História Tempo de mudança - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Asuma Sarutobi, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Haku, Hana Inuzuka, Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Hinata Hyuuga, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kaguya Ootsutsuki, Kakashi Hatake, Kakuzu, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Kimimaru, Kizashi Haruno, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Rin Nohara, Rock Lee, Sai, Sakon & Ukon, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shion, Shisui Uchiha, Shizune, Suigetsu Hozuki, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki, Tsunade Senju, Yamato, Zabuza Momochi, Zetsu
Tags Gaaino, Máfia, Naruhina, Naruto, Nejiten, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 59
Palavras 7.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, Minna-san!
A autora fura olha de vocês volto! 😂😂😂
Gomen, mas eu estive um tanto ocupada para postar o capítulo mês passado, que era quando eu pretendia postar o capítulo. Mas sabe como è, né? Sem internet não dá.

Enfim, passei o fim de semana até hoje fazendo esse capítulo, colocando os miolos pra trabalhar. Acho que ultrapassei a 6.000 mil palavras, né? 😅

Ah, pelo menos eu gostei do que foi escrito. No capítulo vai ter uma grande explicação de todo enredo da história, e para os curiosos que já montavam hipóteses me digam se suas sugestões estavam certas, ok?

Minna, antes de irem ler, quero agradecer mesmo por todos os favoritos e comentários. Nossa, nunca pensei que chegaria a tanto.

Mas agora, vou deixá-los em paz, mas me aguardem nas notas finais, tá?

Boa leitura, Minna-san!

Capítulo 17 - Verdade Revelada...


Fanfic / Fanfiction Tempo de mudança - Capítulo 17 - Verdade Revelada...

"A dor è inevitável. O sofrimento è opcional. - Tati Bernardi."

O som dá goteira pulsava como uma explosão em sua mente, na qual sofria com aquelas lembranças desagradáveis. Seu corpo não doía mais, como era o de costume, somente estava dormente. Por isso, não conseguia abrir os olhos ou mexer qualquer músculo. Sentia-se sozinha, num breu sem fim. Odiava essa sensação. Permaneceu com ela durante uma vida, a repudiando e ignorando, mas ela permanecia lá. Podia não sentir o corpo, mas sabia que estava inteira, ao menos. Sabia que aquele som de goteira era por sua causa, de alguma forma. Entreabriu a boca, se preparando para gritar, mas sua voz não ouso sair ou seu ouvido se recusou a ouvir. Mas isso não importava no momento. Precisava se mexer e saber o que estava ocorrendo.

Começou a tentar mover seus dedos da mão direita, pois o sentia com maior percepção de que os esquerdos. Lentamente batia os dedos contra a superfície sólida que se encontrava abaixo de si, enquanto forçava sua audição para ouvir o som metálico que surgia. Fato era de que estava em cima de uma cama de aço. Conforme batia os dedos na superfície dura, conseguia ouvir melhor e até sentir seus membros novamente.

Ficou naquele processo até conseguir todos os seus sentidos novamente, exceto a visão, pois agora podia notar que havia uma pano em volta de seus olhos. Forçou sua cintura acima até conseguir se sentar na superfície metálica. Levou as mãos até seus braços e estranhou. Não havia mais nenhuma cicatriz ou dor. Nada. Estranhou esse fato, pois sabia perfeitamente que tinha uma cicatriz horrenda no antebraço esquerdo e agora, passando a mão ali, não a sentia mais. Passou as mãos por seu tórax e corou mais que tudo. Ela estava nua, algo nem um pouco reconfortante. Provavelmente, quando se sentou, o pano ou qualquer coisa que lhe cobria caiu. Tateou ao seu redor até sentir um tecido. Puxou-o vagorosamente até si e se cobriu, envergonhada.

Acontece-se o que for, nunca deixaria de ser a tímida Hinata. De supetão se tocou. Onde diabos ela estava? Apressadamente levou as mãos até o pano em volta de seus olhos e procurou um meio de tirá-lo. Enfim achou, notando pela consistência tratar-se de uma faixa, e passou a desenrolá-la. Quando a tirou, seus olhos ainda continuavam pesados e estava difícil de abri-los. Com um pouco de paciência e insistência, Hinata conseguiu tal feito.

Sua visão estava turva e teve que se concentrar até ela ficar mais nítida, olhando atentamente suas mãos pálidas. Quando isto ocorreu, pode deslumbrar onde estava. Era um quarto recoberto de cerâmicas mais brancas que ela mesma. A luz das lâmpadas florescentes só clareava ainda mais o quarto. Toda essa iluminação ardeu seus olhos. Notou que no quarto havia uma cômoda perto da maca onde estava, carregada de livros e pergaminhos. Também havia duas portas, uma na sua frente e outra a sua direita. Supôs que fossem o banheiro e a porta que levava a outros cômodos. Também havia um armário de puro vidro, com equipamentos que a Hyuuga desconhecia.

Aparentavam ser equipamentos de pesquisa médica. Olhou mais atenta o que estava perto de si e enfim percebeu. Havia vários fios interligados ao seu corpo, concentrando-se no abdômen, tórax e pescoço. Alguns fios levavam líquidos transparentes e coloridos a suas veias. Isso explicava o som de goteira. Havia também equipamentos conectados a si, um média seus batimentos cardíacos, outro sua falta ou preenchimento de sangue, e por aí seguia. Supôs que aqueles equipamentos que a mantinha "saudável" ou algo do tipo. Mas, não estava com paciência para remédios e tratamentos no momento.

Uma a uma, começou a retirar aquelas agulhas que perfuravam sua pele e passavam aqueles líquidos viscosos através dos tubos até suas veias. Conforme ia as tirando, um filete de sangue escorria pelos pequenos furos. Não se importou com isso. Depois de completamente livre daquilo, puxou o pano branco na maca e o enrolou no corpo, como uma toalha que alcançava o chão e se arrastava sobre ele.

Pousou os pés no chão e gemeu frustada. O chão estava gelado. Na pontinha dos pés andou até onde achava que era o banheiro, e acertou em cheio. O banheiro não era muito diferente do quarto. Coberto pelas cerâmicas brancas e com lâmpadas florescentes. No cômodo existia um vaso sanitário, um box, a pia e um espelho mediano. Se apressou até o espelhou, colocando as mãos nas bordas da pia, levantando o olhar e então, encarou o próprio reflexo.

Medo. Curiosidade. Frustração. Dúvidas. Sua face ficou em um misto de emoções e não era a toa. Era mesmo o reflexo dela ou havia alguém do outro lado do espelho? Sinceramente, a segunda opção era mais plausível. Sabia que sempre foi pálida, mas ali já estava de mais. Se ficasse mais branca que aquilo poderia se comparar ao próprio papel. Não que o fato da cor de sua pele fosse algo assustador se for comparar com resto.

Não mesmo!

Antes, seus cabelos até sua cintura naquela tonalidade preto com reflexo azulado, lembravam perdidamente sua amada mãe, Hyuuga Hirume. Por isso os amava tanto. Mas, agora, eles haviam mudado. Sim, gostou do fato dele estar mais longo, isso com certeza. Seus cabelos ficaram tão grandes que chegavam a tocar seus calcanhares, e a franja pequena se alongou ficando na altura do queixo. Amou o novo tamanho, mas o que lhe encomodou mesmo foi a cor. Antes ele era negro e agora estava tão branco quanto sua pele.

Então, ela começou uma varredura em si mesma para ver todas as mudanças. Seus olhos, antigamente perolados, agora possuíam a tonalidade prata. Um prata lindo sem dúvida, com suas extremidades arroxeadas, mas prefiria a cor natural. Notou que também ganhou mais massa muscular, já que antes era magrinha demais, definindo todas as curvas de seu corpo como se estivesse numa academia a séculos. No entanto, sua observação parou na meio de sua clavícula. Ali havia algo que estranho. Parecia mais uma tatuagem, mas sabia que não era pois nunca gostou destas coisas. Aquela "marca", por assim dizer, possuía a forma de um espiral em tonalidade escura. Observou melhor e pode ver o cuidado em que aquilo forá feito. Não lhe era estranho. Virou nos calcanhares e viu seu reflexo no espelho novamente. No início de suas costas havia o mesmo símbolo existente em sua clavícula.

Hinata: Que merda è essa? - sussurrou para si mesma e deu um pulo assustada, levando as mãos até a boca. O que havia acontecido com sua voz? Antes ela tinha um tom mais infantil, admitia isto. Um timbre puro e dócil, mas também amedrontado. Agora, no entanto, estava diferente. Uma voz madura, com seu timbre determinado e decidido, chegando a ser ameaçador.

Antes que Hinata pensasse em algo, ouviu um barulho metálico. Olhou em direção a porta aberta do banheiro e estreitou o olhar. Quem ou o que estava ali? Andou sorrateiramente nas pontas dos pés até o quarto novamente. Não havia nada ali. O som outra vez se fez presente, vindo de fora do quarto. Hinata suspirou, apertando seu lençol contra o corpo e seguindo para fora do quarto. Saberia o que estava acontecendo, não importava como. Estranhou, a porta estava aberta. Ao menos, a hipótese de ter sido sequestrada ou vendida estava fora de cogitação. Ela se viu perdida num corredor tão claro quanto o quarto que estava. Com certeza, quem quer que fosse o dono de tudo aquilo, tinha uma fixação por branco e limpeza. Tinha até medo de pisar no chão e sujá-lo de alguma forma. Dava até pena de andar ali.

Ignorando tal pensamento, começou a seguir o som que lhe encomodava. Andou para seu lado direito, forçando sua audição. O barulho ficava cada vez mais alto, até finalmente chegou de onde ele provinha. Passou por vários corredores, tinha certeza. Agora se encontrava num corredor sem saída, onde era disposto várias portas em ambos lados. Todas elas de metal. Notou que o barulho vinha da porta no final do corredor. O que tinha lá? Estava pronta para descobrir e por isso foi andando até lá. Todas as portas possuíam uma "janela" pequena com várias barras de ferro. Assim que chegou perto da porta ficou na pontinha dos pés para poder olhar através da porta. Não via ninguém ali. Aquele lugar era quase igual ao quarto em que estava, mudando somente o fato da porta ser de ferro e não de madeira. Enquanto olhava, notou que o barulho cessou. Mas, do nada, um par de olhos aparece em sua frente, fazendo-a se afastar com a mão no peito, surpresa. È, tinha uma pessoa ali.

Hinata: Y-Yo. - cumprimentou, acenando levemente. - Ah, tudo bom? - a pessoa não respondia só lhe observava - Ehhhhhh... Poderia me dizer seu nome? - falava amigável, mas a pessoa não respondi ou se movia - Você tem um nome? - perguntou e a pessoa finalmente lhe respondeu, balançando a cabeça em confirmação - Pode me dizer para eu lhe dizer o meu também.

???: Juugo. - a voz grossa e rouca fez arrepios surgirem no corpo de Hinata.

Hinata: Ah, p-prazer, Juugo-san. Me chamo Hinata. - sorriu simpática - Gomen, mas você sabe onde estamos?

Juugo: Tóquio. - disse calmo, fazendo um sorriso surge no rosto de Hinata. Ao menos não havia sido levada a outra cidade ou país.

Hinata: Que lugar é este, Juugo-san?

Juugo: Propriedade de... Namikaze Minato. - falou pausadamente, parecia que sua voz falhava.

Hinata: Do Minato-san? - murmurou surpresa - Sabe me dizer se tem mais pessoas?

Juugo: Siga os fios. - falou e seu dedo apontou para fios de cobre na parede direita.

Hinata: Ah, obrigado, Juugo-san. - sorriu para ele, que apenas assentiu. Antes de dar meia volta, Hinata ficou pensando numa coisa e acabou resolvendo perguntar - Eh, Juugo-san? Posso te perguntar uma coisa? - ele acenou que sim - Por que está preso aí dentro?

Juugo: Porque está è a minha punição. - disse calmo, mas Hinata percebeu uma nostalgia em sua voz.

Hinata: Não se preocupe. Eu falarei com o Minato-san para te ajudar.

Juugo: Não è necessário.

Hinata: Mas eu quero. - falou firme - Até lá, tchau. - disse sorrindo e logo saiu correndo, seguindo os fios na parede. Eles a levavam em uma direção única, mas que passava por muitos corredores e alguns lances de escadas. Teve que ajeitar o lençol em seu corpo, pois ele estava quase caindo. O único som ouvido era do baque de seus pés contra o chão limpinho. Ao virar uma curva colidiu com uma pessoa e acabou caindo de bunda no chão.

???: Hinata? - ouviu a voz rouca lhe chamar, fazendo-a olhar para cima.

Hinata: Eh? Sasuke-kun? - olhou-o descrente - Ah, Sasuke-kun! - falou animada e abraçando a cintura do mais alto - Finalmente achei alguém conhecido. - diz se separando e olhando nos olhos - Sasuke-kun, qual o problema? O que você tem?

Sasuke: Hinata, eu que te pergunto. Qual è o seu problema? - falou de forma fria.

Hinata: Eh? Como assim?

Sasuke: Droga, garota, você quase se matou! Queria nós matar do coração ou que?! - agarrou Hinata pelos ombros e a encarou - Saiba que o Dobe quase me enlouquece nesses últimos tempos. - diz dando um sorriso de canto e logo após dando um abraço terno na Hyuuga - Estávamos preocupados contigo.

Hinata: Últimos tempos? - falou quando Sasuke se separou de si - Quanto tempo eu fiquei desacordada?

Sasuke: Bom, a mais ou menos... 3 meses e meio.

Hinata: O QUE? - gritou meio desnorteada - O que aconteceu, Sasuke-kun?

Sasuke: Você não se lembra? - Hinata maneou com a cabeça, negando - De qualquer forma, você vem comigo. Todos querem te ver.

Hinata: Todos quem?

Sasuke: Nossos amigos. Entre outras pessoas. - deu de ombros - Mas, antes, vista isso. - falou tirando seu casaco e colocando ao redor de Hinata, tampando seu corpo até metade dá coxa - Se o Dobe te ver assim vai ficar furioso. - passou o braço pelos ombros de Hinata e começou a guia-la pelo corredor.

Hinata: Sasuke-kun, este lugar pertence mesmo ao Minato-san?

Sasuke: Hã? Como você soube?

Hinata: È verdade, então. - murmurou - Bom, uma pessoa me disse.

Sasuke: Quem?

Hinata: Ele me disse que seu nome era Juugo.

Sasuke: Juugo?! - falou abismado, olhando para Hinata.

Hinata: Sim, você o conhece.

Sasuke: Sim, conheço. - suspirou alto - Hinata, estamos prestes a entrar numa confusão.

Hinata: Como assim?

Sasuke: Quando chegarmos lá, Minato e Kushina explicaram tudo. Eles nos disseram que iriam contar tudo para nós quando você acordasse.

Hinata: Tudo o que?

Sasuke: È o que vamos descobrir agora. - explicou, parando em frente a uma porta metálica. Era possível ouvir algumas vozes vindas lá de dentro, das quais Hinata reconheceu sendo as de TenTen, Temari, Sakura, Gaara e Shikamaru. Sasuke suspirou e empurrou a porta da sala, mostrando como ela era por dentro.

Igual aos locais que esteve, tudo era revertido pelas cerâmicas brancas. No entanto, ali era mais chique e elegante que os demais cômodos em que esteve. Na parede a sua direita, jazia dezenas de janelas, das quais a luz solar provinha. A parede a sua frente vinha uma enorme prateleira que se estendia até a parede esquerda. Ao centro da sala havia uma mesa oval, com várias cadeiras ao seu redor. A mesa de mogno perfeitamente polido detinha vários papéis em cima. Os lustres também florescentes davam um ar mais caseiro ao local. Hinata conhecia muito bem os ocupantes das cadeiras, excerto algumas pessoas presentes. Ali estavam Sakura, Temari, TenTen, Ino, Gaara, Shikamaru, Minato, Kushina e Naruto. Foi impossível não sorrir ao vê-lo.

Quando todos notaram que havia mais companhia na sala, olharam diretamente para Sasuke e Hinata. Os conhecidos sorriram por ver Hinata bem, os outros sorriram por pura educação mesmo. Mas, o que mais parecia feliz ali, era Naruto. Como uma bala se levantou da cadeira e correu até Hinata, abraçando-a e a erguendo no ar. A Hyuuga correspondeu de mesmo modo, passando seus braços pelo pescoço do louro e sorrindo entre o abraço. Os poucos segundos que ficaram abraçados pareceram mais uma eternidade. Uma bela eternidade dada somente a eles. Pouco importava se o mundo caísse naquele momento, só importava que estavam juntos.

Naruto: Baka! Quase me mata de susto! - falou, fingindo-se de chateado, enquanto colocava Hinata no chão. Ela o olhou com uma sombrancelha erguida.

Hinata: Eu não fiz nada. - se defendeu, jogando as mãos para cima.

Naruto: É, mas ficou desacordada um tempão. Nem eu durmo tanto assim!

Sakura: Licença Naruto! - deu um "leve" empurrão em Naruto - Hina! - solto um gritinho, abraçando a amiga - Que saudades!

Hinata: Bom, eu estava desacordada, então... - falou, fazendo Sakura dar uma risadinha. Logo atrás dela vieram Temari, TenTen e Ino lhe abraçarem.

Ino: Pensei que não acordaria nunca.

Hinata: Desculpe. - sorriu - Eh... Ino... - começou, olhando diretamente pra garota - O que aconteceu com sua barriga? - fala observando o fato da barriga de Ino estar completamente lisa.

Ino: Muita coisa aconteceu, Hinata.

Naruto: Vamos, iremos explicar.

Kushina: Ah, eu acho que a Hinata prefere colocar uma roupa antes de ouvir a história, Naruto. Não è, Hinata? - sorriu ao ver o constrangimento da Hyuuga, que só fez balançar a cabeça, concordando.

TenTen: Vem, eu arranjo uma coisa pra você vestir. - pegou na mão de Hinata e passou a puxá-la para um porta que ainda não tinha visto. Os demais integrantes se sentaram em seus lugares, aguardando a volta das garotas. Um fato que não demorou a acontecer. No momento, todos estavam sentados nas cadeiras, ao redor da mesa de mogno.

Minato: Bom, antes de mais nada, devo lhes apresentar. Este è o Jiraya. - apontou prum homem grande e de sorriso Ero. Jiraya era um homem de longos cabelos grisalhos, até mais ou menos a cintura; olhos num tom escurecido; a pele branca; e em média 1,91 de altura.

Jiraya: Yo! - cumprimentou, acenando para todos.

Naruto: Quê que o Ero-Sennin tá fazendo aqui?

Jiraya: Olha quem fala, pirralho petulante! - Naruto mostrou-lhe seu dedo obsceno.

Gaara: Vocês se conhecem? - ergue uma sombrancelha.

Naruto: Claro! O velhote aí è o meu padrinho.

Sakura: Ehhh? Isso explica o mesmo olhar pervertido!

Jiraya/Naruto: Ei! Não me compare com ele! - apontam um para o outro.

Minato: Continuando, essa è a Tsunade, mas acho que já conhecem ela da escola.

Shikamaru: Meio difícil esquecer, né?

Tsunade: È o que, moleque? - estreitou os olhos, olhando mortalmente Shikamaru, que se encolheu na cadeira.

Kushina: Fica calma, vovó!

Tsunade: Eu não sou sua avó! Raios, tinha que ser a mãe do Naruto mesmo.

Minato: Continuando! - exclamou, fazendo todos se acalmarem - E por último esse è o...

TenTen/Temari: Kakashi-Sensei?! - exclamaram olhando seu professor, que acenava. Kakashi era professor de matemática em Konoha High School. Um homem de cabelos acinzentados e jogados pra cima, deixando uma fios caírem em sua face; olhos escuros e estreitos; a pele branca; e em volta de 1,80 de altura. Kakashi era famoso por usar uma máscara que cobria sua boca, nariz e olho esquerdo.

Minato: Bom, apresentações feitas.

Hinata: Desculpe, Minato-san, mas poderia me explicar o que está acontecendo e o que aconteceu?

Kushina: Você não se lembra Hinata?

Hinata: Não, desculpe.

Minato: Tudo bem. Eu te conto. A três meses atrás sua escola recebeu um ataque, que matou muitas pessoas. Neste ataque, vocês estavam presentes... - começou, divagando sobre o corrido em K.H.S, vendo as expressões de Hinata. Contou sobre a morte de Asuma e em como ela havia salvado sua esposa, Kurenai. No entanto, para isso, ela perdeu o controle e liberou um poder oculto. Raiju, Senhor dos Raios. Em como ocorreu a luta entre ele e Zabuza, Haku e Deidara. Até então, o momento em que Minato havia chegado aquela luta...


              Flashback - On

Haku: Yoton: Sekkaigyou no Jutsu! - grita com o último sopro de vida que lhe restava, colocando todas suas energias nessa ataque. Uma onda de lava escapou por sua boca, jorrando até Raiju. Assim que a onda o tocou, ficou endurecida e o prendeu no lugar.

Deidara: Exploda! - murmura e no segundo seguinte, todas as bombas que lançou explodiram. Mas, ao contrário do que foi pensado, elas não estavam mais naquele local e sim acima dos próprios lançadores dos ataques. Estes que foram teleportados, agora, por um novo membro naquela luta. Ele se colocou a frente de Raiju e cruzou os braços, olhando de forma fria a Deidara, o único que havia sobrevivido ao próprio ataque. No entanto, Zabuza e Haku haviam morrido.

Deidara: Não pode ser... Como ele soube? - se perguntava perdendo a calma que sempre demonstrou.

Raiju: Ohhh! Que honra vê-lo aqui, Namikaze Minato! - diz se soltando dá lama endurecida.

Naruto: P-Pai? - sibila olhando a cabeleireira loiro se mexer, junto com a capa branca e com detalhes de chamas alaranjadas.

Minato: Desculpe o atraso. - falou firme, olhando de relance pra Raiju - Não acha que está muito velho para isso?

Raiju: Ohh! Olha quem fala. Você também não está tão novinho assim, Minato. - falou, puxando suas correntes de volta, e reunindo as três espadas outra vez, formando somente uma.

Deidara: Minato... Maldito! Como você soube?!

Minato: Ora, não seja ingênuo, Deidara. Achou mesmo que eu não descobriria esse ataque fracassado contra os descendentes?

Deidara: Maldito! - praguejou, olhando-o de forma intimidadora.

Minato: Vamos fazer um acordo, Deidara. - sorriu gentil - Você se rende, eu o levo e você não será morto.

Deidara: E se eu não aceitar? - o sorriso de Minato some, dando lugar a uma expressão neutra.

Minato: Eu não terei como garantir sua segurança.

Deidara: Ah, é? Pois eu também não irei garantir a sua. - falou, cegado pela raiva. Naquele instante, Deidara só pensava em como seria prazeroso matar cada estorvo em seu caminho, esta foi sua condenação. O loiro fez com que seu pássaro de barro voasse velozmente em direção a Minato. Um erro irredutível, com certeza.

Em míseros segundos Minato desaparece, deixando Deidara atordoado. Algo que não durou muito. Cara a cara com Deidara, Minato apareceu, com uma esfera azul em sua mão. Conhecia muito bem aquela técnica e que se fosse acertado por ela seria despedaçado. Por essa razão, assim que Minato esticou o braço para acertá-lo, apoiou-se no seu pássaro e salto por cima de seu adversário. Ao fazer isso, Minato acerta a ave em cheio, desintegrando-a e caindo no chão com seu ataque intacto. Não por muito tempo, pois a esfera ao tocar o chão, explodiu.

No entanto, Deidara não ligou muita para ele, pois Raiju também se moveu. Seu braço, esquelético e recoberto pela energia azul, vinha em sua direção pronto para pegá-lo. Num movimento rápido, Deidara desviou e passou a correr sobre o braço do anômalo. Quando chegou perto o suficiente do rosto de Raiju, lançou um papel bomba para dentro do capuz. O rosto do Senhor dos Raios explodiu, fazendo fragmentos de seus ossos se espalharem. O papel bomba que Deidara jogou foi feito por ele mesmo, possuía a força e potência de um míssil. Essa era uma das suas cartas na manga, tinha a feito especialmente para um momento como este.

Raiju despencou no chão, criando uma nuvem de poeira e fazendo o solo sofrer um abalo sísmico. Sem a proteção de Raiju, Hinata foi libertar da energia e correntes que lhe cuidavam. Aproveitando-se disso, Deidara acelerou em direção a garota atordoada, segurando uma kunai bem afiada. Quando estava a centímetros da Hyuuga, ela se pôs de pé e ele moveu seu braço com a kunai para acertar diretamente a cabeça da garota. Deidara sentiu a lâmina cortando a carne e o sangue escorrer, sorriu satisfeito com isto. No entanto, a mão da Hyuuga foi parar direto no seu pescoço, o sufocando e o levantando do chão. Quando Hinata levantou o rosto, Deidara tremeu da cabeça aos pés. Seus olhos estavam envoltos de veias e possuíam uma tonalidade mais acinzentada. Seu temor só piorou quando viu sua kunai na boca da Hyuuga. Ela para conseguir se aproximar do loiro e fingir que foi atingida, agarrou a lâmina com a própria boca e acabou abrindo um pequeno corte no interior dela.

Hinata cuspiu a kunai pra longe e apertou mais ainda o pescoço em suas mãos. Deidara gemeu de dor e levou sua mão restante até um dos braços de Hinata, tentando pará-la pra conseguir fôlego. Mas, o que mais assustou a todos foi a transformação da pequena Hyuuga. Os cabelos escuros ficaram grisalhos conforme ela ia apertando o pescoço de Deidara, e se estenderam até seus calcanhares. As roupas que Hinata usava rasgaram ainda mais quando seu corpo ganhou mais forma, deixando aquela aparência esquelética e desnutrida para trás. E acompanhando a cor do cabelo, sua pele ficou mais branca. Seus olhos ficaram prateados com um reflexo roxo. E então, o local de sua clavícula ardeu como se pegasse fogo e dissolveu o pano ali contido, sendo assim no início de suas cotas também. Lentamente, o símbolo em forma de espiral foi formado como uma lava fervente, que quando seca fica escura. Hinata gargalhou no final daquela transformação.

Hinata: Ei, ei! Deidara-san! - sorriu de forma psicótica pro loiro, que lutava bravamente para ficar consciente - Está se divertindo tanto quanto eu?

Deidara: M-Maldita... - falou, com a voz engasgada.

Hinata: O que? Desculpe... Eu não te ouvi! - ri histericamente - O que foi, Deidara-san? Não foi você mesmo que me disse que iria acabar conosco? Que ironia, não! - dizia pressionando o pescoço de Deidara, que respirava com dificuldade - Que tal voar um pouquinho?

Deidara: N-Nani? - perguntou, antes de ver o que aconteceria. Hinata retirou uma das mãos de seu pescoço e fechou-a em punho, acertando o abdômen de Deidara com uma força sobrenatural. Com o impacto feroz, Deidara vomitou sangue e foi arremessado pra mais de 20 metros de distância. Enquanto isso, Hinata se animou com aquela luta, tanto que saltitou de entusiasmo, dando risos psicóticos. Minato, ao longe olhava a cena boquiaberto. Hinata havia liberado o primeiro selo, e isso afetava severamente sua personalidade, atitudes e força. Tinha que pará-la ou tudo terá sido em vão.

Tarde de mais!

Só pode ver um clarão indo brutalmente em direção a Deidara, começando uma série de socos no abdômen do loiro. Este que só faltava colocar os próprios órgãos para fora. Terminando a sequência de socos, Hinata deu um giro 360° e chutou o rosto de Deidara, arremessando-o pró alto. Com uma velocidade desumana, Hinata aparece por cima de Deidara, girando e acertando um pesado soco no tórax do mesmo. Deidara caiu rodando até atingir o chão, abrindo uma cratera e rachando todo solo ao redor. Hinata pouso a poucos metros de Deidara, sorrindo psicótico. Ela simplesmente pegou algumas madeixas do cabelo e as jogou para trás, enquanto andava a passos lentos até seu adversário.

Hinata: Ei, Deidara-san! Devo admitir que você realmente me assustou no começo, mas agora... Acho que o jogo virou, não è mesmo? - falou parando em frente a cabeça ensangüentada do loiro, que respirava com dificuldade - Bom, devo lhe parabenizar. Me divertir bastante! - falou mirando sua mão no meio da testa de Deidara. Suas unhas, antes curtas, ficaram grandes e afiadas, como agulhas. Hinata desceu vagorosamente sua mão, pronta para explodir aquela cabeça. No entanto, seu braço è segurado por Minato, fazendo-a encarar ele.

Minato: O que está fazendo?!

Hinata: Ora, eliminando algumas pestes, obviamente.

Minato: E desde quando você passou a matar pessoas, Hinata?

Hinata: Você deveria saber isso, não è?

Minato: È, eu sei. Eu estou perguntando desde quando a doce Hinata è uma assassina?

Hinata: Assassina? - sussurrou, contorcendo a face em raiva - Assassina! Assassino è esse maldito!

Minato: Exatamente por esse motivo que você não deve matá-lo. Não vai querer o peso de tantas mortes sobre suas costas.

Hinata: E o que isso te importa?

Minato: Me importa desde o momento em que vi você nascer. Desde o momento em que prometemos a sua mãe que protegeriamos você.

Hinata: Ah, é? Então, onde vocês estavam quando eu era violada?! Onde vocês estavam quando eu era espancada?! Onde vocês estavam quando eu fiquei em coma?! Onde vocês estavam durante todos esses anos?!

Minato: Você não podia nos ver, mas nós estávamos lá com você.

Hinata: Se estavam mesmo... - olhou-o, deixando as lágrimas escorrerem - Por que não me ajudaram? Por que?

Minato: Não podíamos.

Hinata: Não podiam ou não queriam?

Minato: Foi necessário.

Hinata: Necessário? Foi realmente necessário eu gritar pedindo por ajuda enquanto era abusada, mas ninguém aparecer para me socorrer?! - gritou, empurrando o braço contra Minato, fazendo-o soltá-la, enquanto ela girava e chutava-lhe o abdômen para longe de si. Minato parou utilizando seus pés, fazendo com que a terra fosse arrastada junto a ele por alguns metros.

Minato: Hinata... - começou, com a voz meio embargada pelo sangue que queria escorrer de sua garganta - Não vou lutar com você.

Hinata: E por que não? Está com medo?

Minato: Não, não por isso. Eu lhe preso demais para feri-la. - falou calmo, mas acabou fazendo Hinata perder a paciência. Ela agarra uma barra de ferro no chão e corre em disparada até Minato, tentando acertá-lo com ela. No entanto, ele se defendeu com uma kunai.

Hinata estreitou os olhos e se moveu de forma que ficasse acima de Minato, chutando-o e afundando-o solo a dentro. Mas, do nada, Minato reaparece em suas costas. Movendo-se de uma forma pouco explicável, ele foi capaz de derrubá-la no chão e por a lâmina da kunai em seu pescoço, mas ele não se moveu, somente ficou olhando-a e pedindo para que ela parasse com aquilo. Não obstante, ela se enfureceu e acertou uma cabeçada no loiro, o desequilibrando. Agilmente, passou uma rasteira nele, derrubando-o e aproveitando dessa vantagem, reuniu uma grande energia em seu braço direito. Fechou a mão em punho e se preparou para atingir a cabeça de Minato em cheio, que não se movia, somente a olhava com ternura. De mesma forma que um pai olha para um filha. Desceu sua mão bruscamente...

Naruto: YAMETE, HINATA! - gritou ao longe e então, ouve uma explosão. A poeira levantou e o chão tremeu. Naruto temia por seu pai, mas também temia pela Hyuuga. Quando a poeira abaixou, ele pode vislumbrar tudo. Hinata, ofegante e de olhos arregalados, tinha sua mão cravada no chão. Abaixo de si estava Minato de olhos fechados, com a mão da Hyuuga a centímetros de seu rosto. Ele abriu os olhos e a encarou. Ela chorava compulsivamente, fazendo com que seu corpo tremesse inteiramente.

Hinata: Por que... Por que não me matou? Eu iria fazer isso com você.

Minato: Porque eu me importo com você e não seria capaz de machucá-la. - falou terno, pondo a mão na cabeça de Hinata e sorrindo para ela. Esta, por sua vez, desatou a chorar, enquanto a energia era suprimida por seu corpo. Em um movimento, Minato a puxou para si e a abraçou, tentando acalmá-la.

Hinata: Me desculpe. - sussurrou, antes de perder a consciência e desmaiar nos braços de Minato...


              Flashback - Off


Minato: E então, eu tirei todos de lá antes que a polícia chegasse, incluindo o corpo de Zabuza, Haku e Deidara, que ainda está vivo. Por sorte o corpo de Raiju sumiu antes que alguém o visse. - suspirou alto, ao terminar de contar a história para Hinata. Todos a olhavam, apreensivos, enquanto ela se mantinha de cabeça baixa, pensando. O que era aquilo tudo? Uma pegadinha? Se fosse era de muito mal gosto. Olhou para Minato de relance e viu sinceridade em seus olhos.

Sim, lembrou-se daquele dia. A dor que sentiu ao ver Asuma sendo morto e Kurenai também. Lembrou-se daquelas vozes vorazes em sua cabeça, sussurrando e gritando coisas sem nexo naquele momento. Lembrou-se em como ficou em puro êxtase só de sentir aquele poder. E sobretudo, lembrou-se do prazer que sentiu ao quase matar Deidara. Não queria sentir mais aquilo. Aquela ânsia por sangue humano. Perguntava-se o que foi isso. Nunca sentiu nada parecido, excerto pelo momento que soube que sua mãe havia morrido. Oh, sim. Naquele momento teve vontade de destruir este mundo, junto a todos que estavam sobre ele. Mas isso pouco importava naquele momento, ela queria saber o que havia a feito chegar àquele ponto degradante.

Hinata: Antes de mais nada, Minato-san, queria me desculpar com você.

Minato: Se desculpar de que?

Hinata: Por cause tê-lo matado.

Minato: Não se preocupe. - deu um sorriso típico da família Uzumaki - Se estou aqui agora, quer dizer também gosta de mim, não è?

Hinata: Com certeza. - afirmou, correspondendo ao sorriso que lhe foi dado.

Kushina: Minato, acho que está na hora de contar para eles.

Shikamaru: Também acho, apesar de não saber o que exatamente.

Minato: Calma, iremos explicar. - suspiro - Pra começar, a história será longa e eu quero que todos vocês prestem atenção, tudo bem?

Gaara: Tá, beleza.

Minato: Este lugar que estamos agora está na minha família a muito tempo, foi passada de geração pra geração. Ela fica no interior de Tóquio, lugar pouco ocupado. Quando vim aqui na primeira vez, a muito tempo, descobri uma passagem que levava a outro local, onde estamos agora. Nesta mesma sala encontrei vários e vários pergaminhos antigos, falando assuntos dois quais eu nem imaginava na época. Um pergaminho específico falava sobre a história de dois clãs.

Shikamaru: Quais?

Minato: O primeiro clã era o meu, os Namikaze's. A história esquecida a milhares de anos.

Sasuke: Que história è essa?

Minato: Calma, estou chegando lá. Segundo o pergaminho, numa era esquecida e abandonada, o meu clã, os Namikaze's, eram mercenários. Nós éramos os renegados, mas também fazíamos servições em prol da humanidade. Quem dava trabalho ou prejuízo era morto por nossas mãos, graças aos contratos. Mas também fazíamos aquilo pelo simples prazer de matar. Ninguém era páreo as habilidades que o clã carregava.

Naruto: Habilidades?

Minato: Sim. Habilidades das quais eu também herdei. - suspirou, antes de prosseguir - Na luta contra Deidara eu pude liberar um pouco desse poder.

Sakura: Teleporte! - exclamou, boquiaberta ao relembrar mais uma vez o que aconteceu - Os Namikaze's tinha a habilidade de se teleportar?

Minato: Exatamente. No entanto, para fazer isso è preciso demarcar um local. Eu tive que recrear o selo para tal. - falou, puxando uma kunai estranha e de escritas em seu material - Só necessito lançar isso em algum lugar para me teleportar.

Naruto: WOW! - exclamou com as orbes azuis brilhando de entusiasmos.

Minato: No entanto, só me teleporto a lugares próximos e marcados, fora isso meu poder è inútil ao teleportar. Além disso, aprendi também a manusear minha energia vital ao meu deu prazer, formando assim o Rasengan. - explicou, criando uma esfera azul na sua mão direita, que logo desapareceu de acordo sua vontade.

Naruto: Rasengan?

Minato: Essa técnica está presente a muito tempo no nosso clã e somente um Namikaze pode explicar isso a outra pessoa.

Ino: Isso até parece mágica!

Minato: Mas è só energia mesmo. Os ancestrais costumavam chamar isto de Chakra.

Temari: Chakra?

Minato: Sim. O Chakra è a energia que pode vir diretamente do corpo e da fonte espiritual ou mental, como preferirem.

Shikamaru: Entendo. Na luta lá na escola, era liberação de Chakra fluindo em todos envolvidos, então. Por isso aconteceram aquelas coisas fora do comum.

Minato: Isso. Todos são capazes de liberar seu Chakra, contando que sejam persistentes. È muito comum pessoas aprenderem técnicas esquecidas a muito tempo, tal como as que vocês viram.

Temari: È, eu sei quais são. Consegui até decorar uma.

TenTen: Sério? - ela acena com a cabeça, confirmando - Eta!

Sasuke: E quanto ao outro clã que o pergaminho dizia?

Minato: O clã Uzumaki.

Todos: Ehhhh?

Kushina: Sim, o meu clã.

Minato: Diferente dos Namikaze's, os Uzumaki's não eram renegados, mas eram gangsters. Faziam o que faziam para a própria sobrevivência. Havia uma rivalidade sem igual entra os clãs e facções. Guerras eram travados com os membros de ambos lados. Séculos após toda uma guerra, poucos membros se mantinham vivos. Até que um dia, tudo mudou.

Todos: O que?

Minato: Em um confronto dos clãs, algo caiu do céu. Dizimou centenas de pessoas no campo de batalha. Uzumaki's e Namikaze's misturados no mar de morte. Mas também restaram sobreviventes em meio ao caos, e então puderam contemplar o que cairá do céu. Uma criança, em volta de chamas vermelhas, apareceu...


               Flashback - On


Nem todo o sangue, nem toda morte fora capaz de ofuscar a beleza naquela pequena criatura. Os cabelos ruivos curtinhos balançavam junto ao fogo em seu encalço, e seus olhos azuis transbordavam em lágrimas. E a pele dourada, marcada no meio do tórax com um kanji que significava o número 9. Os homens, exaustos e temerosos, se entreolharam, levantando as katanas em direção ao pequeno bebê de pele bronzeada. Eles se aproximavam lentamente da criança, com as lâminas estendidas em sua direção prontos para reagir em qualquer movimento suspeito. Centenas de homens, dos dois clãs, ficaram em volta do ser liberante de fogo lilás.

???: Não ousem machucá-la! - uma voz explodiu em seus ouvidos, com um trovão ensurdecedor no meio da tempestade. Do céu surgiu um Aurora boreal, uma das mais belas vistas.

???: Quem és tu? - gritou um dos guerreiros, admirado ao olhar o céu.

???: Ninguém. - respondeu - Somente a voz que clama por ajuda. Tenho um favor a lhes pedir.

???: O que queres? - gritou outro.

???: Quero que cuidem dessa criança.

???: E por que diabos faríamos isso? - exclamou irônico, um membro dos Namikaze's.

???: Pois se não cuidarem dela serão amaldiçoados por toda uma eternidade até que um herdeiro os salve da condenação eterna. - falou calmo, sendo respondido com os risos histéricos dos Namikaze's. O clã era mundialmente conhecido por não acreditar em maldições e tão pouco a salvação de si mesmo. Para eles, tudo o que valia era o dinheiro que recebiam a cada serviço. Diferente dos Uzumaki's. Eles acreditavam em maldições, no perdão e na vida. Tudo o que acontecia era prum propósito pendente e de valor mundial.

???: O que queres que façamos? - uma mulher perguntou, sendo membro do clã Uzumaki.

???: Cuidem da menina e ela cuidará de vocês. - a voz proclamou, enquanto se aproximava da garota que chorava arduamente. A mulher, sem temer as chamas ardentes, pegou a criança em seu colo, mas não foi queimada. As chamas diminuíram até sumir, de igualdade ao choro da menina, que agora brincava com os cabelos vermelhos da mulher, tão semelhantes aos seus.

???: Tch! Bastardos idiotas! - ralhou um Namikaze, partindo em direção ao clã adversário. No entanto, uma muralha flamejante se ergueu em sua frente, o desintegrando instantâneamente. Os olhos do bebê ardiam em raiva, olhando pró clã Namikaze.

???: Por terem nos negado ajuda, eu os condeno a prisão eterna. Somente àquele que for puro de coração poderá ser libertado desta maldição. - a voz sussurrava, mas ainda era possível ouvir o timbre ameaçador vinda dela. A mulher, com bebê no braço, deu passos existentes para trás quando os gritos dos Namikaze's ressoou pelo campo de batalha. Seus corpos distorceram e o sangue jorrou. De humanos com alma de monstros eles se tornaram monstros com almas de humanos. O que estava dentro foi abolido pra fora e ali iria perpétua até o dia em que um Namikaze puro de coração se arrepende-se dos seus pecados, voltando a sua forma humana.


             Flashback - Off


Minato: Os Namikaze's tornaram-se monstros, condenados a se alimentar de pessoas até deixarem seu orgulho de lado e se tornarem puros de coração.

Sakura: E os Uzumaki's?

Kushina: A voz sussurrou pró meu clã o pedido de ajuda, para cuidar da criança. Em troca, o clã se tornaria próspero. E assim o fez, o clã se ergueu das cinzas e ficou conhecido como um dos mais fortes do mundo. Enquanto o clã Namikaze foi esquecido. A criança cresceu e casou com um membro do clã. E assim as gerações foram passando, até que um dia chegou as mãos de Uzumaki Mito, minha mãe.

Minato: Na época de Mito houve uma guerra. O clã Uzumaki foi dizimado e somente ela restou. Mas ela pouco sabia que estava grávida de Kushina.

Kushina: Mamãe se escondeu nas florestas ao redor do mundo, sempre fugindo, enquanto eu crescia. Quando eu tinha 12 anos ela me contou a história dos clãs e a missão que nos foi encarregada.

Hinata: Missão?

Kushina: Sim. A criança que caiu do céu possuía um poder incrível, único. Foi dito que além daquela criança existiam mais nove, cada uma com um dom especial e único. Todas as dez crianças foram dadas a dez clãs diferentes e que iriam possuir, nas futuras gerações e em um único membro, o poder dos bebês. Esses membros eram chamados de Descendentes.

Shikamaru: Descendentes? O que eles descendiam?

Kushina: Irei chegar lá. Enfim, cada clã era responsável por uma criança até seu poder ser passado para um filho, nas futuras gerações. Foi dito que cada criança possui um poder. Este poder è original de um selamento proibido.

Sasuke: Selamento?

Minato: Sim. Cada uma das crianças possuía um monstro selado em seu corpo.

Todos: Ehhhh?!

Kushina: È verdade. Esses monstros, comparados a demônios em certos pontos, tinham o nome de Bijus.

Gaara: Biju?

Minato: Bestas com imensas quantidades de Chakra acumulado, conseguindo feitos incríveis com tal poder. A muiito tempo elas foram temidas pelo mundo, até que desaparecerem misteriosamente. Até que, naquela época, foi descoberto que as bestas foram seladas em crianças.

Shikamaru: Quem os selou? - perguntou, realmente intrigado - Para selar coisas com tanto poder assim seria necessário um poder tão grande quanto.

Minato: Sim, è verdade. Mas essa informação nem eu possuo. Bom, continuando, para cada besta haviam 10 selos até sua libertação. Se o portador liberasse todos os selos, a Biju estaria libertar.

TenTen: E o que aconteceria?

Kushina: O portador morreria e a Biju iria destruir tudo, vingando o tempo em que foi selado.

Minato: Mas, a coisas além disso.

Temari: Quais são?

Kushina: Se todos os Descendentes se unirem e fundirem a força da Biju algo aconteceria.

Minato: Essa junção è capaz de mudar todo o tempo e espaço, criando uma dimensão totalmente diferente da que se conhece.

Minato: Em outras palavras, este mundo seria destruído e um novo seria constituído. Tudo que foi perdido no mundo acabado, seria refeito no "novo mundo". Tudo e todos teriam uma segunda chance.

Sakura: M-Mas... As Bijus seriam capazes de ao menos retornar ao mundo destruído se quisessem?

Kushina: Sim, è possível. No entanto, isso requer uma drenagem de Chakra imensa e isso pode acabar resultando na morte dos portadores ou pior... Isso poderia criar um buraco negro no contínuo, sugando tudo para dentro. Assim, nada iria surgir ou morrer outra vez. Nada existira, somente um universo sem vida.

Sasuke: Não a nada que possa impedir essa mudança de dimensão?

Kushina: Sim, a uma coisa. Um dos Descendentes tem a capacidade de transferir um poder único a um filho. Esse poder foi denominado de "Chave", a partir dele è possível para drasticamente a mudança dimensional. Mas, também pode fazer o lado maligno das Bijus serem desencadeado, isso resultaria numa catástrofe mundial.

Ino: Meu Deus!

Minato: Além disso, a mais uma coisa. O poder das Bijus fundido a um poder especial, traz os mortos de volta a vida, mesmo que eles estejam assim a séculos. Coisa que as Bijus não podem fazer sozinhas, são trazendo de volta pessoas que foram mortas recentes.

Gaara: Que poder especial?

Minato: Ele era pertencente a um clã muito forte, os Õtsutsuki's, este chamado de Tenseigan.

Hinata: Tenseigan?

Kushina: Um poder muito especial obtido por doações do próprio clã. Capaz até de mover a lua.

Minato: O Tenseigan desapareceu a séculos.

Shikamaru: Espere, ainda tenho uma dúvida.

Kushina: Qual seria?

Shikamaru: A que clãs as Bijus foram mandadas?

Minato: Os mesmo clãs que estão presentes nessa sala. - falou calma, mas a surpresa nos adolescentes foi inevitável - Vocês são os Descendentes das Bijus!


Notas Finais


Uhhhhhh, que tal?
O que acharam?
Me digam, por favor!
Ajuda muito.

Minna, nos próximos capítulos o segredo terminará de ser explicado, ok? O segredo relevante as Bijus e os Descendentes.

Agora, o segredo de Uzumaki Naruto, logo logo vai vir a tona. Ah, e já aviso, tô bolando umas ideias para a segunda temporada. Mas já vou avisando, os capítulos da primeira temporada (essa) irão ter vários auê.

Até a Próxima, Minna-san! 😘😘


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