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História Telefone Sem Fio - One Shot - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu amo tanto o anime como o mangá, daí resolvi fazer uma One sobre, hehe

Boa Leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único;


Fanfic / Fanfiction Telefone Sem Fio - One Shot - Capítulo 1 - Capítulo Único;

Agora eu entendia. Entendia o porquê que, quando as crianças eram “adotadas” não nós enviavam mais cartas.

Tudo era apenas uma ilusão.

Não éramos adotados, não teríamos uma família ou uma vida digna e feliz. Na verdade, éramos brutalmente assassinados por monstros horripilantes. 

Monstros. 

Éramos como o gado, estudados, monitorados, para depois, sermos devorados.

Eu e Emma vimos com nossos próprios olhos o corpo da pequena Conny dentro de um tubo com algum tipo de líquido que não reconhecia. Foi uma experiência arrepiante e traumatizante.

Porém, as frases que me marcariam por toda a vida foram:

“— Parabéns, Norman! Você foi adotado! - Mama diz com seus típicos falsos sorrisos.”

Confesso que na hora não senti tanto medo, até fui abraçado por meus irmãos de criação que me parabenizaram. Apesar de não saberem a verdade, me senti acolhido. Mas... Quando finalmente pude ficar só, percebi o terror que era viver ali. Lembrei que não seria adotado e sim comido. Percebi o quão ruim é viver engaiolados, presos por uma enorme muralha. Eu me sentei no chão agarrando meus fios de cabelos e abraçando meus joelhos. Eu seria morto assim como Conny foi. Do mesmo jeito.

Emma e Ray não ficaram contentes com isso, ninguém ficaria ao descobrir para onde eu iria. Eles tentaram me impedir ao máximo, porém sempre os impedi, afinal, a confirmação de minha morte seria a maior prova para eles, assim, eles teriam não só tempo suficiente, como mais um motivo para fugir daqui. Eu sei que eles conseguem. Sei que são capazes. 

Abri minha mala e neguei com a cabeça ao olhar para o guarda-fatos. O que levaria? Não iria ter uma vida boa como sempre sonhei, não seria adotado como sempre desejei. O que eu poderia colocar naquela mala? Qualquer coisa que coloca-se alí seria inútil. Não usaria de todo modo. Mas tem uma coisa que sempre quis levar comigo. Uma coisa que guardaria para o resto de minha vida, a protegeria de qualquer coisa. Essa foi a única coisa que coloquei naquela maleta.

O telefone sem fio.

O telefone sem fio que Ray criou quando éramos pequenos.

Olhei para o teto, me sentia só, mas não tenho muito do que reclamar. Estava doente e isso era fato, qualquer um que vinhesse até aqui correria o risco de ser contaminado por mim. O pano úmido que estava sobre minha cabeça permitia que as gotas d’água caíssem sobre minhas bochechas, ou orelhas. 

Escutei um ruído e quando meus olhos olharam para baixo, pude ver um fio de cabelo que tanto conhecia. Era o cabelo de Emma, quando ela pulou na cama sorrindo, não neguei que me senti bem. Era como se eu estivesse em um quarto escuro e ela abrisse a porta revelando a luz, meio estranho, não é?

Mama a tirou do quarto levando um pedaço de mim consigo. Como a alaranjada é meio, digamos assim, “pestinha”, voltou para o quarto. Dessa vez eu quem a pedi para sair. Não queria que ela ficasse doente assim como eu. Era ruim. Mas ela não se importou. Mama a tirou tantas vezes do quarto que chegou a trancar a porta, mesmo assim isso não foi motivos suficientes para Emma não se enfiar em algum buraco e entrar no quarto em que estava.

Ray que lia um livro qualquer atrás da porta de meu quarto, nos xingou de ‘burros’ e pegou alguns copos descartáveis que seriam jogados no lixo, ele colocou uma longa linha pelo buraco que havia feito e mandou Emma me entregar. Agora, Emma e Ray se encontravam do outro lado. A linha passava por baixo da porta de madeira até chegar em mim. A garota mantinha o copo no ouvido. Ainda pude ouvir sua doce voz falando:

— Alguém a escuta?

Encostei o copo em meu ouvido e o guiei até minha boca sorrindo e dizendo:

— Sim, senhora.

Depois disso eu passei a guardar tal telefone sem fio que foi feio a mão pelo moreno com bastante carinho. Essa era a única coisa que me fazia sorrir bobamente todos os dias. Todos os momentos. Todas as horas.

Me desculpe, Emma.

Me desculpe, Ray.

Me desculpe, Gilda.

Me desculpe, Don.

Todos, me desculpem por isso. Quero que saibam que sempre lembrarei de vocês, sempre os amarei, e sempre cuidarei de vocês, como um irmão mais velho que sou. Apesar de Emma ser a mais velha de todos tirando a Mama.

Segurei na mão da Mama se é que poderei chamá-la assim, e permiti que ela me guiasse até o local. Dei a última olhada para trás enquanto sorria. Como sempre, estava estranhamente calmo. Não queria que meus outros irmãos se preocupassem.

No caminho encontrei algumas flores vermelhas, vermelhas como sangue. Eu morrerei, mas não quero que esse ciclo continue. Eu morrerei, mas é para salvar a vida de todos os meus irmãos, dos mais velhos aos mais novos.

Apenas quero conversar com todos novamente algum dia. Abraça-los e dize-los o quanto eu os amo. Agradecê-los por se tornarem parte de minha família. Por ser meus irmãos, mesmo sem serem biológicos.

Não importa quantos dias, meses, anos, décadas, séculos se passem.

Eu apenas desejo me comunicar novamente com você, Emma...

Pelo telefone sem fio.


Notas Finais


Meu coração não aguenta tanta pressão kkkkk

Me desculpem os erros!
#FiqueEmCasa

Até a Próxima!


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