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História Tell Me You Want - Capítulo 9


Escrita por: pandinne

Capítulo 9 - Sexo é um jogo


Depois de uma hora após todo o furacão de orgasmos que tivemos, estávamos deitados na cama entre conversas e risadas, finalmente saboreando os morangos e a champanhe. Para minha surpresa, junto ao espumante que já havia sido substituído por outra garrafa cheia, havia um pote de chocolate derretido. Mergulhar a fruta no chocolate e enfiá-lo na boca me fazia revirar os olhos várias vezes, de tão gostoso que tudo aquilo estava junto daquele homem delicioso ao meu lado.

Minhas caras e bocas de prazer ao comer os doces divertiam-no, ele não parava de sorrir um segundo sequer. Vê-lo calmo e relaxado me tranquilizava, eu podia perceber que estávamos apreciando o momento. Ainda mais por notar o quanto ele gostava de limpar, com sua boca, os restinhos de morango com chocolate que ficavam em meus lábios. O melhor de tudo era que esse contato suave se assemelhava a um beijo doce, algo que ele nunca havia me dado, já que seus beijos sempre eram selvagens e possessivos.

De repente, um ruído chamou minha atenção. O notebook estava ligado e ele acabava de receber uma mensagem.

— Você sempre o deixa ligado? – Perguntei.

— Sempre. – Ele olhou para o computador e afirmou positivamente com a cabeça – Preciso estar a par dos assuntos da empresa o tempo todo. – Em seguida ele se levantou para checar o e-mail. Depois de alguns segundos, voltou para cama, me observando mergulhar outra fruta na calda derretida. – Pelo visto, você adora morangos com chocolate.

— Sim. Você não? – Enfiei um morango na boca com sensualidade, observando-o atentamente. Ele deu de ombros e não respondeu minha pergunta, mas novamente eu estava lá, tentando puxar algum assunto. – Não gosta de doce?

— Se for como você, sim. – Ele soltou uma risada soprada, curvando os lábios de canto. Não consegui conter uma gargalhada junto a ele.

— Você não tem doces em casa?

— Não.

— Por quê?

— Porque não sou louco por doces.

— Você vive sozinho lá? – Questionei, mas como sempre, ele não respondeu sobre sua vida. Mas pela sua expressão, me dei conta de que não gostou da pergunta.

Eu queria saber mais sobre HyukJae, ou EunHyuk – meu chefe –, se tinha gato ou cachorro, qualquer coisa que fosse de sua vida, mas ele não dava abertura e não me deixava conhecê-lo. Era só eu começar a falar de sua vida pessoal e ele se fechava por completo.

Um saco!

Como aquele clima estranho estava me deixando entediado e inquieto, olhei ao redor e acabei detendo meus olhos na câmera de vídeo que continuava a piscar a luzinha vermelha.

— Continua gravando?

— Sim.

— Posso saber o que há de interessante no que estamos fazendo agora para que isso precise ficar registrado?

— Ver você comendo morangos com chocolate. Acha isso pouco? – Ele fez uma cara de que falava algo muito importante e acabou rindo. Rimos juntos de novo. Em alguns momentos ele demonstrava doçura e nem sabia disso; era um bobo e conseguia me tirar um sorriso com tão pouco.

— Posso ver o que foi gravado antes? – Perguntei e ele logo balançou a cabeça em positivo.

— Pode. Só tem que ligar a câmera na TV.

Fiquei nervoso... Nunca me filmei fazendo sexo e a ideia de me ver pela primeira vez nessa situação despertava-me certa curiosidade, que era absurda. Eu queria ver tudo o que aconteceu sem deixar passar nada. Queria saber como eu reagia com cada toque que ele me proporcionada, apesar de eu tê-los aproveitado completamente.

— O que acha de assistirmos agora? – Propus, olhando-o curioso.

— Você quer? – Hyuk me olhou de um jeito intimidador enquanto tomava um gole de champanhe. Depois afastou a taça dos lábios com um sorriso de canto e ficou girando o recipiente, como se aguardasse minha resposta.

— Quero. – Respondi uns segundos depois.

Não demorou nem um milésimo para que eu pudesse vê-lo se levantar, com decisão. Ele tirou um cabo de sua pasta e ligou à câmera diretamente na TV com um pequeno controle remoto em mãos. Após deixar tudo supostamente ajeitado, ele voltou à cama e se sentou ao meu lado. Respirei fundo e o encarei. Ele não parecia nervoso como eu, pelo contrário, pois deixava claro que apenas esperava eu me preparar.

— Preparado? – Ele perguntou com um olhar sugestivo após fazer um sinal de que iria apertar o play.

— Claro.

Com um clique no botão, as imagens da filmagem foram parar na tela, mostrando-me nela. Isso me divertia cada vez mais, pois minha voz e a dele soavam estranhas e engraçadas. Mergulhei mais um morango no chocolate e observei as imagens. Acabamos rindo por minha reação quando HyukJae me fez tocar nos lenços. Em seguida, enrubesci ao ver a cena seguinte, ele no chão e eu totalmente extasiado com sua boca me chupando com tanta vontade.

— Meu Deus, que vergonha!

— Por que, pequeno? – Ele sorriu e beijou meu pescoço, roçando os lábios docemente por minha pele. – Não gostou desse momento?

— Gostei... Claro que gostei. É só que...

Antes que eu conseguisse terminar a frase, as imagens seguintes de HyukJae me amarrando à cabeceira da cama deixaram-me sem palavras. Ele apareceu tapando meus olhos com o outro lenço e, depois, o deslizou por meu corpo, brincando com meus mamilos e meu umbigo. Isso me estimulava de novo e fazia com que correntes de eletricidade corressem por todo meu interior em um despertar de outra ereção entre minhas pernas.

À minha frente, na TV, ele continuava descendo até se deter em meu sexo, onde o saboreou com maestria, fazendo-me entregar de bandeja sob seus comandos. Dali em diante, desceu mais um pouco e, enchendo-me de beijos, chegou aos meus tornozelos.

Embriagado e com os olhos inebriados de desejos pelas imagens, a única coisa que eu conseguia fazer era sorrir de canto, lembrando como era ter sentido cada um daqueles toques em meu corpo naquele instante.

Meus olhos não desgarravam daquelas imagens, e eu não conseguia deixar de olhar para a tv quando vi na tela que HyukJae se levantava. Eu continuava deitado na cama, amarrado com os olhos vendados e ele caminhava até o aparelho de som para aumentar o volume. Instantes depois, a porta do quarto se abriu e meus olhos piscaram repetitivas vezes, desacreditado do que agora eu estava vendo. Uma mulher ruiva de cabelos curtos entrava e andava diretamente até a cama onde eu continuava amarrado. Minha respiração quase não saía ao ver aquilo. A mulher estava vestida com uma espécie de camisola vermelha e Hyuk chupava um de seus mamilos enquanto ela lhe entregava algo metálico. Depois, ela pegou as luvas que estavam sobre a cama e as vestiu.

— O que? – Tentei balbuciar, mas me faltava ar para tentar dialogar. Ele não me deixava falar, encostando um dedo sobre meus lábios e me obrigando a olhar para a televisão.

Totalmente paralisado, observei como a mulher subia na cama após colocar as luvas enquanto Hyuk a observava de pé, de um jeito autoritário. Ela abriu minhas pernas e pousou sua boca em minha glande. Minha estupefação era tanta, que meus olhos arregalaram e eu estava prestes a explodir de indignação.

O que ele pensava que estava fazendo comigo? Ou melhor, ela...

Eu não consegui dizer nada, apenas continuava ali diante da tv, observando meu corpo se contorcendo na cama, indefeso e amarrado, gemendo como um idiota ao pensar que era HyukJae dono dos toques, enquanto era aquela desconhecida quem brincava com meu corpo.

De vez em quando ela abria minhas pernas e eu curvava minhas costas, incitando-a a continuar, e aquela vadia obedecia. HyukJae se deliciava com tudo aquilo, entregando a ela o objeto que estava segurando. Agora eu conseguia ver que, aquilo que senti como sendo duro, frio e suave dentro de mim, era um consolo metálico. A mulher o enfiou na boca e o chupou, introduzindo-o em mim depois. Eu soltava gemidos involuntários, gostando daquela sensação e, por isso, a mulher voltava a enfiá-lo e a retirá-lo com delicadeza enquanto seu dedo sob luvas passeava por minha pele.

Pouco depois, HyukJae lhe pediu o brinquedo sem dizer nada e ela o entregou. E antes que pensasse em fazer algo, ele apontou meu pênis novamente enquanto se masturbava. Aquela perua de cabelo pegando fogo obedeceu e voltou a encostar sobre mim; primeiro suas mãos, depois sua boca ardente e... deliciosa.

Eu estava enlouquecido, abrindo as pernas e me elevando em busca do contato, enquanto ela, com suas mãos enluvadas, segurava minhas coxas e me devorava com autêntica devoção, sugando meu pau com tanta vontade que, ao ver aquilo, minhas bochechas automaticamente enrubesceram.

Pouco depois, HyukJae tocou no ombro da mulher e ela se levantou, retirando as luvas e as deixando sobre a cama. Porém, antes que ela fosse embora, ele a puxou e lhe deu um beijo daqueles pornográficos, dizendo: “Adoro seu sabor”.

Senti vontade de gritar de tanto ódio...

Filho da puta... Desgraçado!

Meu estado de choque pelo que eu acabava de ver e escutar era nítido, e eu igual um otário achando que ele tinha dito aquilo para mim após ter caído de boca no meu pau.

Mesmo que atormentado, voltei a observar HyukJae se meter entre minhas pernas e, após trocar algumas palavras comigo, colocou uma camisinha e me beijou. Em seguida fez-me abrir as pernas para depois me penetrar lentamente, comigo entre contorceres embaixo de seu corpo. Possuía-me sem parar e eu não parava de gritar de tanto prazer.

Quando eu já não conseguia mais olhar para a tela, desviei a visão e o fitei com a respiração entrecortada. Eu estava furioso, excitado, irritado e com uma vontade filha da puta de matá-lo, sem nem saber mais o que pensar e como agir.

— Por que... Você permitiu isso?

— O quê, Hae-ah?

Levantei-me da cama, olhando-o completamente descrente com uma cara de nojo.

— Uma mulher! – Gritei enfurecido. – Uma... Desconhecida... Ela... Ela me... Ela te...

— Você disse que aceitava tudo menos sado, lembra?

A cada instante eu me sentia mais e mais desconcertado. Balancei a cabeça em forma de indignação, passando a destra no rosto totalmente nervoso.

— Mas... – Olhei para ele e murmurei frustrado: – Mas tudo entre mim e você... Não entre...

— Tudo menos sado... Você permitiu tudo, pequeno.

— Eu nunca te disse que queria transar com uma mulher ou qualquer outra pessoa entre nós dois!

Ele me encarou com um sorriso torto e recostando-se na cama com um olhar indiferente.

— Eu sei. – Respondeu de um jeito petulante.

— Então? – Esperei uma resposta mais formulada. Não estava me aguentando de tanta indignação.

— Eu nunca disse que não queria que você fizesse sexo com uma mulher. E foi delicioso, espero repetir. Só brincamos um pouco, pequeno. Não sei por que você fica assim. – Hyuk insistiu, como se dizer tudo isso fosse tão natural quanto dizer “brincamos um pouco”.

— Brincar? Você chama isso de brincar?! Para mim, brincar é fazermos só nos dois, mesmo que seja com esses brinquedinhos que você curte, mas... Você disse “repetir”?

— Sim.

— Então será com outro, meu querido, porque comigo, sem chance! Cara! Você a beijou e em seguida me beijou. Que nojo!

— Hae... – Ele não se moveu. Suas atitudes mudaram e ele recobrou a seriedade. – As minhas brincadeirinhas são assim. Pensei que você já soubesse. Nas vezes que saímos juntos, deixei bem claro que é disso que eu gosto. No escritório, quando vimos sua chefe e seu colega, dei-lhe a primeira pista. No restaurante, na noite em que te convidei para jantar, dei a segunda. Na tua casa, quando te ensinei a usar os brinquedos, a terceira. Considero você um homem inteligente e...

— Mas...  Isso é depravação. Sexo é um jogo entre duas pessoas. E o que você faz...

— O que eu faço é sexo! E minha forma de ver o sexo não é depravada! – Alterado, ele elevou a voz uma oitava. – Claro que é um jogo entre duas pessoas. Sempre tive consciência disso, e por isso te perguntei se você aceitava tudo! Não perguntei?! – Ele levantou uma sobrancelha à espera de uma resposta minha, que logo veio à tona com um balançar positivo de cabeça. – Você disse que sim. Lembro-me muito bem. O sexo convencional me entedia. A você não? – Sua risada sarcástica e a pergunta fizeram-me ficar em silêncio, sem vontade alguma de respondê-lo. – O sexo é um jogo, DongHae. Um jogo que admite loucuras, sensações e tudo o que você quiser incluir. Gosto de te dar prazer. Seu prazer é o meu deleite. Quando te vejo cheio de tesão, fico louco. E ouvir você dizer que o que eu faço é coisa de depravado, realmente me deixa muito irritado e me incomoda muito. Seus convencionalismos de menino certinho e sua falta de bom sexo é o que faz com que...

— Que!? – Soltei um sorrisinho indignado, balançando a cabeça em negação para o que eu acabava de ouvir. – Minha falta de bom sexo?! – Gritei furioso, desamarrando o roupão do hotel com fúria, mas me enrolei no nó que havia feito e não consegui tirá-lo. – Para sua informação, o sexo que fiz durante todos esses anos foi maravilhoso! As pessoas com quem me envolvi e estive me fizeram aproveitar tanto ou mais do que você!

— Duvido. – Debochado, ele disse dando de ombros com frieza.

— Convencido! – Apertei meus punhos, louco de vontade de dar um murro no meio da fuça dele.

— Olha, DongHae. Não duvido que suas experiências com outras pessoas tenham sido satisfatórias. Só digo que nunca serão como as que você teve comigo. Mas... Shit! Se até quando você disse “me fode bem gostoso!” ficou vermelho, o que quer que eu pense?

— É porque... Dizer isso é vulgar... Grotesco.

Ele voltou a soltar aquele risinho sarcástico, debochado, balançando a cabeça como se não estivesse acreditando no que eu falava.

— Não, pequeno. Não é nada disso. Simplesmente foi a atração pelo proibido tomando conta de você. A excitação faz as pessoas se comportarem de forma desinibida em certas ocasiões. A atração pelo proibido faz você querer ver outra pessoa devorando o corpo do seu homem enquanto você olha ou participa. Você no chuveiro foi seduzido pelo proibido. Disse o que queria e pediu que eu te fodesse, porque era isso o que você desejava, não era? – Ao fim de suas palavras que mais me pareciam uma surra, ele lambeu os lábios e mordeu o inferior com um sorriso de canto, esperando minha resposta.

Respirei fundo e fechei os olhos para não ser seduzido por ele novamente. E então falei, quase inaudível: — Não quero mais ouvir nada.

— Querendo ou não, você é como a grande maioria da humanidade. O problema é que essa humanidade se divide entre os que não se conformam com os convencionalismos e desfrutam do sexo com naturalidade e sem tabu, como eu. E os que veem sexo como pecado, como você!

Nesse exato momento eu voltei a abrir os olhos e o encarei com as sobrancelhas franzidas. Ele estava se aproximando de mim, daquele jeito intimidador. Seu roupão estava aberto, mostrando-me seu corpo vestido apenas por uma boxer. Subi o olhar e o encarei diretamente nos olhos, como se fossemos dois rivais batalhando para ver quem era o mais pecador dentro daquele quarto. A verdade é que o que eu sentia era que ele era o pecado mais instigante a ser cometido por mim. E eu queria cometer esse pecado vinte e quatro horas por dia.

Acabei me culpando por estar sentindo meu corpo reagir até mesmo àquela forma como ele dizia aquelas coisas, como me olhava daquele jeito como se eu fosse um mísero mortal inocente que não sabia o que queria dizer sexo no sentido literal. Meu corpo borbulhava só de eu encarar os lábios dele se movendo para me explicar aquilo tudo, como se ele fosse o meu professor do orgasmo e eu apenas seu aluno fazendo estágio.

 Porra, que loucura... Eu estava me sentindo um ninfomaníaco.

— Para muitos, a palavra “sexo” é tabu! Perigo! – Ao escutar ele dizer isso, acabei sobressaltando, pois ele parecia me apunhalar com cada palavra ao andar ao rodeando meu corpo, observando minhas expressões. – Para mim, Hae-ah, a palavra “sexo” é diversão. – Essa frase foi abandonada pertinho de minha audição, quando ele se colocou atrás de mim e mordeu minha orelha bem devagarzinho, como se quisesse soprar sensualidade em minha pele. Arrepiei completamente, e ele pareceu instigado com isso, pois pude ouvir sua respiração se alterar quando, instintivamente, deitei levemente a cabeça para que ele continuasse com seu ato. – É gozo... Excitação... É Gostoso... – Sussurrando inebriado por minha súbita entrega, ele começou a descer os lábios por meu pescoço ao meu trapézio, abandonando um caminho ardente de beijos quentes. O teor sexual voltava a sobrevoar nosso entorno, como se fosse uma bolha que nos prendia dentro de seu mundo de prazer. —  E o que mais me incomoda em suas palavras é que sei que você gostou da experiência. Você gostou de sentir o consolo, gostou da mulher entre suas pernas te chupando, gostou inclusive de dizer a frase “foder bem gostoso”.

Como um idiota, voltei a fechar os olhos, sentindo minha caixa torácica doer de tanto que minha respiração estava alterada pelo prazer dominando meu corpo, como se estivesse sendo injetado em minha veia depois de muito tempo em abstinência. Aquele homem sabia muito bem tomar o controle de meu corpo apenas aproximando-se de mim. Ele não precisava nem fazer o que estava fazendo: sua boca enchia meu pescoço de lambidas e mordidinhas, enquanto uma de suas mãos me prendia contra seu corpo e a outra subia para abaixar a manga do roupão; assim a pele de meu ombro ficou desnuda para que fosse o novo alvo de seus lábios viciantes.

— Você já foi hétero um dia e fodeu uma mulher, não é? Só que agora adora ser fodido por um homem. E esse homem sou eu.

Caí no ridículo de gemer, tombando a cabeça no ombro dele, enquanto sentia sua ereção esfregando-se em minhas nádegas. Eu sentia um tremor tão forte em meu corpo, um ardor de dentro para fora, como se fosse morrer caso ele não continuasse com aquilo. Era como se eu não fosse conseguir me manter em pé caso ele me soltasse. Meu corpo, cada célula em meu sangue desejava aquele homem como eu nunca pensei que seria capaz de desejar uma pessoa um dia.

— O problema é que você nega isso. – Murmurando isso, senti meu roupão cair no chão. Ele havia desamarrado o traje tão facilmente, como se tivesse muita prática nisso. –Você engana a si mesmo, DongHae... Basta se deixar sentir.

Ao escutar isso, abri os olhos como se estivesse acordando e finalmente escutando o que ele falava com mais nitidez. Eu não negava o quanto ele me deixava louco, ou o quanto eu queria passar o dia inteiro dentro de um quarto aproveitando cada segundo de prazer. O problema é que eu não conseguia aceitar tão facilmente o que havia acontecido. Não era tão simples, para mim, que sempre teve uma vida pacata, de repente, ver alguém quem eu estava ficando beijar outra pessoa e depois me beijar. Ou achar que estava sendo tocado por ele, e depois ver que na verdade era uma desconhecida. Não era fácil aceitar tudo como se estivesse aprendendo o ABC.

Tendo consciência de que do porquê eu estava puto antes dele tentar me envolver novamente em sua sedução, agarrei o pulso dele quando já ia tocar minha ereção que estava ali desde o instante em que ele se levantou me encarando daquele jeito intimidador. E então me afastei, safando-me de seu agarre.

Em silêncio, apesar da minha respiração estar extremamente ruidosa, decidi que era melhor não olhar para ele. Procurei minhas roupas com o olhar desnorteado e, quando achei, vesti minha boxer numa vontade imensa de sumir dali, daquele quarto, daquela suíte, daquele hotel e da vida daquele homem que achava que podia simplesmente sussurrar no meu ouvido que eu lhe abriria as pernas. Na verdade, eu decidi sair dali porque eu sabia que isso era uma verdade. Se ele sussurrasse um pouco mais, com certeza não iria negar nada que ele quisesse fazer comigo.

Quando eu estava completamente vestido, fiquei parado no meio do quarto, tomando a coragem para encará-lo com uma cara horrenda de quem ia xingá-lo por um mês inteiro.

— Não podemos mudar nada do que vivemos. Mas, a partir de agora, você volta a ser o Eunhyuk-ssi e eu sou DongHae-ssi. Por favor, quero recuperar minha vida normal, e para isso o senhor deve ficar longe de mim.

Dito isso, sem esperar resposta alguma, o encarei com um olhar maligno e dei meia volta para ir embora daquele quarto. Eu precisava desaparecer daquele lugar e esquecer tudo o que houve entre nós daquele momento em diante.



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