História Tempestade - Capítulo 2


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Gyuhao, Jeongcheol, Jihan, Jihancheol, Junhao, Meanie, Soonchan, Soonhoon, Verkwan
Visualizações 50
Palavras 3.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Harem, Lemon, LGBT, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Seinen, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Morte


Fanfic / Fanfiction Tempestade - Capítulo 2 - Morte

Apartamento Hong – Sala Privada

 

 

O toque dos lábios carnudos era maravilhoso, mas não causava nenhum sentimento bom. Seria ótimo se tudo estivesse bem para que fizessem aquilo, mas, infelizmente, nada andava como deveria ser. O rapaz estadunidense pousou a mão educadamente sobre o peito do rapaz pouco mais alto, finalizado o carinho de um jeito bruto e rápido, mas delicado.

Não era a primeira vez que isso acontecia, na verdade. Os dois tinham essa relação confusa desde muito tempo, e só não tomavam um jeito por duas razões.

– Hong, confie em mim – Seungcheol segurou o braço de Joshua não com tanta força, querendo um pouco mais se séria atenção. – Eu juro que seríamos felizes. Esqueça Jeonghan, por favor!

Hong Jisoo Joshua, designer chefe da Nintendo, respirou fundo e se afastou, tentando manter a calma que sempre teve. Agarrou os cabelos ruivos avermelhados, fechando os olhos.

– Seungcheol, quando o problema de você entender que você não vai me dividir com ninguém? – perguntou vagarosamente, tomando cuidado para não entrarem numa discussão novamente. – Eu entendo que você é ciumento, mas, por favor, meu amor por vocês dois não tem diferença – disse mais firme, abrindo os olhos, vendo Seungcheol sentado no sofá de camurça roxa, encarando o chão. – Céus, o que custa você pensar um pouco nisso?

Seungcheol se levantou de súbito, indo em direção ao rapaz estadunidense. Ele segurou o rosto fino do rapaz meses mais novo, olhando-o nos olhos.

– Eu já pensei bastante nisso, Hong – ele disse num tom meio sombrio. – E eu já tenho a minha decisão: eu não quero um relacionamento a três. Eu sequer tenho tesão por Yoon do mesmo jeito que por você. Cacete, custa pensar em como eu ‘to me sentindo também?

Seungcheol se afastou do mesmo jeito que se aproximou, pegando a garrafa dourada que continha vinho e depositando o líquido marsala num dos copos também dourados.

Joshua respirou fundo, massageando as têmporas com os dedos.

– Eu sugiro que vá embora – ordenou. – Agora.

Seungcheol balançou a cabeça positivamente, chateado.

– Só me chame pra vir aqui quando decidir o que vai ser de nós, Hong – Seungcheol disse antes de engolir rapidamente o vinho e jogar o corpo na direção de Hong para depois dar o fora dali.

Assim que saiu, Joshua se jogou num dos sofás, ligando diretamente para Yoon.

Alô? – a voz doce e cansada apareceu do outro lado da linha, fazendo Joshua sorrir. – Joshua, ei, já são 3 da manhã.

– Precisamos conversar.

 

 

Os três eram conhecidos antes de iniciarem toda a confusão. Quer dizer, ela já esteve plantada há muitos anos, mas, quando a gente se torna adulto, as coisas ficam ainda piores e mais profundas do que se possa imaginar – não preciso entrar em detalhes quanto a isso, certo?

Jisoo Joshua Hong e Choi Seungcheol se conheceram bem cedo, aos quinze anos, através de um jogo online. Não era grande coisa visando a época em que se conheceram, mas foi o suficiente para suas gerações. Visando o jeito de charmoso de Joshua e a voz sensual do Choi, não precisou de muito tempo para que se conhecessem melhor e acabassem se apaixonando. O único problema era que Joshua, na época, vivia nos Estados Unidos da América, no outro lado do mundo para Seungcheol.

Mas havia outro problema além da distância.

Joshua nunca contou na época, mas ele também era apaixonado por outra pessoa chamada Yoon Jeonghan. A conexão dos dois era bem mais forte, pois se conheciam há muito mais tempo, e Jeonghan também havia mostrado interesse no Choi – eles nunca haviam confessado seus sentimentos na época.

O assunto só veio à tona quando Joshua teve que se mudar por conta de seu emprego como designer – Jeonghan havia se mudado dois anos antes. E para a felicidade dele, os três eram vizinhos de prédio. A única diferença eram suas classes. Em primeiro Seungcheol, de família agora bilionária e cheia de escândalos, Joshua e, por fim, Jeonghan. E não que isso afetasse o interesse que tinham um pelo outro.

A diferença é que, quando Joshua contou seus sentimentos para Jeonghan, este não se importou em ter um poliamor – afinal, ele gostava de se sentir amado e de amar aos outros com todo o coração. Ao contrário dele, Seungcheol era ciumento demais e por nada no mundo aceitaria “dividir” Joshua com o menos rico do trio.

Desde então – quando Joshua virou todas as cartas – o Choi vem tentando tirar Joshua da vida de Jeonghan, sem sucesso. Os sentimentos de Joshua já estavam firmados, não havia como mudá-los. Ou era o trio ou era o trio, nada mais. Ele pensava e tentava acreditar que Seungcheol poderia mudar seu comportamento algum dia, desistindo da ideia de que teria que dividir o estadunidense com o Yoon.

Mas é claro que isto estava longe de acontecer.

 

 

Apartamento Hong – Sala de Estar

 

 

Joshua esperava pacientemente pelo Yoon. Estava sentado no sofá branco de couro da sala de estar, divertindo-se com um pouco de champanhe. Girava a taça entre os dedos frios enquanto encarava a vista da cidade grande através da janela grande e segura.

Aquela era uma das milésimas vezes em que passavam por aquele tipo de evento. Estavam cansados, mas o que fazer quando se não havia como impedir? Não era apenas Joshua sofrendo por um quase impossível poliamor. Jeonghan também gostava de Seungcheol, mesmo que fosse bem pouquinho – e ele estava disposto a gostar ainda mais.

O estadunidense andava para lá e para cá, sentando vez ou outra no sofá milionário. A inquietação só foi parar minutos depois quando ele pôde ouvir que alguém batia na porta.

Só poderia ser quem esperava ser, pois Seungcheol não dera indícios de que iria aparecer ali de novo por seus próprios pés.

– Já vai – disse sem animação, indo até a porta de madeira branca e vendo quem era através do olho mágico. – Você demorou, está quase amanhecendo.

Girou a chave e abriu a porta, dando de cara com um Jeonghan bem cansado. Ele vestia roupas de frio, visto que a madrugada não estava muita a favor dele. Joshua riu pela graça dos cabelos presos num rabo de cavalo e as orelhas aparentemente geladas do mais velho. Deu espaço para que entrasse, ajudando-o a retirar o casaco pesado.

– Perdão, eu estava resolvendo algumas coisas na hora que você me ligou. Aconteceu alguma coisa?

Joshua assentiu.

– Seungcheol de novo? – Jeonghan tentou adivinhar, seguindo Joshua até o sofá de frente para a janela. – O que ele disse dessa vez?

Joshua explicou o ocorrido.

– Me sinto pressionado – Joshua confessou o óbvio. – Mas parece que ele não percebe isso.

Jeonghan bufou como se sentisse a agonia do Hong.

– Só fique longe dele por um tempo, sim? – o mais velho se aproximou, acariciando o braço de Joshua enquanto dava o conselho. – Só o chame aqui quando você estiver certo do que fazer.

 

 

Morada Choi – Sala de Estar

 

 

O homem de bela aparência encarava a visão da cidade escura lá fora enquanto falava ao telefone com o amigo, fumando um cigarro. Ele não era de ter fazer isso cotidianamente, apenas quando estava nervoso ou chateado.

– Eu podia estar comendo o Joshua, mas eu estou aqui ouvindo seus desabafos egoístas – bufou, soltando a fumaça tóxica pela boca e narinas. – Escuta, Jihoon... – disse meio sem paciência. – Dê uma chance ao Soonyoung, sim? Qualquer pessoa já teria desistido de você.

Mas é claro que não – o outro resmungou no outro lado da linha e Seungcheol revirou os olhos. – Eu sei que sou desse jeito, mas o Soonyoung está apenas pagando pelos erros dele. Era só isso que eu queria que ele entendesse.

– Então porque diabos você não tem uma conversa decente com ele? – bufou. – Soonyoung é irresistível, você sabe – não deixava de ser verdade e ele só disse isso por provocação. O Kwon tinha postura e educação, não merecia lutar tão arduamente por alguém como Jihoon. – Eu nem sei por que ele ainda é trouxa de ficar com você.

Foi a vez de Jihoon bufar.

Achei que você fosse me ajudar, Seungcheol.

– Te ajudar? – debochou. – Desde quando eu ajudo gente como você? Estou dizendo o que é fato e tentando te fazer cair na real, seu filho da puta – não se preocupou em xingá-lo. Tinham intimidade para isso. – Qualquer hora alguém vai aparecer na vida dele para acabar com essa sua ‘putaria, você vai ver só.

Mas então veio algo que lhe atingiu em cheio.

Se é assim... Eu estava pensando em te ajudar com o Joshua, mas já que você não vai colaborar comigo...

Seungcheol decidiu ceder.

– Venha aqui em casa, então. Agora.

 

 

Mansão – Quarto do Mingyu

 

 

– Como é que é? – Wonwoo parecia chateado. – Mingyu...

Mingyu permanecia com a mesma postura de sempre. Este retirou uma caixinha do bolso, jogando-a em cima da cama.

– Eu só estava esperando você chegar, Wonwoo – disse com lágrimas nos olhos. – A gente não é mais nada desde a sua última viagem.

Wonwoo tremeu o queixo, parecendo sem saber o que fazer. As roupas estavam amarrotadas da viagem, dando um ar de pura traição, mesmo que só estivesse cansado depois de tantas horas dentro de um avião.

– Você pensou em como eu ia me sentir com tudo isso? – tentou se defender, indignado com a situação. Seu namorado (agora ex) com o namorado de seu melhor amigo? Aquilo era um absurdo! Ele nem se importava mais com sua própria situação. Ficava imaginando como Junhui deveria estar se sentindo com tudo aquilo. – Céus... Mingyu, logo o Minghao? Eu não quero nem pensar no que isso pode resultar.

Mingyu arregalou os olhos, sua mágoa misturando-se com raiva.

– Por que você só pensa em si mesmo? – agarrou a gola da camisa social do mais velho, gritando com o mesmo. – Poderia em nós por um instante na sua vida?

Soltou Wonwoo alguns centímetros mais longe, afastando-se. Agarrou os cabelos da frente, agoniado. Virou-se para Wonwoo, que ainda estava chocado com tudo.

– Você sequer me ligou durante esses oito meses, Jeon Wonwoo – ditou com as lágrimas escorrendo pelo rosto bonito de pele morena realçada pela luz amarelada do abajur. – Quanto tempo faz desde que você me disse eu te amo?

Wonwoo apenas virou o rosto, arrependido.

– Eu esperava te pedir em casamento algum dia – Mingyu continuou. – Eu achei que você se importava com todos os anos que a gente passou junto – disse em um tom mais elevado, de abraços abertos no ar. – Mas eu estava enganado – suspirou. – Acabou pra nós dois, Jeon Wonwoo.

 

 

 

É uma história engraçada até. Qualquer um diria que foi pura coincidência ou talvez uma ironia do destino, mas não foi bem assim. Não é como se um odiasse o outro, eles apenas estavam esperando quem iria dar o bote.

Falamos de Kim Mingyu e Jeon Wonwoo.

Kim Mingyu, filho prodígio de uma família riquíssima, se apaixonou por Jeon Wonwoo quando o viu pela primeira vez numa administração de uma nova empresa de eletrônicos. A situação pode soar esquisita, mas foi isso mesmo. O rapaz pouco mais baixo, magrinho, de cor mais clara, cabelos castanhos e voz grave chamava a atenção de qualquer um ali. Não só por sua boa aparência, mas por ser bem jovem. Ele tinha apenas dezoito anos na época e estava ali por conta de um estágio no curso que fazia – algo sobre experiências.

Mingyu tinha dezessete. Estava ali porque seus pais tinham interesse na empresa e dariam de tudo para levantá-la. Claro, com tanto dinheiro que tinham, eles eram capazes de comprar milhares daquela. Só que é claro que o rapaz nem ligava pra isso. Naquele momento somente uma coisa lhe interessava: o rapaz jovem de aparência – muito – bonita.

Como era bem azarado, acabara por levar um belo fora daquele rapaz. E como aquele não seria o último encontro dos dois, Mingyu tentou ainda mais se aproximar. Até que teve um dia em que eles foram deixados sozinhos numa sala por terem discutido no meio de uma conferência – rendeu uma boa bronca. Depois daquele dia, e Jeon Wonwoo mais tarde disse que era apenas para se livrar do tédio – coisa que Mingyu nunca acreditou –, os dois passaram a se comunicar mais.

Quando perceberam estavam juntos, mesmo que de um jeito indireto. Saíam pra comer, lanchar, jantar... Iam até a casa um do outro, mas nunca abriam o jogo. Até que um dia tudo ficou claro, mas sem palavras. E eles finalmente aceitaram o que estavam vivendo – isso quando tinham seus dezoito e dezenove anos. As coisas estavam tão bem que eles resolveram ir morar juntos – e isso só deu certo porque ambos eram bem organizados.

Porém, mesmo que por um lado estivesse indo tudo bem, por outro, os ocorrer eram complicados. Wonwoo estava sempre tendo que viajar por conta de seu novo trabalho e eles quase não tinham tempo juntos – isso já na época em que Minghao e Junhui moravam na casa dos dois também, agora concedida como uma mansão. E por mais que isso machucasse, Mingyu estava sempre à espera. Porém, depois de tanta demora, ele acabou desistindo de tudo. Havia planejado um noivado para a próxima chegada de Wonwoo, mas nunca pensou que este fosse demorar tanto tempo dessa vez. Foram longos meses de pura agonia e chateação.

E como Minghao era a pessoa mais próxima, Mingyu acabou, sem querer, se apaixonando de novo. Era errado, Mingyu sabia que era. Mas o que fazer? É o velho ditado que diz que a gente nunca controla nossos sentimentos, e o rapaz de pele beijada pelo sol soube disso no momento em que, numa madrugada qualquer, tomou os lábios carnudos do chinês num impulso. Havia rendido um bom susto por parte do outro corpo, mas tornou-se algo tão frequente – e até vezes algumas coisas a mais – que Mingyu, sem perceber, tinha manipulado Minghao ao ponto deste acabar com seu relacionamento com Junhui.

 

 

Mansão – Escritório do Junhui

 

 

A porta abriu subitamente, assustando o chinês. Junhui suspirou aliviado com a mão no peito, fuzilando o amigo quando este se aproximou.

– O que merda aconteceu aqui enquanto eu estive fora? – Wonwoo perguntou sem cumprimentar nem nada. Sua expressão era de pura raiva e mágoa. Junhui entendera na mesma hora. – Você podia ter me avisado que tinha terminado com Minghao, que ele e Mingyu estavam apaixonados – a voz falhava embargada na medida em que ele estourava as palavras no ar – e que era pra eu estar preparado! Que tipo de amigo você é, Wen Junhui?

Junhui suspirou chateado.

– Eu também não sabia, Wonwoo – disse calmamente. – Está tudo tão confuso, é como se o ponto central das coisas tivesse explodido e tudo tivesse se soltado no ambiente, formando um grande caos.

Wonwoo andava para lá e para cá tentando aliviar seu stress. O advogado sequer havia dormido direito depois da discussão que ele e o agora ex-namorado tiveram.

– Há quanto tempo isso esteve acontecendo? – perguntou, inquieto. Seus músculos tremiam e o coração acelerava cada vez mais. Não só por conta das doses de cafeína e álcool que havia ingerido há pouco, mas pelo nervosismo. – E como assim você não estava sabendo? Eles mantiveram segredo, por acaso?

A ideia não era ser rude, mas buscar respostas mais claras.

Eu não faço ideia – reforçou a primeira resposta que dera ao rapaz de voz exageradamente grave. – Eu até fui à casa de Seokmin pra pedir ideias e conselhos, mas ele também não entendeu absolutamente nada.

Wonwoo bufou, sentando-se numa das cadeiras para visitas. Apoiou a cabeça na mão.

– Como isso foi acontecer? – ele desabafou, colocando as mãos bonitas no rosto acabado de cansaço. – Ele sabe muito bem que a culpa de eu estar tanto tempo fora não é minha.

– Todos nós sabemos – Junhui despejou um pouco de água num copo e ofereceu à Wonwoo que aceitou de bom grado. – Mingyu é bem nervoso com essas coisas. Por que não ligou? Achei que tivesse morrido até.

Wonwoo riu debochado.

– Se esqueceu do fuso horário, Jun? – o chinês sentira falta do apelido. – Ou ninguém aqui estava em casa ou eu não estava em casa. E eu não podia ligar pra cá diretamente do trabalho.

O CEO nem se dera conta disso.

– Eu só queria saber por que o alvo foi Minghao. Eu e ele nos damos super bem e... Ah, eu não quero nem pensar nisso.

– Mingyu sempre foi muito sedutor, Junhui. Não que isso justifique o fato de ele ter roubado o Minghao de você, mas...

– Mas...?

– Talvez ele tenha feito coisas com Minghao as quais você nunca fez ou nunca teve coragem, não? Mingyu é bem concentrado naquilo que quer.

Agora as coisas faziam um pouco mais de sentido.

 

 

Mansão – Piscina

 

 

– Que raridade ver você por aqui – o chinês ouviu a voz grave amacia do rapaz bronzeado.

Minghao sorriu com o toque gostoso em seu pescoço após a dita. Pendeu a cabeça para o lado, aproveitando ao máximo os beijinhos de seu novo namorado.

– Estresse – explicou brevemente. – E você? É quase de noite.

Mingyu suspirou, abraçando o rapaz mais magro de lado.

– A chegada de Wonwoo não me fez bem.

Mostrando sua confusão, Minghao juntou as sobrancelhas.

– Você não viu? Ele chegou hoje de madrugada – Mingyu disse. – Ah, esqueci que você não fica acordado de madrugada.

Minghao balançou a cabeça. Wonwoo havia chegado. Será que as coisas mudariam novamente? Seu coração esfriou, lembrando-se de um tempo atrás quando cruelmente acabou toda a relação que tinha com o outro chinês da casa. Eles mal estavam se falando... Mas por que isso estava incomodando, então? Era para eles se falarem ainda? Sentiu-se egoísta por um momento.

– Ei, o que foi? – a voz de Mingyu despertou seus pensamentos. Minghao abaixou a cabeça, encarando seu reflexo na água da piscina grande. – Eu não vou voltar com Wonwoo, se é isso que te incomoda.

Minghao apertou os lábios, jogando o cabelo castanho sedoso pra trás. A possível emoção de que talvez houvesse um conserto para tudo lhe dava um sentimento de esperança, uma boa ansiedade. Respirou fundo, tentando se contiver.

– E vocês já conversaram? – resolveu perguntar. Olhou para o maxilar de Mingyu, percebendo ele ficar tenso ao tencionar a região. – Quer dizer, ele deve querer falar com você ou–

– Nós já conversamos – Mingyu interrompeu, parecendo estar com raiva. – Foi o pior momento da minha relação com ele, mas foi preciso.

Minghao não precisava de detalhes para entender que os dois haviam terminado.

– Entendi – disse.

– Você e o Jun?

Minghao riu debochado, como se não quisesse acreditar na pergunta.

– Sério? – mudou a expressão tão rapidamente que deve ter assustado o mais velho. – Mingyu, é claro que a gente não consegue nem mais se olhar. O jantar ontem não foi suficiente?

Mingyu respirou fundo. Minghao sentiu seu desconforto. Era como se a presença de Wonwoo tivesse mudado as coisas de novo, mas de um jeito que fizesse essas coisas estar ainda mais fora do lugar. Apoiou a cabeça no ombro do parceiro, deixando que o silêncio agora tomasse conta do ambiente enquanto a noite finalmente chegava.

 

 

Mansão – Biblioteca

 

 

O chinês havia ido para a biblioteca depois de uma longa discussão consigo mesmo. O trabalho estava indo muito bem quando ele começou a chorar perdidamente numa cena em que não deveria – além de CEO de uma agência de modelos, Wen também era um grande ator. Claro que era apenas um ensaio, mas as emoções tinham que vir à tona somente nas gravações para não levantar suspeitas – seus produtores nem sabiam de seu término ainda.

De súbito deixara o ensaio e fora direto para casa. Estava nervoso, de fato. E não era pela conversa com Wonwoo mais cedo e sim o que ela causava. Junhui precisava de um descanso mental, ele só não sabia como o fazer.

– Eu quero uma explicação, Kim Mingyu – Junhui disse assim que ouviu a porta ser aberta e sentiu o cheiro forte de perfume masculino e caro invadir suas narinas. Virou o rosto, encarando a figura parada do mais novo perto da porta. – Agora.

Mingyu bufou, como se estivesse cansado daquele assunto.

– Achei que já tivesse sacado tudo, Wen Junhui – dessa vez Mingyu não pronunciara o nome em coreano, Moon Junhwi. – Xu Minghao agora é meu. Resta você aceitar isso.

O ator se levantou em um salto. Como ele tinha coragem de dizer uma coisa daquela? Seu sangue praticamente estourou dentro de seu corpo numa hemorragia de fúria. Ele sabia que o coração de Xu ainda lhe pertencia, bastava ele estalar os dedos quanto a isso.

Aceitar? – perguntou, com vontade de socar o rosto bonito à sua frente. – Você acha que eu sou louco de aceitar que a pessoa que eu planejava um noivado me troque por alguém que só enxerga a si mesmo? – agarrou o braço de uma das poltronas suecas e praticamente rosnou. – Eu não vou perder o Minghao por causa desse péssimo hábito seu, ‘tá me entendendo? Não vou.

Mingyu riu debochado, mas com raiva.

– Saiba que a culpa disso tudo é de Wonwoo – ele apontou o dedo na direção de Junhui, que ficou ainda mais furioso. – Eu me apaixonei por Xu minghao, Junhui, e consegui conquistá-lo. Junhao está morto, entendeu bem? – e chegou ainda mais perto, ficando com o rosto praticamente colado ao de Junhui. – Morto.


Notas Finais


junhao está morto?
galera, quem lembra dessa fic deve saber que eu tinha uma pasta com todos os cenários das tempestades (ou conflitos na época), então no próximo ela já vai estar disponível de novo, ok? assim como a playlist :D
see you soonyoung!


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