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História Tempestade - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Autoavaliação sem roupa?


Fanfic / Fanfiction Tempestade - Capítulo 2 - Autoavaliação sem roupa?

 

Marcelo e Sergio foram se apresentando no caminho até a sala de exames. O zagueiro andava devagar, e isso já estava fazendo Vieira o autoavaliar. Alguns passos até a maca fizeram Marcelo ter certeza da ruptura do ligamento no joelho esquerdo de Sergio.   Sem contar o edema na região.

 

S.R/ Então, essa é a primeira vez que eu passo por isso no joelho. — Respirou fundo ao sentir a mão de Marcelo em seu local lesionado. — Qual é, me fala alguma coisa. — Ele claramente estava ansioso. Vieira sentiu aquilo e respirou fundo junto dele. 

 

M.V/ O futebol, por exemplo, é um dos maiores causadores de ruptura de ligamento cruzado anterior. E, é isso que aconteceu contigo. Eu vou te dar duas opções, mas eu vi tuas imagens e meio que já tenho o diagnóstico. — Disse meio receoso. Sergio encarou a face de Marcelo meio desconfiado. 

 

S.R/ Eu não quero cirurgia. — Não quer? — Eu nem tenho o direito de querer, eu sou o Sergio Ramos, capitão do time, e o zagueiro mais confiável do Zizou. — É, eu sei. — Marcelo… me diz logo o que vai ser. — Eu vou fazer uma coisa, e se não sentir dor, eu te digo o prognóstico. — Sergio assentiu animado. Marcelo levou sua mão até o joelho esquerdo. O pressionou da forma certa e viu o zagueiro se contorcer de dor na hora. Francisco entrou e começou a falar na nossa direção, eu não podia impedir. 

 

F.A/ Ele só sentiu essa dor quando levou um cartão por ter derrubado o Messinho. Ah, e quando perdemos pro Barça e quando fomos eliminados pelo Ajax! — Sergio apertou a minha cintura de modo forte, a dor estava intensa. Francisco parou de falar quando notou Kroos passando enquanto mexia no celular. Thibaut entrou na sala também. 

 

T.C/ Olhando pelo lado bom, vocês não tomaram gols dos próprios colegas de time. — Ninguém mandou ser colchonero. — Francisco complementou. E eu apenas estava tentando aliviar a dor de Sergio. Eu já tinha o prognóstico, só faltava o último exercício para confirmar. Só não sei se vou conseguir com tanta gente aqui. 

 

K.B/ Ah, entendi, todos resolveram fazer uma reunião e não começaram a falar da minha beleza ainda por? — Thibaut se fez de louco e se sentou no banco. Francisco fez o mesmo. E todos nós encaramos Karim. Eu ainda estava massageando o joelho de Sergio. — Isso, não parem. Vou fazer um Storie de vocês me amando. 

 

F.A/ Quem sabe pega uns seguidores do Marcelo? Eu vi aquela conta, hein? Cheio dos contatinhos. — Eu neguei, mas todos começaram a me zoar. Que dificuldade vai ser fazer esse trabalho com todos eles aqui. 

 

M.V/ Preciso que todos vocês saiam, vou terminar com um exercício diferente… — Ele vai ficar pelado? Porque o meu corpo é bem mais bonito que o do dele. — Disse e todos jogaram as toalhas nele. — Ninguém aqui vai ficar pelado, Benzo. — Sergio ficou um tanto desanimado e eu apenas ri. 

 

C.R/ Dizem que o melhor corpo de Madrid é o meu! — Disse ao colocar as mãos na cintura. Eles vaiaram e Cristiano se fez de desentendido. — O Karim tem se amado mais do que eu, muito errado isso. 

 

K.B/ Na verdade, você não tem se amado tanto porque não é tão perfeito quanto eu. — Eu tenho mais seguidores. — Uhh. — Thibaut e Francisco Fizeram juntos. Eu revirei os olhos e comecei a cochichar com Sergio sobre o exercício. Ele disse que tudo bem por ele e que faria mesmo com os meninos ali. 

 

M.A/ O Zizou tá procurando todo mundo, menos o Sese, falaram que, ah! Você deve ser o pequeno de quem o Thi falou tanto no treino. — Pequeno? — Indaguei meio bravo, Marco se deu de conta, Thibaut só sabia rir. — Sim, tem o Eden também, mas a gente percebe que ele fica meio mexido com isso. — Confessou e todos concordaram. 

 

K.B/ A minha altura é perfeita, todos sabem disso. — Não, a minha é, sou mais alto que você. — Benzo e Cristiano começaram uma guerra de perfeição. Eu peguei uma ficha qualquer e bati com tudo na maca. Fiz o maior barulho que pude, logo me arrependi ao sentir o olhar de todos em minha direção. 

 

M.V/ Eu não sou pequeno e quero trabalhar, então, será que podem deixar eu dar o tratamento certo pro, Sese? — Marco abriu um sorriso de canto. Francisco deu uma risada baixa, e assim todos foram acompanhando e eu só percebi onde a minha mão estava quando me senti sendo cutucado por Sergio. 

 

S.R/ Não era esse tipo de tratamento que eu tava querendo, mas tô aceitando. — Brincou e eu queria me enfiar em um buraco depois daquilo. Nossa, isso serve para várias coisas. — Desculpa, muita gente, minha mente não funciona tão bem. — Todos vocês, saiam. Eu quero terminar isso logo. — Disse ao me perceber meio sem jeito. Todos concordaram, mas antes de sair eu parei o Karim. 

 

M.V/ Eu vi que quer fazer um tratamento capilar… — Falei o mais baixo possível. — Shiuuu, achei que a gente ia ser amigo, quer me queimar já? — Brincou e eu ri. — Toma. — Alcancei algumas vitaminas. — Toma essas que é sucesso, já falei com teu médico e nada vai cair, quer dizer… — Olhei para baixo brincando e ele me empurrou levemente. O deixei ir e encarei Sergio com os braços cruzados. 

 

S.R/ Eu faço todos saírem e você para ele pra deixar ele falar de si? Todo o meu trabalho jogado fora. — Fez sinal de negação com a cabeça. — E ainda faz amigos mais rápidos do que a gente ganha Champions. — Eu concordei ao finalmente ir até ele e o colocar na posição do exercício. Ele dobrou os joelhos e fez algumas caretas, aproximou os calcanhares o máximo possível de sua bunda e manteve a posição por quarenta segundos. Fizemos aquilo cinco vezes e eu o liberei da posição. 

 

M.V/ Sem cirurgias, foi um entorse comum, mas perigoso em determinadas posições. Vamos começar amanhã as sessões, vão ser quinze ao total. Assim podemos fazer uma a cada semana. — Mas, isso levaria tempo demais. — Eu sei, por isso vamos fazer em cinco semanas. — Ele ficou meio receoso. Eu o acalmei ao colocar minha mão em seu ombro. — Se quer voltar a jogar logo, precisa seguir cada regra minha, cada uma. Daqui a cinco semanas vocês vão ter dois jogos importantíssimos, quer ficar fora deles? — Ele negou ao se levantar rapidamente, eu arqueei as sobrancelhas e ele se sentiu julgado. 

 

M.V/ Precisa entender que cada movimento é importante nessa recuperação. Então, seja menos… Sergio Ramos. — Os dois riram juntos e trocaram mais alguns dados de onde seriam as sessões. 

 

Sergio acabou saindo primeiro e deixou Marcelo lá, sozinho. Ele mexeu em seu celular e recebeu vários vídeos de sua irmã fazendo uma boa comida brasileira. Aquilo lhe deu a ideia de sair, mas ele teria que ir até seu hotel e pegar suas coisas para ir até sua casa alugada. Alguns minutos se passaram e uma chuva monstruosa começou a cair. 

 

O carro que ele tinha alugado tinha quebrado no meio do caminho e ele teve que ir correndo até o hotel. Ele chegou enxugado e sem saber o que fazer, mas o pior foi; seus documentos tinham ficado no carro e a recepcionista não quis chamar o gerente para ele pegar suas coisas, então ele teve que voltar ao único lugar que podia: o C.T. 

 

K.B/ Pequeno? O que tá fazendo aqui? — Disse ao me ver na entrada. Ele mexia no seu celular. Eu respirei fundo ao o encarar bravo. 

 

M.V/ Meu carro parou de funcionar e eu não tenho pra onde ir. Não sei onde deixei as minhas coisas pra poder pegar as minhas malas. — Nossa, que merda. — Disse se segurando para não rir. Eu fui até ele e o empurrei meio bravo. — E, o meu celular tá sem bateria. — Sério? — Sim, faz uns dois minutos. Ou seja, tá tudo errado. — Ele concordou ao fazer uma ligação. 

 

K.B/ Você tá aqui no C.T? Sério? Perfeito, vem até aqui na porta. — Ele me encarou com um sorriso de canto. Eu fiquei desconfiado, mas não tinha muito o que dizer. Ele me posicionou para eu não ver quem viria e cumprimentou a pessoa pelas minhas costas. 

 

K.B/ Então, ele tá sem casa por hoje a noite e eu tenho uma festa pra ir. Fica com ele hoje? — Indagou e a pessoa assentiu, não disse nada. — Ótimo, até depois pra vocês. Boa sorte, pequeno. — Saiu e eu tomei coragem para me virar. Eu vi um belo Sergio Ramos me encarando. 

 

S.R/ Parece que vamos ser grandes amigos no fim das contas. — Eu concordei meio envergonhado. Ótimo, dormir na casa do capitão do Real Madrid, era tudo o que eu queria agora. — Vamos? — Claro. — Respondi ao acordar da minha viagem momentânea. 

 

O que aconteceria nessa noite?

 

[...]

 



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