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História Tell me you Love me - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoas da Terra e amantos do espaço 😂
Escrevi essa outra fanfic, um pouco diferente (Segundo a @CandyKey) como passatempo! Espero que gostem 😄😊
Boa leitura 🥰

Capítulo 1 - Prólogo.


Fanfic / Fanfiction Tell me you Love me - Capítulo 1 - Prólogo.

- Ei garota, cuidado! - um desconhecido grita em plenos pulmões, após eu quase o derrubar no chão com a minha corrida frenética.

- Gomén! - exclamei, me virando para olhá-lo dando de cara com o seu rosto zangado, sem deixar de correr.

Merda! Meu dia já começou com o pé esquerdo! Cheguei tarde ontem a noite em casa, como estava morta de cansaço não coloquei o despertador para tocar na hora certa e caí na cama completamente exausta. Tá até aqui tudo normal. Hoje acordei com a energia renovada e quando olhei as horas, achando lindamente que e eu ainda tinha um tempinho antes de sair pro trabalho, me dei conta que o lixo do meu despertador estava desligado. Quase tive um treco (?), eu estava mega atrasada! Oh não, joguei pedra na cruz (-q) . O resto nem preciso dizer, né?

Me arrumei de qualquer jeito sem me importar com o que vestia - foda-se a moda - e sair correndo como uma doida varrida (-q) pelas ruas da minha querida cidade Edo. Ah, eu deveria ter pegado a minha bike! Todavia, se de a pé quase atropelo aquele estranho, imagina sobre rodas... Não quero nem imaginar! Aliás, não tenho tempo para isso!

Faltava pouco para chegar ao meu local de trabalho, ainda bem que não era tão longe. É só dobrar essa esquina e .... Pluft!

- Aí! - choramingo, indo de encontro com o chão.

Tava bom demais para ser verdade! Já não bastava está atrasadíssima, eu tive a imensa sorte de cair em uma poça de lama, sujando toda a minha roupa. Sinceramente, estou prestes a chorar. Eu corria o grande risco de perder o meu emprego - Aqui entre nós, não é a minha primeira vez chegar atrasada no serviço - e agora estou completamente suja! Definitivamente, hoje não é o meu dia!

- Kagura-chan, você está bem? - escutei uma voz conhecida se pronunciar. Olhei na direção, avistando um dos meus amigos sentado na calçada. Notei que o quê acarretou a minha queda foi a nossa colisão.

- Não, não estou! - gritei nervosa. - Que droga, Shinpachi!

- Sinto muito pela sua roupa, posso te dar outr...

Nem escutei o quê ele disse, saí de lá correndo toda suja, mas pelo menos tinha que dar o jeitinho de chegar rápido, antes que o meu chefe arranque a minha cabeça. Vislumbrei a fachada do meu trabalho e sorri agradecida, talvez se ele não estiver lá poderia ser que eu escapasse de uma bronca.

Desde que sair da escola, arranjei esse trabalho graças a influência do meu tutor Sakata Gintoki que descolou essa vaga. Trabalho lá a quase um ano e meio em uma das maiores redes de Fast-Food da cidade, a Mayonara's, e devo admitir que não é um trabalho tão ruim, exceto por um motivo... Falarei mais tarde sobre esse motivo!

Bem, além desse "motivo" devo ousar dizer que ganho uma mixaria aqui, acredita que eles descontam do salário a quantidade de comida que você ingere durante o expediente? Bando de pão-duros! Eu nem como tanta coisa. Com o meu salário reduzido pela metade, fui obrigada a arranjar outro emprego para me manter, entretanto, eu o mantida em alto sigilo por ser vergonhoso...

Adentro pela porta dos fundos, se eu entrasse nesse estado na porta de entrada, provavelmente me confundiriam com um mendigo atrás de esmola (?). Olhei-me no espelho que fica localizado na sala dos funcionários com uma vontade enorme de chorar novamente. A minha blusa favorita estava completamente acabada! Por ela ser branca, ficou irreconhecível com todo aquele barro estampado.

- Vou procurá-la. - a porta se abre revelando o dono da voz, que me lançou um olhar espantado. - Nossa, não era pra levar a sério quando eu te chamar de porca, China.

Bom, vocês lembram do tal motivo que estragava em partes esse emprego? Tandãdã... O motivo me encarava com um sorrisinho debochado no seu rosto, com aquela boca magnífica pingando veneno em um dos cantos. Seu nome? Okita Sougo, o sádico.

Sim, coloquei esse apelido ridículo nele pelo fato do nosso chefe ser o seu cunhado, então ele se torna intocável podendo pintar e bordar como desejar, sem sofrer nenhuma consequência. Todos os empregados tinham medo dele, mas comigo ele rodou feio... Não sou de levar desaforo para dentro de casa, então sempre o confrontei sem nem ligar por está brincando com o perigo.

Claro que seu ego ficou ferido por uma novata que sempre o desafiava, então sempre que ele tinha a oportunidade para me ferrar, não media esforços para isso, transformando-me em seu alvo preferido de suas brincadeiras sádicas. Depois que ele foi promovido a gerente a coisa ficou feia. Feia não, horrorosa! Ele transformou a minha vida em um inferno, impondo a bendita regra dos alimentos consumidos serem descontados no ordenado, acabando de vez com a minha farra!

Apesar dele ser o meu superior pé-no-saco, eu tinha outros pretextos para odiá-lo. Vou lhe explicar... Quando o meu tutor resolveu me ajudar a arrumar um emprego, me apresentou ao cunhado dele em um jantar entre amigos. Ele era a única pessoa mais ou menos da minha idade que estava presente no evento. A gente se estranhou a primeira vista, aliás nos estranhámos até hoje.

Entretanto, nunca soube decifrar o porquê de eu ter ficado tão atraída por ele mesmo sabendo o quão escroto ele era. Tá legal, tenho que admitir que Okita Sougo era um rapaz que transbordava grande beleza com aqueles olhos castanhos avermelhados, cabelos loiro-areia lisos e aquele terrível sorriso de canto. Deu pra notar, né? Sou caidinha por esse desgraçado desde a primeira vez que o vi sentado na mesa com a maior cara de tédio.

Aos poucos fui conhecendo a sua personalidade detestável, contudo, o sentimento que eu sinto por ele não se modificou. O loiro age como um perfeito filho da puta comigo, mas mesmo assim continuo gostando dele. Talvez eu seja masoquista? Oh não! Ainda bem que estou bem lúcida em esconder esses sentimentos, afinal ele nunca daria bola para mim. Apenas me ver como o seu brinquedinho para suas tramóias sádicas.

É meio doloroso conviver todos os dias guardando tudo para mim. Bem, fazer o quê, né? Meu coração que lute para superar esse amor idiota por esse bastardo que tanto odeio. Aliás, vale ressaltar que essa frustração que sinto em relação ao loiro foi o que me ajudou a arranjar o meu segundo emprego. Explicarei mais tarde, uma coisa de cada vez!

- O quê você quer, idiota? - indaguei ríspida. Ele fechou a porta atrás de si, caminhando em minha direção.

- China, não sei o quê eu faço com você... - ele disse. - Você está imunda, o quê aconteceu?

- Trombei com o Shinpachi e acabei caindo em uma poça de lama. - respondi, abrindo a torneira para tentar tirar o excesso de lama. Ele começou a rir e eu o encarei irritada. - Qual é a graça, seu cara de traça?

- Você é uma comédia, sabia? - ele proferiu entre risos. - Acho que terei que te dar suspensão, não pode trabalhar desse jeito.

Aaaaaaaa só pode ser brincadeira. Eu quase não tinha salário e agora vem mais essa. Vou acabar trabalhando de graça aqui se continuar desse jeito. Agarrei o seu braço, mesmo que o meu orgulho gritasse para não fazer isso e eu ignorasse a onda elétrica que passou no meu corpo por está próxima dele, eu tinha que fazer isso. Afinal, não posso decepcionar o Gin-chan perdendo o emprego que ele me arranjou.

- Sádico, não faz isso. - falei, desviando o olhar. - Eu preciso trabalhar hoje.

- Bem, só tem um jeito de isso acontecer. - ele disse e um sorriso brotou em meus lábios. Sua expressão se tornou puramente sádica fazendo o meu sorriso morrer. - China, você vai ter que vestir a roupa do mascote da empresa, já que não poderá trabalhar nessa imundice.

Soltei o seu braço com brusquidão, encarando-o com raiva. Ele quer me ver no fundo do poço só pode. Respirei fundo, era melhor do quê nada. Entretanto, a roupa da empresa era ridícula.... Ah Kagura! Pense no Gin-chan!

- Tá bom, eu visto a maldita roupa. - resmunguei, cruzando os braços. Ele pegou o meu rosto em suas mãos delicadamente me fazendo corar violentamente.

- Já volto com a sua roupa, porquinha. - ele murmurou com um sorriso irônico. Dei um tapa na suas mãos e ele saiu da sala.

Tá vendo o quê eu sou obrigada a passar todos os dias? Faço isso pelo Gin-chan que diz que tem o maior orgulho de mim por conseguir me manter sozinha. Não quero decepcioná-lo, por isso aguento esse bastardo loiro.

- Aqui está, China. - ele proferiu me dando um susto.

O loiro segurava uma fantasia em forma de maionese, o logotipo da lanchonete. Estremeci irritada e peguei a fantasia contra a minha vontade. Ele continuou parado na porta, arqueei uma sombrancelha e cruzei meus braços.

- Tá esperando que eu o convide para se retirar daqui, chiuauaua? - questionei ríspida. Ele suspirou pesadamente.

- Agora que o show iria ficar bom. - murmurou malicioso, me fazendo corar violentamente. - Te vejo lá fora, porquinha.

Ele fechou a porta, acabei jogando um vaso na porta, mas infelizmente não acertou ele... Odeio profundamente quando ele fica me provocando dessa maneira! Me dar vontade de enfiar a porrada naquele rosto lindo. Tá ok, isso não foi nenhum pouco ameaçador. Tranquei a porta para evitar flagras inconvenientes e me despir lentamente, tomando o máximo de cuidado para não sujar o meu corpo.

Enfiei as minhas roupas sujas dentro de uma sacola, e vestir a fantasia horrorosa de maionese. Estou patética... Não sei porquê ainda me presto a esse papel. Abri a porta, saindo da sala dos funcionários e indo para a cozinha.

- O que houve com você!? - Minha melhor amiga indagou ao me ver passar pela porta. - Aliás, você está atrasada, Kagura-chan.

- Eu sei, Soyo-chan. Aconteceu uns imprevistos e acabei ficando toda suja. - respondi, tentando me sentar na cadeira, mas era impossível com aquela fantasia espalhafatosa. - O sádico de merda me fez vestir essa roupa para não me dar uma suspensão.

- Acho que a maneira dele de te proteger, Kagura-chan. - Soyo disse, mexendo em uma panela de molho. - Pode ser impressão minha, mas acho que o Okita-kun gosta de você e faz tudo isso para chamar a sua atenção.

Meu coração acelerou, mas eu repetia na minha mente como um mantra:

"Okita Sougo não gosta de você, para de se iludir." 

- Pare de sonhar, Soyo-chan. Vamos voltar ao trabalho. - respondi com um aperto no peito.

{...}

O restante do dia foi uma merda! O meu querido gerente fez mil e uma piadas sem graça sobre a minha roupa. Ainda bem que ajudo na cozinha e não precisaria sair para enfrentar os clientes. A Soyo buscou em sua casa, uma muda de roupasemprestar para mim poder ir ao meu outro emprego, já que não daria tempo de voltar em casa. Apenas ela sabia do meu segredo. Visto-me com uma saia rodada azul e uma blusa florida.

Já são 22:00 da noite e aparentemente eu era a única na lanchonete. Ou era o quê eu pensava...

- Quer que eu te leve para casa? - o loiro perguntou atrás de mim, me fazendo dar um pequeno salto.

- N-Não, tenho que ir a outro lugar. - respondi sem olhar para seu rosto. Ele me virou de frente para olhá-lo nos seus olhos, segurando meus braços.

- Queria saber onde você sempre vai com tanta pressa depois do expediente. - ele falou, me observando intensamente. Estremeci com o seu olhar. - Até onde eu sei você não tem namorado ou é uma daquelas garotas, né?

Sentir meu sangue ferver de raiva, franzi o cenho e o empurrei para longe. Ele estava me humilhando ao fazer uma insinuação barata como aquela. Sentia meu coração machucado, não suportaria ficar ali nem mais um minuto.

- Cuida da sua vida! - gritei, correndo para fora da lanchonete.

Não parei de correr até chegar ao meu outro emprego. Eu estava sem fôlego e completamente exausta. E tudo por culpa daquele ordinário! Adentrei pela porta de vidro, comprimentando o porteiro. Peguei o elevador até o último andar. Parando em meu destino, saio apressada para sala.

- Olá líder, chegou a tempo. - meu segundo chefe proferiu com um sorriso.

- Oi Zura, vamos começar? - indaguei ríspida, sentando-me na minha poltrona e colocando meus fones.

- Zura Ja nai, Katsura da! - ele respondeu, bravo. - Vamos sim, pelo visto você tá com a bola toda.

- Estou prestes a explodir....

- Bem, vamos lá. 3...2...1... No ar! - ele sinaliza para mim, pelo vidro.

Seguro o meu microfone com força tentando amenizar a minha raiva por aquele idiota. Como pude me apaixonar por um idiota como aquele? A vinheta passou e logo foi a minha deixa...

- Olá pessoas da Terra e amantos do espaço, está no ar mais um Rainha do Distrito Kabukichou, estou aqui para ouvir os seus desabafos sobre a sua vidinha medíocre, meu querido ouvinte...

      Sim, sou uma locutora de rádio. Tenho o meu próprio programa na madrugada para corações angustiados se abrirem para alguém que os entendam... Contarei logo, logo como eu, Kagura, virei uma sensação noturna para os amantes do amor em Edo e tudo por causa de um certo loiro.


Continua...


Notas Finais


Não sei se entenderam, mas nos próximos capítulos ficaram mais claro a ideia da história kkkk
Até mais ♥️


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