História Teenage Dream - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Boris, Castiel, Charlotte, Dakota, Debrah, Iris, Kentin, Kim, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Colegial, Dastiel, Lyana
Visualizações 16
Palavras 3.911
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, galeros!

Desculpem o atraso, mas metade do meu coração estava em Havana (risos)
Pretendia postar na semana passada, mas só consegui hoje mesmo.

Por falar em Havana, - sem querer entregar de bandeja - aguardem algo relacionado a isso nos próximos meses.

Nesse capítulo temos Lys-fofo como destaque, ó que massa👌

Sem mais enrolação, boa leitura!

Capítulo 10 - Wild Thoughts


    - Isso é cruel, Lys... – Diana sussurrava em seu ouvido – Achei que fosse mais piedoso... – Soltou uma risada fraca, acompanhada de um gemido rouco.

Içou seu corpo, passando suas pernas ao redor de sua cintura. Preensou-a na parede, beijando seu pescoço.

- Não estrague o momento... – Ele murmurou – Apenas aproveite, hm?

Caminhou até o balcão da cozinha, sentando-a ali. Teve os botões de sua camisa abertos e o peitoral arranhado de forma torturante.

Chocaram os lábios, iniciando um beijo lento. Era cheio de luxúria, desejo, calor. Lysandre adorava os lábios de Diana. Mal conseguia imaginar o que eles poderiam fazer.

Sorriram durante o beijo, sentindo-se completos na companhia um do outro.

Sua braguilha fora aberta. Diana arranhava sua virilha, enquanto ele beijava cada parte exposta de sua pele. Uniram suas bocas em outro beijo, esse, por sua vez, rápido, afobado.

- Ei... – Ela chamou, logo depois de respirar fundo, recuperando o fôlego – Eu te amo.

Lysandre abriu os olhos, pulando na cama.

“Oh, droga.”, pensou.

Virou o rosto na direção de Diana. Ela o encarava, claramente com uma pulga atrás da orelha.

- O quê? – Ele perguntou.

- Eu deveria perguntar isso. – Apoiou a cabeça na mão – Você se mexeu a noite inteira.

Alguns flashes de seu sonho se passaram em sua cabeça.

“Rápido, invente uma desculpa.”

- E disse meu nome algumas vezes. – Completou.

- A-ah, e-eu... – Seu cérebro não conseguia processar uma palavra inteira sem gaguejar – Espere, há quanto tempo está acordada?

- Não dormi quase nada. – Deitou a cabeça no travesseiro novamente, fitando o teto – Estava curiosa demais, não consegui relaxar. – Deu de ombros – Mas, e então? Com o quê estava sonhando?

- Nada de mais... – Sentou no colchão, coçando os olhos.

Lysandre não poderia ser pego na mentira. E não havia a cogitação de contar a verdade à Diana. Porém, era um péssimo mentiroso, e ela certamente já tinha alguma ideia do que se passava na cabeça do amigo.

Afinal, qual é a única coisa que se passa por sua cabeça ao ouvir seu amigo dizendo seu nome durante uma madrugada inteira ? Com certeza, você não pensaria em um sonho onde os dois estão apenas estudando.

E Diana, com toda sua esperteza e imaginação fértil, sabia exatamente o quê acontecia na cabeça de Lysandre. Por quê tinham que ser amigos há tanto tempo?

- Não acredito. – Ela respondeu – Se me envolve, deve ser algo interessante. – Se sentou também – E eu quero saber do que se trata.

- Não me lembro ao certo. – Mentiu – Provavelmente nada relevante. – Levantou-se, pegando o celular e checando as horas – Olhe, quase no horário. Vamos nos arrumar.

- Você está estranho... – Ela rolou para fora da cama – Não gosto disso.

[...]

Lysandre, particularmente, não gostava de matar aulas. Mas era extremamente necessário. Depois do intervalo, fora atrás de Castiel. Precisava desabafar tudo o que segurou durante aquela manhã.

Já não bastava o sonho indecente, naquele dia, Diana estava mais bonita. Roupas mais justas, maquiagem mais carregada, língua mais afiada. Não sabia a quem ela queria provocar, mas se fosse ele, estava dando certo.

Revirou a escola de cima a baixo, sem sinal do ruivo. Achou-o apenas uma hora depois, nos fundos do prédio, lendo uma revista.

- Oh, ei! – Ele disse – Finalmente te encontrei. Preciso falar com você.

- O quê? – O ruivo fechou a revista – Parece preocupado.

- Podemos sair daqui? – Perguntou – Esse prédio está me sufocando hoje.

- Claro. – Se levantou do chão – Vamos dar uma volta.

Caminharam até o carro em silêncio. Quando já estavam dentro do mesmo, Castiel deu partida.

- E então? – O ruivo virou o rosto na direção do amigo – O quê aconteceu?

- É a Diana. – Lysandre estava inquieto no banco do passageiro – Ela está me enlouquecendo. Você a viu hoje? Ela estava...

- Irresistível dentro daquela roupa? – Ele completou – Com certeza, não tinha como não ver isso.

- Não era exatamente o quê eu ia dizer, mas... Tudo bem. – Suspirou – Eu não estou bem.

- Se você explicar, talvez eu possa te ajudar. – Colocou os olhos na rua, prestando atenção ao virar uma esquina.

- Eu sonhei com ela. – O platinado enfiou o rosto nas mãos, puxando os próprios cabelos.

- E...? – Castiel franziu o cenho.

- Eu não deveria sonhar com a minha amiga! – Resmungou – Não desse jeito.

- Lysandre! – O ruivo freou bruscamente – Pare de bancar a garotinha da história, não combina com você.

- Não consigo, está bem? – Ele bufou – Se fosse qualquer outra garota, eu estaria tranquilo. – Respirou fundo – Mas é a Diana, não tem como não entrar em desespero.

- Escute. – Os dois se encararam com as sobrancelhas erguidas – Você gosta da Diana. Ela é uma garota bonita, sexy e é sua melhor amiga. Você se sente mal por estar sonhando com ela, mas não é errado, certo? – O platinado assentiu lentamente, ainda processando a informação – Vocês passam tempo demais juntos, ela te provoca, você não consegue resistir aos impulsos da “natureza”, é isso.

- Onde quer chegar com tudo isso? – Perguntou.

- Você precisa extrapolar. – Castiel deu de ombros, logo dando partida no carro novamente – Sábado, na minha casa. Vamos fazer uma pequena reunião. – Ergueu as sobrancelhas sugestivamente – Vou te ajudar a lidar com o Furacão Diana.

[...]

- Diana é... – Lysandre suspirou – É incrível, sabe? É ela quem guarda todos os meus segredos, quem me atura nas minhas crises, quem me apoia, não me julga... – Enfiou o rosto em uma das almofadas do sofá – Eu a amo.

Estavam na casa de Lysandre, como de costume. Leigh não estava em casa, então não teriam que se preocupar em levar uma bronca colossal por estarem cabulando aulas.

- Essa paixonite já chegou a que nível? – O ruivo perguntou, se jogando na poltrona próxima à lareira.

- Escrevi uma música para ela. – Ele murmurou – E não é uma paixonite.

- Wow, nível avançado. – Arregalou os olhos.

- Não é uma paixonite. – Repetiu – Eu realmente a amo. Diana é uma das pessoas mais importantes para mim.

- Vocês passam mais tempo do que o recomendado juntos, se conhecem “desde sempre”, e ela é extremamente bonita, só. – Riu no final, percebendo que tinha admitido o quê achava da garota pela segunda vez no mesmo dia – Você a ama, assim como ela te ama. E nós sabemos que ela te trata como um irmão.

- Não está ajudando, La Rue... – Bufou – Você mesmo disse que...

- Eu estava bêbado. – O cortou – Você sabe, mais do que ninguém, que eu detesto romantismo. Só namorei firme uma vez, e...

- Teve um final trágico. – O platinado completou – Tanto que, resultou nessa catástrofe que você é hoje. – O amigo ia protestar, mas ele continuou – Não entendo o motivo... Deb...

- Não se atreva a pronunciar esse nome. – Castiel interrompeu.

- Por quê? – Ele franziu o cenho – Não posso tocar no assunto, mas você pode ficar vidrado enquanto lê uma matéria sobre ela em uma revista teen...

- Não sei do quê está falando. – Disparou.

- Não? – Ele riu – Eu vi, quando te encontrei mais cedo. Estava com a revista na mão. – Deu de ombros – É a mais vendida da semana. “Debrah Lafaiete, a pop star que todas as garotas gostariam de ser.” – Ergueu as mãos de maneira teatral, simulando um letreiro com os dizeres enormes.

- Certo. – Castiel bufou longamente – No fim das contas, somos dois idiotas.

- Você é muito mais do que eu. – Se levantou, indo até a cozinha para pegar um copo de água – Não estou me agarrando ao passado e à uma ex que me passou a perna.

- Pierce! – Resmungou – Pelo menos, não estou tendo sonhos eróticos com minha melhor amiga. Até porquê, Diana nem é minha amiga.

- Somos dois idiotas. – Riram juntos – Mon Dieu...

- Saúde. – O ruivo ergueu um copo invisível, fingindo brindar com Lysandre – Um brinde às idiotices adolescentes.

[...]

- Eu tenho tanta inveja do seu corpo... – Rosalya comentou, fitando uma Diana que dançava em frente ao espelho.

- Eu tenho tanta inveja do seu cabelo... – Ela respondeu – Estamos quites.

- Eu tenho tanta inveja de vocês duas... – Alexy se intrometeu – Dormem nas mesmas camas que os Pierce. Rosa até transa com um deles...

- Alexy! – A platinada jogou uma almofada na direção do amigo – Moins s'il vous plaît.

Estavam na casa de Alexy; Era costume de Rosa passar as tardes na casa do azulado, e Diana não queria colocar os pés em casa. Estava com algo a incomodando desde a noite anterior, e a presença de Lysandre a deixava ainda mais confusa.

O amigo desaparecera depois do intervalo, e ela dava graças aos céus por isso. Precisava de distância do platinado se quisesse colocar a cabeça no lugar.

- Pode parar, Blanche. – A morena o fitou pelo reflexo do espelho – Não quero ouvir o nome Pierce por algumas horas.

- O quê aconteceu? – Ele perguntou – Você e Lysandre brigaram?

- Não. – Suspirou – Só os meus sentimentos que estão por toda a parte.

- Explique. – Rosa deu tapinhas na almofada ao seu lado, fazendo sinal para que a amiga se juntasse a eles na enorme cama de Alexy.

- Eu estou confusa. – Ela disse, se sentando entre os dois – E detesto lidar com sentimentos, principalmente quando se trata de romantismo.

- Lysandre e romantismo. – Alexy sorriu malicioso – Agora fiquei muito interessado.

- Eu acho... Acho que ele é apaixonado por mim. – Dizer aquilo em voz alta pela primeira vez era estranho. Diana não conseguia levar aquilo a sério, e acabou rindo de nervosismo – Mon Dieu, isso é um desastre.

- Você acha? – O azulado gargalhou escandalosamente – Só falta o garoto te pedir em casamento! É óbvio que ele é apaixonado por você.

- Nunca passou pela sua cabeça? – Rosa a olhava como uma irmã.

- Já, todos os dias. – Caiu deitada no colchão – E isso é tão aterrorizante.

- Não pode ser tão ruim assim. – Alexy jogou um travesseiro em sua direção – O quê está te afligindo?

- Tudo. – Ela esganiçou – Estávamos conversando ontem, e... Urgh! – Grunhiu – Ele é tão... Perfeito.

- Por quê não dá uma chance para ele? – A platinada questionou – O Lys é um cara legal...

- Esse é o problema. – Bufou – Ele se importa comigo, e faz de tudo para que eu me sinta melhor... – Cobriu o rosto com as mãos – Não quero me imaginar em um relacionamento com o garoto que é tipo, um irmão!

- Não pensou nisso nem uma vez na vida? – O amigo perguntou – Nenhum sonho, um pensamento...

- Não, Alexy. – Riu – Não tenho sonhos eróticos com ele. Não sou a Rihanna. – Se referiu a música que tocava agora no computador do azulado.

- Você deveria se permitir ter alguns “wild thoughts”. – Ele disse – Sendo seu amigo ou não, ele é o Lysandre!

- E além do mais, ele não precisa ficar sabendo. – Rosa disse – E, com certeza, já sonhou com você.

- É, sonhou. – A morena respondeu, ainda com os olhos cobertos – Esta noite. Não admitiu, mas sonhou.

- Viu? – A amiga tinha as sobrancelhas erguidas – Não é errado, e não vai prejudicar a amizade entre vocês.

Diana suspirou. Aquilo era verdade. Nunca se permitira ter “pensamentos indecentes” com Lysandre porque era extremamente difícil. O garoto era um cavalheiro sempre, tão simpático... Sequer conseguia fantasiá-lo como um “predador” na cama. E ela era muito boa com fantasias, principalmente na hora de realizá-las.

Já que o mesmo pensava nela, não havia problemas em ativar essa pequena parte de seu cérebro, que a proporcionaria cenas que talvez nunca veria na vida real.

- Agora, mudando de assunto. – Alexy se levantou, indo até o computador e aumentando o volume da música – Qual é a do look espalhafatoso?

Diana fitou o próprio corpo. Não era espalhafato, era sexy. Cada peça de sua vestimenta era preta. Uma saia curta que marcava sua cintura, um cropped sem mangas e seus tão amados Louboutins de plataforma. Era a roupa ideal para uma balada.

- Eu estava planejando sair. – Sorriu sapeca – E não pretendia voltar à casa de Lys tão cedo. – Seu sorriso murchou – Por isso fui assim para o colégio. – Deu de ombros – Sem contar que, foi incrível ver a cara da Ambre sendo ofuscada.

- Planejava sair para onde? – Rosa perguntou – Estamos no meio da semana.

- Eu sei. – Deu de ombros novamente – Querem vir comigo?

- Não! – Exclamaram juntos, e logo Alexy continuou – Não vamos sair no meio de uma semana de revisão para beber, já ficamos de ressaca por conta do fim de semana.

- Vocês não precisam beber. – Ela revirou os olhos – Só preciso de companhia, e alguém para me carregar de volta para casa.

- Pode esquecer. – Disseram juntos novamente – Não vamos.

- Está bem. – Se levantou – Sem problemas, eu chamo o Armin.

- Por quê acha que ele vai aceitar? – Alexy a fitou – Ele nunca sai de casa...

- Eu dou um jeito. – Caminhou até a porta – Adiós. – Deu um aceno e sumiu no corredor.

[...]

- Onde estamos indo? – Diana perguntou – Por favor, não me diga que está me levando para uma boulangerie só para me entupir de croissants. Fiz isso por muitos anos.

- O quê te faz pensar que eu vou te levar a um lugar pacato? – Era estranho ver Armin daquele jeito, olhando diretamente em seus olhos, não escondido atrás de um celular.

- Não sei. – Deu de ombros – Provavelmente só quer se livrar de mim para poder jogar em paz.

- Não sou tão insensível... – Sorriu – Vamos a um lugar especial. Sem máquinas de videogames e croissants.

Estavam caminhando há alguns minutos, e o moreno se recusava a dizer para onde estavam indo. Não foi muito difícil fazer Armin sair de casa. Bastou uma pequena chantagem, prometendo um jogo novo ao garoto, e pronto. Diana tinha um companheiro de copo.

- Não vejo problemas em um bar geek. – Ela deu de ombros – Desde que eu tenha algo para beber entre as partidas de Mortal Kombat.

- Sério? – Os olhos do garoto ganharam um brilho alegre – Garanto que da próxima vamos ao melhor bar geek da cidade.

- Promete? – Estendeu o mindinho em sua direção.

- Prometo. – Entrelaçou seu próprio mindinho no dela, sorrindo simpático.

Seguiram o caminho em silêncio, até o tal lugar que Armin a estava levando, não muito longe. Era um lugar ao ar livre, como uma rua comercial, lotada de barzinhos e, mais ao fim, um grande campo aberto, onde se aglomeravam muitos adolescentes. Diana notara alguns rostos familiares, alguns alunos da escola; Kim, Melody, Peggy – a repórter da escola – e até Ambre e sua trupe.

- Que lugar é esse? – Franziu o cenho.

- Bem-vinda a Jeune Nuit. – Sorriu – Um ponto de encontro do jovens da cidade.

- Como conhece esse lugar? – Ela fitava as pessoas dançando ao seu redor – Alexy disse que você nunca sai de casa.

- Isso é o que ele pensa. – A declaração fez Diana abrir um sorriso malicioso, pensando em como Alexy achava que o irmão era apenas um nerd – Ele não vem aqui, por medo de ver as pessoas do colégio. Por favor, não conte a ele que te trouxe aqui.

- Sem problemas. – Piscou um olho – Vai ser nosso segredo.

[...]

- Por quê me chamou para sair? – Armin perguntou, dando um gole em sua cerveja. Era estranho acreditar que estava frente a frente com uma garota, em uma mesa de bar, bebendo algo. E, bem, não era qualquer garota – Sentiu pena?

Nunca saíra em um encontro. Saía com Iris às vezes, mas era a Iris, não? Nem chegava a ser um encontro. Mas agora estava com Diana Sucre, enfiada em uma roupa apertada e sorrindo maravilhosamente em sua direção, enquanto entornava sua décima garrafa da noite.

- Não, Armin! – Ela exclamou, fazendo uma careta de indignação. Franzia o nariz, com os olhos apertados em fendas. Era fofa – Não sinto pena de você, não há porquê.

- Então, qual foi o motivo? – Franziu o cenho – Nós sequer conversamos direito.

- Touché. – Ergueu o dedo indicador, dando um sorriso fechado – De todos do grupo, você é o que eu menos tenho contato... Não gosto disso. – Fez bico. À aquela altura, ela já fazia caras e bocas sem se incomodar. O álcool circulando por seu sangue a deixava feliz, e não deixaria ninguém mudar aquilo – Você é um cara legal, Armin. Eu queria me aproximar. – Deu de ombros, entrelaçando sua mão na do garoto – Você me parece o tipo de amigo que topa tudo, sem questionar duas vezes. E, bem, eu preciso muito de alguém assim.

Trocaram sorrisos cúmplices. Armin estava feliz por saber que existia alguém que acreditava que ele poderia ser interessante. Geralmente, as pessoas não apostavam muito nele; Armin Blanche era só o gêmeo sem graça de Alexy, o nerd que não socializava, o esquisito.

Antes que pudesse agradecer a Diana pela chance que estava recebendo – o voto de confiança que precisava –, fora interrompido pela batida inicial de uma música latina.

- Esto sólo puede ser persecución. – A morena revirou os olhos. Rihanna só podia estar de brincadeira. Soltou uma lufada de ar, abrindo um breve sorriso – Mas ainda amo essa música. Vem, vamos dançar. – Se levantou, estendendo a mão à Armin. O garoto franziu o cenho, rindo.

- Não sei dançar. – Sorriu amarelo, com uma expressão culpada – Desculpe, mas é melhor ficarmos aqui, não quero pisar nos seus pés.

- Urgh, vocês homens sempre usam as mesmas desculpas. – A morena se aproximou, arqueando as sobrancelhas – É cansativo, sabia?

Após muita insistência da morena, Armin finalmente cedeu. Foram até o meio da pista de dança, que à aquela altura da noite já estava lotada. Os quadris de Diana se moviam sozinhos no ritmo da música, enquanto Armin ainda parecia um pouco perdido, sem saber o que fazer exatamente.

- Segure minha cintura, eu guio você. – O garoto o fez, com um pouco de receio – Não vou te morder. – A morena riu, colocando suas mãos sobre as de Armin, tornando seu toque mais firme – A não ser que você queira... – Sussurrou, em tom de brincadeira, no ouvido do garoto, passando suas mãos ao redor de seu pescoço.

Ela nunca vira o garoto tão apavorado, nunca mesmo. – até porque, o garoto sempre se escondia atrás das telas de seus consoles, era quase impossível ler suas expressões.

- Por quê está sento tão legal comigo? – Ele franziu o cenho – Eu sou só um moleque normal. Não tenho o mistério de Lysandre, ou a rebeldia do Castiel, muito menos a inteligência do Nathaniel. – Suspirou – Por quê está me tratando assim?

- Armin Blanche. – Diana proferiu o nome, como se fosse uma oração – É um dos garotos mais legais que já conheci. Sabe tudo sobre jogos, filmes, séries e... – Fez suspense – É o dono de um sorriso encantador. – O comentário fez o garoto sorrir sem graça, as maçãs do rosto coradas. Mais uma vez, exibia aquela fileira de dentes brancos, tão simpático e acolhedor. – É o tipo de pessoa que, com apenas alguns minutos de conversa, faz você se sentir incrivelmente familiarizado com ele. – Sorriu – Você é especial. – Beijou sua bochecha.

Não saberiam dizer se foi a bebida, mas estavam mais próximos. Diana conseguira arranjar alguém para beber, Armin ganharia um jogo novo, e, no fim das contas, os dois haviam estabelecido uma conexão.

Não muito distante, dançando animadamente, estava Peggy. Ela adorava esse tipo de evento. Era uma oportunidade única de descobrir podres dos outros, e tirar ótimas fotos para a primeira página do jornal do colégio.

A câmera que carregava pendurada em seu pescoço era o item indispensável, não importava onde fosse. E lá estava ela; a grande oportunidade de ter uma matéria de primeira página polêmica. Armin e Diana dançando juntos, os corpos muito próximos e sorrisos claramente nada inocentes.

- Ei, Melody. – Deu uma cotovelada na garota que dançava ao seu lado – São Blanche e Sucre ali, ou estou vendo coisas?

Melody parou os movimentos, fitando o mesmo ponto que a colega encarava.

- É... São eles. – Deu de ombros – Que bom que estão juntos, assim ela não dá em cima do Nath. – Seus olhos brilharam ao tocar no nome do garoto.

- Devo tirar uma foto? – Perguntou, já segurando sua câmera próxima ao rosto. Melody assentiu, com um sorrisinho – Certo. Essa vai ser a melhor capa de todo o ano.

Tirou a franja arroxeada da frente dos olhos, posicionou a lente no melhor ângulo e tirou uma sequência de fotos, de todas as maneiras possíveis. Peggy sabia que causaria uma confusão na manhã seguinte, e gostava disso. Conseguia imaginar o título da manchete: “O mais novo casal de Sweet Amoris” ou “O nerd e a popular: O clichê inverso finalmente acontece”. Sempre em letras garrafais, tomando metade da página.

- Bem, finalmente. – Abriu um sorriso maldoso, analisando as fotografias pela pequena tela – Estava esperando um podre da novata.

[...]

A água fria caía sobre Lysandre. Cada gotículas congelante escorrendo por seu rosto, descendo para o abdômen e logo se perdendo abaixo de sua cintura.

Mantia os olhos fechados, respirando fundo toda vez que Diana passava por sua cabeça. Não entendia o que estava acontecendo consigo; sempre fora apaixonado por ela, mas nesses últimos dias, parecia que sua mente finalmente compreendera que a amiga não era mais uma garotinha e que seus jogos de provocação estavam surtindo algum efeito nele. Só conseguia pensar em tocá-la e beijá-la com toda a ferocidade que existia dentro de si, escondida por trás da pose de bom moço.

- Você estava demorando. – Ela disse. Virou a cabeça em sua direção, olhando para fora do box do chuveiro – Não sabia que é errado deixar uma dama esperando?

Enrolada em apenas um lençol fino, Diana se aproximava lentamente do garoto. Os dois mantinham os olhares conectados, em uma conversa tão íntima e silenciosa.

- Opa. – Deixou o tecido cair aos seus pés. O rapaz a encarava, pousando os olhos em cada parte desnuda de seu corpo – Como eu sou desastrada...

Sem esperar mais um segundo, Lysandre a puxou para debaixo da água gelada junto consigo. Agarrou-a pela cintura e atacou seus lábios, envolvendo sua cintura em um abraço. Suas línguas travavam uma batalha, tentando decidir quem comandava o beijo. Um ritmo lento se estabeleceu, aquecendo seus corpos. – que à essa altura, já não sentiam a água congelante caindo sobre si.

- Aguenta mais um round? – Ela perguntou sensualmente, a voz arrastada. Apenas um apertão em sua cintura, e aquilo já era resposta o suficiente.

Seria uma pena se fossem interrompidos.

O som agudo e estridente da campainha soou, ecoando pela casa e tirando Lysandre de seu transe. Percebera que estava hiperventilando, e suando, mesmo embaixo das gotas tão frias. Desligou o chuveiro, enrolando-se em uma toalha.

Caminhou em passos apressados até o andar de baixo, sem se importar se estava deixando uma trilha de poças pelo caminho. Ao abrir a porta, do outro lado do batente, deparou-se com um pesadelo.

Com os cabelos presos em marias-chiquinhas e algumas mechas coloridas, trajada como uma Lolita, ela o encarava. Crescera alguns centímetros desde a última vez em que a vira, e sorria o mesmo sorriso psicopata de sempre.

- Nina? – O platinado estava surpreso. Ela o encarava boquiaberta, fitando longamente o tronco nu de Lysandre – O quê está fazendo aqui?

Depois de alguns minutos em silêncio, se recuperando da visão abençoada que acabara de ter, abriu novamente o sorriso estranho que era sua marca registrada.

    - Oi, Lys! – Deu um leve aceno com a mão que segurava sua bolsa em formato de coelho – Não vai me convidar para entrar?


Notas Finais


Notas finais enormes como sempre, lá vamos nós!

~Vocabulário~
Moins s'il vous plaît | menos, por favor (seje menas, miga)
Esto sólo puede ser persecución | Isso só pode ser perseguição

Galeros, Nina perigosa chegando pra, provavelmente, destruir relacionamentos - mesmo que eles nem tenham começado ainda.

Personagens:

Peggy: https://pin.it/pxY4ZU4 (perdoa o Photoshop ruim e não desiste da personagem)
Melody: https://pin.it/_G1j9sP
Nina: https://pin.it/1fVdlsr (sim, é a anã Lavingne)

Música do cap: https://youtu.be/fyaI4-5849w

Roupa da Diana:
http://www.polyvore.com/m/set?.embedder=22971857&.svc=copypaste-and&id=230232918

Gente fina, talvez eu demore mais a postar a partir de agora, porque estou me dedicando a um projeto novo (yay!) que se resume basicamente em uma saga (Isso mesmo) que retrata décadas, começando pelos anos 70. É o primeiro projeto que pretendo transformar em livros físicos, e eles têm potencial. Em um futuro próximo, talvez eu poste o primeiro aqui. É bem topster, vocês vão amar.

Agora, acho que acabei...

Até qualquer dia, um beijo e bye🍃


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