1. Spirit Fanfics >
  2. Tell Me You Want >
  3. Onde já se viu...

História Tell Me You Want - Capítulo 10


Escrita por: pandinne

Capítulo 10 - Onde já se viu...


Era domingo e eu estava exausto. Eu queria esquecer HyukJae, mas os músculos da minha bunda ainda estavam doendo pelas investidas maravilhosas que ele havia dado, e o tempo todo isso me fazia lembrar o que ocorreu na véspera.

Achei horrível a falta de interesse dele em saber minha opinião para certas coisas que ele se privava em querer. E eu ainda não conseguia aceitar que uma mulher havia feito sexo oral comigo na frente dele. Era impossível demais para eu entender que ele era esse tipo de homem, mesmo sabendo que nada em sua vida era impossível.

Às 11h15, eu me levantei e a primeira coisa que fiz foi falar com minha mãe, já que faço isso todo domingo pela manhã. Além de quê, eu estava morrendo de saudades dos carinhos dela, e imagino que ela também estaria morta de saudades de mim.

— Oi, príncipe.

— Omma!

Conversamos uns dez minutos sobre Bada e nossa saudade que nunca acabaria. Falamos também sobre a corrida que passaria na TV, qual sempre víamos juntos, por nossa família inteira gostar de coisas desse tipo. E, infelizmente, ela acabou mudando de assunto.

— Você está bem, filho? Estou te achando desanimado.

— Estou bem, mãe... Só estou cansado. É isso.

— Príncipe... – A voz dela era serena e calma, tentando me alegrar –...faltam duas semanas para você entrar de férias, né?

Realmente. Minhas férias começariam em 15 de julho, e lembrar isso me deixava extremamente alegre.

— Exatamente, mãe. Mas é que falta tão pouco que acabo ficando ansioso.

Escutei um risinho do outro lado da linha. Isso me deixava absurdamente feliz, pois mamãe ficou muito mal quando appa morreu, há dois anos, e sentir que agora ela estava bem, me reconfortava.

— Você vem passar uns dias aqui em casa? Já sabe que aqui na cidade está fazendo calor, mas montei a piscina para que vocês aproveitem quando vierem.

— Claro, omma... Com certeza.

— Ah... Outro dia, eu e as malucas fizemos a inscrição para a corrida de Mokpo. Vamos arrasar!

Sorri instantaneamente, animando-me ao pensar nisso. Minha mãe e suas duas melhores amigas faziam questão de que nós participássemos do evento de motocross todo ano. E, claro, eu não queria e nem podia recusar. Era algo que fazíamos desde que eu era pequeno. Elas passavam o ano falando disso e, quando eu chegava a Mokpo, no verão, ficavam extremamente super empolgadas.

— Ótimo, mãe. Estaremos lá.

— Aliás, ontem falei com sua irmã.

— E aí?

— Não sei, filho. Ela me pareceu muito desanimada. Você sabe o que está acontecendo?

— Que eu saiba, nada, omma. – Respondi, fingindo-me de desentendido. – A senhora sabe como ela é exagerada com tudo. – Mas então... – Tentei mudar de assunto. – Como estão as coisas aí?

— Bem, meu lindo... E aí?

— Estão bem...

— Alguma amizade especial, meu príncipe?

— Não, mãe... Nenhuma.

— Ah, que ótimo, filho. Fico mais tranquila então. Porque eu detestaria outra namorada como aquela que você teve com piercing no nariz e na sobrancelha.

— Omma! – Resmunguei, caindo na gargalhada.

Eu ainda me divertia quando lembrava o jeito como minha mãe olhava para minha ex ficante quando a conheceu. Mamãe é muito tradicional para um monte de coisas, sobretudo em se tratando de namoros de seus filhos. Mas, graças aos céus, consegui novamente mudar de assunto.

— Então, filho... Marquei um churrasco no quintal para vermos a corrida. Como você pode imaginar, virão os amigos de sempre e vamos fazer uma festinha. Aliás, me contaram que Jessica vai chegar em breve a Mokpo. Ah...  Acho que hoje ela está por Seoul e vai te visitar.

Voltamos ao velho assunto “Jessica”!

Minha mãe e suas amigas estão à vida inteira tentando fazer com que Jessica e eu viremos namorados sérios. Perdi a virgindade com ela quando eu tinha 17 anos. Foi minha primeira relação com uma mulher e, sempre que lembro, isso me fazia sorrir sobre como eu estava nervoso, mesmo assim fui atencioso com ela em plena ansiedade e medo. Sica é uma boneca dócil e tranquila na cama e, embora eu gostasse de transar com ela, já estive com outras que me satisfizeram mais.

Após falarmos um pouco sobre Jessica, e de como ela era uma mulher excelente e espetacular, mudei novamente de assunto. Cinco minutos depois, me despedi e desliguei.

Olhei para Bada estirada no chão e a levei para o sofá. Ela respirava com dificuldade e isso me partia o coração. Há dois meses, o veterinário me disse que sua vida estava se apagando e que, a cada dia que passava, um pouco dela ia embora. Minha filhotinha estava velinha. Apesar da medicação, não havia quase nada que pudesse ser feito por ela, a não ser dar bastante carinho e amá-la muito.

De repente, meu telefone tocou. Era uma mensagem... de Jessica!

Que medo...

Peguei o celular e mexi no visor para destravar a tela e ver a mensagem no wpp, que dizia: “Estou em Seul... Posso passar para te ver e irmos ver a corrida juntos?”

Respondi com um “combinado!” e me atirei na poltrona entre bufares. Era até engraçado, porque eu e Jessica sempre víamos juntos quando estávamos em Mokpo, e do nada ela me aparecesse após mamãe dizer sobre. Não pude conter um sorriso nostálgico em meus lábios ao me lembrar de tudo o que já passamos. Apesar de tudo, ela já me proporcionou inúmeros momentos inesquecíveis, por mais que simples.

Por volta das 14h30, decidi esquentar uma tigela de arroz branco e salsichas no microondas, nem um pouco com vontade de ir cozinhar. Depois de almoçar, me joguei novamente na poltrona até o sono me buscar, conseguindo adormecer sem muita dificuldade até que fui acordado pelo toque do celular... Dessa vez, minha irmã.

— Ihuuu, maninho, o que está fazendo? – Ela perguntou animada, como não quer nada.

— Ah, Amber... – Respondi com uma voz entrecortada, daquelas de quem acaba de acordar. – Você me acordou...

— Estava dormindo?

— Não, Amber... Eu estava treinando para ser sonâmbulo. – Ainda me espreguiçando, revirei os olhos e afundei a cabeça entre as almofadas do sofá.

— Ué, onde você tá? – Mais uma das perguntas idiotas dela, que me fez ter vontade de jogar o telefone na parede.

— No cafundó do Judas, Amber! – Dei um pulo no sofá, bufando com um pouco de mau humor por aquelas perguntas óbvias quando o que eu mais queria estar fazendo era dormir. – Você liga para minha casa, onde mais eu ia estar?

— Ih... está azedo, é? – Escutei uma risada desengonçada do outro lado da linha. – Saiu ontem à noite?

Suspirei pesadamente ao pensar no dia anterior, aproveitando para voltar a me recostar no encosto do sofá.

— Saí sim...

— Com quem?

— Você não conhece.

— Algo sério? – Perguntou curiosa, soltando outra risadinha.

— Não. Nada importante. – Respondi movendo a cabeça, como se ela fosse ver.

Entre perguntas idiotas e respostas contraditórias, fiquei pendurado com ela no telefone durante meia hora.

Que mala que é essa Amber, vou te contar, viu...

Amber que é grudenta, pois sou mais desapegado. Não passamos nem dois dias sem nos falar. É até melhor que ela sempre faça questão de manter contato, porque, se dependesse de mim, eu já teria perdido a irmã.

Como sempre, a conversa girava em torno da sua desastrosa vida conjugal.

Quando finalmente desliguei, olhei para Bada e a observei ainda deitada no sofá. Minha pequetuxa não havia se mexido naquele tempo todo que passei no telefone. Aproximei-me dela e seus olhinhos brilhantes me encararam. Beijei sua cabecinha e senti vontade de chorar com aquela carinha triste me olhando. Mas, após engolir minhas lágrimas, eu lhe disse coisinhas carinhosas, como se ela fosse me entender, enquanto a enchia de carícias e mimos. Então me levantei e fui até a geladeira buscar um copo de refri, que eu estava morrendo de vontade de tomar.

Voltei para a sala com o copo cheio em mãos e peguei meu notebook, o ligando em seguida. Entrei num site com gifs engraçados de filhotinhos, e comecei a encher a sala do meu apartamento de risadas engraçadas que eu não conseguia parar de dar devido às cenas engraçadas. Minutos depois, vi que minha caixa de e-mails estava piscando, então decidi checá-los. Havia dezesseis mensagens, várias eram de amigos e amigas que compartilhavam postagem propondo viagens para o verão. Porém, entre todas, vi um remetente que me deixou atônito... EunHyuk.

Como ele teria descoberto meu e-mail particular?

De: Eunhyuk

Data: 1 de julho de 2013 07:25

Para: Lee DongHae

Assunto: Confirmação de proposta

Caro Lee DongHae,

Sinto muito se minha companhia e, tudo o que isso envolve, lhe desagradou há algumas horas. Mas devemos ser profissionais, de modo que eu gostaria de lembrá-lo que preciso de uma resposta sua em relação à proposta que lhe fiz.

Atenciosamente,

EunHyuk.

         

Boquiaberto, li a mensagem outra vez.

Mas que tremendo cara de pau...!

Eu estava prestar a dar um “delete” e apagar definitivamente a mensagem, mas meu jeito impulsivo me fez responder:

De: Lee Donghae

Data: 1 de julho de 2013 16:30

Para: EunHyuk

          Assunto:  Re: Confirmação de proposta

Caro senhor EunHyuk,

Como o senhor disse, sejamos profissionais. Minha resposta à sua oferta é: NÃO.

Atenciosamente,

Lee DongHae

 

Enviei a mensagem e um estranho prazer por aquilo se apoderou de mim.

“Mandei bem pra caralho, diz aí!” Falei sozinho, de peito estufado me achando por aquela idiotice. Segundos depois, o prazer desapareceu para dar lugar a uma dor de estômago quando vi sua resposta chegar imediatamente.

De: EunHyuk

Data: 1 de julho de 2013 16:33

Para: Lee DongHae

Assunto: Seja profissional e pense nisso.

Caro Lee DongHae,

Às vezes não é bom se precipitar. Pense nisso. Minha oferta estará de pé até terça-feira. Desejo-lhe um bom domingo.

Atenciosamente,

EunHyuk

 

Por que ele não consegue aceitar minha decisão?!

Minha vontade era de escrever um e-mail super desaforado, mas o respeito que eu sentia por ele ser meu chefe fez com que eu recusasse tal vontade. Não vale a pena continuar me explicando a alguém que me considera um mero objeto sexual.

Irritado, fechei o notebook e decidi por umas roupas na máquina de lavar. Ao tirar o cesto de roupa e jogá-las na máquina, acabei por me deparar com a minha boxer que ele arrancou. Fechei os olhos e suspirei, sentindo meu coração bater acelerado com a lembrança do que fizemos no meu quarto. Então abri os olhos, levantei-me dali e fui até onde aconteceu tudo pela primeira vez. Dei uma volta entorno da cama e abri a gaveta, onde lá estavam os presentes que ele havia me dado – os brinquedinhos sexuais. Olhei para eles durante alguns segundos e fechei a gaveta com força, voltando em direção a máquina de lavar.

Abri o eletrônico e comecei a colocar as roupas sujas ali dentro. Despejei o sabão em pó e o amaciante, acionando o programa de lavagem logo após. A lavadora começava a funcionar e dez minutos depois eu continuava olhando o movimento da roupa, dando voltas tão depressa quanto minha cabeça. Minha respiração ia se acelerando e uma vontade de gritar de repente tomou conta de mim.

— Argh, como eu te odeio, Hyuk! – Esbravejei, voltando para meu quarto e tornando a abrir a gaveta para olhar os brinquedos que ele usou comigo.

Meu corpo implorava para que eu brincasse de novo com aqueles malditos brinquedos, mas eu me recusava a ceder à tentação. Peguei o outro vibrador e o fiquei olhando com uma vontade imensa de usá-lo. Por fim, incapaz de tirar HyukJae da minha cabeça, e muito menos do latejar entre minhas pernas, tirei a calça junto da boxer e me sentei na cama com os brinquedinhos nas mãos, de frente para o espelho. Mexi no vibrador e liguei a potência 1, me assustando um pouco com a vibração que começou instantânea. Depois a 2, a 3, a 4 e a máxima de 5.

Tirei a casquinha do ovinho e o deixei apresentável, ao mesmo tempo em que movi o vibrador em minhas mãos, sentindo minha ereção pulsar sem entender o que era aquela vontade insana de querer receber o toque daquele treco que me proporcionou um orgasmo delicioso. E para foder com meu desejo, eu sentia também meu orifício piscar querendo ser invadido pelo brinquedo.

Levantei meus pés e os apoiei na cama, desligando o vibrador. Levei o brinquedo entre minhas nádegas e fiquei roçando-o ali, surpreendendo-me por ver minha glande melada, tão excitado que eu estava.

Puta que pariu, Hyuk!

O que estava acontecendo comigo?

Virei mesmo um pervertido?!

Eu deslizava o vibrador pela minha bunda, fazendo questão de pressioná-lo na entradinha, pronta para recebê-lo. Então liguei a potência 1 e fechei os olhos, sentindo deliciosamente a vibração começar. Coloquei também o ovinho no meu pau enlouquecido por atenção, arrancando de meus lábios um gemido involuntário por antecipação. Aproveitei para que naquele tesão todo, me auto penetrasse com o vibrador, aumentando a vibração para 2.

— Caramba... – Gemi comigo mesmo, me deliciando daquela sensação única qual eu nunca havia feito sozinho.

Com meus dedos, afastei melhor as bandas de minha bunda e deixei que o aparelho entrasse mais fundo. O ovinho envolto de meu pênis era pressionado por minha mão livre em um vaivém incessante, me fazendo apreciar e delirar dos estímulos que os pequenos “espinhos” do lado de dentro me proporcionavam.

Comecei a gemer, sentindo um calor irresistível tomar conta de mim. Retirei o vibrador e me apoiei melhor. Eu estava ardendo de desejo, querendo mais... Muito mais.

Tudo culpa dele...

Culpa daquele gostoso!

Culpa do EunHyuk! HyukJae!

Separei de novo as pernas, ligando o vibrador na potência 3 e o pressionando bem fundo após me penetrar novamente, bem no local específico em que o prazer estava prestes a explodir. Minha mão no brinquedinho estimulando meu pau subia e descia quase o esmagando, enquanto minha mente não tirava HyukJae de meus pensamentos. Seus olhos com aquele olhar desejoso de quem me foderia por uma semana não saía do meu consciente. Sua boca deliciosa e carnuda parecia percorrer todo meu corpo. O jeito que me tocava, apenas de pensar, me enlouquecia completamente.

Voltei a fechar os olhos, pensando na gravação que assisti, excitando-me mais ainda ao lembrar a expressão daquele rosto, dos gestos e ações dele enquanto aquela mulher me sugava. Pensar de novo no que senti naquela tarde fazia minha respiração acelerar. Aquilo foi a coisa mais insana que já me aconteceu na vida. Eu, de pernas abertas me oferecendo todo em uma cama com uma desconhecida me chupando por inteiro, achando que era HyukJae, enquanto ele ficava de camarote olhando tudo.

Maldito seja esse Hyuk!

Eu estava ardendo de desejo... Muito desejo!

Coloquei o vibrador na potência 4, sentindo o calor ficar insuportável com as investidas de minha mão, que acelerava naquela punheta estimulante com o ovinho quase me enlouquecendo. A mão no aparelho mexia-se lentamente, enfiando e tirando-o, delirando com a vontade incontrolável de gozar que começava a aflorar dentro de mim. O ardor ia subindo por meu corpo, dando a impressão de que eu iria explodir. Em minha cabeça, eu imaginava coisas pervertidas que me faziam contorcer, tramando mil e uma cenas de todo os tipos de brincadeira com ele... HyukJae, o meu chefe, senhor EunHyuk.

eu escutava meus próprios gemidos, me contorcendo em apoio nos joelhos até chegar ao clímax.

          Olhei para o espelho, delirando com minha própria expressão de prazer e toda aquela cena comigo mesmo me masturbando e penetrando. O fervor que passava em fisgadas em meu baixo ventre já me fazia entender que o que estava acontecendo era o orgasmo. Fechei os olhos e deixei que o calor se apoderasse de mim, sentindo o vibrador entrar e sair com mais facilidade e o ovinho escorrendo todo meu prazer entre os dedos. Fechei os olhos e me deixei levar pelo momento, ao mesmo tempo em que eu sentia milhares de sensações novas e todas maravilhosas.

Calor...

Excitação...

Fervor...

Entusiasmo...

Desejo...

Delírio...

Prazer...

          ... Só faltava ele.

 

Cinco minutos depois, com a respiração totalmente modificada, sentei-me na cama tentando regularizar meu peito que subia e descia, retirando de meu corpo todos aqueles brinquedos. Olhei curioso para aqueles aparelhinhos e sorri travesso, apreciando das últimas pulsações que meu sexo dava após o orgasmo.

— Idiota. – Resmunguei comigo mesmo. Ainda que eu nunca vá admitir, pensei nele o tempo todo...

Em HyukJae.

 

Àsete e meia, Jessica chegou à minha casa. Como sempre, ela estava feliz e sorridente. Usava de uma calça de couro com desenhos pratas extremamente colada em suas coxas e bunda, deixando que sua barriga aparecesse devido ao top prata brilhoso, junto de uma jaqueta preta que me deixava apreciar de seu lindo corpo. O cabelo estava estonteante, liso com algumas mexas escuras e uma franja que a deixava mais sexy.

— Linda, como sempre! – Abri meu melhor sorriso para ela e a envolvei em um abraço acolhedor, recebendo um selinho em troca, que não hesitei em retribuir. Ela era um amor afinal de contas, e esse era sempre uma forma de nos cumprimentar, apesar de não termos nada sério além de nossa amizade de tantos anos.

— Obrigada, oppazinho. – Ela agradeceu com um sorriso tímido, mexendo nos fios alongados com seu maravilhoso charme.

— Vamos? – Segurei em sua mão, recebendo um balançar positivo de cabeça. Eu já estava pronto para podermos sair como havíamos combinado. Então nos apressamos e fomos direto para o local onde veríamos a corrida regional de Mokpo.

Chegamos às oito horas ao barzinho onde marquei com meus amigos de ver a corrida de sempre. Meu grupinho se juntou a nós e, passados alguns minutos, eu comecei a cantar e a me divertir como um louco com minha bandeira do grupo no pescoço e as cores vermelho e azul pintadas em meu rosto. Pouco após, apareceu KyuHyun, um amigo tatuador. Era meu confidente e tínhamos uma amizade muito especial, pois contávamos tudo um ao outro. E ao ver Jessica ao meu lado, ele acabou rindo com uma balançada negativa de cabeça e um olhar sapeca. Ele sabia da relação que eu tinha com ela, e achava isso tudo engraçado, apesar de não entender como Jessica ainda corria atrás de mim depois de todos os foras que já dei nela.

20h47, a partida começava. Estávamos nervosos. Um roeria a unha do outro, se assim fosse possível. Mas como eu gostava tanto daquilo, me deixei envolver completamente em cada curva que as motos davam. E a cada passada do meu predileto ultrapassando, me fazia pular de emoção, e Jessica me abraçava sendo retribuída por reflexo. Minutos depois, outra ultrapassagem nos fazendo gritar enlouquecidos. Jessica inclusive aproveitou para beijar meu pescoço e, eu feliz, permiti.

O tempo passava e, Jessica sonolenta, deitava sua cabeça em meu ombro toda manhosa, envolvendo minha cintura com seus braços delicados. A cada grito de felicidade que eu dava, ela se aproveitava da situação. Dessa vez sentada em meu colo, eu apenas me deixei guiar pelos impulsos momentâneos. Minha alegria só completou mesmo quando meu ídolo ficou em segundo, quase indo para primeiro.

— Isso! Mais um pouco! Yeeeey! – Gritei empolgado, recebendo um aperto de Jessica de tanta felicidade. Ela puxou minha cabeça e me roubou um beijo demorado pela exaltação e depois me soltou. – Caralho! Não acredito, aaaah! – Berrei feliz da vida quando, nos minutos finais, meu predileto ficou em primeiro, praticamente me matando de alegria. E desta vez, foi eu quem agarrou Jessica e a beijou com uma fúria eufórica.

Quando a corrida terminou, meus amigos e eu brindamos à vitória, com Jessica ali, não desgrudando de mim um segundo que passava. O engraçado foi que, num momento de confusão pela super lotação do lugar, entramos no banheiro masculino sem eu nem entender o porquê.

— Aqui, oppa... Só um pouquinho, hn? – Ela fez um biquinho fofo, chamando-me para o cantinho atrás da porta.

— Mas... Sica...

— Shih... – E me calou com um beijo, que por alguns minutos deixei que ela continuasse esfregando-se em mim, sem que se importasse pelo lugar em que estávamos. Suas mãos femininas percorriam meu corpo, mas infelizmente eu não conseguia tirar meu chefe da cabeça. Eu tentava, porém... De repente, Jessica não existia mais. Não havia mais uma mulher à minha frente, era apenas HyukJae com aquele corpo delicioso em minha mente. Mesmo que a estrutura de corpo e toques fosse diferente, eu gostaria que ela fosse possessiva e provocativa. Porém, Jessica era tudo, menos isso.

— Vamos sair daqui...

— Não, Hae oppa... – Ela resmungou manhosa, puxando-me pela gola da blusa.

— Aqui não é lugar para isso... Estamos num banheiro masculino, Sica. – Falei baixo e a puxei pelo pulso para sairmos dali.

No fim das contas, consegui tirá-la do banheiro sem terminarmos o que estávamos quase fazendo. Ela ficou irritada, mas era porque nem assim havia conseguido me deixar excitado.

— Não quer ir aonde estou dormindo, oppa? – Sugestiva, ela perguntou brincando com o indicador pelo desenho de meus lábios, quando já após estávamos ao lado de fora. – Estou com tanta saudade do meu oppa.

— Jessica... – Suspirei longamente, desviando o olhar um pouco sem graça.

— Por favorzinho... – Ela continuava insistindo, daquele jeitinho manhoso e fofo com um bico nos lábios.

— Melhor não.

— Haezinho...

Eu não conseguia me deixar levar a seguir os instintos naturais de um homem e ir com ela, uma mulher envolvente, ao seu hotel. Nada me fazia ficar excitado daquele jeito simples de sempre. Parecia que faltava algo, e eu me sentia mal por não saber o que era. A única coisa que eu sabia era que não queria e, portanto, apenas meneei a cabeça com um “não” de recuso pelo convite, observando como ela ia embora completamente frustrada. Sinceramente, fiquei aliviado com aquilo. Naquele momento, eu não queria ter que agir como quem domina e mostra o que é prazer. Eu queria é aproveitar que toda a nossa farra havia terminado, e ir para casa.

Ao chegar a minha casa, por volta das três da manhã, me joguei na cama e sorri ao pensar que meu predileto da corrida havia ganhado, negando-me a pensar em qualquer outra coisa além daquilo. Eu precisava dormir, um dia pelo menos, sem pensar naquele infeliz que me atordoava todas as noites. Se não fosse por ele, eu mesmo não teria empacado minha foda com a gostosa da Jessica.

Onde já se viu...

Eu queria dar e não comer?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...