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História Tempestade - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!

Então, voltei encher vocês um pouco mais!

Eu estou realmente me divertindo escrevendo esse desafio, e espero que vocês gostem também ^^

As edits usadas na capa pertecem a adminleonsrestingplace, no tumblr;

Boa leitura!

[Dia 2 - Trovão]

Capítulo 1 - Capítulo Único - Trovões


Kaito nunca gostou de tempestades, pois sempre que chovia forte daquela forma, outra coisa que lhe incomodava também acontecia: Trovões. 

Ele não falava sobre isso em voz alta, pois, como que poderia contar aos outros que tinha medo de estrondos aleatórios ?Não. 

Já bastava seu problema com o sobrenatural, aquilo apenas piorava a imagem que tinha de si mesmo.

E então, uma trovejada tomou o céu.

— Eek!

— Kaito...? — o moreno levantou-se na cama, coçando os olhos. Ainda estava com sono, mas ver seu marido perto da janela o despertou. — O que está fazendo ai ?

— Uh...Nada ? — ele deu um sorriso sem graça. Shuichi suspirou e se levantou. — Espera, Shu!Pode voltar para a cama, eu estou indo também!

— Eu irei fazer um chá. — o homem saiu do quarto, e Kaito entendeu que deveria ficar na cama. Shuichi era muito perceptivo quando se tratava de si. 

Após alguns minutos, o homem voltou segurando duas xícaras de chá, e entregou uma para o marido, que bebeu um gole em silêncio.

— Então...Por que estava parado perto da janela ? — Shuichi também bebeu um gole, ainda encarando o amante a sua frente. 

— Uh, estava apreciando a noite ?Está realmente bonita.

— Está chovendo, Kaito.

— A-A chuva é bonita! — ele coçou a nuca, nervoso. — Eu gosto de dias chuvosos, a cor do céu e...

Cabrum!

— Urgh... — o maior fechou os olhos, apertando a xícara em suas mãos, quase podia a quebrar. 

— Kai, querido...Você tem medo de trovões ? — Shuichi colocou a mão livre sobre a do marido, preocupado.

— Uh ?Medo de trovões ?Por que eu teria ?Quero ser um astronauta, sabe! 

— Só querer ser um astronauta não anula todos seus medos. — ele balançou a cabeça. — Por que não me falou mais cedo ?

— Porque eu não tenho medo de trovões! — esbravejou, e então, a luz apagou. — Ah! — ele deixou sua xícara vazia na cama e abraçou o pequeno corpo de seu parceiro, fechando os olhos. — O-O quê foi isso ?

— Deve ter rompido algum cabo lá fora, parece que não somos os únicos. — o detetive apontou para fora, onde apenas se enxergava um breu. Então, olhou para Kaito novamente. Mal o enxergava, apenas sentia ele o abraçando. Deixou sua xícara na mesa que havia próximo e começou a acariciar os cabelos arroxeados do outro. 

Era ótimo quando ele não tinha um quilo de gel na cabeça. 

— Talvez...Apenas, talvez!Eu tenha um pouco de medo de trovões... — ele sussurrou, e Shuichi sorriu. 

— Quer deitar na cama direito ? 

— Hurum... — e assim fizeram. Tiraram as xícaras de perto, e se enrolaram na coberta, juntos. Kaito ainda estava abraçado no moreno, recebendo um cafúne do mesmo.

— Sabe, não precisa se envergonhar por ter medo de trovões. Você tem medo de fantasmas, e eles nem existem. — falou com calma, mas o Momota mais velho balançou a cabeça.

— Fantasmas existem! — Kaito esbravejou. — Eu não sei explicar meu "medo"...Eu não gosto do barulho que eles fazem, me sinto sufocado e é como se eu fosse desmaiar. As vezes, alguns pensamentos horríveis entram na minha cabeça e não querem sair...

— Kai...

— Eu sinto como se estivesse sozinho, prestes a ter um ataque, como se eu fosse morrer...

— Uhm... — Shuichi puxou a cabeça de Kaito, fazendo-o encarar. Tudo que o maior enxergava eram os olhos azuis acinzentados de seu parceiro. — Não direi para esquecer seu medo, ou que ele é sem sentido. Mas, você precisa saber...Você não está sozinho, Kaito...Assim como você disse que eu poderia contar com você, eu digo o mesmo!

— Shu... — o homem sentiu seus olhos lacrimejarem, e então os secou rapidamente, dando um sorriso que o marido pode enxergar mesmo no breu de seu quarto. — Obrigado, eu te amo!

— Kaiota...

— Não me chame de idiota, isso me magoa! — ambos se encararam até cair na risada e voltarem a se abraçar.

E assim ambos passaram a noite, enrolados em várias cobertas e esquentando um ao outro.

Kaito estava realmente feliz em ter um marido incrível como Shuichi a seu lado.

Porque mesmo que houvessem mil tempestades, ele haveria alguém para lhe dar apoio e fazer carinho em seu cabelo. 

Porque Shuichi sabia exatamente como lidar com seus medos, inclusive, o de trovões.



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