História Tell Me - Capítulo 11


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Palavras 1.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


voltei bem rápido ne? BJSS

Capítulo 11 - Welcome to Hell


 

Acordo de madrugada com o alto trovão que acabava de isolar Madrid do mapa. Já íamos para o quinto dia de chuvas e ventos mais fortes que a cidade poderia aguentar.

Os estragos já eram grandes em algumas áreas baixas, pequenas inundações surgiam outrora após algumas sequências de tempestades.

O vento gritava em contato com a janela, levanto de forma calma para pegar mais um cobertor para Carol, com certeza ela estava com frio.

–Está acordada?-Me surpreendo quando vejo a tela do celular iluminando seu rosto em volta de toda escuridão do quarto.

–Não me dou muito bem com chuvas.

–Desde que cheguei aqui, só no primeiro dia o sol deu as caras...Tome.-Jogo o cobertor por cima dela e volto meu caminho até a porta.

–Sergio te ligou?-Carol se vira na cama olhando para mim, ligo a tela do meu celular mostrando que não havia nenhuma notificação.

O sinal negativo com a cabeça mostra que ela realmente estava certa, nenhuma de nós ficamos realmente surpreendidas com isso.

–Sinto muito, você sabe como esses caras são.

–Eu não sabia, nunca tinha ficado com um jogador de futebol milionário até o momento.

–Você entendeu o que eu quis dizer Maria, eles tem uma vida pública, nunca deixam a mulher assim.

–Vou anotar isso, até amanhã.

Encosto a porta podendo dizer que minha decepção era evidente. A raiva era o tipo de sentimento que não se mantinha dentro de mim por muito tempo, simplesmente não conseguia ficar com ódio das pessoas.

No fundo minha decepção também era comigo mesma, como Carol disse, saber que eu estava me rebaixando a essa situação era verdadeiramente humilhante e fora de qualquer princípio na qual eu tinha sido constantemente ensinada.

O pior de tudo isso era saber que eu tinha na minha frente, oportunidade de algo dar certo. Não era o tipo que coloca a mão no fogo por alguém, mas como todo ser humano, estava sujeita de falar que tinha algum pingo de esperança dentro de mim. A princípio, vim aqui para trabalhar e continuaria sendo restrita pelos milhões de papéis que assinei, iria me poupar de qualquer possível constragimento com o Real Madrid caso as coisas fossem descobertas por alguém.

Se você não faz, não tem nada que irão descobrir. O meu maior problema é que não tinha forças para afastar James, Sergio já tinha feito isso sem nenhuma dificuldade.

Algo a menos para me preocupar...na real, deveria ser isso, né?

Volto para minha cama depois de ter conferido se todas as janelas da casa estavam fechadas, não queria amanhecer com nenhum galho atravessando o vidro ou com a minha sala inundada. Me embrulho nos lençóis, a preguiça absurda me faz dormir em instantes.

POV James Rodríguez

 

–Pensei que a gente iria se reunir para falar da temporada.-Comento com Isco que chegava com mais um copo de bebida.

–Se a reunião for na casa do Toni ou Benzema, conversa não vai ter.

–Coitado, tu és apenas uma criança garoto.-Ramos senta ao seu lado dando risada.–Ainda tens muito o que aprender.

Aguentar as provocações e indiretas de Cristiano nunca foram um problema, mas aquilo estava ficando recente, quase a todo momento a qualquer coisa que eu falava. A verdade é que a paciência tem limites.

–To cansado dessa merda, fala logo, o que você tem contra mim?

Cristiano e Sergio se encaram como se já esperassem por essa pergunta a muito tempo.

–Tu chegas no maior europeu de paraquedas e pega a grande camisa 10 para si. Todos aqui ficam te babando como se fosse um deus, minha vontade é que soubessem que nas festas sai se agarrando no escuro com a mulher de outro. Algo que tu não tens Rodríguez, é respeito para falar algo ou perguntar o que tenho contra ti. Tu és criança e sujo.

Sergio Ramos me encarava e devolvo o olhar na mesma intensidade, ele havia contado para Cristiano do dia festa. Eles eram cúmplices, não ia deixar passar. Cristiano bostejava em cada palavra, meus músculos se enrijecem e minha mão fecha em um punho para crescer em cima dele. 

–Você não dá conta de Maria Julia, ela é grande demais para alguém como você.

Nos levantamos quase simultaneamente, mesmo ele sendo maior que eu, não teria medo. 

–Ou ou ou, vamos com calma. Não posso sumir por um minuto e você quer sair batendo nas pessoas?-Marcelo fica a frente dele na intenção de que o inevitável não rolasse, mas mesmo assim o olhar de fúria era mútuo.

–Vai com calma garoto, fiquei sabendo que você não é o único que ela anda se esfregando nas escondidas.-Sergio se levanta com a maior cara de insignificância possível e pega seu casaco, deixando o copo na estante.–To de saída, se cuidem.

–É isso que vagabundas fazem.-Cristiano acrescenta.

Ele se senta novamente com o sorriso irônico no seu rosto, Isco tenta me acalmar mas era como se tudo ao meu redor estivesse em um zunido. Todos do time me encarando e a conversa baixa no ambiente não tinham significado, tudo estava mudo. 

Eu gostava de Maria, estava disposto a arriscar e a queria comigo, não havia dúvida. Mas em saber que eu não era único para ela me deixava com a sensação clara que estávamos em sintonias diferentes, com a nossa intimidade aquilo claramente era enganação. Ela me enganou.

–Ei cara, você ta legal? Vou pegar uma água, não vaza.-Olho para Isco e vai até a cozinha da casa de Benzema.

Minha mente estava a milhão, como Sergio sabia disso? Ele se despedia de Toni e o clima na casa já não era mais o mesmo, todos ali estavam sem graça. Sergio e Asensio saem da casa em um pulo depois da briga.

–Toma aqui, quando a chuva passar a gente vai embora.-Isco me trás um copo de água e chama Carjaval para que fique comigo enquanto ele sai.

Me apoio sobre os meus joelhos e tento ligar os pontos na minha cabeça. Asensio não tinha motivos para sair durante um temporal, mas Ramos tinha problemas comigo para ir embora. Sergio sabia que era Asensio, quando disse, o mesmo teria ficado incomodado e teve que ir o mais rápido possível.

E Maria tinha feito isso bem em baixo do meu nariz.

Já se passava das 3 da manhã quando Isco me deixa em casa.

 

POV Maria Julia

 

Coloco as coisas do café da manhã em cima da mesa, praticamente tremendo de frio. A louça estava na pia desde à noite passada, se tinha algo que eu odiava era lavá-la.

Aproveito que Carol ainda estava dormindo para por as coisas em ordem, limpo a cozinha e organizo as coisas para comer, o famoso café quentinho para começar o dia não podia faltar.

James tinha combinado que viria pela manhã e o relógio já marcava 8:30. Vou até o quarto em busca do meu telefone mas quando disco seu número, chama até cair na caixa postal.  Ele já era acostumado a acordar cedo e por isso acho estranho, mas prefiro ignorar, afinal hoje era o dia de folga dele e tinha o direito de descansar. 

O sofá da sala me chamava, ligo a televisão vendo aqueles programas tediosos de todas as manhãs até começar o jornal esportivo.

A derrota do Barcelona gerava muitos noticiários, ninguém tinha apostado na vitória do Real Madrid no início da temporada.

–Ele está te perseguindo?

Carol surge do corredor com a sua famosa juba, ela se refere às imagens de Sergio que passavam na tv, tudo sobre seu acidente no último jogo.

–Quase isso, estão falando do clássico.

–E como ele está?

–Da última vez que vi ele, parecia bem machucado.

–A cena do jogo foi muito pesada, saiu no jornal aquela foto dele sangrando pra caramba.

–Foi feio mesmo.-Falo cabisbaixa, não queria falar de Sergio e Carol percebe.

–Comprou o mercado todo com seu salário? Aonde tá o colombiano?

–Liguei pra ele a pouco tempo mas não me atendeu, vou tentar de novo.

Disco novamente seu número e depois de três toques o telefone cai na caixa-postal, algo não estava certo.

–Ele deve estar cansado, acho que desligou o telefone.

–Então vamos comer.

                                  •

No resto do dia, decidimos que parte de Madrid iríamos descobrir junto com Clarisse, fora do meu bairro tudo era novidade.

Escolhemos um restaurante perto das partes mais altas da cidade, se na área central já estava frio, ali era mil vezes pior. O lugar era rústico e muito aconchegante, a comida uma das melhores que já tinha experimentado.

–Marcelo saiu com os meninos hoje e a casa vai estar vazia, quero levar vocês pra conhecer. Se toparem pode até rolar uma piscina.

–Nesse frio?-Carol se encolhia nas roupas.

–Não seja burra Carol, a Clarisse é rica e com certeza a água é quente.

–Quem me dera.

Nós três rimos na saída do restaurante. Eu estaria mentindo se negasse que não tinha tentado ligar mais umas 3 vezes para James, algo falava que ele estava me evitando e eu não entendia o porquê. 

No resto do caminho, fomos obrigadas a escutar Carol falando da sua grande paixão imaginária por Gareth Bale, já estava insuportável.

–O que você viu nele?

–Obviamente só as orelhas.-Clarisse comenta e eu seguro o riso.

–Como vocês são chatas! Ele é tudo de bom.

–Aquele cabelo dele tem um litro de óleo, pelo menos tinha da última vez que eu vi.

–Cala boca Maria, aquilo se chama hidratação.

Como já imaginava, Clarisse e Marcelo moravam no mesmo bairro que eu, mais perto de Toni do que de mim.

A casa deles parecia ter saído de algum filme antigo, a estrutura era feita de pura madeira. Ao lado, vários pinheiros deixavam tudo ali com mais cara de rústico.

–Acho que o Marcelo já chegou.-Clarisse estaciona o carro e do lado de fora era possível ver algumas luzes ligadas.

Quando entramos, todas nós nos espantamos com a quantidade de gente na casa, todo o time estava ali.

–Marcelo? Eu saio por algumas horas e você trás o time todo pra dentro de casa?-Clarisse fica vermelha e todos a encaram e começam a gritar, Marcelo puxa ela para o canto e eu fico imóvel com Carol.

–Calma benzinho, vamos falar da temporada. Sem bebidas e sem bagunça.

–Eu vou matar você! Vamos logo.-Ela sai pisando firme para os fundos da casa.–Aliás, vão indo pra lá, vou pegar as roupas pra vocês.

A parte que dava para fora era muito parecida com a de Toni, toda feita de vidro. Procuro James com o olhar enquanto caminho para piscina com a Carol, e o encontro com Isco e Carjaval perto da lareira. Seu olhar se encontra com o meu mas logo se desfaz, eu não entendia o que estava acontecendo.

Na velocidade que cruzava a casa, a conversa que antes estava alta se transformava em um burburinho baixo. Cristiano, Ramos e Bale conversavam perto da porta que dava para a piscina, sinto um grande desconforto quando conversavam olhando para mim. Claramente não sabiam disfarçar.

–Maria, você viu o mesmo Bale que eu vi?-Carol me chama de canto empolgada.

–Quero ir embora daqui.-Pego meu telefone que vibrava e vejo o nome de Rodrigo na tela.

 

Você, você sabe

Essa não é a maneira de me superar

Eu não sei o que você está dizendo

(...)

De repente você diz que não me quer mais
De repente você diz que eu fechei a porta
Não importa pra mim
Não importa para mim o que você diz-

Don't Matter To Me, Drake feat Michael Jackson


Notas Finais


nao tenho muito oq dizer, apenas comentem. Beijossss


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