História Tempo de Fuga - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga)
Tags Bts, Drama, Jin, Namjin, Namjoon, Romance, Shipp
Visualizações 55
Palavras 1.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 17 - Capítulo 17


Fanfic / Fanfiction Tempo de Fuga - Capítulo 17 - Capítulo 17

- É o seguinte Nam, como eu te disse antes, tenho que sair agora para resolver uns assuntos, mas quando eu voltar, a gente cai fora daqui...
- Mas.. - eu tentei argumentar, só que o Jin não deu a mínima.
- A gente vai precisar de grana, não vai? Enquanto eu estiver fora, porque você não arruma um pouco de comida pra gente levar, pode ser?
- Tudo bem. Mas e se eles encontrarem você na rua?
- Fica tranquilo. Eu vou ficar numa boa.
- Ele colocou uma jaqueta por cima do agasalho e uma touca para esconder o cabelo. Grande disfarce, Jin.
- Não precisa se preocupar, vai dar tudo certo. Fica numa boa Nam, daqui a pouco eu estou de volta. Pode botar fé. - Sem dizer mais nada, ele saiu apressado pela porta.
Todo esse tempo, Val ficou lá parada, olhando e escutando, sem dizer nenhuma palavra. Até que finalmente levantou da cadeira.
- Aqui vocês vão ficar bem. Não tem porque fugir. Ninguém tem nenhuma prova. Vocês dois não fizeram nada. Eu não respondi, só encolhi os ombros e fiz uma cara de dúvida. A verdade é que ninguém pegou leve comigo na história da faca, agora que a coisa é mais grave, ia ser pior ainda.
- Eu não vou tentar impedir vocês, pode ficar tranquilo. Façam o que acharem que vai ser melhor. - Então ela começou a andar. - Mas se vocês vão mesmo fugir, é melhor arrumar umas roupas diferentes. Vou ver o que tem no quarto do Jin. Enquanto isso você dá uma olhada nos armários da cozinha. Pode pegar o que quiser.
Eu entrei na cozinha e comecei a abrir uns armários aleatoriamente, não tinha quase nada lá, só uns potes de pêssego em calda, latas de arroz e macarrão instantâneo. Peguei um pacote de bolacha salgada.
- Você encontrou os biscoitos de chocolate? Tem um pacote em algum lugar por aqui. - disse Val, enquanto entrava na cozinha com os braços carregados de peças de roupa. - Toma, alguma coisa aqui deve servir.
Levei as roupas até a sala e comecei a separar as peças, pensando que eu preferia morrer a ter que vestir qualquer uma delas. Mesmo Jin sendo bem mais alto que eu, o tamanho das roupas não era um problema, só que - como era de se esperar - elas fediam e, para ser sincero, era uma mais feia que a outra.
- O que quer dizer essa cara feia, Namjoon? Essas roupas não são boas o bastante para você? - Ela me pegou em flagrante. - Bom, você vai precisar de umas camisetas e algo quente, senão vai congelar. - Ela remexeu a pilha de roupas e tirou de lá um negócio azul, com uma gola rolê enorme. - Essa blusa e mais um casaco devem servir. - Então jogou na minha direção um casaco verde musgo e um par de luvas.
- Eu vou.. experimentar essas roupas lá em cima. - Subi as escadas tropeçando e fui até o banheiro.
Deixei as roupas na borda da banheira e tranquei a porta. Usei o banheiro e então fiquei lá sentado por décadas, tentando entender tudo o que tinha acontecido - e que ainda estava acontecendo. Era como se as coisas tivessem flutuando e deslizando ao meu redor sem parar
e eu tivesse que colocar tudo em ordem.
Depois de um tempo, levantei e comecei a tirar minha camisa. Vesti as que Val me deu e me olhei no espelho. Aquela imagem não enganava ninguém: parecia comigo mesmo, só que vestindo as roupas de outra pessoa. E era horroroso de ver. Mas era o melhor que dava para fazer. Os caras que me pegaram no outro dia na escola não iam demorar muito para me reconhecer se me vissem por aí, mesmo que a SunHee ainda não tivesse ligado para avisar que eu tinha sumido - algo que com certeza ela já devia ter feito a muito tempo. Aquela altura, eles deviam ter uma descrição minha, ou até uma foto. SunHee tinha tirado algumas de mim com os gêmeos logo que cheguei a casa dela. Então eles deviam estar procurando por um garoto baixo e magro, com o cabelo castanho claro.
Enquanto pensava nisso tudo, abri o armário em cima da pia. Entre toneladas de analgésicos, cremes e pastilhas para indigestão, encontrei uma tesourinha de unha. Sem pensar duas vezes, peguei e comecei a cortar o cabelo. A tesoura estava uma merda. Conforme eu cortava, o chão ia ficando cheio de tufos de cabelo. Resolvi olhar de novo no espelho, meu Deus do céu, estava ficando mesmo uma porcaria. Que diabos eu estava fazendo comigo mesmo? Não dava para acreditar. Só que agora eu já tinha começado - não adiantava querer voltar atrás nem parar. Achei melhor não olhar para o espelho de novo até que tivesse terminado.
Val bateu na porta.
- Tudo bem ai dentro, Nam? Você esta ai? Algum problema querido?
Eu abri a porta.
- Minha nossa senhora! - ela não estava acreditando no que estava vendo. É, eu não estava exagerando, meu "novo penteado" estava tão ruim quanto eu imaginava. - Não ficou tão mau assim, Nam. Pensando bem, até que está bom. Precisamos só dar alguns retoques - disse rapidamente tentando consertar, mas nós sabíamos que não enganava ninguém. Era uma verdadeira tragédia. - Acho que vamos ter que cortar um pouco mais, querido. Eu tenho uma máquina de cortar cabelo aqui em algum lugar. Deixe-me ver se não está ai embaixo da pia.
Val me pediu para sentar em um dos bancos no meio da cozinha. Cada vez que a máquina passava perto dos meus ouvidos, eu sentia um calafrio e afastava a cabeça.
- Fique parado, querido. Fica dificil cortar com você se mexendo. Aguente firme. Nunca cortou o cabelo com máquina antes?!
De vez em quando ela se afastava um pouco e admirava o trabalho.
- Agora sim. Bem melhor.
Eu passei a mão no topo da minha cabeça, não tinha quase mais nada ali. Dava para sentir o formato do meu crânio.
- Não está tão curto assim, querido. Só passei a máquina quatro. Vá dar uma olhada no espelho.
De volta no banheiro, fiquei parado na porta por um momento, tomando coragem para entrar. Entrei evitando olhar diretamente para o espelho. Quando finalmente consegui, percebi que estava irreconhecível. Eu estava acostumado a ver meu rosto mais ou menos escondido no cabelo; agora, os meus traços estavam completamente expostos - olhos, sobrancelhas, orelhas. Eu parecia ter uns dez anos. Passei as mãos por todo o cabelo, começando a curtir a sensação.
Quando voltei a sala, o Jin já estava de volta. Ele ficou de boca aberta, juro que ficou.

 

 

 

 



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