História Tempest - AoKaga - Capítulo 23


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Aomine Daiki, Kagami Taiga
Tags Aokaga, Aomine, Aposta, Daiki Sacana, Escravo, Ironia, Kagami, Kuroko No Basuke, Mestre
Visualizações 158
Palavras 1.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Ficção, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Dia 23
Back in Black – AC/DC

Capítulo 23 - Um pouco mais sobre você


Fanfic / Fanfiction Tempest - AoKaga - Capítulo 23 - Um pouco mais sobre você

O fim de tarde se aproximava e os dois garotos mal percebiam isso, de tão compenetrados no jogo. A bola de basquete quicava no chão, ecoando em conjunto com as passadas rápidas e pesadas, ofêgos e resmungos.

Kagami roubou a bola e avançou para a tabela, saltou e tentou passar a bola por baixo da perna. A mão fez o movimento e seguiu para a enterrada. A bola ficou para trás, caída no chão.

Daiki riu.

— Ainda quer copiar isso?

— Qual o problema? — Kagami secou o suor do rosto com a manga do casaco — Achei bem legal. Por que você não me ensina?

Aomine ergueu a sobrancelha, considerando o pedido.

— E o que eu ganho com isso?

— Deixa pra lá.

— Talvez eu te ensine. Algum dia.

— Antes da revanche?

— Ainda insiste nisso? Você vai ser meu escravo para o resto da vida, Kagami.

O ruivo rosnou algo, aborrecido.

— Não é justo!

— Aa, vai ficar de choradeira? Está bem. Vou marcar sua bendita revanche. Que tal semana que vem? Domingo?

Kagami desconfiou da oferta.

— Sem truques? — perguntou.

— Sem truques — ergueu uma mão.

— Ótimo! — animou-se de novo, indo pegar a bola de basquete para continuar a partida. Mas Daiki cruzou as mãos atrás da cabeça e foi em direção a um dos bancos.

— Cansei — sentou-se e esperou que Taiga fosse sentar também. Quando o garoto acomodou-se, Daiki deitou-se de costas no banco, apoiando a cabeça sobre as pernas do ruivo, ficando com as próprias pernas pra fora do assento.

— OE!! — o sangue de Kagami gelou nas veias. Ele olhou preocupado de um lado para o outro, temeroso que alguém os visse naquela situação tão intima. Não que se importasse com a opinião alheia, mas estavam no Japão. Respeito era algo extremamente prezado por ali. Não era comum encontrar casais sendo tão liberais, mesmo pares hétero.

Ao invés de responder a reclamação, Daiki ergueu uma mão e tocou no anel que Kagami sempre levava no pescoço.

— O que é isso? — perguntou.

— Um anel preso na corrente — o ruivo respondeu depois de uma breve olhada. Aomine estreitou os olhos.

— Revanche cancelada — falou ácido.

— OE!! Você perguntou o que é isso! Pode ser pequeno, mas é um anel que eu usava quando criança.

Daiki sondou a expressão do ruivo, tentando comprovar se ele estava sendo engraçadinho ou falava a sério. Surpreendentemente concluiu que ele respondera sem a intenção de fazer graça. Nem devia ter estranhado, afinal.

— Eu vi que é um anel, baka. Queria saber por que o usa.

— Ah. Foi presente do meu irmão. Não irmão de sangue, mas crescemos nos Estados Unidos nos considerando irmãos — revelou — Ele foi meu único amigo por um bom tempo.

Daiki não disse nada. Se deu conta do quão pouco sabia sobre a vida de Kagami, a não ser que era um viciado em basquete, péssimo aluno, ótimo atleta e muito determinado. Mas além dessas coisas perceptíveis para qualquer pessoa, que mais sabia? Namoros não costumavam evoluir daquela forma, tinha certeza. De qualquer jeito os dois não eram exatamente como as pessoas normais. Então o relacionamento evoluiria de acordo com a personalidade de ambos, com tudo a seu tempo. Sem pressa. Embora pudesse aprofundar um pouco as coisas. Era hora, não?

— O que foi? — Taiga perguntou diante do silêncio prolongado.

— Você nunca falou sobre sua família.

— Ah...

— Por que mora sozinho?

Kagami deu de ombros.

— Meu pai é consultor de empresas nos Estados Unidos. Ele passa mais tempo por lá do que no Japão, daí acabamos indo morar oversea. Mas minha mãe cismou que eu tenho que aprender mais sobre minhas raízes. Então eis me aqui.

— Irmão de sangue?

— Não. Sou filho único.

— E por quanto tempo você vai ficar aqui?

— Saa — deu de ombros de novo — Acho que até o fim do colegial. Minha mãe quer que eu tente entrar no MIT... — informou. Acabou fazendo um bico quando Daiki riu alto do que ouvira — O que foi, aho? Com meu basquete eu consigo uma bolsa!

— Só assim mesmo! Sendo tão ruim em inglês e em todas as matérias base! É mais fácil você passar com honra em Toudai do que entrar no MIT. E mesmo que consiga com o basquete, como vai manter o nível?

—...

Daiki riu mais um pouco, até cair em si e notar a carranca mal-humorada do outro.

— Oe, não fique com essa cara. E que curso você vai tentar?

— Algo na área de Gestão. Meu pai quer que eu continue com a empresa da família — falou sem muito animo. Não se imaginava o tempo todo sentado atrás de uma mesa, dentro de um escritório, participando de reuniões intermináveis.

— E o que você quer?

Kagami pensou um pouco naquela pergunta.

— Não sei... talvez Medicina...

Daiki ergueu as sobrancelhas. Estava aí algo que também não imaginava Kagami fazendo. Na verdade todas as imagens que tinha dele no futuro eram associadas ao basquete.

— Não vai tentar seguir carreira no esporte?

Kagami balançou a cabeça. Amava o basquete. Muito. Mas não era algo que queria fazer centro de sua vida. Salvar outras pessoas, ajudá-las; isso sim o atraía. Era o que desejava.

— E você? — aproveitou o momento interrogatório para saber mais sobre Daiki.

— Nada tão altruísta. Talvez Direito. Gosto de estudar leis...

— Você também é filho único?

— Filho único. Meu pai tem uma empresa terceirizada e trabalha com otimização de projetos urbanos. Minha mãe é desocupada e presta serviço voluntário por aí — explicou sem parecer muito interessado — Não vou assumir negócio de família nenhum e meu pai já sabe disso. Ele está criando um Conselho Administrativo e talvez abra capital. Ah, e meu pai é gaijin.

O ruivo balançou a cabeça. Lembrava da primeira parte da informação que fora dada por Kuroko, logo no começo da história dono/escravo. A segunda parte revelou muito da estrutura familiar de Daiki e sua relação, principalmente, com o pai.

— Então também não pretende seguir no basquete?

— A sério não. Até considerei, durante o Ensino Fundamental. Agora as prioridades mudaram.

Taiga ficou observando a expressão sonolenta de Daiki, sentindo uma vontade danada de fazer cafuné em seus fios de cabelo. Só resistia por receio de serem flagrados.

— Não sente falta de casa? — Aomine perguntou de repente. Um pequeno receio de que o ruivo acabasse voltando pra América, mais cedo ou mais tarde.

— Claro que sinto! — riu — Principalmente dos hambúrgueres. E da minha casa, dos meus pais. Mas entendo a intenção da minha mãe. Vir pra cá não foi tão ruim...

— Baka — Daiki debochou um pouco, apesar de gostar da emoção que via refletida naquelas raras íris vermelhas. Claro que não fora tão ruim, afinal estavam juntos! Talvez Taiga realmente fosse fazer a faculdade nos Estados Unidos. Não pensaria nisso tão já. Agora estavam juntos e era o que importava.

— Acho que precisamos ir. Está começando a esfriar demais — Kagami olhou em volta. O casaco que usava já não era mais suficiente para aquecê-lo de modo adequado. Haviam suado um bocado enquanto jogavam. A sensação era desagradável.

— Vai lá pra casa — Daiki falou, pegando Kagami de surpresa.

— O quê?

— Você é surdo. Acabei de comprovar. Eu disse: vai lá pra casa, Bakagami. Vou te apresentar minha mãe. Mas meu pai está em Okinawa.

O ruivo arrepiou-se um pouco.

— Oe! Por que tão repentino assim? Conhecer a sua mãe? De onde saiu isso? E... e...

— Qual o problema? — Aomine franziu as sobrancelhas — Aquela mulher não é tão assustadora assim.

— Não é isso. É que... olha o horário. Não vou conseguir voltar pra casa antes do toque de recolher.

— Dorme lá então — respondeu simplista.

— Dormir lá? — ficou chocado com a facilidade que o outro decidia as coisas.

— Te empresto roupas — Daiki sentou-se no banco — Está decidido, escravo. Hoje é o dia que você vai conhecer sua sogra.

Sentiu o coração disparar enquanto o nervosismo o dominava.

— E é seguro dormir na sua casa? — soou desconfiado.

— Ta com medo da minha mãe?

— Não é bem a sua mãe que me preocupa — estreitou os olhos para Daiki, desconfiado, avaliando quais as chances de sobreviver a uma noite no quarto do outro.

— Ah, sobre isso — Aomine sorriu, mas aquele sorriso sacana que deixava Kagami arrepiado, e não no “bom” sentido — Sobre isso não garanto nada.

Sem mais aviso passou a mão pela nuca de Taiga e o puxou para si, a forma que mais gostava de subjugá-lo. Desconfiava que aquele fosse um ponto sensível, pois era só colocar a mão ali que o tigre ficava mansinho, mansinho. Quando os lábios se encontravam e as línguas se tocavam, como agora, o ruivo só faltava desmanchar nos braços de Daiki.

Indiferentes a estarem em um lugar público, correndo o risco de serem flagrados por alguém, eles se entregaram totalmente ao beijo. Uma prévia do que estava por vir aquela noite, talvez?


Notas Finais


Semana que vem o Tigrão vai conhecer a sogra. Ou será Tigrinho, todo fluffy nos braços do seu aho?


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