História Tell Me It's Real - Capítulo 2


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Howard Stark, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Peggy Carter, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Bucky Barnes, Capitão América, Guerra Civil, Howard Stark, Peggy Carter, Soldado Invernal, Steve Rogers, Tony Stark
Visualizações 96
Palavras 2.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, tudo bem?

Demorei um pouquinho pra aparecer - culpa de um trabalho horrível da faculdade que não me deixou dormir direito e ainda peguei uma gripe horrível, mas enfim depois de tanto problema e agora o pior está chegando (provas finais), vim postar mais um capítulo.

Espero que gostem bastante dele porque eu gostei muito de escrever.

Até as notas finais ♥

Capítulo 2 - Capitão Rogers


Fanfic / Fanfiction Tell Me It's Real - Capítulo 2 - Capitão Rogers

Ártico

 

Uma vez me contaram que o estado climático por aqui não era dos melhores, e não duvidei, só não imaginei que era tão ruim. Já era friorenta agora sou mandada a ir para um lugar que é um verdadeiro freezer. Havia me agasalhado muito bem antes de vim para cá, coloquei várias roupas por baixo, calcei uma bota específica para andar na neve e uma jaqueta bem grossa. Além da touca e do cachecol.

Estava acompanhada por mais três soldados da tropa, dois pertenciam a S.H.I.E.L.D. já o outro era quem dirigia. Tudo estava tomado pelo nevoeiro forte e pela escuridão. Me admirava que o soldado que dirigia ia sem problema - por mais que ele tenha sido o único que tinha condições para dirigir na nevasca.

De repente pude ver um pequeno ponto vermelho entre aquela camada branca.

Forcei melhor os olhos, deduzindo que estávamos chegando ao nosso destino. Ao se aproximar melhor, pude reconhecer um homem caminhando em nossa direção fazendo sinal. O veículo foi parado e o homem disse em voz alta:

— São de Washington?

Abri a porta do carro para sair, puxei melhor a toca da jaqueta para me proteger do vento.

— Washington — respondi no mesmo tom.

Ele me esticou a mão para um aperto e retribui.

— Sou a Agente Carter, S.H.I.E.L.D.

— Comandante Foxer.

— Há quanto tempo está no local? — perguntei assim que começamos a andar.

— Desde manhã — ele respondeu. — Uma equipe russa de petróleo ligou há 18 horas.

— O que exatamente foi encontrado? — questionei em voz alta, ajeitando melhor a touca que começou a sair da minha cabeça. — Como ninguém nunca viu antes?

— O tempo aqui muda o tempo todo, senhorita.

Agora puxei o cachecol para proteger meu lábios.

— Ninguém soube dizer o que é exatamente — explicou o comandante. — Talvez um balão meteorológico, mas não seria possível.

— Por que não?

— Não temos equipamento para isso.

— Porque não usaram um guindaste?

— Moça, acho que a senhorita não entendeu — ele diz, eu franzo o cenho. — Um guindaste não é suficiente para isso — e o mesmo apontou para uma montanha de neve a nossa frente.

Arregalei os olhos ao reparar o tamanho do tão objeto desconhecido.

Era uma nave, disso eu poderia ter certeza. Parece que o pouso dela foi feito como se fosse mergulhar, metade se encontrava coberta pela grossa camada de neve e a outra parte que imaginei ser a parte das asas estava para o lado de fora. Em cima dela havia muitas luzes com homens trabalhando. E sim, também se tinha um guindaste, mas realmente não teria como tirá-lo dali com o tão veículo.

Fui me aproximando para ver melhor a tal nave. Observei as asas, e depois de dar mais uma volta senti que o chão estava um pouco oco. Interliguei com a parte de fora e a parte mergulhada, provavelmente estava pisando em alguma parte da nave.

— Preciso que façam uma abertura — pedi ao comandante. Depois que dei uma batida de leve no local. — Quero dar uma olhada dentro dessa nave.

Ele assentiu e foi pedir aos homens que estava com as máquinas para fazer o que pedi.

Não demorou para ser feito um buraco. Agachei para ver dentro e a única coisa que via era uma verdadeiro breu. Pedi uma lanterna. Iluminei o local e vi que se tratava de uma cabine; também que se tratava de uma cabine de nave antiga. Meu coração acelerou ao chegar naquela conclusão, Fury me mandou aqui com um propósito e talvez ele realmente esteja certo. Será que o encontramos?

— Tem certeza que quer fazer isso? — perguntou o comandante me passando a corda que havia pedido para prender na cintura.

Iria entrar nessa nave.

— Acredite já estive em situações bem piores. Mas vou aceitar um acompanhante — digo.

Deixei a corda bem firme na cintura, comprovei para ver se estava como queria e correto. Já com minha arma e lanterna em mãos desci pelo buraco. Chegando no chão, abaixei a touca da jaqueta, soltei a corda e fiz uma sinal para que viesse o próximo. Enquanto isso fiquei iluminando cada canto daquela cabine que estava definitivamente congelada. Sorri ao perceber que estava certa, a nave era mesmo antiga e sorri mais ainda ao perceber que não se tratava de uma nave americana.

— Parece uma nave — ouvi a voz do Comandante Foxer assim que alcançou o chão.

— Não parece, é uma nave — digo.

Iluminei a parte da frente que antes deveria ser a área de controle da nave. Tudo estava coberto por neve, a poltrona que deveria ser de outra cor, agora estava branca por conta da neve. Fui me aproximando aos poucos tentando tomar cuidado para não escorregar. E do nada um sorriu foi surgiu.

— Sei também que isso não é uma nave do exército americano — comentei, meus batimentos foi só aumentando. — Tenho uma leve impressão que encontramos uma relíquia.

— Relíquia? — repetiu o comandante. — Onde a senhorita está querendo chegar?

Não o respondi porque antes de tal, foquei em uma camada grande de gelo que se tinha bem ao lado da poltrona, jurava ter visto uma cor a mais entre o branco.

— Será?

Engoli seco, e comecei a tremer de excitação.

Agachei-me, e comecei a passar a mão em todo o suposto bloco de gelo. A neve estava bem solta, conforme fui tirando ficava mais nítido a suposta cor que vi e nunca na vida pensei que simples cores fosse me deixar tão feliz.

— Eu não acredito! Encontrei! — murmurei, meus olhos brilhavam e comecei a rir feito uma doida. — Finalmente…

— Agente Carter, o que… eu não acredito! — O comandante nem teve tempo de dizer algo porque assim que viu o escudo vermelho, prateado e azul, ficou estático. — É ele mesmo?

— Não só encontramos o Capitão América — dizia me levantando e observando melhor a cabine — como também encontramos o avião que pertencia a Johann Schmidt.

 

+

 

— Base, quero que mande agora mesmo minha comunicação para Washington — falei pelo comunicador em meu ouvido. — Agora.

— Mas Agente é madrugada — disse uma voz masculina.

— Não importa — rebati. Encostei as costas na parede e fiquei olhando o relógio em minha mão. — Isso daqui já esperou tempo demais — digo olhando a foto de minha avó dentro do relógio.

— Como queira…

Enquanto aguardava minha transferência, fiquei observando atentamente o relógio que estava junto ao corpo do Capitão e dentro tinha uma foto da minha avó com seus vinte poucos anos. Sorri. Minha avó era realmente muito linda, e não é por ser convencida, mas realmente eu puxei muito ela. Alguns conhecidos sempre me apelidavam de pequena Peggy. Herdei muito os traços dela, seu olhar e também o seu sorriso. De resto é tudo herança dos Stark.

Na foto minha avó usava um batom escuro — que sugiro ser vermelho — assim como eu estava usando agora.

Meu peito se estufou de orgulho e satisfação. Finalmente havia conseguido concluir uma busca iniciada pelos meus avós. Isso era mais que uma missão que minha avó deixou em aberta desde que a S.H.I.E.L.D. surgiu. É um objetivo. Uma missão pessoal. Meus avós ficaram por anos a procura de algum sinal do corpo de Steve Rogers.

Infelizmente, meu avô Howard não pode continuar por muito tempo a busca. Em 1991 o perdi em um acidente de carro, ele e a esposa dele, Maria Stark, acabaram falecendo no local. Minha avó então ficou encarada pela busca, mas atualmente foi preciso parar já que não estava mais em condições. Então, eu, decidi ficar a par da busca por ele. Nick Fury sabia disso e deve ser por isso que ele me deixou encarregada dessa missão.

Pensando em Nick Fury; ele finalmente atendeu minha chamada.

— Carter! — exclamou ele irritado. — Pode me explicar o que te deu para me ligar a essa hora?!

Afastei um pouco o comunicador do ouvido já que o meu chefe mais gritava do que falava.

— Já parou com a crise de gritos, Senhor? — perguntei depois de não ouvir mais a gritaria dele. Aproximei novamente o comunicador do ouvido e ouvi ele me responder:

— Para o seu próprio bem é melhor que seja algo muito importante.

— Claro que é importante — digo. — O Senhor sabe muito bem que não ligo para besteira.

— Carter…

— Tá, ok… vou falar — revirei os olhos.

Encarando a porta branca da sala onde estavam descongelado o Capitão, eu disse:

— Senhor, o Capitão Rogers, foi encontrado; tudo indica que ele está vivo.

Ouve-se um silêncio torturando. Fiquei até preocupada com Fury, mas ri ao ouvi-lo murmurar um palavrão.

— Olha o palavreado… — brinquei.

— Desculpe — ele disse — foi a emoção.

Ri.

— Perdoada pela ligação?

— Eu sempre acabo te perdoando pelas ligações. — Sorri mais ainda. — Aonde você está? Me mande sua coordenadas que irei agora mesmo aí.

Informando a minha locação, logo finalizei a ligação. Em seguida a porta que estava olhando se abriu, saindo de lá um dos doutores que estava responsável pelo Capitão. Ele me informou que Steve Rogers foi todo descongelado, e que está vivo, tem batimentos. Porém, ainda não acordou e acredita que isso é questão de tempo. Talvez, hoje ou amanhã mesmo ele possa acordar. O que era uma ótima notícia.

 

Nova York

 

O corpo com vida do Capitão Rogers foi logo levado para a nossa base em Nova York. Segundo o doutor ele poderia acordar a qualquer momento. Como foi ordenado foi montado uma cenário simulando um quarto de hospital da época. Segundo o diretor Fury era para não deixar o Capitão assustado quando acordar. Não estranhar. Eu não achei a ideia lá muito boa, mas quem sou na fila no pão, não é mesmo?

Ao chegar em Nova York fomos direto para base, o Capitão foi levado até o quarto que foi preparado e retiraram seu uniforme, substituindo por um uniforme da SSR. Também transformamos uma de nossas agentes em uma agente da SSR. Nesse caso ela trocou seu uniforme azul escuro da S.H.I.E.L.D. pelo marrom da SSR. Para deixar mais no clima dos anos 40 deixamos um rádio narrando uma partida de futebol.

Meu papel era ficar observando-o pela cabine de controle. Vigiando as câmeras deixadas na sala esperando o momento em que ele fosse dar seus primeiros sinais.

— Vamos lá, Capitão — digo enquanto observava a tela central que mostrava o lado de dentro. — Acorde. Tem pessoas que querem te ver…

Sorri ao lembrar de minha avó.

Já conseguia imaginar a carinha que ela iria fazer ao ver seu amado Steve Rogers a sua frente. Sr. Sousa que me perdoe, mas eu aprovava muito a história de minha avó com o Capitão e mesmo que a chance deles se relacionarem são nulas, eu iria adorar fazer a dança deles se torna realidade. E acho que ele também sabe que minha avó sempre nutriu um amor forte e único pelo Capitão América, ou devo dizer, por Steve Rogers?

Levantei-me para tomar um gole de café já que não havia fechado direito os olhos. Só dei uma cochilada, antes de realizar meus afazeres, a ansiedade era muito grande. E eu não queria que o Capitão acordasse sem eu por perto. Nick sabia o quanto essa busca era importante para mim. É por isso que ele me deixou encarregada do resgate; agora da monitoria.

Enchi com uma boa quantidade do café fresquinho que me trouxeram minutos atrás. Quando ia acrescentar o açúcar ouvi um breve ruído. Olhei por trás do ombro e sorri de satisfação, finalmente quem eu queria acordou. Até esqueci o que estava fazendo, logo sentei na cadeira e cliquei no botão do canal para me comunicar com a Agente encarregada de tranquilizar nosso “paciente”.

— Já sabe o que fazer — disse mais em códigos — aja com naturalidade.

— Como queira, Agente Carter — ela finalizou.

Na primeira tela mostrava o lado de fora da sala que o Capitão se encontrava. Agente Watson que era a encarregada, parou em frente a porta, arrumou melhor a postura e entrou. Logo ela já aparecia na minha tela favorita, o Capitão ainda estava sentando e ao ouvir o barulho da porta se abrindo ele se levantou. Era difícil ver sua expressão, porém, insinuei que o mesmo parecia pensativo. Franziu o cenho ao ver a nossa Agente.

— Bom dia — ela disse de forma calma e sorrindo. — Ou devo dizer, “boa tarde” — disse depois que olhou o relógio em seu pulso.

— Onde estou? — perguntou o Capitão. Sua voz era forte, grossa e devo dizer que muito atraente. Claire, o que você está pensando? Ele é o boy da sua avó.

— Num quarto de hospital em Nova York.

Se teve uma pausa. Ele franziu levemente o cenho, olhou para o rádio e  voltou a perguntar:

— Onde estou de verdade?

Agente Watson começou a perder completamente a pose depois dessa segunda pergunta. Ela deu um sorriso amarelo, o que me deixou com uma leve raiva, pois ela é uma Agente e tem que manter a postura. Nunca dar uma amarelada como agora.

— Acho que não entendi — sua voz saiu trêmula.

— A partida — ele olhou o rádio, e voltou a dizer: — É de maio de 1944. Eu sei porque estava lá.

Preciso me lembrar de deixar anotado: eu disse que não ia dar certo.

Logo o sinal de “socorro” da nossa Agente apareceu no meu aparelho, provavelmente, nos dos soldados do lado de fora também. Sei que o Capitão não faria nada, mas pedi para eles entrarem para dar um apoio a outra. Porém, não deu muito certo já que o nosso convidado quebrou a porta falsa.

— Todos os agentes, código 13. Repetindo! Código 13! — comuniquei.

Finalizando o comunicado, levantei e como pedido avisei o Diretor Fury sobre o que aconteceu. O mesmo pediu para lhe encontrar nos carros, e assim o fiz, fomos atrás que tinha ido em uma direção oposta da gente até o Times Square. Felizmente conseguimos chegar perto do Capitão Rogers que parecia assustado com o que via. Não o julgava até porque quem não ficaria se do nada você acorda e a Nova York que você conhecia, por exemplo, se encontrava completamente diferente do que você conhecia.

Fury logo saiu do carro para falar com o Capitão.

— Descansar, Soldado! — pediu meu chefe.

Não demorei para sair do carro, fiz gestos para os outros agentes afastarem o civis curiosos e assim me aproximei deles, mas mantendo uma distância aceitável.

— Desculpe pelo showzinho lá dentro, mas achamos melhor ir contando aos poucos.

— Conta o quê?

Ouve-se uma pausa silenciosa entre os dois.

— Andou dormindo, Capitão — respondeu Nick Fury. — Por quase 70 anos.    

A expressão dele não era das melhores, ele não respondeu nada, seu semblante era de preocupação. Olhou em volta do Times Square.  Naquele momento queria saber o que se passava em sua cabeça.

— Capitão, está se sentindo bem? — quem perguntou dessa vez fui eu.

Ele me olhou e respondeu:

— Sim. Sim é que… eu tinha marcado um encontro.

Sorri mais ainda, pois sabia do que se tratava e com quem se tratava.

— E saiba que ela ainda aguarda a dança.

Segurei um riso ao ver a cara que ele fez.

— C-como que… ?

Primeiro olhei Nick Fury pedindo permissão para me apresentar, e ele apenas assentiu.

— É realmente um grande prazer te conhecer, Capitão Rogers. Ouvi várias histórias sobre você pela minha avó — dizia me aproximando mais dele e esticando minha mão. — Sou Claire Carter, mas pode me chamar apenas de Claire.

— Igualmente — ele retribuiu meu aperto, vi um singelo sorriso em seu rosto. — Steve. Me chame apenas de Steve.

— Como você quiser, Steve.


Notas Finais


E ai, o que acharam?

Digamos que o Steve foi o primeiro aparecer e quero muito saber qual suas ideias sobre como será o relacionamento dele com a Claire?

Semana que vem tento trazer o próximo, vou tentar att os capítulos todo final de semana, e acho que isso vai facilitar depois que entrar de férias. Muito obrigada pelos comentários anteriores e espero que nesse apareçam de novo, e também apareçam os fantasminhas do "prólogo".

Comentem! E até o próximo capítulo, bjjjs <3


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