História Tempo de Fuga - Capítulo 18


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga)
Tags Bts, Drama, Jin, Namjin, Namjoon, Romance, Shipp
Visualizações 63
Palavras 1.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 18 - Capítulo 18


Fanfic / Fanfiction Tempo de Fuga - Capítulo 18 - Capítulo 18

- Cacete, Nam! Eu saio por meia hora e é isso que acontece? - Ele começou a andar ao meu redor, examinando o novo corte. - Meu Deus do céu - ele estava rindo. - Ficou demais!
- Sai pra lá!
- Tudo bem, relaxa. Escuta só, a gente precisa ir logo, quanto antes, melhor.

- E para onde vocês vão meu filho? - perguntou Val.
Jin ficou olhando para o chão, balançando a perna.
- Vai ser melhor se você não souber, vó..
- Tudo bem. Mas vocês vão me ligar para dizer que estão bem, não vão?
- Eu vou tentar.

Val tinha colocado um pouco de comida, um saco de dormir e um cobertor em uma sacola. Eu subi para buscar as minhas roupas "novas" e colocá-las em uma bolsa que ela tinha encontrado para mim. Nós ficamos ali parados um tempo, meio desconfortáveis, e então o Jin desceu as escadas.
- Hora de dar o fora.
Ele chegou à sala e deu um abraço na vó. Ela o apertou com força, como se não quisesse deixá-lo partir. Eu tentei não pensar que aquela podia ser a última vez que os dois se viam. Jin pegou as sacolas e caminhou na direção da porta da frente. Val me puxou pelo braço.
- Cuide bem dele, Nam. - Aqueles olhos brilhantes penetraram direto nos meus. Eu engoli seco, mas não respondi. Afinal, eu não podia prometer nada a ela. - Proteja o meu garoto. - Olhei para o lado, e ela apertou meu braço com força, enterrando as unhas nele. - Você sabe de alguma coisa, Nam? Você sabe de algo sobre o meu Seokjin?
Eu suspirei. Ela estava começando a me machucar.
- Não - menti
- Olhe para mim, Nam. Você sabe de algo?
Eu apertei os lábios e sacudi a cabeça.
- Ah, meu Jesus - ela sussurrou, com os olhos arregalados. - Só faça o ser melhor querido, por favor.
Ela soltou o meu braço e nós continuamos pelo corredor. Jin tinha aberto um pouco a porta e estava espiando pela fresta.
- Beleza - ele disse - Acho que por aqui está limpo. Vamos nessa.
Ele saiu e foi andando rápido na direção de um carro vermelho estacionado do lado de fora. Abriu o porta-malas e jogou nossas coisas lá dentro.
- Que porcaria é essa Jin? Isso é seu? - perguntei.
Ele olhou para cima e sorriu.
- Agora é. Entra ai logo, a gente não tem tempo para perguntas agora.
Ele olhava para um lado da rua e para o outro, se mexendo sem parar. Val procurou no bolso da calça e tirou uma nota de cinco mil wons.
- Aqui - ela disse, tentando entregá-lo para o Jin - Pegue isso.
Ele sorriu e fechou a mão dela ao redor da nota.
- Não precisa não, vó. Eu tenho dinheiro.
- Eu não ligo, Seokjin. Esse dinheiro é meu e é tudo que eu tenho. Eu quero que você leve. Pegue. - Ela enfiou a nota no bolso dele.
- E você vai viver com o que? - Mesmo com pressa, ele ainda tinha tempo para pensar nela.
- Não se preocupe. Amanhã eu recebo o dinheiro da aposentadoria. Vou ficar bem. Pode levar. Para vocês comerem algo no caminho.
- Valeu, vó.
- Ele se abaixou para abraçá-lo novamente. Ela fechou os olhos enquanto o abraçava uma última vez. - Eu mantenho a senhora informada. Nós voltamos logo.
- Tudo bem querido, estarei esperando.
Nós entramos no carro. Jin deu a partida e mexeu um pouco no volante para um lado e pronto para o outro. Conforme nos afastávamos, eu olhei para trás. Val estava parada na rua, olhando para nós, com a mão erguida. A voz dela ecoava dentro da minha cabeça: Faça o seu melhor, querido. Minha vontade era fazer o Jin parar ali mesmo. Eu queria descer do carro e sair correndo sem parar até ter um ataque do coração ou alguém finalmente me pegar, e então nada daquilo estaria mais sob meu controle. No fundo, eu sabia que não podia fazer nada para manter o Jin a salvo. A hora dele estava chegando e, se antes faltavam algumas semanas, agora restavam poucos dias.
- Liga a rádio, Nam. Encontra alguma coisa para a gente ouvir.
Eu dei uma olhada para o Jin. Ele estava transbordando energia, adorando aquela confusão toda, fugindo das leias pelas ruas de Seul. Eu bem que procurei alguma rádio decente, mas só tinha porcaria. Então eu resolvi abrir o porta-luvas para ver se encontrava uns CD's. Quem quer que fosse o dono daquele carro, tinha um tremendo mau gosto. Só tinha, Elton John, Bee Gees e outras velharias. O porta-luvas também estava cheio de lixo. Recibos antigos, uma escova de cabelo, um monte de papéis. Resolvi dar uma olhada nos papéis. Só um monte de contas. Eu estava prestes a jogar tudo pela janela, quando algo me chamou atenção. Aquelas contas eram endereçadas ao Sr. Min Yoongi, crescent drive, 24 - Daegu, Coreia do Sul.
- Meu Deus do céu Jin. Esse é o carro do Yoongi! O que te deu na cabeça?
Os olhos dele estava brilhando.
- Não consegui resistir a tentação, Nam. Até que é arrumadinho, né?
- Você foi até a escola?

- Pois é. Passei por lá. Eles estavam na última aula. Não demorei muito, não. Foi fácil. Não sei pra que tem gente que se dá o trabalho de trancar esses carros... Pra mim foi como se o Yoongi tivesse deixado ele lá aberto, só esperando a minha visita.
- A essa altura ele já deve ter avisado a polícia. Eles já devem estar procurando.

- Isso é verdade. Mas eu já pensei em tudo. Melhor a gente evitar as estradas principais, cheias de polícias e câmeras. Assim ganhamos um pouco de tempo até dispensarmos esse carro e pegarmos o próximo.
Eu estava impressionado: ele já tinha pensado em tudo mesmo. De tempos em tempos, o Jin olhava no retrovisor. Cada vez que ele fazia isso, o carro balançava um pouco na pista.
- Pra que isso, Jin?
- Só to olhando se ninguém tá seguindo a gente. Fica numa boa.
- Mas se estivessem nós iríamos ouvir as sirenes, não é mesmo?

- Não é fácil assim, Nam. Você acha que a polícia quer que você saiba que eles vieram te pegar? Eles tem carros normais também, sem pintura e sem sirenes. Quando você menos espera, já era! Eles não estão de brincadeira.
- E será que você podia dizer aonde estamos indo? - Eu tinha me esquecido de perguntar isso antes, simplesmente deixei o Jin assumir o comando da situação; afinal, ele parecia saber o que estava fazendo.
- Eu não acho que ia ser uma boa a gente tentar sair do país. Eles vão estar de olho nos portos. A gente só precisa continuar em movimento até encontrar alguma lugar que dê para parar e descansar um pouco. Eu acho que a gente devia ir para o oeste, na direção da praia.
A ficha caiu. O melhor dia da vida dele.
- Vamos para Jeju Is-alguma-coisa?
Ele sorriu.
- É.. pode até ser. Porque não, cara? Se a gente chegar até lá...
- Mas onde afinal fica esse lugar?

- Para o oeste. Vamos na direção de Busan e seguimos em frente. Eu podia comprar um mapa quando for abastecer o carro. Não que eu saiba como ler um, mas não deve ser muito difícil, não é mesmo?
- Então você tem uma grana com você?
- Pode crer. Eu tenho um monte de grana, Nam. Isso não é problema.
- Ele deu uma batidinha no bolso da jaqueta. - A gente tem tudo o que precisa. Ninguém vai parar a gente, Nam! - Ele deu um grito ridículo e riu que nem um louco.
Por um momento, eu esqueci a bomba, a polícia e o fato de que eu estava em um carro roubado com um cara com os bolsos cheios de dinheiro sujo. Parecia que, depois de quinze longos anos, minha vida tinha finalmente começado. Eu estava vivendo uma aventura real e curtindo a viagem.


Notas Finais


▪ A praia citada na história, é a Jeju Island (제주도), é conhecida como o Havaí da Coréia do Sul, a ilha de Jeju é a maior ilha do país, onde oferecem as mais lindas praias, com areias brancas e água límpida, além das belíssimas cachoeiras. Essa maravilhosa ilha também abriga muitos turistas de fora.


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