseguia lembrar o que era.

Sentiu uma mão suave tocar seu rosto e olhou em sua direção. Era Allison. E ela lhe sorria como sempre, aquele sorriso contagiante que só ela tinha.

— Scott. — Lhe chamou. Scott sorriu ao encara-la também. — Scott, precisa voltar. Eles precisam de você.

Scott balançou a cabeça, sem entender.

— Ninguém precisa de mim, Allison. Posso ficar com você agora.

Allison sorriu mas seu sorriso parecia triste.

— Não, você não pode. Eles precisam de você, Scott. Beacon Hills ainda precisa de você. — Ele ouviu um som vindo ao longe. Se virou lentamente como se algo o puxasse, mas logo voltou a olhar para Allison.

— Eu não quero voltar, Allison. Eu errei com eles. Falhei com todos.

— Você cometeu um erro. Como qualquer pessoa, você tem o direito de errar.

— Eu a machuquei. — Ele tocou em seu rosto agora. — E a machuquei também, Allison. — Se referiu à Malia. Ouviu novamente aquele som mas dessa vez não tirou os olhos dela. — Acho que eu a matei.

Allison balançou a cabeça, sorrindo e chorando ao mesmo tempo.

— Eu amo você, Scott. E sei que ela também o ama. Mas precisa voltar, e não por nós. Precisa voltar pela sua alcatéia. Eles ainda precisam de você.

"Pai!?" Ele agora pôde ouvir a voz da filha lhe chamando. Olhou melhor para Allison.

— É a Alice. — Disse apenas. Allison manteve seu olhar. Scott ouviu Alice lhe chamar novamente e se virou, procurando por ela. Depois voltou a olhar para Allison mas ela havia sumido.

"Pai, precisa acordar! Pai, você não vai fazer isso! Não pode!"

Ele continuou andando na direção da voz da filha, que parecia aos prantos agora.

"PAI!" - Ele podia ouvir a voz de Alice aumentar conforme andava. Então começou a correr em sua direção.

"SCOTT, RUJA! RUJA SCOTT!" Ouviu sua mãe lhe dizer e então sentiu um soco na altura do estômago e um baque fundo nos ouvidos.

Quando enfim parou de correr, havia somente o breu. Ele não era mais um alfa. Não era mais forte como um. E nem poderia retornar de onde quer que estivesse.

Arfou assustado, abrindo os olhos e vendo a lua no céu estrelado acima de sua cabeça. Enfim sentiu o ar entrar em seus pulmões e um peso se jogou em seus ombros.

Levou um tempo para ele perceber que o "peso" era Alice em prantos.

— Pa-pai... — Ela gaguejou, tremendo alucinada. Ele não conseguia se mexer.

Com muito esforço, levou a mão até a cabeça dela, acariciando seus cabelos. Sentiu ela soltar uma risada em meio às lágrimas. Ela saiu de cima dele e ele pôde ver, além de seu rosto inchado pelas lágrimas, um Alex parado acima, os olhos arregalados, Lauren olhando dele para Scott, também com os olhos apavorados e Malia sentada ao lado dos dois, uma das mãos nas costas da filha, tentando consola-la. Ela estava coberta de suor e sangue.

Scott soltou o ar pela boca ao notar que ela estava viva. Depois levou as duas mãos ao rosto, sentindo o cheiro metálico do sangue vindo delas.

Ouviu um barulho de motor e um carro parar próximo à eles. Ergueu levemente a cabeça ao ver sua mãe e Argent chegarem acompanhados de Braeden e Derek.

— Eu, sinceramente, tenho até medo de perguntar o que aconteceu por aqui. — Melissa falou vendo o corpo da falsa Kira jogado a um lado, alguns corpos de caçadores ao redor deles, Scott e Malia cobertos de sangue e os demais estupefatos.

— Um pandemônio. — Peter respondeu se levantando e andando lentamente até eles.


Parrish e Lilian estavam sentados lado a lado no sofá da sala do xerife na delegacia. Não se olhavam. Não diziam nada. A recente morte de Sophie ainda pesava em seus ombros.

Ouviram a porta da sala se abrir mas não olharam em sua direção.

O xerife entrou e os olhou, soltando um suspiro.

— Liguei para Natalie. Ela vai trazer a Lydia e o Antony pra cá. Assim acho que vocês... Vocês podem explicar o que aconteceu.

— Ela ainda não sabe? — Parrish perguntou, se referindo à Lydia.

— Acredito que ela tenha deduzido, Parrish. — Ele respondeu.

Rapidamente a visão dos pais de Teddy Johnson aos prantos veio à mente de Lilian. Ela não queria ver aquilo. Não queria ver os pais desesperados. E isso a fazia se sentir fraca.

— E o Stiles? — Perguntou sem olhar para ninguém.

— Foi levado para o hospital. — O xerife disse e soltou o ar pela boca, fechando os olhos. — Não sabemos a gravidade da situação.

A porta se abriu mais uma vez. Lilian olhou na sua direção e viu James entrar. Ele lhe lançou uma rápida olhadela e então se virou para o xerife.

— Sim, James?

— Er... O hospital foi tomado, Xerife.

— O hospital... Tomaram o hospital?

— Sim. Não podemos entrar para mais nada.

— E pra onde levaram o Stiles? — Lilian perguntou o olhando.

— Hospital central do condado. — Ele disse. — Não conheço muito por aqui então foi o melhor que consegui.

— Tudo bem. — O xerife disse e passou a mão no rosto. — Temos mais alguém ferido? — Ele perguntou e olhou de canto de olho para os dois sentados.

— Na verdade... — James começou e trocou um olhar preocupado com o xerife.


— Isso pode mesmo acontecer, Derek? — Braeden perguntou ao lobisomem. Os dois olharam para Scott que se mantinha sentado sem falar nada, em uma espécie de transe, na poltrona da sala de Stiles na delegacia. — Ele pode mesmo perder os poderes?

— Ele pode. — Ela voltou o olhar para ele, fazendo-o olhá-la também. — Eu fiz isso pela Cora há anos.

— Mas você era um alfa comum. Scott por outro lado...

— Não sei como isso acontece sendo o Scott um true alpha mas... — Eles olharam de volta para o homem.

— Era uma armadilha. — Braeden disse e Derek a olhou. — Tanto contra Scott quanto a filha da Lydia.

— Peter conseguiu pegar um dos homens da Monroe antes dele dar um tiro na própria cabeça. — Braeden o olhou. — O homem disse que Malia não seria a única a morrer naquela noite. Eles tinham esperança de matar mais alguém naquele bunker.

— Lilian?

— Não sei. Talvez.

Braeden não respondeu de imediato, mas logo balançou a cabeça.

— Isso não faz sentido. Lilian estava na delegacia, com os homens da Monroe que, aliás, deixaram a delegacia sem nem ao menos revidar. — Ele a olhou. — A armadilha não era para Lilian.

— Então pra quem? — Derek perguntou.

— Stiles. — Scott respondeu sem olhá-los. Depois levantou a cabeça. — Ela queria matar o Stiles. Por que sabe que isso me quebraria. — Se levantou e andou até eles. — Ela não está mais interessada na minha cabeça. Ela me quer destroçado, Derek.

— E vai tentar atingir cada pessoa que você ame.

— Ela me fez sujar as mãos essa noite. Por que acreditava que não poderia ser um true Alpha se matasse alguém.

— Você não matou sem motivos, Scott. — Ele olhou o amigo. — Me mostre seus olhos.

Scott olhou dele para Braeden e de volta para Derek, sem entender. Depois tentou mudar seus olhos mas não conseguiu.

— Ainda está fraco. — Derek disse, dando-lhe dois tapinhas no ombro. — Precisa descansar.

— Espere! — Scott pediu e então fechou os olhos, se concentrando. Quando os abriu, estavam no tom amarelo. Derek soltou o ar pela boca.

— Não deveriam estar azuis? — Braeden perguntou, sem entender.

— O sacrifício. — Derek disse. Eles não entenderam. — Você teve diversas oportunidades de acabar com a quimera. Mas a matou quando viu Alice entre suas garras.

— Ela ia matar minha filha.

— E isso acaba sendo legítima defesa. Não te torna um assassino. Monroe não previu essa. — Ele sorriu levemente. — Voceê ainda é um true Alpha, Scott.

— Não sou mais um alfa, quem dera um genuíno...

Derek balançou a cabeça.

— Seus olhos não definem quem você é. Seus olhos não estão vermelhos. Os meus são azuis mas não sou um assassino. Não mais. Nem Alex. Nem Malia.

— Como eles estão? — Scott perguntou.

— Vão ficar bem. — Braeden disse.


— E então algo te trouxe para Beacon Hills? — Argent perguntou para Lauren. Eles estavam no apartamento de Peter junto ao lobisomem, Alice e Malia.

— Como eu disse. Sou uma Peeira, vim para Beacon Hills atrás de um lobisomem. Um lobisomem que tenha sérios problemas.

— Que tipos de problemas? — Peter perguntou, curioso.

— Pode ser um alfa com problemas na matilha. Pode ser um beta com problemas de transformação. Poderia ser qualquer um. — Ela olhou para Alice que desviou o olhar.

— Isso quer dizer que não o encontrou ainda? — Argent quis saber.

— Quer dizer que não faço ideia de quem seja. — Ela disse o olhando.

— Afinal, o que é uma Peeira? — Malia perguntou, falando pela primeira vez.

— Peeiras são seres mitológicos. — Argent começou. — Diz a lenda que elas podem comandar alcatéias inteiras, a partir de seu alfa.

— Bem, a lenda não é totalmente verdade. — Lauren o corrigiu. — Eu não posso controlar alcatéias inteiras, eu posso ajudar um Alfa a controlar seus betas. Ajudá-los a passarem pelas luas cheias. Ajudá-los a superarem suas condições. — Ela revirou os olhos. — Não sou um druida com sábios conselhos.

— E como sabemos que é confiável? — Peter a encarou. — Por que deveríamos confiar no que está dizendo?

— Ela salvou a Alice do Alex. — Malia disse.

— Sim, junto ao próprio pescoço. — Ele retrucou.

— Ela avisou a Alice que Scott estava sem pulso. — Argent respondeu.

— Ninguém jamais imaginaria que Alice o traria de volta! — Peter disse.

— Isso não importa. — Alice disse, fazendo-o a olhar. — Eu confio nela. — Olhou para a amiga. — Confio na Lauren.

— Confia? — Peter perguntou, a encarando. Alice o olhou. — Deus, você é igualzinha ao seu pai!

— Vou levar isso como um elogio, Peter. — Ela disse e ele balançou a cabeça, nervoso.

Malia se levantou e andou até a janela, olhando para a rua. Argent notou e se aproximou dela.

— Tudo bem com você?

Ela negou com a cabeça.

— Eu só queria saber como está o Alex. — Ela disse ainda olhando pela janela.


Eles ouviram um grito alto vindo da recepção da delegacia. Desespero. Dor.

Parrish se levantou e seguiu para fora da sala do xerife no mesmo instante em que Scott, Braeden e Derek saiam da sala de Stiles.

Lilian seguiu o pai mas travou na entrada da recepção ao ver a cena.

Sua mãe chorava jogada ao chão enquanto Parrish tentava consola-la sem sucesso.

Olhou ao redor e avistou Antony grudado de costas na parede, os olhos arregalados para os pais. A avó parara na porta da delegacia e chorava também, as duas mãos à boca.

— Lydia...? — O xerife a chamou e ela não o ouviu, ainda jogada ao chão da delegacia.

Lilian sentiu tudo girar ao seu redor e o ar deixou de entrar em seus pulmões. Levou a mão ao peito e sentiu as pernas bambiarem, quase a derrubando.

Sentiu quando alguém a guiou pelo corredor e se deixou levar. Sabia o que estava acontecendo. Já ouvira falar naquilo. Falta de ar, palpitações e sensação de quase morte. Ela estava tendo um ataque de pânico.

Ao ouvir uma porta se fechar atras de si, ouviu alguém lhe chamar e então sentiu o corpo tombar ao chão.

Acordou o que pareceu alguns minutos depois e olhou ao redor. Sentiu o hálito de alguém bater contra seu rosto. Era James.

— E-eu tombei? — Ela perguntou se levantando com a ajuda dele.

— Você tombou. — Ele disse nervoso. A ajudou a sentar na cadeira de frente à uma mesa. — Está tudo bem?

— Eu... Me desculpe, eu surtei! Tive um...

— Um ataque de pânico. — James disse. — Eu sei. Stiles também tem.

— Ele tem? Mas ele é do FBI!

— E é humano também. — James disse, sentando de frente à ela. — Você é a banshee.

— Eu sou... — Ela respondeu e abaixou a cabeça. — Eu senti isso. Eu pressenti. Quando vi os pais do Teddy no hospital.

James segurou suas mãos. Elas tremiam.

— Eu realmente sinto muito, Lily. Por sua irmã. Por tudo.

"Sinto muito pelo que vai acontecer à sua família."

A voz de Meredith surgiu em sua cabeça e ela fechou os olhos, concordando com ele.

Lilian não queria mas ela tinha razão. Meredith tinha razão. Sua família estava destruída. Sophie estava morta. Tudo estava desmoronando. E ela ainda tinha medo do que estaria por vir.

Olhou para James e a única coisa que conseguiu dizer foi:

— Eu preciso ver o Stiles


Notas Finais


Então, pessoinhas, o que acharam desse?

Lauren enfim se revelou uma Peeira. Já ouviram falar na sua lenda? É bem bacana 😊

Monroe e sua mania de perseguição! Segue o baile, querida hahahahaha

Lilian pegou sua condição de banshee e levou a sério! Tá prevendo mais desgraça pra sua família, Jesus 😱

Beijooooos e até o próximo 😘😘


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