História Tempo de Fuga - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga)
Tags Bts, Drama, Jin, Namjin, Namjoon, Romance, Shipp
Visualizações 101
Palavras 1.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Tempo de Fuga - Capítulo 8 - Capítulo 8

Aquela confusão toda ainda era assunto do momento na classe do Yoongi. E eu tinha que enfrentar tudo sozinho, já que o Jin tinha sido suspenso por três semanas. Assim que a briga acabou, ele foi mandado para casa e não apareceu mais. Acho que se ele soubesse disso tinha arrumado para o Kwan mais do que alguns arranhões na cara e um olho roxo. Andavam dizendo que ele tinha sido interrogado pela polícia e que o Kwan queria vingança quando os dois voltassem à ativa. Mas enquanto isso não acontecia, o pessoal já se contentava em só encher o meu saco mesmo.
- E agora, Nam, o que é que você vai fazer sem o seu namoradinho, hein? Quem vai defender a sua honra?
- Com quem será... com quem será... com quem será que o Namjoon vai casar?...

Claro que eu mandei todo mudo para a puta que pariu, mas é claro, também, que isso não faz a menor diferença. Eu era o osso que aquele bando de cachorros famintos ia roer até não poder mais. Consegui aguentar aquilo por uns dias, mas depois não deu mais. Eu me arrumava de manhã para a escola e saia normalmente, mas em vez de ir para lá, ficava nos fundos de algumas lojas, vagava pelo parque ou passava o tempo sozinho no canal.
Não precisa ter pena de mim, estou acostumado com isso. É assim que as coisas tem sido em todos os lugares onde morei e em todas as escolas em que já me matricularam. Você consegue levar as coisas até certo ponto, mas então chega uma hora em que não tem mais jeito: você só consegue pensar em se afastar de tudo. Muita gente deve se sentir assim também, mas para mim é pior. Na escola você tem que ficar preso com mais um monte de gente como se fosse um galinheiro e, como você sabe, gente não é muito minha praia. Tudo fica muito mais fácil quando posso ficar numa boa, sozinho comigo mesmo, sem olhar para ninguém.
 Por uns dias, eu até fiz um bom trabalho tentando me manter fora do caminho dele. Vi Jin algumas vezes, mas tomei cuidado para que ele não me visse. Eu já tinha passado vergonha o bastante com aquela gente toda me enchendo o saco na escola. O que será que passou pela cabeça dele para agir daquele jeito? Acabei ficando meio triste com isso. Se toda aquela confusão com o Kwan tinha me ensinado alguma coisa, foi algo que eu já sabia muito bem: que o Jin era problema, exatamente o tipo de problema do qual eu não precisava. Mas eu meio que sentia saudade dele.
E qual o problema com isso? De qualquer modo, não consegui afastá-lo da minha vida por muito tempo. Que nem um cheiro ruim que te segue por toda parte ou um chiclete grudado no sapato, Jin cruzou o meu caminho de novo rapidinho. Talvez você diga que eu nunca conseguiria me livrar dele, que nós éramos mesmo feitos um para o outro. Pode até ser.
Acontece que naquela quarta-feira eu me distraí um pouco da tarefa de me esconder do Jin. Estava de olho em alguém na rua, um mendigo velho, quando um fedor familiar subiu pelas minhas narinas e alguém falou no meu ouvido:
- Que você ta fazendo aqui?
Eu estava tão concentrado no velho que não olhei para o lado nem nada.
- Jin, que dia é hoje?
- Sei lá, dezesseis?

O mendigo tinha tirado alguma coisa do lixo: metade de um hambúrguer enrolado num guardanapo. Ele olhou ao redor para ter certeza de que ninguém o estava seguindo e nossos olhos se encontraram por um segundo. Lá estava aquilo de novo, o seu número. 1652018.
Ele colocou o hambúrguer embaixo do braço e disparou pela avenida. Eu fui atrás, tentando não chamar muita atenção.
- Aonde você ta indo? - Jin perguntou, intrigado.
- Só andando, nada demais.
Ele foi atrás de mim.
- Por quê?
Parei, sem tirar os olhos do vovozinho, enquanto ele abria caminho na multidão, e falei baixinho.
- Eu quero seguir aquele cara ali, aquele velho com o saco todo amarrotado.
- O que você quer aprontar? A gente não precisa assaltar ninguém, Nam. Eu tenho grana. - Ele bateu no bolso. - Se quiser alguma coisa é só pedir.
- Não, eu não quero roubar ninguém. Só quero seguir esse cara. Tipo um espião, saca? - falei bem rápido, tentando a coisa fazer parecer um jogo.
A cara dele me dizia "você ta doido", mas ele só balançou os braços e falou "beleza". E nós continuamos caminhando, até que o mendigo virou em uma esquina e nós aceleramos o passo. Era uma rua lateral, meio vazia. Ele estava uns dez metros na frente quando se virou e nos percebeu. Ele sabia que eu o tinha visto tirar o hambúrguer da lata de lixo. Parecendo assustado, ele começou a andar mais rápido, até praticamente correr.
- Ele sacou a gente, cara. - disse Jin - O que a gente faz agora?
Que droga! Eu queria ver o que ia acontecer com ele, e não assustar o coitado do velhinho, justo no seu último dia.
- Vamos ficar um pouco mais longe. Ele vai para o parque, não é mesmo? Deixa ele ir na frente, então. Lá a gente o alcança de novo. Quer um cigarro?
Nós acendemos os cigarros e começamos a andar devagar na direção do parque. Mais adiante, o velhinho estava com pressa. Ele chegou ao final da rua: bastava atravessar a avenida e chegava no parque. Checou embaixo do braço - sim, o hambúrguer continuava lá - e deu uma olhada para trás, por cima do ombro. Embora estivéssemos longe, eu sabia que ele podia nos ver, que estava ficando agitado. Eu estava prestes a dizer ao Jin que ia abortar a missão, quando, ainda olhando para trás, o velho começou a atravessar a rua.
O carro acertou em cheio. Só o barulho seco da pancada já foi horrível demais. Primeiro ele se inclinou na direção do capô, e então foi arremessado pelos ares. Nós ficamos parados por um tempo, até a ficha cair. As pessoas estavam gritando e se amontoando em volta do velho. Jin começou a correr na direção delas.
- Vem, Nam! Vamos ver se ele está bem.
Eu fiquei. Não queria ver mais nada. Se ele não estivesse morto naquele momento, logo estaria. Antes da meia-noite, com certeza. Aquele era o dia dele. Não havia nada a se fazer.
Jin já estava no final da rua, se erguendo no meio da aglomeração de gente. Acabei indo atrás dele. Uma moça perto de mim estava berrando e chorando sem parar. Pelas frestas da multidão, eu conseguia ver o corpo. Quem quer que fosse aquele velho, ele já tinha partido. Tinha ido para onde as pessoas vão nessa hora, onde minha mãe deve estar. Seria o paraíso? Acho que, no caso da minha mãe, está mais para o inferno. Ou então, lugar nenhum. Elas simplesmente partem e pronto.
Bati no braço do Jin.
- Vamos dar o fora daqui.
Ele conseguiu se livrar da multidão e nós saímos andando em direção à sua casa.

 



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