História Teen Wolf - Nova Geração - Season 2 - Capítulo 17


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Categorias Teen Wolf
Personagens Alan Deaton, Allison Argent, Bobby Finstock, Chris Argent, Corey Bryant, Jordan Parrish, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Mason Hewitt, Melissa McCall, Natalie Martin, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Visualizações 67
Palavras 3.509
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia mis amores, tudo bem?

Eu ia postar a noite mas consegui postar um pouquinho antes.

Espero que gostem 🤗
Esse é o penúltimo capítulo da temporada.

Capítulo 17 - Livro Aberto


Fanfic / Fanfiction Teen Wolf - Nova Geração - Season 2 - Capítulo 17 - Livro Aberto

Lilian observava James enquanto ele falava com um dos enfermeiros. O dedo polegar batucava insistentemente o balcão da recepção, descontando toda a sua ansiedade no local.

Ela ainda podia sentir o coração dar leves palpitadas, indicando que um ataque de ansiedade estava por vir. A cada pontada, porém, ela tentava controlar a respiração e não pensar nos últimos acontecimentos.

Alice estava bem. Nada de ruim havia realmente lhe acontecido. Ao contrário de Alex.

Após tentar e quase conseguir matar o próprio pai, o garoto sumira de Beacon Hills. Ela até imaginava aonde ele havia ido, mas não podia ir atrás do garoto e de seus demônios tendo por si só seus próprios monstros internos.

Scott não era mais um alfa.

Após matar a impostora que fingia ser a Kitsune Kira, ele deixou de ser um true alfa. Ou foi o que Derek tentou explicar para James.

Malia quase havia morrido.

Essa parte Lilian ainda não conseguira entender direito.

Lauren fazia parte do mundo sobrenatural. Mais uma parte que precisaria de maiores explicações.

A delegacia havia sido tomada mas, logo após o ataque de Monroe ao bando, eles simplesmente deixaram o local. Nao foi o caso do hospital.

Completamente dominado por caçadores e médicos de confiança de Monroe, o hospital deixou de ser um lugar seguro, assim como a escola. Uma bela jogada de Monroe, se parar para pensar em todos os feridos que ela deixou. Por sorte, a maioria é sobrenatural. Mas nem todos.

Stiles estava agora mesmo sendo operado. Três tiros. Um de raspão no braço, outro na cintura e outro na cabeça. O último deixara uma bala alojada em seu crânio, e era essa que mais os preocupava.

Lilian fechou os olhos, tentando afastar o pensamento ruim mas só o que conseguiu foi a imagem nítida de sua irmã morta em seus braços.

Voltou a abrir os olhos de súbito, e avistou James andando em sua direção. Parou de batucar e o encarou.

— Nenhuma notícia. — Ele disse. — Ainda não terminaram de operar então não podem nos dizer nada.

— Você contou ao xerife sobre isso? Sobre a operação?

— Contei. — James suspirou. — Ele não quis vir até aqui. Disse que não consegue aguentar a ansiedade. Prefere ficar e pensar em um jeito de recuperar o hospital.

Ela balançou a cabeça.

— Ninguém mais? Quer dizer, ele tem amigos. Tem pessoas por ele, não tem?

— Monroe fez um belo trabalho com o bando. Desestabilizou o Scott, o Alex, e consequentemente a Malia. Desestabilizou o hospital e...

— E minha família. — Ela concluiu. Abaixou a cabeça e suspirou, apertando as mãos.

— Eu sinto muito mesmo.

— Eu sei, você já disse. — Ela ergueu a cabeça e soltou um sorriso para ele. James não retribuiu. — Sente muito. Todos sentem. — Ela tirou o celular do bolso e colocou no balcão. — A cidade inteira já ficou sabendo. E todos sentem muito.

— Lily...

— Tudo bem, estou bem! — Ela disse e sorriu, fazendo uma careta.

— É normal não estar bem. — James disse mas ela não o olhou. — Afinal, a Sophie...

— Eu vou esperar no carro. — O interrompeu e lhe deu as costas, saindo do hospital.

Entrou no carro de sua mãe e bateu a porta, afundando no banco do motorista. Levou a mão à cabeça e fechou os olhos. Não podia ter outra crise, não agora.

Decidiu que iria atrás de Alex. Sabia onde ele estava.

Tirou a chave do bolso da calça e ela saltou de sua mão trêmula, caindo ao chão e parando embaixo do banco do carona.

— Mas que m... — Xingou e abaixou o braço, tateando o chão a procura da chave.

Levou um tempo até enfim encontrá-la e a puxou, notando um envelope deslizar junto. Olhou o papel, a testa franzida. Deviam ser mais fotos da adolescência de sua mãe.

Colocou a chave na ignição mas parou antes de girar, lançando uma olhadela para o envelope no banco ao lado, a curiosidade a consumindo.

Suspirou e tirou a chave, deixando-a ao lado do envelope e o pegando. Ao virá-lo , estranhou ao ver para quem era: Stiles. E sua mãe quem mandava.

Abriu o envelope e tirou a carta de dentro, notando uma foto junto. Uma foto sua ainda bebê. Talvez menos de um mês de idade.

Franziu o cenho e resolveu ler a carta.


"Stiles,

Não sei bem como começar essa carta. Eu deveria perguntar como você está? Ou talvez como anda sua vida... Há alguns meses que não nos falamos e nem sei se esse ainda é o seu endereço...

Por isso mesmo, tenho certeza que vai querer saber o motivo de eu estar entrando em contato com você por um meio tão antiquado para Lydia Martin. Eu poderia ter ligado. Poderia ter mandado uma mensagem. Ou até mesmo ido até a Virgínia. Acredite, pensei muito sobre a última opção. Mas nenhuma delas é realmente segura.

Eu o deixei ir, e tinha bons motivos para isso, então peço que não me julgue. Pelo menos não antes de podermos conversar a respeito.

Bom, primeiramente, esta bebê linda e perfeita da foto é a Lilian. Ela tem apenas 15 dias. Sei que não está entendendo nada. Ou talvez esteja entendendo mais do que imagino.

Provavelmente agora está prestes a ter um ataque de pânico. Por favor, não o tenha! Pelo menos não antes de eu poder explicar!

Fazendo as contas, desde o último Natal que passamos juntos (uma noite que jamais esquecerei), sim, a Lilian é sua filha.

Eu não disse nada antes e tive meus motivos, pode acreditar nisso. Mas agora preciso de você. Nunca precisei tanto de você como agora, Stiles. Algo está acontecendo. Alguém está atrás dela e não sei o que fazer!

Sól peço que reconsidere sua decisão que sabemos ter sido algum tipo de sacrifício de sua parte, e volte para casa. Volte para Beacon Hills. Para mim!

Espero que essa carta chegue no endereço certo. E espero que me entenda e venha.

Com amor

Lydia Martin.

PS: Lembre-se que eu (ainda) amo você.


Lilian terminou a carta e a abaixou lentamente, até deposita-la no colo. Havia alguma coisa errada. A letra na carta não parecia ser a de sua mãe. E Stiles ser seu pai era tão insano!

Ela encarou os próprios olhos. Avelã puros. Iguais aos dele! Soltou um som estranho pela boca, ainda chorando, mas ao mesmo tempo em choque.

"Você é igualzinha à sua mãe." A voz de Meredith preencheu seus ouvidos. "Exceto os olhos. Tem os olhos do seu pai."

Ela fechou os olhos, evitando olhá-los mais ainda e então outra voz veio à sua mente. O Xerife.

"Tem um motivo para o Stiles estar afastado. E não é por que não se importe."

Levou as mãos à cabeça, ainda de olhos fechados.

"Descubra... Descubra... Stiles!"

A voz de Deaton a fez abrir os olhos e encarar o hospital. Então a ficha caiu.

Nesse exato momento, Stiles, seu pai, estava em uma daquelas salas de operação, prestes a morrer. Aquilo se chocou contra seu peito e ela na hora saltou para fora do carro, batendo a porta de qualquer jeito e correndo desenfreada até o local.

Quando entrou, não avistou James, nem ninguém por perto. Correu até o corredor que sabia estar Stiles, sem olhar para lado nenhum. Tinha certeza que quando entrasse no corredor, saberia aonde deveria ir. E foi o que aconteceu.

Ela invadiu uma das salas de operação e avistou os médicos, todos em volta dele, tentando reanimá-lo. Via suas bocas se mexendo mas não conseguia ouvir o que diziam. Avistou Stiles pelo meio de dois enfermeiros e então despertou.

— NÃO! — Gritou, fazendo com que eles a olhassem. — NÃO! — Se jogou contra ele mas não conseguiu alcançá-lo. Ouviu um dos médicos falar "Tirem ela daqui!" e se desesperou mais ainda. Estava morto. Stiles estava morto.

O enfermeiro a arrastou a força para fora da sala. Lilian ainda esperneava no corredor enquanto ele a segurava para impedi-la de entrar novamente.

— STILES! NÃO! NÃO PODE MORRER! STILES!

— Não pode entrar lá! — O enfermeiro dizia e então ela ouviu outra voz, uma conhecida falar e mãos mais gentis lhe seguraram.

— Hey, deixa... Tudo bem, eu cuido dela. Está tudo bem! — Repetiu e o enfermeiro então a largou.

Lilian sentiu que iria tombar mas os braços de James a mantiveram em pé. Ele a guiou até uma fileira de cadeiras e a sentou ali. Lilian não conseguia parar de chorar.

Quando conseguiu diminuir o choro, ela disse:

— Ele está morto, James! Está... Morto! E ele é meu pai! Stiles é meu pai e está morto!

— Lily... — Eles se encararam agora. — Como descobriu?

— Eu estava no carro da minha mãe e... e... — Ela o olhou melhor. — Você sabia? Sabia disso!? — James fechou os olhos suspirando. — Claro que sabia! Era isso que não queria me contar! Espera ai! — Ela levantou agora. — Ele também sabia? — Ela olhou na direção da sala. Depois de volta para ele. James agora estava parado na sua frente.

— Descobrimos há pouco tempo. Ele descobriu há pouco...

— E não me disseram nada?

— Sua mãe pediu para não dizer. Ela queria te contar pra que você não ficasse magoada com ela.

Lilian balançou a cabeça, incrédula, e fechando os olhos.

— Não estou magoada com ela, estou... FURIOSA! — Gritou. Então viu dois enfermeiros saírem da sala de operação de Stiles, olhando para eles com olhar de pena. Ela não esperou que eles dissessem nada. Sabia o que diriam. Iriam declarar sua morte. Empurrou James de sua frente e saiu correndo.

Só parou quando chegou novamente ao carro de sua mãe. O ligou tremendo mais do que nunca, e partiu.


Alex se manteve afastado de todos, no pico da floresta, apenas observando Beacon Hills abaixo de seus olhos. O sol já ameaçava sair para mais um dia.

Então sentiu alguém sentar ao seu lado no chão e olhou para a pessoa. Lauren.

— O que faz aqui? Veio ver se preciso ser controlado? — Ele perguntou irritado.

— Eu vim por que achei que precisava conversar.

— Pensou errado. — Respondeu, sem olhar para ela. Lauren soltou um suspiro.

— Sinto muito se te assustei. Ninguém podia saber o que eu era, Alex. Mas não podia deixar que matasse sua própria família.

— Por que não? — Ele olhou para ela. — Por que veio para Beacon Hills afinal, Lauren?

Ela desviou o olhar dele para a cidade miúda.

— Não faço ideia. — Disse com sinceridade. — Fui atraída até aqui.

— Provavelmente foi o Nemeton. — Ele disse olhando para a cidade também.

— Não é assim que funciona. — Ela negou com a cabeça. — Peeiras não são atraídas por Nemetons ou magia celta. Somos atraídas por alcatéias. Por lobos com dificuldades para enfrentar seus demônios.

— Quer dizer que eu a atrai até aqui?

— Nunca disse que você me atraiu.

— Mas sou o lobisomem mais revoltado de Beacon Hills. — Ele brincou. Ela riu de leve.

— Eu sempre tive certeza que fosse a Alice. — Ela respondeu encarando os dedos.

— Alice é uma coiote.

— Mas é filha de um lobisomem. Poderia muito bem ser.

— Ou poderia ser o meu pai. Aquele lá está terrivelmente perturbado. — Concluiu. Lauren concordou com um aceno leve.

— Só sei que alguém me atraiu até aqui por que precisa muito de mim. — Lauren balançou a cabeça. — Diz a lenda que quando uma Peeira e um lobo predestinado finalmente se encontram, eles sabem. Eles sentem. Mas até agora não senti isso com ninguém.

— Sentiu com a Alice.

— Eu não sei o que senti com a Alice. — Ela respondeu e escorou a cabeça no ombro dele. Alex não reclamou. — Só queria saber o que preciso fazer.

— Eu também. — Ele respondeu e eles contemplaram o horizonte, onde agora o sol já começara a surgir.


Lilian passou o caminho inteiro pensando se deveria voltar para casa. Por fim, decidiu que sim. Já havia amanhecido e ela devia isso à Parrish. E à Antony. Prometeu que o ajudaria com seus poderes.

Ao estacionar em casa, avistou a viatura do pai na entrada. Soltou o ar pela boca e saiu do carro, andando lentamente. Entrou em casa e não ouviu nada. Um silêncio total e ela sabia o por que: Sophie. 

Subiu as escadas devagar, sem ânimo e entrou no quarto. Por um breve momento, se jogou contra sua cama. Só queria dormir e acordar, se dando conta de que aquilo tudo era somente um pesadelo terrível. Abriu os olhos pouco tempo depois, vendo seu pai escorado na porta, os braços cruzados no peito.

Ela notou seus olhos levemente inchados. Ele estivera chorando. Sabia que não era de seu costume o fazer e, se estivera, deveria ser escondido. Sentou na cama e abaixou a cabeça, sem saber o que dizer.

— Você está bem? — Ele perguntou baixinho. Lilian concordou com um aceno de cabeça. — Fiquei preocupado com você. — Ele continuou.

Lilian olhou para ele. Será que o homem sabia da verdade? 

— Não foi sua culpa. — Ele insistiu. Ela balançou a cabeça, engolindo em seco. Então se levantou e andou até ele o abraçando e recomeçando a chorar. — Tudo bem, Lily, tudo bem. — Ele a consolou. 

— Não está nada bem, pai. — Ela disse e se separou dele, o olhando. — Sophie está morta. — Disse baixinho, segurando o choro. — Stiles está morto. 

— Stiles está...?

— Ele levou um tiro na cabeça. Não conseguiram reanimá-lo. — Ela chorou mais um pouco agora. Então prendeu o choro mais uma vez. — E... — Olhou para ele, o analisando em meio as lágrimas. — Eu descobri uma coisa. 

— Descobriu o que? 

Ela apenas o encarou e ele fechou os olhos, parecendo entender. 

— Descobriu quem ele realmente é, não foi?

Lilian continuou encarando-o. 

— Você também sabia?

Parrish concordou com a cabeça. 

— Eu sempre soube. Desde o início. 

— E por que nunca me contaram nada?

— Não achei importante. Quer dizer, não me entenda mal. — Ele se corrigiu. — Stiles havia ido embora. Não foi por sua causa, ele não sabia de nada. Por anos pensamos que ele sabia, todos nós. Eu, Scott, Malia... 

— Todos sabiam?

Parrish confirmou.

— Mas então ele voltou e descobrimos que nunca ficou sabendo de nada. Mas, enfim, antes disso, eu não achava que você deveria saber. Eu sou o seu pai. Sempre fui. Desde o início. Ou você acha que fui um pai ruim?

Ela negou com a cabeça. Parrish sorriu levemente. 

— Então achei que ter a mim como pai já iria bastar. — Deu de ombros.

— Bastou. — Ela respondeu. — Até eu conhecê-lo. Até ficarmos amigos e até eu assistir enquanto ele morria... — Ela levou a mão à boca, fechando os olhos.

— Quem está morto? — Os dois se viraram e viram Lydia parada na porta do quarto, os olhos mais inchados do que nunca.

Lilian virou de costas para os dois, suspirando. Parrish soltou o ar pela boca e olhou da filha para a mulher. Lydia o olhava agora, sem entender.

— Stiles. — Ele disse a olhando. Lydia piscou algumas vezes e franziu o cenho. — Stiles levou um tiro e não resistiu. Eu sinto muito. — Finalizou.

Lydia desviou os olhos dele e os pousou em Lilian ainda de costas.

— Lily? — A chamou. Lilian não respondeu. Ouvir aquelas palavras ditas por Parrish a fizeram se quebrar um pouco mais. — Lilian? Eu sinto...

— Não diga que sente muito. — Lilian se virou para ela, o rosto em fúria. — Não quando mentiu pra mim a vida inteira!

Lydia olhou dela para Parrish.

— Ela descobriu. — Parrish disse e suspirou. — Mas não acho que essa seja uma boa hora para isso. — Olhou de uma para outra. — Vocês duas estão sofrendo. Precisam se acalmar.

— Como posso me acalmar se acabei de descobrir que o homem que eu acabei de ver morrer é meu pai? STILES ESTÁ MORTO!

— Não, ele não está. — James entrou no quarto e olhou para todos eles, os olhos por fim pousando em Lilian. — Sua avó me deixou entrar.

— O que... O que você disse? — Lilian perguntou encarando-o.

— Stiles não está morto, Lily. — Ele repetiu. — Está vivo. Você entendeu errado.

Ela levou as mãos à boca, soltando um som gutural.

— Ele está bem? — Parrish perguntou.

— Tecnicamente, sim. — James respondeu e soltou o ar pela boca.

— Técn...? — Lilian franziu o cenho.

— Stiles está em coma. — James disse e abaixou a cabeça.

Lilian refletiu por um momento sobre as palavras de James.

— Grau muito alto? — Parrish quis saber.

— Mais ou menos. Ele pode acordar a qualquer momento. Ou pode levar anos.

— Caramba! — Parrish soltou, fechando os olhos e suspirando. Olhou para a filha. — Vamos deixar vocês sozinhos. — Disse e abraçou Lydia, partindo logo, com medo de que Lilian voltasse a explodir com ela.

James não se aproximou de Lilian. Ela sentou devagar na beirada da cama, o ar saindo entrecortado de seus pulmões.

— Ainda está brava comigo? — James perguntou baixinho e ela o olhou. Ele a olhava sem graça.

Lilian negou com a cabeça, o que fez o garoto soltar o ar pela boca e se aproximar dela. Sentou ao seu lado sem graça e ficou olhando para as próprias mãos.

— Eu não estou brava com você, James. Eu só... Fiquei com tanto medo dele morrer sem saber que eu sabia...

— Ele soube há pouco tempo, Lilian. Eu juro! E queria te contar na mesma hora, mas achou melhor que sua mãe fizesse isso.

Ela concordou com um aceno.

— Não quero que fique brava com sua mãe também. Na verdade, não quero que fique brava. É uma banshee, não tem noção do poder que tem.

— Eu sabia que você estava com medo. — Ela soltou, fungando e limpando o nariz com a manga da camisa.

— Não medo. Só conhecimento de seu poder. — Ele disse e ela revirou os olhos. — Eu não quis te aborrecer quando disse que sentia muito. Eu realmente sinto, Lily. — Ela o olhou. — Eu não queria que nada disso te acontecesse.

— Eu também não. — Ela disse e deu de ombros. Depois pegou em suas mãos e as olhou. — Obrigada. Obrigada por ter vindo para falar sobre Stiles. — Ela balançou a cabeça, erguendo o olhar para ele. — Não sabe o peso que me tirou.

— Mas ele está em coma. — James disse, demonstrando sua própria ansiedade.

— Mas está vivo! — Ela apertou suas mãos, sorrindo de leve. — Ele está vivo, James! E logo vai acordar e então tudo ficará bem. Ok?

Ele soltou uma risada nasal.

— Era para eu estar te consolando, não o contrário. Eu sou do FBI!

— Mas é humano também. — Lilian retrucou, usando o mesmo argumento que ele.

Eles se encararam por um tempo e então James retribuiu o aperto em suas mãos, se aproximando lentamente dela, encarando seus olhos amendoados.

Ela olhou seus lábios finos mas tão perfeitos que formavam aquele sorriso que ela tanto admirava. Ele agora não sorria. Mas ela não queria que ele o fizesse. Só queria aqueles lábios junto aos seus, como deveria ser.

— Lily, eu... — Antony apareceu na porta, fazendo com que os dois se afastassem, James levantando da cama rapidamente. — Eu posso voltar depois.

— Não, tudo bem! — James disse, olhando o garoto. Voltou a olhar Lilian. — Eu acho que já vou indo. —Ela ergueu a cabeça e o olhou, concordando com ele. — Precisa descansar e eu preciso voltar ao hospital para saber de Stiles.

— Você vai até o hospital? — Lilian perguntou.

— Ele precisa de mim. — Ele disse, dando de ombros. Lilian concordou e se levantou, seguindo com ele até a porta do quarto. James olhou para Antony depois de volta para a banshee. — Você vai ficar bem? — Perguntou e ela concordou com um aceno.

— Vou sim.

Ele suspirou.

— Tudo bem então... Eu... Já... Tchau Lilian. — Olhou para Antony. — Tchau.

— Tchau. — Antony respondeu e então James saiu, deixando-os a sós.

Lilian ainda olhava o local por onde o agente havia sumido no corredor quando desviou o olhar para Antony e o surpreendeu a encarando, o cenho franzido.

— O que houve, Antony?

— Eu ia dizer que ouvi seus gritos com a mamãe e queria saber o motivo mas... Melhor deixar pra depois. Acho que já está bem consolada. — Ele disse e se virou antes que ela pudesse responder.

Lilian fechou a porta do quarto, algo dentro dela se remexia freneticamente. Mas assim que se viu sozinha, sentiu o peso da noite lhe esmagar novamente.

Se jogou na cama e tapou a cabeça com o travesseiro, tentando abafar algo que nem ela sabia o que seria


Notas Finais


Está aí, pessoal, a Lily finalmente descobriu a verdade. Maaaaaaas, algo me diz que isso ainda vai dar bastante treta...

Stiles está em coma mas vivo 🙏🏻 Vamos ver se ele se recupera logo pra enfim desfrutar da paternidade perdida 😕

Beijos e até o próximo (último) capítulo 😘😘


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