História Tell Me You Love Me - Lumbar(Adaptada) - Capítulo 1


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Categorias Sou Luna
Tags Lumbar, Lutteo
Visualizações 178
Palavras 1.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem...

Capítulo 1 - Prologo


Fanfic / Fanfiction Tell Me You Love Me - Lumbar(Adaptada) - Capítulo 1 - Prologo

P.O.V Luna

Lá estava eu, segurando uma foto com tanta força que até ficou amassada, meus pés caminhavam automaticamente pela rua de Buenos Aires, sem saber para onde ir. As lagrimas já desciam incontáveis vezes por minhas bochechas, a minha boca tremia, meu corpo tremia. Solto um soluço alto, eu não tinha controle das minhas ações mas eu sabia que tinha que me livrar dessa tortura toda. Então eu paro, as pessoas me olhavam com pena e outras pareciam me achar louca. Olho para a foto onde tem eu e o meu ex, rasgo-a com força e jogo os pedaços no chão.

Foi então que a lembrança me atingiu em cheio.

FLASHBACK ON

Eu batia meus pés no chão enquanto me admirava pelo espelho, uma coisa angustiante perturbava o meu coração como se tivesse avisando que algo iria acontecer mas o que? Minhas mãos suavam a espera de um sinal para poder sair daquele quarto, eu vestia um lindo vestido de casamento que levei meses para poder escolhe-lo de tão em duvida que estava. O meu cabelo está em um perfeito coque com alguns fios soltos, a cabelereira fez um ótimo trabalho. Minha boca está pintada de vermelho, a maquiagem bem leve em meu rosto e tinha uma belo contorno em volta dos meus olhos.

Eu finalmente vou me casar com a pessoa que eu amo, isso é um sonho que todas as mulheres tem, quem nunca sonhou em se casar em um igreja e ouvir o famoso “sim”?

Escuto a porta sendo aberta e olho para trás dando de cara com o meu pai segurando a mão da minha irmã, meu sorriso apenas se alargou e o meu coração ficou aquecido.

- Minha princesa – Meu pai me agarrou com um abraço bem apertado – Minha chef favorita vai se casar.

- Mas continuarei trabalhando com o senhor – Retribuo o abraço, amo estar nos braços do meu pai.

- Eu sei meu amor – Meu pai segurou cada lado do meu rosto – Mas infelizmente não vai mais morar conosco.

- Papai, eu vou me casar – Disse desacreditada.

- Sim minha querida, vai ser um casamento lindo e eu te desejo toda felicidade desse mundo – Meu pai plantou um beijo carinhoso em minha testa – Eu te amo, huh?

- Eu também te amo papai.

- Luna!Luna ! – Nina me chamou afobada.

- O que foi princesinha?

- Você está linda! – Nina agarrou meu pescoço e lotou minha bochecha com seus beijos molhados.

- Não só apenas eu, você também está – Acaricio seus cabelos macios – Uma linda princesa.

- Podemos ir? – Meu pai chamou.

Eu apenas acenei com a cabeça ficando mais nervosa ainda, saímos nós três do quarto, minha mãe já estava na igreja a nossa espera. Assim que entramos no carro de Miguel, ele dirigiu em silencio em direção ao local da troca de votos, Nina tagarelava comigo me deixando confortável, espero que eu não morra de ansiedade. Assim que chegamos em frente a bela igreja, avistei minhas amigas ali do lado de fora.

- Luninha! – Yam gritou de um jeito escandaloso – Céus, você está perfeita.

- Porque você não entrou ainda? – Perguntei em confusão.

- Só queríamos te ver – Jim disse toda meiga – Agora podemos entrar.

- Eu vou arrasar como sempre – Delfina joga seus cabelos para trás – Não é Jaz?

- Meu amor, você é linda porem é tão convencida – Jazmín revirou os olhos para a namorada – Vamos entrar logo.

- Vamos ficar aqui fora esperando por um sinal – Meu pai comentou após as meninas entrarem na igreja.

- FILHA! – Minha mãe correu desengonçada em minha direção, ela estava usando um salto e isso dificultava em seu ato.

- Mamãe – Sinto seus braços me esmagando – Eu gostaria de estar viva para me casar, mamãe.

- Desculpa meu amor, é impossível não te agarrar – Mônica se afastou minimamente –Você está tão linda meu anjinho.

- Obrigada mamãe.

- Agora mocinha, venha comigo – Minha mãe pegou na mão de Nina – Iremos para dentro da igreja.

- Querida – Miguel cutucou meu braço – Você está bem?

- Claro papai, hoje é o dia mais feliz da minha vida.

- Que bom meu amor – Meu pai sorriu largo – Podemos entrar?

- É agora?

- É agora, filha.

Puxei um longo suspiro e então entrelacei meu braço com o do meu pai, andamos calmamente para a entrada da igreja. A famoso musica de casamento soou pelo ambiente, os convidados se calaram e se viraram para trás para me ver. Então eu reparei em meu noivo, Matteo Balsano, ele vestia um lindo terno preto. Seus olhos focados nos meus, sorri já querendo chorar de felicidade. Enquanto andava em lentidão pelo tapete cheio de pétalas, vi as minhas amigas me encarando com um sorriso enorme.

- Vai que é tua baixinha – Delfi sussurrou e eu entendi perfeitamente.

- Esse momento é seu – Jim murmurou, ela bateu pequenas palmas.

- Boa sorte, Luna – Yam pisca um olho.

- Aproveite a lua de mel – Jazmín sorri de lado, com certeza a Delfi fez a cabeça da minha amiga e a tornou em maliciosa.

- Obrigada, eu acho – Sorri para as meninas.

Assim que paramos no altar, meu pai deixou um beijo no topo da minha cabeça e deu um aperto de mão no Matteo. Meu noivo segurou firme em minha mão, eu sentia que ele suava muito e parecia estar nervoso. O padre começou a falar todas aquelas palavras, eu acabei me perdendo em minha própria mente, olhava a cada segundo para o Matteo que parecia querer esmagar meus dedos entrelaçados aos seus.

- Meu amor, você está bem? – Olho para o meu noiva, o mesmo me encara na mesma hora.

- Está tudo bem – Matteo tentou sorrir mas falhou miseravelmente – Só estou nervoso.

- Eu também – Sussurro para não atrapalhar o padre – Mas vai ficar tudo bem.

- Ahn...sim.

- Você está estranho – Analiso, estava começando a sentir o meu coração a se apertar mais uma vez.

- Estou normal, meu amor – Matteo levou uma mão para o meu rosto e acariciou levemente – A-apenas...

- Apenas? – Arqueio uma sobrancelha querendo que ele continuasse.

- Nada – Deu de ombros – Está tudo ok, agora preste atenção no padre.

- Sim senhor – Soltei uma pequena risada, achei que ele fosse rir porem continuou sério e nervoso – Eu te amo.

Matteo Balsano não fez absolutamente nada, não retribuiu o meu “eu te amo” como ele sempre fazia. Fiquei mais incomodada ainda com isso, meu coração se acelerou de forma tão rápida e dolorosa que achei que fosse ter um ataque cardíaco. O padre finalizou seu discurso, então nos encarou com um sorriso amigável, eu sabia o que estava por vir e queria mais que tudo ouvir o famoso “sim”, o meu sonho vai se tornar em realidade, só de pensar assim, abri um enorme sorriso.

-Luna Valente, aceita-se casar com Matteo Balsano? Na saúde e na doença até que a morte os separe? – O padre fez a famosa pergunta.

- Sim – Sinto minha voz embargada de felicidade.

-Matteo Balsano, aceita-se casar com Luna Valente? Na saúde e na doença até que a morte os separe?

- E-eu... – Me virei completamente para o meu noivo ao vê-lo gaguejar – Não posso fazer isso.

- C-como? – Solto ficando estática no local.

- Luna, eu não posso me casar com você – Matteo me olhou, ele mordeu o lábio inferior – Eu não te amo, não posso levar isso a adiante.

- VOCÊ NÃO ME AMA? – Senti minha boca secar, meus olhos marejaram e as lagrimas rolaram por minhas bochechas.

- Eu não te amo – Matteo suspirou pesadamente – Eu amo outra pessoa.

- Porque você está fazendo isso comigo?

- Me desculpa Luna – Matteo se afastou – Fique bem.

Então eu desmoronei quando o Matteo Balsano saiu sem dizer mais nada, cai de joelhos no chão e chorei como nunca tinha chorado antes, estava triste, envergonhada e magoada. Meu coração parecia ter se quebrado em pedacinhos, soltei um urro entre as lagrimas e senti as minhas amigas me abraçarem com força.

FLASHBACK OFF

Olhei para frente e avistei um prédio abandonado, pelo que ouvi uma vez, o governo iria começar a arruma-lo na semana que vem. Corro em direção a ele, sabia que o local está aberto e que tem uma enorme escada. Eu precisava me livrar dessa dor, subocorrendo pelas escadas. Ora ou outra eu parava para respirar fundo mas continuava com os meus planos. Até que chego no topo, abro uma pequena portinha me dando ao ultimo andar. Vou até a beirada do prédio.

- EU VOU ME MATAR, QUERO ACABAR COM ESSA DOR QUE LEVO A MESES.

Eu gritei querendo que testemunhem o acontecimento, eu não sabia que tinha tantas lagrimas, pareciam ser infinitas. Pisei na pontinha pronta para me jogar daquele ultimo andar, as pessoas se acumulavam em frente ao prédio para me ver, ouvi algumas pessoas gritando mas não dei a mínima. Fecho meus olhos pronta para o meu ato sem volta, porem escutei uma voz exôtica, foi a única voz que escutei com tantas pessoas gritando ao mesmo tempo.

- Não faça isso! – Exclamou em tom de suplicas, aquela voz exôtica chamou totalmente a minha atenção – Você é linda, não precisa disso.

 


Notas Finais


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