História Telepathic Silence - Capítulo 2


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Categorias Malhação
Personagens Personagens Originais
Tags Heloísa Gutierrez, Lica, Limantha, Malhação Viva A Diferença, Mvad, Sam, Samantha Lambertini
Visualizações 37
Palavras 1.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Ficção, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - One


Percorro todo o caminho até chegar na mesma árvore, na qual ela se encontra, na mesma posição desde que a “vi” pela primeira vez deitada na grama avermelhada, olhando para uma imensidão negra.  Ainda não compreendo seu fascínio por esse céu negro, mas admito que é lindo ver seu olhar de admiração para ele.

Eii – a comprimento, deitando do seu lado. Tendo mais uma vez a presença ignorada por ela.

~ olá. – Me responde ainda fitando o céu, mas com uma expressão...meio...triste.

Você está triste? – Lhe pergunto, tentado matar minha curiosidade.

~ um pouco...sim. – Responde, ainda olhando para cima.

Quer falar sobre isso...? – Queria que ela pelo menos me desse algo, uma resposta mais emotiva, digamos assim, só que...

~ não.

Okay... – Isso acontece. Ela podia ser menos frozen.

...

...

Você falou que ia se mudar... – Tento puxar assunto, lembrando o sonho do dia anterior

~ é.– Ainda fronzen.

Esse é o motivo sua tristeza? – ela retira seu olhar sobre o céu e olha para mim com uma expressão confusa, mas calma ao mesmo tempo e nada me responde.

...

Entendo, você não quer conversar... – Continua a não me responder, mas voltou a fitar o “mar” negro.

...

...

Posso lhe fazer uma pergunta? – Como uma boa brasileira, não desisto nunca! Mas isso é um pouco frustrante.

~ acabou de fazer. – Desisto! Sério! Não dá!

...

~ pode fazer sua pergunta – Opa! parece que temos uma brecha aqui em produção. Já estava começando a cantar Let it Go.

Para onde você se mudou? – Ela voltou a me encarar, mas agora sua expressão parece de dor, raiva, angustia...não sei descrever...

~ um lugar no qual queria nunca ter voltado. – Aiii caramba! Pelos deuses Samantha, se toca! Pra que insistir?!! Agora a garota ficou mais triste. Puta que pariu.

Hmmm...desculpa pergunta – Peço desculpa educadamente, pois sinto que invadi sua privacidade.

~ de boa

Ela continua me encarando, parece memorizar cada expressão minha, que no momento deve ser de curiosidade e de arrependimento por ter insistido nessa pergunta. E eu a encaro tanto descrever o que seu olhar me diz, é muito confuso, mas ao mesmo tempo magnifico poder olhar para cada pedacinho de seu rosto.

~ estou acordando... – Ela se levanta e sai caminhando pela mesma estrada na qual cheguei aqui.  Não queria que ela acordasse, mas não controlamos nossos sonos.

Okay, até mais! – Digo, mas com sentimento de vazio, tristeza.

~ até! – Ela grita, desaparecendo na estrada e assim vou acordando também...

 

 

O sentimento que fica após despertar é sempre o mesmo, vazio. Ainda não consigo entender os motivos pelo qual sonho com essa garota. Como se pode sonhar com alguém que nunca conheceu, que em nenhuma de minhas caminhadas pela praia, pela cidade ou até em minhas viagens, tenha passado por alguém igual a ela.

Me sinto estranha por estar sonhando com essa garota a mais de 1 ano. É muito bizarro! No começo disso tentava evitar ao máximo não pirar com essa bagunça toda, mas hoje me vejo tentando dormir o mais rápido possível só para encontrá-la mais uma vez.

Pego meu celular ao meu lado, 7:00hrs. Ela podia ter acordado mais tarde. Suspiro cansada. Me levanto indo em direção ao banheiro, escovo os dentes, visto minha roupa de caminha e saio do quarto em direção a cozinha. Percebo que meus pais ainda não acordaram. Pego minhas chaves em cima da bancada e saio em direção à praia, trancando a porta atrás de mim.

Não sei se vocês vão achar isso estranho ou só um sentimento comum, mas quando caminho sinto que posso equilibrar meus pensamentos, seja em momentos de euforia, raiva, duvidas, pra qualquer situação, minhas caminhadas me fazem sentir como se pudesse organizar cada coisinha da minha mente, menos meus sonho com a garota de franjinha, mas ela é um mistério no qual pretendo desvendar aos poucos.

Assim que chego perto da praia pego meu celular e coloco os fones de ouvido, começa a tocar Maneater-Daryl Hall e Jonh Oates, sigo caminhando pela orla escutando o baixo na introdução. A medida que vou caminhando procuro observar as pessoas na qual passam por mim, percebo que algumas estão a caminho de seus trabalhos, outras admirando o mar de Ipanema, algumas caminham, outras correm, vejo pessoas já alugando cadeiras e guarda-sóis, provavelmente ficaram ali até o sol se por. Paro de caminhar um pouco para admirar um pouco do mar, tentando desvendar o que ela quis dizer com um lugar que nunca queria ter voltado. Ainda não entendo o motivo dela se mudar, mas sinto que este lugar lhe causa certa tristeza. Suspiro frustrada novamente e balanço a cabeça tentado afastar esses pensamentos. Me levanto e volto para o apartamento.

Percebo que meus pais já acordaram assim que fecho a porta, caminho até a cozinha e vejo os dois fazendo o café da manhã. Falo bom dia, não esperando resposta do dois e sigo para meu quarto, jogo o celular na cama e vou em direção ao banheiro, tomo um banho rápido e pego uma camisa folgada e um shortinho no meu armário. Vejo que tem mensagem no grupo dos Lagostins.

 

Lagostosos!

 

MB: rapaziada, consegui marca um show em um bar lá em Copa, a acústica lá não é das melhores, mas o cache é bom! Cês topam né?!

Gutoso do meu coração: pagando bem que mal tem? kkkk topo sim.

Bode méééé: TOP!!!!!!!!!

Bode méééé: Quando vai ser?

MB: próximo domingo

MB: só falta tua resposta minha lagostosa

Sam: faço as palavras do Gutoso as minhas

Sam: vamos arrasar próximo domingo!

MB: então fecho!

MB: depois definimos as músicas

MB: ensaios depois das aulas

Bode méééé: podíamos colocar mais solos de bateria né

Bode méééé: parece que nem toco

 

Resolvo sair do celular e ignorar esse bode. Ainda não entendi a participação dele nessa banda, mas pelo que vi, ele é o único cara de todo colégio que sabe tocar bateria sem perder o ritmo, então MB o chamou e aqui estamos. Decido descer e tomar café com meus pais, normalmente espero eles terminarem para depois fazer minha refeição da manhã, mas hoje estou de bom humor, então vamos lá.

Vejo que estão conversando sobre trabalho, de novo. Isso é tão chato. Antes eu quase implorava para ter atenção deles, mas hoje apensa ignoro. Minha relação com eles é quase inexistente as vezes, vivemos no mesmo ambiente, mas nunca conversamos ou assistimos algo juntos. Enfim, prefiro assim do que implorar algo que eles não podem me dar.

O resto do dia passa bem rápido, fiquei ensaiando músicas no baixo e assistindo Netflix. Basicamente resumo meu domingo em um dia quase não produtivo. Percebo que já são 23hrs. Desligo a TV, tomo mais um banho, escovo os dentes e volto pra cama, nem me importo com minhas roupas,  apenas quero dormir para encontra-la novamente.



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