História Teia Negra - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Danzou Shimura, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Jessiyou, Naruhina, Naruto, Sasuhina, Triângulo Amoroso
Visualizações 211
Palavras 2.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi gente. vamos lá: quem já leu uma NaruHina minha sabe que eu não faço clichês com esse casal, é o amor da minha vida e eu gosto sempre de inovar. Então, trago um romance policial p/ vocês c esse casal que mora no meu coração.

Eu tive várias ideias p/ esse plot até decidir acabar nesse. De antemão, vou avisar que quem não gosta de conteúdo delicado, não leia. Não será legal.
Quero avisar também que, apesar de romance policial, vou focar no triangulo amoroso que encaixei nessa fanfic. Sim, terá foco e desenvolvimento. Não quero nada meia-boca. E também que eu peço para que não se iludem quanto ao final dessa fanfic, pq eu realmente ñ tenho um endgame. Ou seja: não sei se vai ser NaruHina ou SasuHina


Leiam as notas finais para entender!

Capítulo 1 - Capítulo I


Capítulo I ➸ O Caso Especial. 

O sapato de salto-agulha – vermelho e brilhante – tilintavam pela calçada enquanto ela subia a rua. Era noite, mas a rua estava cheia. Todos os moradores daquele pequeno bairro estavam comemorando o Dia D. E ela também. Estava indo ao encontro do seu namorado. Além do par de sapato alto vermelho que usava, estava vestindo um uma minissaia preta que deixava suas pernas longas e torneadas a mostra. Estava arrumada demais, mas queria agradar seu namorado essa noite.

Quando terminou de subir a rua, parou por alguns segundos e olhou ao redor. Havia recebido uma mensagem do seu namorado que dizia para encontrá-lo às dez no beco da Rua Campbell. O som da música estava mais baixo, as luzes de todas as casas estavam desligadas, sinal de que também estavam aproveitando a festa. Ela procurou por alguém conhecido, mas não encontrou ninguém.

Tirou o celular do bolso e estava pronta para mandar uma mensagem cheia de palavrões para seu namorado quando ouviu um gemido baixinho. Pensou que fosse apenas um cachorro ou um gato, mas então o gemido ficou mais alto e parecia humano. Virou-se em direção ao beco que estava escuro e pensou seriamente se deveria entrar ali, até que decidiu ligar a lanterna do celular.

Caminhou devagar até seu corpo ficar submerso na escuridão. Se fosse um bêbado ou até mesmo um estuprador, ela o nocautearia com o golpe que havia aprendido com seu pai. Um simples chute na virilha e o homem estaria completamente desarmado. O som ficou um pouco mais alto e dessa vez conseguiu entender que não eram gemidos, e sim palavras. Palavras desconexas e resmungos.

Quando ligou a lanterna do seu celular, seus olhos se arregalaram tanto que estavam prontos para sair da órbita. Colocou a mão na boca, horrorizada. Sentiu uma pancada forte na cabeça e caiu de joelhos no chão. Tentou se levantar e até mesmo gritar, mas sentiu um peso nas suas costas e uma mão tapar sua boca.

— Shh... — Ouviu a voz masculina sussurrar em seu ouvido. — Vai ser rápido. Não vou demorar. Não vai doer. Esse seria um daqueles momento que eu deveria dizer que não gosto do que vou fazer..., mas estaria mentindo.  

Sua garganta foi cortada e sentiu o sangue escorrer e manchar o chão. A última coisa que viu foram os olhos assustados do seu namorado em um pedido silencioso de socorro.

xxx

Hinata sentiu o líquido quente e amargo descer pela sua garganta, fez uma careta e depois sua expressão se suavizou. Não, não totalmente. Sentia o suor escorrer pelo canto da sua cabeça e o seu coração ainda estava acelerado. Havia tido mais um pesadelo. Já havia se passado cinco anos e ainda se sentia fraca por não ter superado completamente. Sua irmã insiste que ela é humana e o fato de ainda ter medo não a faz fraca, e sim forte. Odiava ter uma irmã formada em psicologia, porque nunca podia negar que Hanabi estava certa.

Mesmo assim, é quase impossível não se sentir dessa forma. Tendo passado semanas, meses e anos apenas fazendo terapia, para no fim não ter mudado nada, só a deixava mais irritada consigo mesma. Deveria ter superado aquele evento traumático, não deveria? Afinal, ela era uma médica legista. Lidava com corpos sem vida o tempo inteiro, tinha estômago forte para qualquer tipo de situação, mas por que se sentia tão abalada emocionalmente?

Não. Dizer que quase fora vítima de um serial killer não é o suficiente. Não é uma desculpa, apesar de Hinata ser a única que pensa dessa forma.

Olhou o relógio na parede da sala e viu que ainda era apenas 00h00. Foi dormir às onze e em menos de uma hora já tinha tido um pesadelo. Estava irritada, frustrada, insegura, assustada, exasperada... A campainha tocou e seu coração bateu aceleradamente, deixou cair o copo de vidro no tapete bege da sala. Seus reflexos não eram mais os mesmo.

— Quem é? — Perguntou colocando a mão na maçaneta e encostando a cabeça na porta para tentar ouvir qualquer ruído do outro lado. Alguns longos segundos se passaram e não teve nenhuma resposta. Suas mãos começaram a tremer e a maçaneta de repente ficou muito úmida. — Não vou perguntar de novo, vou ligar para a...

— Polícia? — A voz grave e rouca ecoou pelo corredor e fez Hinata estremecer levemente. — Não se preocupe, senhorita Hyuuga, não precisa chamar a polícia. Pode abrir a porta, por favor? É meio estranho ficar falando para uma porta, me sinto um idiota.

Abriu a porta devagar, se preparando para atacar qualquer pessoa que estivesse parada ali. Seus olhos claros percorreram e analisaram o homem à sua frente. Ele usava um terno azul escuro e era alto. Muito alto. O cabelo loiro desgrenhado dava-lhe um ar mais jovial, apesar de ter profundas olheiras. Ele era bonito, muito mais que isso. Era magnífico.

— Desculpe-me incomodá-la, senhorita. — Ele pigarreou chamando a atenção dela e mostrou um distintivo com as siglas do FBI. — Sou Naruto Uzumaki. Eu não queria atrapalhar o que estava fazendo... — ele começou, um pouco constrangido. O cabelo desarrumado e o pijama levemente amassado não passavam uma impressão muito boa. Ela se empertigou rapidamente e ele sorriu. — Eu preciso de você.

— Q-Quê? — Ela passou a língua pela extensão da boca, não entendendo o que ele queria dizer. Na verdade, pensou em algo completamente sexual.

— Quero dizer... — ele franziu a testa, um pouco nervoso ao entender a conotação sexual que suas palavras causaram.  — ... eu preciso da sua ajuda. O FBI precisa, na verdade. Queremos saber se você está disposta a colaborar conosco em um caso. Um caso especial.

— Bom... — Ela murmurou meio débil. — Que caso? Você por acaso sabe que não sou uma detetive, sabe?

— Você é legista, não é? — Ele levantou as duas sobrancelhas em sinal de questionamento. Estava começando a achar que tinha vindo ao lugar errado. A mulher na sua frente não parecia a legista resignada das fotos que estavam nos arquivos que seu chefe lhe passou. Parecia apenas uma mulher cansada e destruída. Apesar de ser bonita. — Hinata Hyuuga, médica legista e formada em ciência forense.

— Ah. — Algo pareceu estalar na mente dela e aquilo a deixou mais acordada dessa vez. — Sim, hã... sou eu. Hinata Hyuuga. Sou eu.

— Você não parece ter certeza. — Ele observou e riu baixinho. Hinata gostou da risada dele, talvez porque foi a única que ouviu em anos. Isso, claro, depois da de Hanabi. — Você está bem? Se estiver se sentindo mal eu posso falar com meu superior e nós encontramos outro legista. Kizashi, você deve conhecê-lo, recomendou chamarmos você. Ele viria pessoalmente aqui, mas já está lá no IML. 

— Certo. — Ela se encostou na porta e parecia pensar. — Mas você veio até aqui sabendo quem eu sou e Kizashi ainda me recomendou, isso significa alguma coisa.

— Significa muita coisa, para ser sincero.

— Por que? — Perguntou curiosa.

— Porque esse caso é bem familiar para você. Acredito que possa dar além da sua ajuda como profissional.

xxx

Quando os dois chegaram no IML, Hinata não conseguiu evitar de arregalar os olhos em sinal de surpresa. Havia mais de cinco carros da polícia e isso era muito incomum, até mesmo quando era a morte de alguém famoso. Hinata seguiu o agente até outro homem que estava conversando com o delegado. Ele era alto e também usava um terno azul, logo imaginou que também fosse um agente, e não um policial. Quis perguntar qual era o caso enquanto iam até o IML, mas ficou um pouco envergonhada.

Claro que isso é culpa do álcool, a muito tempo Hinata perdera a vergonha que sentia ao conversar com outras pessoas desconhecidas. Seu trabalho exigia isso, exigia que ela fosse firme para falar e não gaguejasse. Mas, estranhamente, Hinata se sentia um pouco envergonhada na presença imponente daquele homem. Sempre fora muito fraca para bebida e quando acordou depois de um pesadelo, acabou tomando uns três copos puros de vodca para que a sensação ruim fosse embora.

Quando se aproximaram do delegado e do homem, os dois pararam de falar e olharam de forma estranha para Hinata, sentiu como se estivessem falando dela.

— Oi, delegado. — Cumprimentou o homem já conhecido. — Como está a Mebuki?

— Está bem. E com saudades de você. — Ele sorriu carinhosamente e a abraçou. — Vê se pára de se esconder e vá visitá-la.

Sorriu timidamente quando recebeu olhares curiosos dos dois homens. Se aquele que se chama Naruto Uzumaki a conhece, sabe do horror que viveu a cinco anos atrás, então se ele for esperto, sabe que essa pequena bronca foi em relação a isso. Até mesmo a mídia sabe que Hinata Hyuuga nunca superou aquilo e nem vai, tanto que depois de um tempo parou de enchê-la com ligações, e-mails e até visitas inesperadas.

— O que temos hoje? — Ela perguntou enquanto eles se direcionaram para dentro do IML. Não trabalhava sozinha e também não era o único departamento da cidade, mas todos achavam a Hyuuga muito talentosa e o delegado gostava de transferir até os casos de outras cidades para as mãos dela. Suas análises eram precisas.

—  Dois corpos. — O homem que até então estava em silêncio se pronunciou. A voz dele era muito mais grave e firme que a do agente que conheceu mais cedo. — Uma mulher e um homem.

— Certo. — Ela sorriu, um pouco feliz por ter algo para fazer essa noite ao invés de ficar tomando remédios para tentar dormir. — Os corpos já estão lá? — Ela perguntou apontando para a porta que continha um vidro, dando para ver o interior. Quando o delegado concordou, continuou: — Vou me preparar, podem me esperar aqui. Ou lá dentro.

— Acho melhor aqui. — Naruto respondeu um pouco nauseado, fez uma careta enquanto olhava na direção da porta que dava para a sala onde Hinata fazia seu trabalho.

— Se você não for vomitar... — ela sorriu descontraidamente para ele, a forma intensa que ele a olhou foi o suficiente para fazê-la correr em direção ao vestiário. Definitivamente não estava gostando daquilo.

 

 

Quando voltou, eles estavam esperando-a ao lado da porta. Naruto estava encostado relaxadamente no batente da porta, enquanto o outro agente conversava mais uma vez com o delegado. Queria saber quem ele realmente era. Vestiu  a roupa de trabalho, uma camisa comprida verde e uma calça da mesma cor. Sinceramente, odiava aqueles trajes, mas estava sem vontade nenhuma para personalizar, como era de seu costume.

Abriu a porta e o cheiro de limpeza inundou seu nariz, um cheiro familiar e relaxante, mas ao mesmo tempo cheio de lembranças ruins. Amava muito o que fazia e apesar de isso ter quase acabado com sua vida, não conseguiria fazer outra coisa senão ser legista. Pegou o jaleco branco do cabide preso na parede e o vestiu. Amarrou o cabelo em um rabo de cavalo firme e puxou a mesa de rodinhas para perto de si, onde jazia as ferramentas que usava no processo de análise dos corpos. 

— Quero saber algumas informações antes de fazer o corpo de delito. — Afirmou antes de tirar o saco azul que cobria o primeiro corpo em cima da maca de ferro.

— Um casal encontrou os corpos no beco da avenida entre a rua Campbell com a Bondi. Já estavam mortos quando ela os encontrou. Foi entre as 19h10 às 19h20. O sangue ainda estava quente, então significava que o assassinato aconteceu pouco antes deles encontrarem os corpos. — O agente que ela não sabia o nome começou a falar, seu olhar firme e sua voz direta mostravam que ele já estava acostumado a explicar. — O estado dos dois estava bem decadente, mas o que me impressiona é o fato desse assassino ter feito tanto em pouco tempo.

— O que? — Ela franziu o cenho.

— Ele moldou os corpos. Em menos de vinte minutos. — Disse pacientemente.

— Uau. — Ela levantou um pouco as sobrancelhas, impressionada. — A mídia já sabe? Talvez estejamos lidando com um serial killer.

— Não. Não vamos deixar nenhuma informação vazar. Caso você aceite trabalhar nesse caso, pedimos sigilo total. — Quem falou foi Naruto. O olhar dele tinha algo a mais, talvez pena? Ela não conseguiu decifrar totalmente, mas não gostou. — Kizashi recomendou você...

— Mesmo que eu tenha dito que não era uma boa ideia... — O outro agente interrompeu Naruto, que fez uma careta.

— Certo, tudo bem. — Ela franziu ainda mais a testa, mas não quis perguntar nada. Quando tirou o saco verde que cobria o corpo, sentiu seu coração acelerar. — I-Isso... os olhos dela... a boca dela...

Tudo aconteceu muito rápido, viu Kizashi se aproximar, mas correu na direção oposta da dele. Sua mente fervilhava em sinal de medo e alerta. Não apenas seu corpo estava reagindo mal, mas sua mente também. Não conseguiu segurar a náusea e vomitou no saco de lixo que ficava ao lado de um armário branco.

Era como se estivesse voltando para o passado. Vomitou pela terceira vez seguida e a sua saúde mental que precisou de muito tempo para ser restabelecida – mesmo que não totalmente – estava desmoronando.

 


Notas Finais


quero dizer eu tinha diversos personagens p/ escolher, mas decidi o Sasuke. ''Mas Jessica, vc n escreve fanfic SasuSaku?'' vou deixar BEM claro que eu gosto desse casal, mas qualquer personagem que fique bem com a Hinata eu já tô shippando, assim como tem gente que curte GaaSaku, ItaSaku, KakaSaku e NaruSaku(mesmo q esse eu ñ entenda hihi). Só deixando claro, tudo bem?!

Terá cenas fortes e pesadas, mas sobre p triangulo amoroso, também não vou fazer a fanfic ser totalmente sobre isso, okay? Vou apresentar os personagens, Naruto e Sasuke e falar deles, mas Hinata é o foco. E terá flashbacks do passado conturbado dela.


Espero que esse capítulo de introdução tenha sido fácil de entender! Espero que vocês gostem, eu tava muito nervosa p/ postar. A @_Hinadebochada_ que foi mt fofa comigo qnd eu disse q ñ sabia oq fazer em relação a esse casal naruhinasasu.
E também a Black Velvet por essa capa incrivel e a forcinha q ela me deu <3


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