História Tell Me - Capítulo 10


Escrita por:

Visualizações 170
Palavras 2.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLAAA

Capítulo 10 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction Tell Me - Capítulo 10 - Capítulo 10

 

Os seus olhos estavam levemente vermelhos e suas olheiras tinham a cor forte do roxo misturado com o verde, ele claramente estava machucado.

Me posiciono mais perto do seu peito, quando escuto as batidas do seu coração sou capaz de concluir que claramente aquela era minha posição favorita.

–Maria?

A vibração da sua voz me faz despertar. O vento estava forte, acabava de começar a temporada de chuvas torrenciais em Madrid.

–Maria?-Seu riso abafa na minha cabeça quando suas mãos descem discretamente para a minha bunda.

–O que você está fazendo? A gente precisa entrar.-Me afasto de Sergio e tomo seus lábios novamente de forma calma.

Seu rosto se afunda de forma sutil no meu pescoço e meu coração dói mais uma vez pela situação que ele estava, eu sabia que Ramos estava cansado.

–Você vai dormir aqui e tomar um banho enquanto eu chamo o táxi.

–Ah Maria, mas de jeito nenhum.-Me abaixo no chão para pegar meus saltos, dou de costas para ele indo para dentro da casa.

–Juro que não aguento mais ouvir meu nome...

–É quase cinco horas da manhã, preciso desenhar para dizer que você vai dormir aqui?

–Já quer decidir as coisas por mim?-Pergunto de forma debochada e Sergio bufa.

Subo as escadas olhando de relance todos na mesma posição na sala, com exceção de Cristiano que agora estava sem calça.

–Deita comigo hoje, corazón.

Suas mãos se instalam no meu quadril, chocando minha bunda contra a sua ereção recém percebida por mim na sua calça. Solto um pesado suspiro quando seus beijos percorrem o meu pescoço, empino contra ele para desfrutar mais da sensação. Ramos me prensa na parede mais próxima, viro à procura dos seus lábios de forma calma.

Seus dedos marcavam minha cintura, os beijos eram profundos e rápidos. Suas mãos logo se desfazem quando encontra a barra da minha blusa, entrando com certa veracidade apertando meu peito por cima do sutiã, quase instantaneamente solto o ar preso dentro dos meus pulmões escutando seu riso fraco, ele se divertia com aquilo.

Levanto meu pescoço para que seus beijos se focassem ali, emendando com leves mordidas no maxilar. Sergio em uma tentativa falha de abrir meu sutiã por trás, atravessa seu polegar brincando com meu mamilo. Todo o calor do seu corpo parece transferir para o meu, por um momento éramos um só. Com tudo que tomava conta de mim, procuro desesperadamente o zíper da sua calça, eu precisava daquilo mais do que ele.

Ele percebe o que eu iria fazer, e pressiona seu membro contra a minha barriga.

–Aqui?-Seu riso fraco abafa no meu pescoço. 

Me agacho na sua frente vendo como a sua calça estava extremamente apertada naquele momento. Sua mão envolta no meu cabelo quando ele entende o que eu ia fazer.  Passo a mão rigorosamente por cima do seu volume, descobrindo cada parte dele. Enquanto desabotoou sua calça, congelo quando escuto passos lentos vindos da escada. 

De primeira, Sergio não entende o porque de eu ter parado e leva minha mão até o seu membro, mas eu faço sinal de silêncio para que ele ouvisse também.

A escada da casa de Kroos era longa e muito larga, os passos se aproximavam cada vez mais do andar de cima. Olho para ele que finalmente parecia ter escutado, seu sinal com a cabeça indicava para que eu fosse para o quarto.

Frustada, colo nossos lábios rapidamente e entro na primeira porta que vejo.

Uma mesa de pingue-pongue estava à vista mesmo no escuro total do quarto, me encosto na parede para saber de quem se tratava, e aos poucos o calor do meu corpo se esvaziava enquanto a raiva tomava conta de mim.

–Que bom que encontrei você!

–Aconteceu alguma coisa?

–Cristiano me acordou dizendo que estava com dor nas costas e depois apagou totalmente.-A voz feminina me faz reconhecer que se tratava da acompanhante do português.–Eu subi aqui pra ver se tinha algum quarto, mas já que te encontrei, me ajuda a carregar ele?

–Vá na frente, já te acompanho.

–Obrigada.

Escuto Sergio se aproximando do quarto aonde eu estava, e saio para encontrá-lo. 

Ele estava com a pior cara possível e havia amarrado sua jaqueta na cintura, assim não era possível ver seu volume. Ramos revira os olhos quando me vê, e inevitavelmente prendo a risada. Envolto minhas mãos na sua nuca, e por alguns instantes parece que meu pescoço tinha o espaço ideal para seu rosto se aprofundar.

–Já é a segunda vez Maria.-Ele deposita leves beijos na região.

–De qualquer forma você ainda é casado, e eu vim com James.

–Maldito seja esse colombiano.

(...)

Após a frustração, Sergio desceu para ajudar a moça a subir com Cristiano, acho que nem ele sozinho conseguiria carregá-lo.

Minha cabeça doía por conta do sono, eu realmente estava muito cansada e não imaginava como Sergio estava bilhões de vezes pior. A casa de Toni tinha 3 quartos de hóspedes, um estava Cristiano e o outro James. Combino de dormir junto com ele, assim não correríamos nenhum risco.

O dia já começava a clarear quando abro a porta do quarto e vejo James dormindo da forma mais calma possível. Meu coração instantaneamente se aperta, ele era o tipo de homem idealizado.

Me aproximo da cama e fico breves momentos vendo sua feição, sua pequenas sardinhas perto do nariz e seu cabelo bagunçado.

Eu não queria brincar com ninguém.

Deito minha cabeça no travesseiro concluindo que precisava me decidir, por mais que não tivesse perdoado Sergio totalmente e que tudo estava errado.

2 dias depois

 

–Até quando você vai ficar em casa?

–Até Rodrigo decidir me ligar, enquanto isso ninguém me tira daqui.

Desde que cheguei em Madrid, era a primeira vez que resolvia usar o forno. Ligo e James me ajuda entregando a travessa com a carne para mim. Carol iria chegar em 30 minutos e eu realmente estava empolgada. Havia decidido como uma boa amiga fazer um jantar nada simples, pelo menos era o que ele dizia.

Desde a festa, Sergio não tinha dado nenhum sinal de vida, diferente de James que se aproximou ainda mais de mim. Eu gostava da sua compainha, mas sentir falta dele me incomodava a cada instante.

James tinha vindo para casa desde o final do treino e comprou algumas coisas para ajudar na janta, ele também queria conhecer Carol.

–Quer?

–Claro.-Pego sua taça e ele me serve o resto de vinho que tinha usado na carne.

Apoio meus cutuvelos na bancada estilo americana, e fico de frente para ele que bagunça meu cabelo.

–Isso aqui é muito bom.-Tiro o cabelo do meu rosto e tomo mais um gole.

–Claro que é, eu que escolhi.

–Muito convencido.

Fico na ponta dos pés do outro lado da bancada e colo nossos narizes, mordo seu lábio inferior para provocá-lo.

Me volto para o arroz à grega que eu estava fazendo, mais uma ideia dele.

–Nenhum amigo já fez isso por mim.

–Toni alugou uma balada só por sua causa.

–Não tem como esquecer desse dia.-Seu olhar malicioso pousa sobre mim, me fezendo rir alto.

Carol tinha conseguido mesmo sem querer, acomular algumas folgas que precisavam obrigatoriamente ser tiradas. A ideia de vir passar alguns dias comigo em Madrid não foram tomadas dificilmente, eu sentia saudades de algo que me lembrava à Huelva. A tentação de ligar para os meus pais era grande, mas o orgulho e a mágoa não me permitiam realizar isso.

Dou a última olhada na casa para ver se tudo estava no lugar, logo ela chegaria. Apesar de toda a intimidade, queria que Carol tivesse boa impressão da minha nova casa.

O cheiro da carne começa aos poucos invadir cada espaço ali, James estava morto de fome e aos poucos minha barriga começava a roncar também.

–Sua amiga está chegando? Vou ser obrigado a comer você desse jeito.-Seu braço me envolve por trás de forma manhosa.

–Acho que ela acabou de chegar!

Carol não era nada discreta, a campainha tocou no mínimo três vezes antes de eu correr para atende-la. Atrás da maior cara de bunda que ela tinha, suas incríveis 5 malas para passar apenas três dias me espanta. 

–Você está de mudança?

–Como adivinhou?-Abro um sorriso e a puxo para um abraço.

Carol havia dirigido sozinha até aqui, então todo cansaço era entedido. Grito por James para me ajudar com as malas e ela se paralisa no canto da entrada quando vê o colombiano correndo até a porta. Ele a cumprimenta e pega duas malas entrando para dentro, olho para Carol e sua boca se forma em um perfeito O.

–Isso não pode ser real.

–A personalidade é melhor, te garanto.-Dou um tapinha no seu ombro e puxo o resto das coisas para dentro.

Volto para sala e James já tinha tirado a carne e colocado o resto das coisas em cima da mesa. O cheiro da comida faz meu estômago revirar.

–Quer ver a casa agora?

–Depois da janta, por favor!

Ele volta do quarto e ajuda a levar as malas de Carol até lá, pego mais uma garrafa de vinho na cozinha tendo certeza que ela logo estaria vazia.

–Primeira vez em Madrid?

–Praticamente, a primeira vez eu era muito nova e mal me lembro das coisas.

–É uma boa cidade.-James comenta.

Nos servimos e ninguém ali se espanta com o tamanho do prato de alguém, éramos três mortos de fome. 

A comida estava boa, em honra as boas receitas que minha mãe tinha me ensinado. Após algumas taças de vinho todos nós já estávamos mais animados, James e Carol riam das histórias que ela contava de mim. Uma delas completamente injusta, como quando ela perdeu meu celular na areia da praia e disse que havia sido assaltada. Quando decido ir na delegacia, Carol disse que estava passando mal até eu descobrir toda a verdade.

–E você sempre quis ser jogador de futebol?

–Desde sempre, um sonho pra mim e pra minha família.

–Imagino como deve ter sido difícil chegar até aqui.

–América do Sul é uma fábrica de craques, a primeira meta é conseguir chegar em algum time brasileiro e depois ser notado pelos europeus.

–Mas você não jogou em nenhum time brasileiro.-Comento com James e Carol.

–O Palmeiras me recusou, mas hoje o Real Madrid me quis.

–Modesto.-Caio na risada acompanhada por eles.

Meu pouco tempo durante o dia arrumando a casa, me impossibilitou de fazer uma boa sobremesa, mas um mousse de chocolate parecia ter encaixado perfeitamente com o resto da janta, simples e bom.

Com o cair da noite a conversa ia diminuindo e o cansaço de todos tomava conta do lugar, James praticamente estava deitado no canto do sofá e Carol mal mantinha os olhos abertos. A minha preguiça de arrumar qualquer coisa me impossibilita de lavar a louça suja.

James se desperta por um instante e conclui que precisava ir embora, insisto para que ele dormisse ali em casa, mas diz que prefere deixar eu e Carol em paz para descansarmos e depois poderíamos fazer outra coisa. Amanhã não teriam treino, o próximo jogo só na daqui uma semana e todos estavam confiantes na vitória.

Me despeço dele e Carol levanta a mão de forma estranha como tchau, logo estávamos sozinhas.

–Queria saber qual é o seu problema.

–Como assim?-Pergunto e sento ao seu lado.

–Ele é perfeito, não tira os olhos de você por um minuto se quer.

–Aonde você quer chegar com isso?

–Você fica se diminuindo ficando com Sergio Ramos, olha aqui! Não era ele que te disse que estava se divorciando?-Ela tira os olhos do celular e me entrega.

Quando pego o celular das suas mãos, minha barriga automaticamente sente vontade de botar tudo para fora. A sensação intensa de quebrar algo e o nó na garganta me deixa extremamente desconfortável.

 

"Te quiero, sei que há de estar bien luego."

 

Pilar havia postado a quase 2 horas, a vontade de me isolar volta à tona como senti a alguns dias atrás. Devolvo o celular para Carol engolindo seco.

–Não me diga que está surpresa.

–De maneira alguma.

Eu odiava mentiras.

 

Pegue ou largue

Querido, pegue ou largue

    Mas eu sei que você não vai largar

       Porque eu sei que você precisa -Selena Gomez Feat Gucci Mane, Fetish

 


Notas Finais


e aquela história de divórcio???

infelizmente nos últimos capítulos, a quantidade de visualizações não bate com a quantidade de comentários que são super necessários pra continuação da fic. Ent peço que comentem, opinem, xinguem, critiquem. Mas não deixe de colocar seu pensamento aqui, é algo extremamente importante.
Obg ❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...