História Tempo perdido - Capítulo 2


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Categorias Prison School
Personagens Kiyoshi Fujino, Reiji "Andre" Andou, Shingo Wakamoto, Takehito "Gakuto" Morokuzu
Tags Chiyo, Hana, Kiyoshi
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Palavras 8.033
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Segunda e última parte desta fanfic que escrevi com muito carinho.
Espero que gostem!

Capítulo 2 - Em busca do orgasmo perdido


Fanfic / Fanfiction Tempo perdido - Capítulo 2 - Em busca do orgasmo perdido

A voz jamais esquecida o invadiu por todos os poros do corpo magro de Fujino. O tempo estagnou quando o coração se aqueceu com o suave gosto que sentiu no momento em que a voz surpresa e contida chamou por seu nome. Ele, mais do que ninguém, era capaz de descrever com detalhes o sentimento de anos minuciosa e precisamente, já que apenas a voz que escutara trouxe à tona aquilo que há tanto lutou pra esquecer. A garganta tão seca o fez estampar uma expressão pungente e outra mirada investigativa foi atribuída a Kiyoshi, que em meio à confusão de tentar interpretar os olhares voltados pra si, sentia um estresse violento e, em contrapartida, um sentimento quente de felicidade.

O corpo tenso e suado, agora sentia-se encurralado, mas indiscriminadamente tentado a se aproximar da mulher ainda séria, que mirava-o, aparentemente, tão perdida em pensamentos quanto ele. Ele não poderia se conter por mais tempo, ainda que a situação não fosse favorável.

- H-Hana-san?

Pronunciar tal nome, apostando avidamente não ser apenas uma miragem, o fez sentir o impacto doloroso no próprio corpo, já que mais daqueles flashes insistiam em atormentá-lo. Lutou pra conter-se focando-se no ritmo da própria respiração, já que uma repentina ansiedade o acometeu. Ele não mais queria limitar-se a fitá-la de lado, deixando a entender que a presença de grande valia não tinha valor algum, quando sua intenção era demonstrar exatamente o contrário.

- Eu tô muito surpreso, não te esperava ver aqui. Você tá... Sumiu. Quanto tempo! Eu...

Ele mal sabia por onde começar e quanto mais tentava gesticular, mais a ausência de respostas o deixava inquieto. Os cabelos loiros movendo-se graciosamente conforme ela virava a cara para ele, para esconder a própria expressão trouxeram à tona mais daquilo guardado dentro de si há tanto, o perfume inesquecível da virgem mulher.

Kiyoshi não era capaz de controlar os próprios pensamentos. A longa distância o machucava, a curiosidade o deixava louco, ele precisava entender. A loira tinha a faceta descoberta pelas sombras, enquanto desviava o olhar do rosto dele por um tempo.

- Diga alguma coisa, eu preciso saber. Preciso saber se você é real - implorou solene.

A agonia visível.

- Você tá fazendo o que aqui? - A voz melódica contida.

Kiyoshi sentiu o corpo flutuar, o medo sumir, os lábios ficarem dormentes e o pulso ficar mais fraco, por um breve momento. As ônix desacreditadas, averiguavam a expressão séria e curiosa da loira, que outra vez lançara um olhar magnificamente sereno pra ele. Com menos tensão e sem mais poder se controlar devidamente, ele sentiu o corpo girar um pouco, sem que sua ereção fosse captada pelos olhos atentos dela.

- Algo me trouxe até aqui. Uma entidade divina, meu coração... Não sei dizer. - Ele admitiu.

O tom livre de qualquer rastro de mentira. Ainda suando frio, ergueu uma das sobrancelhas ao vê-la surpreender-se por um instante. Por mais que se forçasse a resistir, seu olhar desconectou-se dos olhos dela e percorreu o busto mais inchado coberto pela por um vestido comportado cor caqui, de frente sem detalhes e sem manga, quase igual ao da última vez que se encontraram, só que mais curto. Justamente por isso, foi capaz de ter mais visão das pernas brancas, finas e duras, ainda mais apetitosas. Ela o fitava controlada, embora ele não imaginava o caos que se instalara dentro dela com esse pequeno encontro inesperado.

- Conversa - ela retrucou sarcástica.

De tão concentrado na gloriosa beleza da loira, ostentando fios brilhantes que quase o cegavam, de lábios rosados e que uma vez provara, não sentiu-se capaz de contestar, mas apenas sentiu-se intrigado em meio ao próprio nervosismo. Ela mexeu nos cabelos para desviar a atenção da situação.

- E quanto a você? O que te trouxe aqui? - Perguntou sem ter tempo de pensar.

Ela ergueu as sobrancelhas e levou mais tempo para formular uma resposta, vendo-o tão compenetrado em algo interno.

- Eu não devo satisfações a um bosta como você - respondeu com um sorriso superior.

- Tem razão - ele iniciou, desviando o olhar para a aclamada porta onde travou uma batalha feroz contra a língua dela. - É só que, mesmo um bosta como eu, tem o direito de ter um momento feliz. E foi aqui que eu vivi um desses momentos. É por isso que os céus, ou meu coração, me trouxeram aqui - ele concluiu, fitando a porta com uma expressão amarga, enquanto abria a tampa da garrafa e dava uma golada.

A cara dela mudou completamente ao visualizar o objeto de plástico na mão dele, o corpo endureceu, o rosto esquentou e as sobrancelhas se uniram no mesmo tempo em que os dentes trincaram com força.

- Seu filho da puta depravado! - Esbravejou.

Ele deu outra golada e só se deu conta de que ela havia entendido tudo errado, quando sentiu as costas arderem.

- Ei, ei! Eu posso explicar. Isso daqui - apontou o objeto na direção dela, virando-se bruscamente para explicar-se - é só uma coincidência! - Falou rapidamente. E só depois que a viu focar na garrafa em sua mão e na calça agora mais apertada, assimilou que havia exibido sua vergonha para ela.

- Você... - ela sibilou entredentes, apertando os olhos pra não ter de ver seu alvo.

Ela deu de costas para conter a raiva e para retirar-se dali, o que foi uma imensa surpresa para Kiyoshi, que já esperava um chute com força suficiente para quebrar seu pulso outra vez. Ela girava os calcanhares para sair dali e ele, indignado e desolado, foi atrás dela. Ele precisava enfrentar mais a si do que ela, agora Fujino entendia isso, ainda que seu corpo endurecesse a cada passo que dava.

- Hana-san!

Ele gritou e correu atrás dela jogando a garrafa no chão, antes que ela conseguisse tocar a maçaneta. Fujino tocou os ombros dela com as pontas dos dedos e o contato o fez agonizar por milésimos de segundos, internamente. E o vislumbre que tivera do paraíso fora intenso de maneira tal que a garrafa que jogara no chão não foi captada pela visão periférica dele e por esse momento de distração, escorregou no item de plástico, indo de joelhos ao chão. Algo no mínimo doloroso, mas nada que pudesse detê-lo a esta altura do campeonato.

Ele se recusava a perder a oportunidade de esclarecer as coisas. Buscava rapidamente manter o equilíbrio apoiando-se com as mãos no chão, quando voltou seu olhar para ela, para poder olhá-la ao menos e isso foi o seu suplício, já que a loira havia detido os próprios movimentos, ainda com a mão na maçaneta, rendendo a ele desta forma, a visão clara, nostálgica e abrasadora de sua intimidade, que o endureceu em todos os sentidos outra vez, fazendo-o sentir cada fio do próprio corpo arrepiarem-se. Kiyoshi agradeceu pelo milagre da máquina de Rube Goldberg agraciá-lo daquela forma.

Era a mesma posição de anos atrás e ele se via completamente perdido hoje. Sabendo muito bem o que sentia, ele, inegavelmente, estava num beco sem saída. O moreno queria se segurar, mas aquilo era muito. Uma felicidade repleta de agonia o preencheu imensamente por vivenciar seu passado outra vez. Hana o encarava por cima dos ombros e ele só conseguia sentir o coração quase sair pela boca, não podia acreditar no que estava vendo. Midorikawa estava corada, mas absurdamente irada, não aceitaria ser violada por ele outra vez.

- Seu... Merda!

Ela, enfurecida, voltava seu punho cerrado para o rosto entregue de Kiyoshi. Ele apenas esperava o impacto e o tanto que aquilo doesse não lhe importava como da última vez.

- Bata, Hana-san. Por favor. Só mais uma vez e eu...

A loira soltou uma longa arfada antes de tensionar os músculos da perna e numa velocidade absurda, lançou um chute no ar para destroçar o rosto solene do moreno, que aguardava o impacto majestosamente, analisando o corpo sinuoso que estava a tocá-lo outra vez, no entanto um ponto em específico o chamava a atenção. Não se sentia capaz de desgrudar os olhos, a região dela com ausência de peça íntima atingia os olhos dele como um feixe de luz, então Midorikawa deteve o próprio movimento em cima da hora, tentando esconder a intimidade do olhar lascivo do moreno.

- Não! Não! Eu preciso que você me chute. Eu mereço a dor, mas eu não vou mentir, eu quero a sua medusa. Então, por favor... - Ele implorava sem hesitação entre arfadas.

Ele lançava à ela as palavras que mais poderiam irritá-la como súplicas, porque sua necessidade era tamanha que o levava ao desespero. Batendo o queixo de nervoso, Kiyoshi suava em excesso, o local parecia estar demasiadamente quente. O vigor fazia seu coração bater ainda mais intensamente e as palavras dele a amoleciam ainda mais, mas era um misto de fúria e confusão tão grande que ela mal conseguia pensar. O moreno não deixava espaço para que ela pensasse. Ela iria ficar louca. Sua raiva precisava ser descontada nele, não era? Ele estava pedindo.

- Ah! Seu nojento. Você vem aqui pra fazer essas coisas nojentas, traz essa garrafa PET e ainda tem a audácia de me dizer essas coisas? Até quando pretende me humilhar? - Esbravejou de uma vez, lançando um chute em alta velocidade na cara dele.

Hana o fez num impulso violento e amargurado. Ele era detestável. Era o pior. Com a perna na altura de onde desferiu o golpe na cara dele, via o sangue voar do nariz dele lentamente e uma expressão depravada mesclada à de alegria em seu mais puro significado pôde ser vista por ela, naquela posição desconfortável que ele a pôs de novo. Hana o via cair lentamente após tomar aquele chute extremamente forte no nariz e algo dentro da mulher despertou outra vez. Algo que ela também havia enterrado há muito, algo em seu interior que mais cedo, a forçou a voltar a este local sem chances de resistência.

Tudo isso que sentia em seu peito agora, em seu âmago, somada à paz estampada no rosto de Kiyoshi, que murmurava coisas sem sentido a fez sucumbir. Uma sensação de insatisfação a dominou por dentro.

- Mais! Mais! - Ele implorava, já se acostumando com a dor absurda que sentiu há pouco com a pancada na cara.

Kiyoshi se recompunha, tocando o próprio rosto, buscando desviar a atenção da dor dos infernos que sentiu há pouco, enquanto ela se desmantelava com os próprios pensamentos, refletindo sobre o pedido irracional dele que a deixara absurdamente irada e desconcertada. Ele se arrastou de novo até a altura das coxas dela, implorando por mais daquilo, mais daquele passado que ele agora tinha literalmente, em suas mãos e ela, em seus pés. Não tinha nada a ver com fetiche, era só o meio mais extremo que ele havia encontrado de conseguir acercar-se do seu passado que ele jamais poderia mudar, um passado que ele deixou escapar pelos seus dedos.

Ela, atordoada com o pedido insensato de Fujino, que quase choramingava, se afundava em seus próprios devaneios que lhe tiravam o equilíbrio. A boca dele alternava entre as arfadas e os pedidos que repetia incessantemente, para forçá-la a contemplá-lo outra vez, enquanto não conseguia desgrudar da perna da mesma, quase como um cachorro. Midorikawa se opunha com afinco à ideia de dar a ele o que ele queria assim tão despretensiosamente, então o empurrava com as mãos, ainda que hesitante, pois o toque dele era o suficiente para desestabilizá-la ainda mais. O moreno suava deliberadamente.

- Pare! Eu nem sei por que vim aqui! Me solta!

Os ouvidos atentos pareciam ter contado uma mentira. Ele só conseguia tremer de ansiedade, de calor, mas precisava refutar aquilo. Fitou-a ainda de baixo e inesperadamente calmo, permitiu que seus olhos conectassem-se com os dela outra vez, para dizer o que pensava. Cometeu esse atentado contra a própria sanidade, visto que o cheiro exalado pela intimidade podia ser captado dali mesmo, um cheiro indiscriminadamente sedutor o levava ao delírio.  

- Então por que veio? - Kiyoshi deu uma pausa, buscando a sanidade que lhe restava e as palavras que lhe fugiam. - Havia uma chance pequena de me encontrar, mas ela existia. Não é isso? É o mesmo comigo - ele falou, encurralando-a.

- Não!

- Então explique por que veio sem calcinha! - Argumentou sentindo o coração bater forte vendo-a arregalar os olhos e engolir em seco.  

Outra vez sentiu a falta de equilíbrio dominar seu corpo e a forma como ele a apertava pra conseguir força para argumentar a fez sentir o joelho falhar e inevitavelmente desabar. Num reflexo quando a viu com um olhar similar ao que viu anos atrás, com ela desarmada, deixou as costas arrastarem no chão para recebê-la em seus braços e abafar a queda dela com o próprio corpo. Com o peso da loira sobre o seu, pôde inalar o hálito fresco dela e sentir os peitos duros, após abraçá-la e sentir o calor do corpo da mulher. Ela era real, bem como sua instabilidade.

As narinas inalavam o cheiro de ferro que escorreram pela narina dele, a parte íntima dela sentia o membro dele duro nessa posição, exatamente como há tempos atrás. Mas agora havia gentileza e necessidade. Um sopro mais forte que ele não conseguiu conter, bagunçou os cabelos dela e uma mecha que escorregou pelo rosto branco e liso dela, foi capturado pelos dedos dele, que formigavam, para proteger o fio dourado de ser sujo com seu sangue. A posição era sexual demais, ela estava exposta demais e ele gostava. Hana estava sendo dominada pelo desejo de entender até onde ele queria chegar, mas mais uma vez sua muralha emocional queria se reerguer para evitar mais decepções.

Kiyoshi estava comprometido com o olhar perdido dela que pouco a pouco era ocultado por pálpebras que oscilavam. Embora vacilante, ela lutava pra não se deixar levar outra vez.

- Eu não queria isso. Eu não usar calcinha é uma coincidência - tentou parecer o mais convincente possível, sob as análises de um Kiyoshi observador e excitado.

- Pois eu queria. Eu queria e ainda quero muito. Eu ainda sou um covarde, mas até eu posso dizer que você sabe que não estou mentindo hoje. Hana-san, eu não quero perder isso de novo.

- Isso?

- Nós, que você lutou tanto até o fim, e eu simplesmente me fechei para o que quis ver, aquilo que eu considerava ideal... Tudo mudou - admitiu.  

Tocou o rosto dela ao senti-la remexer-se um pouco em cima dele. Isso havia mexido com ela.

- Eu achei que tudo seria incrível, que eu havia mudado, mas não era bem assim. Eu não mudei, eu não me permitia mudar, porque faltava algo a ser corrigido no passado para que eu pudesse seguir em frente, faltava você. A prova disso é meu corpo - ele alegou forçando a ereção contra a região íntima dela.

Os rostos se aproximando, ele estava conquistando-a pouco a pouco.

- E mesmo que você diga que não mereço, eu entendo. Mas se você for real, do jeito que você está mostrando ser agora, por favor, fique comigo. E me perdoe. Me perdoe por ter sido estúpido ao ponto de não te reconhecer, não entender seus sentimentos quando você deu sua cara a tapa sendo sincera com Chiyo-chan, quando disse que eu era um pervertido. Você estava certa. E me parece que parte de você, ama isso em mim. É justamente por isso que precisamos um do outro. Porque parte de você é igual a mim. Essa parcela bem pequena - ele sussurrou perto da boca entreaberta dela, os pares de olhos voltados para as bocas molhadas e suadas - que resiste em você, não se compara a esse turbilhão de sentimentos depravados que você tem aí guardado.  

- Eu sou pervertida? - Indagou ansiando por respostas, ainda tentada pelos lábios manchados de sangue.

- Shiu - ele pôs o dedo sobre os lábios macios. - Agora eu entendo. Você não estava tentando alertar a Chiyo-chan sobre o que realmente sou, mas me alertar sobre meu jeito pervertido irremediável com o qual você se identifica tanto - ele completou.

Um estalo fez com que as lembranças mais profundas no coração dela, as quais ela lutou tanto pra esquecer, viessem à tona. Igualmente para Kiyoshi, que não resistiu em captar as mãos suadas dela, para que eles pudessem esfregá-las outra vez. Era majestosa a maneira como ele a conduzia.

- Você é tão quente, tão-

- Nostálgico. Sim, eu sinto o mesmo por você. Senti sua falta - o moreno se absteve de qualquer pudor e trocou de posição com ela, sentindo-se incapaz de poder lidar com o odor viciante de Hana.

Eles trocavam palavras concentrando-se mais nos olhares que trocavam e nas lembranças que bombardeavam seus corações do que qualquer coisa ao redor deles. O beijo que eles estavam prestes a trocar era ansiado pelos dois com muita avidez. Seus corpos suavam intensamente na sala fechada e beirando as portas do céu, o de olhos azuis se perguntava por que ela havia sumido e por que nunca se perguntou sobre o motivo antes, visto que depois das revelações bombásticas que ela fez à Chiyo, ela simplesmente não apareceu mais na escola e ele tão cego com o próprio egoísmo, não foi capaz de ir atrás da mesma.

Como homem, ele precisava ter aquele beijo mais do que tudo naquele momento, ele já conseguia, com tamanha sensibilidade, sentir o hálito dela e já vislumbrava o prazer que sentiria com isso ao ver o rosto sereno dela, fechando lentamente os olhos, as bochechas ardendo e os lábios contorcendo-se sem saber como fazer aquilo. Ele a trouxe para mais perto e quando a mínima distância entre seus lábios era estabelecida, quando as arfadas dele golpeavam o rosto entregue e desarmado dela, o maldito celular tocou. Fujino sabia quem era e nada naquele mundo o faria atender, não seria como daquela vez, que ansiou loucamente pelos lábios desejosos dela a ponto de estar disposto a ser morto pela mesma, pois ele teria os culhões que faltaram naquela época.

Antes que ela pudesse focar no toque de celular dele, que tocava a música das Spice Girls, que Chiyo pôs pra quando ligasse, ele grudou seus corpos no limite e sem se segurar, enfiou a língua dentro da boca quente dela sentindo o âmago aquecer-se como um vulcão, os sentidos limitarem-se a apenas o tato e, finalmente, com tão pouco, o corpo tremer. Fujino adentrava a boca de Midorikawa desfrutando do gosto doce com voracidade e gentileza, embora fosse difícil se conter naquela situação. Ela correspondia como podia  aquele beijo minucioso dele, devolvendo as linguadas com carinho e prazer e, embora sentisse novamente a cabeça girar,  não deteve os próprios movimentos.

Fujino impacientemente, encostava sua língua na dela sentindo-se dominado e completamente fora da realidade e sentindo-a no mesmo nível de perversão que a sua, ele sabia que aquela batalha seria sem vencedores. Sua espada mantinha-se firme, quase invadindo o buraco dela com roupa e tudo. O moreno sentia mais daquele cheiro ferrenho conforme suas lembranças mesclavam-se inevitavelmente com o presente e o corpo respondia no modo tarado nível supremo, fazendo-o ter sangramentos nasais. Ele sentia que podia gozar só com isso, já que aquele beijo que ficaram a ponto de trocar há anos, concretizou-se irrevogavelmente enlouquecedor neste momento.

Mesclando suas texturas, sentindo a maciez especial nunca esquecida do gosto da língua dela e inundando o corpo com uma sensação absurda de prazer, Kiyoshi sentiu o cabelo ser puxado com força buscando afastá-los e a reação automática que teve foi buscar os olhos perdidos dela, que mal se mantinha consciente, era intenso demais. Aumentando o limite entre suas bocas, ele lutou pra encostar na ponta da língua dela mais uma vez e isso a desestabilizou um pouco mais. A ereção intensificou-se ainda mais, embora ele pensasse ser algo impossível.

Hana precisava deter as investidas absurdamente luxuriosas de Kiyoshi, que de tão centrado em seu beijo fervoroso e sem pudor, nem se preocupava em respirar. Cara a cara, ainda na mesma posição, era possível sentir a fiel sensação do momento de anos atrás. Eles lançavam arfadas que atingiam o rosto um do outro, sem ter muito controle sobre as respirações. Ela só se deu conta de que o corpo estava sendo apertado com força desmedida, quando sua costela começava a dar sinais de dor devido ao aperto dos dedos de Kiyoshi. Era uma covardia o olhar sensualmente perdido que ela ofereceu a ele.

- Era por isso que eu sentia tanta raiva, tanta insatisfação. Porque, no fim das contas, meu primeiro beijo ainda era seu. Porque depois de tanto tempo tentando mudar algo marcante como meu passado com você, eu só consigo sentir vergonha. Eu quero sair com você, agora. Se você quiser - afirmou como um sopro roçando seus narizes, ansiando pelos lábios inquietos dela.

O pedido de anos atrás, ele ainda lembrava. Hana sentia muitas coisas, mas só conseguia manter-se focada no olhar dele, que a fitava concentrado em cada detalhe de seu rosto. Ela sentia o rosto queimar, bem como cada centímetro da própria estrutura, enquanto se dava conta de que ele estava a ponto de sucumbir.

- Eu quero... Quero muito, Kiyoshi. Seu idiota. Por que você demorou tanto? - Ela pronunciou as palavras com certa dificuldade, pois a respiração era difícil por causa do turbilhão de sentimentos que a acometia.

Ela, além de tudo o que sentia, se preocupava com o corpo dele, que dava sinais de profunda excitação e instabilidade. Fujino a ergueu, levando-a junto consigo, num movimento absurdamente passional, torturando-a com seu corpo pulsante que se roçasse mais na região íntima quente, a deixaria assada. Sem mais delongas, o moreno a abraçou com força tamanha, que a fazia quase sentir quais eram as intenções dele com isso, de tão unidos que estavam. Fujino arfava consideravelmente.

- Me desculpe. Me desculpe. Me desculpe. Me desculpe... - Repetia inúmeras vezes com sinceridade em sua voz.

Ele segurava a cabeça dela de maneira a conduzi-la para mais perto de seu rosto e para que assim de alguma forma, ela não lhe escapasse pelas mãos outra vez. Ao vê-lo tão compenetrado nas próprias palavras, ela sentiu-se na obrigação de calá-lo.

- Você é um idiota. Como eu pude me apaixonar por você? - Ela falou dando um longo suspiro cheio de prazer.

Hana colou seus corpos mais uma vez para um beijo apaixonado, mas dessa vez, ela sentia o alívio por ser devidamente correspondida com amabilidade. Sem obrigações, conexões forçadas, relações de mentira. Eles se correspondiam num beijo cheio de amassos e exigências. Midorikawa sentia o coração de Kiyoshi palpitar num nível alarmante.

- Eu tô tão feliz, mas tão feliz. Por tudo. Meu corpo treme, Hana-san. Meu pau tá tão duro que eu não consigo nem me mexer direito, meu corpo transborda felicidade nesse nível -  ele interrompeu o beijo para admitir.

Sentiu a obrigação de pôr em prática as palavras mais sinceras que treinou por meses pra falar. Sem mais delongas, Hana entendeu outra vez o que aquilo realmente significava. Ela agora se dava conta de que a reação do corpo de Kiyoshi era por seu corpo, ele ansiava por ela tão intensamente que quase a comia com os olhos e com as mãos, as quais a percorriam desde a nuca até as costas, deslizando lentamente pela bunda, onde o moreno estagnou passando a apalpá-la um bocado. Kyoshi pôde notar o nervosismo dela e algo o dizia que a mesma ainda era pura, uma virgem e que agora, de certa forma, a loira tinha mais noção de seus sentimentos. Ele guardaria a observação para um local mais apropriado. Manteve-a focado em seu desejo pulsante, em suas palavras sinceras, sentindo-a amolecer.

- Vamos. Eu quero que você venha comigo.

Ele caminhou rumo à saída levando-a consigo, pelo pulso, carinhosamente, observando o olhar ilegível dela.

- Não - Hana se detém. - Se é pra ser diferente, então vamos começar agora. Eu, no fim das contas, só fiz o que você queria. Hoje eu quero que seja diferente. Eu, assim como você - ela apontou para o pênis que se destacava na peça de baixo suada dele - não podemos esperar.

Ele não queria admitir, para não causá-la medo ou desconforto, mas realmente a ereção doía. Doía muito e mais do que poderia suportar, o corpo pedia para tê-la em seus braços de uma vez. Uma gota de suor escorria por suas têmporas.

- Eu só queria que fosse confortável para nós dois. Eu queria te sentir como quem você deveria ser, minha mulher - ele admitiu.

O olhar solene encontrou o dela e viu o quanto essa revelação a afetou. Hana não mais poderia esperar, mas queria se dar o luxo da loucura de ser mais do que apenas uma mulher por quem ele sente tesão, ela queria ser especial pra ele. Midorikawa se apegava aos pequenos sentimentos que lhe acometiam ao fitá-lo tão desprotegido, parando para reparar as olheiras dele eram evidentes, ainda que isso não comprometesse sua beleza, ele estava numa situação de vulnerabilidade muito maior do que a sua. A ereção que agora se intensificava consideravelmente dada a situação mostrava o quanto o moreno estava disposto a correr o risco.

- Se eu disser que quero ir para a sua casa, você me acharia uma tola? - Ela indaga com a voz mais baixa, visto que passava a fitar o chão, titubeante.

- Você seria uma tola se não quisesse.

Quando os ouvidos do moreno ouviram o desejo de Hana, imediatamente sentiu a reação em seu falo arder. Ele estava quase apontado para o teto de tão ereto que estava. Isso se devia tanto à resposta dela como a libertação da insatisfação diária e consciência pesada. Pouco a pouco, ele estava superando as adversidades como um homem deve fazer. Um sorriso singelo e sincero brotou no rosto de Fujino, que o direcionava à loira. Esta pôs a mão na boca, para conter a emoção que sentiu, lágrimas escorriam pelos olhos amendoados.

Por mais absurdo que pareça, abrir mão de um amor que ele nunca sentiu por Chiyo lhe parecia muito menos desafiador do que reparar os erros com Midorikawa. Uma loira surpresa o encarou e sentiu uma batida forte no peito ao vê-lo revigorado outra vez tão rapidamente, apenas com sua resposta. Para Kiyoshi, assim estava bom. Ele não era gay, só gostava de vestir calcinhas - da Hana especificamente -, redescobriria seu modo de pensar e, principalmente, de transar.

Chegando ao carro, ele sentiu-se desafiado e desafiador outra vez. Desviar de Gakuto, que palestrava com o pessoal sobre os Três Reinos, ou seja, organizava uma punheta coletiva sobre o período, devido à popularidade que conquistou por causa da RGP-sama, era fácil. Simplesmente disse que tinha assuntos de trabalho para resolver e pronto. A vida adulta tinha suas vantagens.

Havia esquecido o quão deliciosa e impactante era a sensação de viver em prol dos riscos que, inevitavelmente, corria estando perto da beldade loira. Kiyoshi olhou os dois lados e deu o sinal para que Hana saísse de trás da árvore do outro lado da calçada. Então outra luz forte a iluminou enquanto ela atravessava a rua. O tempo passava mais devagar, o mundo girava em torno da beleza dela, o sorriso que ela o atribuía era igual ou tão largo quanto o que ele a oferecia embasbacado com a beleza que era ver os fios dourados dançando conforme o vento tocava a pele branca do rosto dela. A beldade desfilava em sua direção com glamour e uma confiança que deixavam-na ainda mais radiantes.

Ele poderia chorar apenas por saber que talvez nem tudo estivesse perdido. Aquela caixa do sex shop, que havia escondido debaixo da cama, poderia ser finalmente usada, Hana era esse tipo de pessoa e o mesmo sabia disso. O moreno mais uma vez olhou para os lados e abriu a porta do carro para ela e sentou no lado do motorista. Assim foram pra sua casa.

Não havia tempo para pensar muito, nem muito menos atentar-se aos detalhes da putaria sem precedentes que estava pra acontecer naquela cama de casal. Ele simplesmente sentia-se empolgado para contemplar-se com o corpo erótico de Hana. Eles mal entraram pela porta e já partiram para cima um do outro, buscando com afinco lamber cada canto da boca um do outro. O moreno estava cheio de fome, fome daquela mulher, fome daquele corpo, em meio às linguadas que dava na boca dela, sentiu-a remover seu paletó e passear com as mãos por seus ombros e peitoral, onde começou a desabotoar o blusão suado de Fujino.

O moreno deteve-se apenas para atear fogo no corpo dela, quando captou as mãos frágeis conduzindo-a até seu falo a ponto de explodir, vendo-a arfar e fitá-lo necessitada. Ele deslizou as mãos até as coxas dela e levantou o vestido pouco a pouco, deliciando-se com o calor que ela emanava, atentando-se a cada detalhe da estrutura magra, a começar pela vagina suada e lisa, a barriga igualmente lisa e os peitos pequenos de mamilos rosados. Era uma obra de arte, esculpida cautelosamente. O corpo delicado desestabilizava-se pouco a pouco, conforme era subjugada pela língua dele que mesclava saliva ao suor contido no pescoço impregnado por aquele odor doce.

Ela estava instável por não saber muito o que fazer naquela situação, contudo não pôde evitar remover o cinto dele e logo em seguida a calça. Fujino ainda estava compenetrado em seu dever de satisfazê-la devidamente com toques linguais no busto livre, que arrepiava-se com cada toque. As mãos urgentes dele captaram os seios e um gemido fino saiu da boca rosa e molhada de suor. Ele estava absurdamente excitado e melado. Sentia o pré gozo escorrer conforme ela amolecia com cada toque seu, cada círculo que fazia com a língua nos mamilos eriçados. Kiyoshi a sentiu mais perto de atingir um prazer nunca sentido, quando o corpo magro endureceu em seus braços e a loira o apertou com gradativa força.

Conforme seu pau endurecia, delimitava a distância entre a vulva encharcada e seu membro, e isso deixava tudo ainda mais caótico na cabeça de ambos. Hana sentiu-se invitada a algo extremamente prazeroso, quando o moreno percorreu os dedos pela barriga repleta de suor e chegou ao seu centro, onde fez questão de esfregar os dedos na região mais sensível, demonstrando extrema habilidade. Formas irregulares e marcantes foram cravadas naquela região durante aquela masturbação precisa e ousada. Fujino não podia conter-se já que o corpo reagia de imediato conforme ela se demonstrava ainda mais induzida ao prazer.

Midorikawa jogava a cabeça para trás e forçava-o contra seus peitos suados e instáveis devido à respiração desregulada e outra vez a cintura era massacrada pelos dedos firmes de Kiyoshi fincados ali.  Este ameaçava jogá-la na cama, conforme davam leves passos para trás e algo dentro de Hana despertou, impedindo-o, embora fosse doloroso cessar o toque majestoso em seu corpo desprotegido. Ela o girou e jogou com força desmedida na cama e o mesmo quicou algumas vezes no material fofo. Ainda sem entender, fitando-a excitado e confuso, Kiyoshi, num movimento automático esticou os braços para trazê-la para mais perto.

Ela o olhava de cima com sua expressão mais sacana e selvagem. Ele a faria pagar por isso depois, por ora apenas queria entender o que sucederia daquele ato inesperado. A loira engatinhou por cima dele, que suava frio com isso, estava prestes a ser devorado e nunca aprovou tanto esta ideia. Midorikawa era fabulosa em brincar com seus sentimentos e seu corpo. O calor que a figura magra despejava sobre ele era estúpido, aquilo o estava tirando a razão. Quando a distância entre seus rostos diminuiu, ela virou-se de costas para ele e mais uma vez, por ironia do destino, outro flash do passado brilhou na mente do moreno. Ela se empinou pra ele com sensualidade sem dizer nada, apenas deu uma pequena olhadela para trás, para conferir a expressão de Kiyoshi.

Visivelmente embargado, arrepiou-se e tremeu por um instante, sentindo a ereção latejar novamente enquanto sentia o suor e o melado da região íntima dela escorrer pelo seu rosto. Era elementar que gravasse os detalhes dos lábios que estava prestes a beijar, exatamente como antigamente, a diferença era que não havia nele qualquer rastro de hesitação. Os grandes lábios dela puderam ser visualizados com mais facilidade quando ele apertou a bunda dela e este foi justamente seu primeiro alvo. Fujino deu um longo suspiro no odor lascivo e passeou com gosto pela gruta melecada, mesclando os sabores de sua saliva com o gosto único da cavidade, conduzindo-o deliberadamente até a entrada traseira de Hana.

A loira, evidentemente estimulada e rendida pela língua exigente de Kiyoshi, se contorceu e enrijeceu por um tempo em níveis extremos. Ele a tocava na região mais sensível de propósito, pois queria beber direto da fonte o elixir dos deuses, o mel que escorreria pelo buraco imaculado dela. Midorikawa apoiou-se na barriga dele, visto que a consciência falhava devido à brutalidade do prazer que sentiu por tê-lo estimulando seu clitóris com a língua. Conforme se movimentava pelos espasmos, sentia o corpo amolecer mais e mais, já que isso influenciava no ritmo que ele manuseava seu clitóris e o rosto dela pouco a pouco se aproximava da região íntima do mesmo.

Ele dava pequenas arfadas enquanto fazia seu trabalho nas partes baixas de Hana e sentia que a saliva escorria pelos cantos de sua boca deliberadamente. O mesmo ocorria com ela, que sentia-se preocupada se aquele pau enorme de Kiyoshi caberia em sua boca.

- Kiyoshi-san, ele é anorme - a voz doce e sem muita segurança.

Aquilo foi outro atentado contra sua sanidade, o pau envergou-se mais um pouco ao olhá-la por cima das coxas marcadas por seus dedos, ela o fitava por cima dos ombros, completamente corada de um jeito gloriosamente ousado.

- Só experimenta. Põe ele na boca, vai - ele pediu com a voz rouca.

Voltou sua atenção novamente à vulva encharcada e sentiu o pau melecado e suado ser tocado pelos lábios macios e língua de textura viciante. Por mais que ela não tivesse experiência, o corpo a ensinava conforme a situação mandava. Ele gradativamente sentia os olhos virarem-se ao limite conforme o prazer se espalhava por cada centímetro de seu ser, igualmente à Hana, que sentia, precisamente, a entrada ser saboreada pela boca de Fujino. O moreno não conseguiu conter uma tremedeira instantânea conforme ela engolia pouco a pouco seu membro, ele arfava e dizia coisas desconexas, mescladas a todos os xingamentos que conseguia dizer.

O cheiro da vulva dela impregnava seu âmago e entorpecia sua mente e a boca dela trabalhando deliciosamente para satisfazê-lo era um misto que ele não conseguiria suportar por muito, entretanto priorizaria o prazer, ele não poderia ser freado agora. A loira certificava-se de babar cada parte do falo e de sugar com força moderada a cabeça dele estimulando-o. Ela conseguia colocar a metade dentro da boca e ainda brincar com a língua no corpo simultaneamente. Dominar o corpo dele se tornava cada vez mais difícil, pois quanto mais ela o satisfazia, mais tinha sua região massacrada pelas linguadas rápidas e precisas do moreno, como retribuição. Este alternava entre o clitóris e a entradinha convidativa.

- Eu não tô aguentando mais, Hana-san. Se você continuar assim... - Falou com a voz engasgada, conforme apertava a bunda dela buscando aliviar a tensão no próprio corpo.

Ele inconscientemente movia-se dentro da boca dela, os quadris mexiam sozinhos.

- Perdão, Hana-san! Eu não queria foder a sua boca assim, sem permissão - falou apressadamente.

Mas é irremediável, certo?, ele pensou. Tendo essa mulher irresistível sentada bem na sua cara, pedindo pra ser chupada, melando todo o seu rosto com seu prazer. Era demais para ele. Kiyoshi grunhia ao senti-la dando uma última abocanhada com vontade, sentindo a garganta contrair-se quando chegou ao limite, tendo mais da metade daquele pau enorme abrigado em sua boca. Nem ela se aguentava mais.

Tendo em vista o ápice de ambos muito próximo, a loira deteve-se abruptamente e uma espesso filete de saliva a conectou ao pênis melecado. Midorikawa permaneceu assim por um tempo, buscando estabilizar o próprio coração, embora ainda fosse difícil pôr em prática, já que sua cabeça girava e o corpo estava tenso. Ela sentiu-o manter o ritmo intenso de linguadas em sua gruta, concentrando a maior parte de sua atenção em seu clitóris especificamente, brincando com a pontinha dele, fazendo-a enlouquecer e amolecer pouco a pouco. Ele não conseguia parar, ele queria dar à loira todo o prazer que ela merecia.

Fujino intensificou a massagem lingual que fazia na mulher cheia de desejo, focando-se obsessivamente no gozo dela, que estava prestes a vir. Ele podia sentir cada reação no região íntima da loira como se fosse na própria, ouvia os grunhidos incessantes que a boca viciante da mesma emitia, as tremedeiras que sua chupada causava nela e os toques nada calmos dela em suas pernas, buscando canalizar o delírio. O som majestoso da gruta sendo lambuzada pela língua faminta era enlouquecedor, mas mais enlouquecedor do que isso, era poder observar as reações do corpo de Kiyoshi apenas por tocá-la com tamanha luxúria. Era no mínimo viciante, mas também compreensível, vê-lo derretendo-se apenas por estar tão compenetrado em suas lambidas em sua vagina.

Alguma coisa muito intensa brotava no âmago de Midorikawa, ela movia-se junto com a língua dele, buscando o próprio prazer, enquanto os dedos instáveis tocavam  o falo rijo de maneira irregular, estimulando-o com movimentos de masturbação. Ele grunhia e o reflexo disso em sua língua, estimulou-a ainda mais. O abafado do quarto os fazia suar demasiado e tornava tudo ainda mais envolvente, mais íntimo para ambos. Um momento de completa instabilidade em seus batimentos cardíacos e de suas respirações.

Com uma conexão inquebrável sem nem mesmo haver comunicação verbal, eles estavam absurdamente sintonizados em seus ritmos de troca de carinhos íntimos e a forma sólida do prazer de Hana estava a ponto de vir, ela não poderia fazer nada a respeito disso. Os cabelos grudados no rosto, os olhos semi abertos, bochechas ardentes e a boca expulsando o ar repetidas vezes, ela estava tendo aquilo que eles chamam de orgasmo.

Um longo e melódico gemido foi ouvido por Fujino, que de tão centrado no gosto peculiar que ela expelia, não conseguia parar de estimulá-la. Embora ela quisesse detê-lo não havia chance, nem forças, o corpo fraco e sensível era agraciado pelas carícias dele que deliberadamente distribuía lambidas por toda a região suada e gozada dela. O moreno queria mais daqueles gemidos, mais daquele saboroso mel, mais daquela mulher, por completo.

Mas a loira viera determinada a não ser apenas dominada. Definitivamente não. Agora seria a sua vez de dá-lo prazer. Hana movimentou-se um bocado, de maneira a deixá-lo sem tem o que pôr na boca. Nunca um vazio tão grande o assolou em proporções avassaladoras. Ele jamais gostaria de perder aquela sensação dolorosa e gratificante. Esta seria a única insatisfação que o faria sentir satisfeito daqui para frente.

Caracterizado por sua safadeza, Kiyoshi era sensível aos toques mais suaves. Após um momento tão intenso como aquele, era óbvio que ele não poderia se conter por muito mais. As formas dela mexiam com ele ainda mais agora, visto que as carícias trocadas por  eles o levaram ao extremo do prazer. Era complicado manter a lucidez quando Midorikawa remexeu-se um bocado em cima dele de maneira sensual, girando o corpo para ficar de frente para o mesmo outra vez. Fujino podia sentir a respiração novamente ser compartilhada entre os dois, tão de perto. A mulher sentia o sofrimento dele àquela distância. Hana selou seus lábios novamente com doçura antes de erguer-se em cima dele, para ajeitar o topo da ereção dolorosa em seu centro, usando as mãos delicadas.

As orbes diamantinas focaram no rosto suado dela, que fazia caras e bocas conforme posicionava o membro na própria vagina, balançando-o na entrada para melecá-lo com seu líquido. Isso a custou mais do que imaginava, o resultado foi uma loira ostentando olhos possuídos por uma luxúria sem precedentes e lábios apertando-se com força, vez ou outra permitindo que um gemido tímido escapasse.

Sendo incapaz de frear as emoções dentro de seu coração, ou combater o irremediável prazer que a entrada estupidamente quente de Hana, mesclada ao roçar de suas intimidades, lhe causava, ele suava em demasia, contorcia-se com força na cama, enquanto segurava com firmeza a cintura fina da mulher. Ainda sem desconectar seu olhar do dela, captou uma certa incerteza nas orbes amendoadas da loira. Sentiu-se na obrigação de impedir que qualquer mudança no caminho que fizeram até aqui acontecesse. Nada precisava ser dito, precisava apenas tomar uma atitude que a fizesse sentir segura e mais conectada com ele, afinal Kiyoshi sentia essa mesma necessidade.

A loira deixou o corpo amolecer e agir por conta própria naquela situação. Deixando que o peso fosse o responsável por permitir que uma pequena parcela do membro a adentrasse e com isso estremeceu e sentiu uma pequena ardência, o que fez tudo valer ainda mais a pena. Como reação, viu Fujino piscar um dos olhos com a imensidão de luxúria que o consumiu instantaneamente com aquilo. O topo de seu pênis estava adentrando-a, sentindo-a recebê-lo calmamente e os olhares dominados pelo prazer o faziam ver que aquela determinação dela era igual ou tão inabalável quanto a dele.

Um pouco mais deslizou para dentro e a estreita cavidade esmagava a estrutura fálica de Kiyoshi violentamente. Ele era sugado para o interior dela com determinada dificuldade e o único que poderia fazer para não sucumbir, era dar à ela seu mais puro olhar de satisfação. Com ambas as mãos, Kiyoshi capturou o rosto dela com amabilidade e ela, com o peso de suas escolhas, sentia-se forçada a aliviar a tensão com suspiros percebendo que encontrar as órbes diamantinas nunca fizeram tanto sentido. Os olhos azuis cheios de vida e prazer complementavam os detalhes lascivos naquela expressão que ele atribuía à ela.

Com isso, Hana sentiu-se incapaz de dar a ele menos do que seu melhor. Fazendo um pouco mais de força, sentiu-o completamente dentro de sua cavidade, cerceando-a de sua virgindade em definitivo. Ambos iam ao paraíso e comandados outra vez pela luxúria, beijaram-se de maneira avassaladora. Um prazer ardente engasgado em suas gargantas quando ele começou a se mover indiscriminadamente. Pôde senti-la tremer em seus lábios. Queria pedir desculpas por não mais se conter, entretanto nem para isso tinha forças.

O apelo sexual em seus olhos vivos eram captados pelas orbes amendoadas. A loira fazia questão de ultrapassar os limites do  aceitável e o comportava em certos momentos até com violência. Ela não conseguia abrir mão da merecida recompensa pela dor física que sentiu ao ser invadida de primeira. Era fogo demais para sua garganta ser capaz de externar, ela não conseguia fazer mais do que gemer junto ao moreno extasiado. Podia senti-lo crescer ainda mais em seu interior.

Seria insensato deter-se àquela altura. Era imperdoável não gravar cada segundo daquele seu momento de completo delírio. Enquanto trocava saliva com ela, não podia parar as arfadas, ou evitar salivar. Era inaceitável abrir mão daquelas formas sobre as quais suas mãos sedentas e inquietas passeavam. Ele não mais era preso pelas amarras do arrependimento. Gemer ou tocá-la não era suficiente para externar seus sentimentos fielmente, porém era o que estava aos seu alcance no momento, tendo isso em vista, seria um pecado não fazê-lo com tamanha vontade que sentia.

Àquela altura do prazer, ambos apenas conseguiam tomar decisões básicas, visto que o pico do prazer, era obrigatoriamente, o pico da irracionalidade. Em perfeita sintonia, eles abraçavam-se e sentiam os corpos chocando-se quase que violentamente, pois estavam dispostos a cruzar o limite do suportável para serem aceitos um pelo outro. Sendo esse um espetáculo para dois, estavam desfrutando da liberdade que possuíam e abusavam de cada centímetro disponível de seus corpos, desde toques a beijos. Os corpos suados em seus mais altos picos de excitação eram devidamente explorados. A consciência falhava por vezes, mas a determinação falava mais alto.

Os batimentos cardíacos definiam o ritmo acelerado da penetração, mas não a intensidade. Os fios negros de Fujino grudados de suor e a sinestésica melodia do impacto de seus corpos faziam o ímpeto das estocadas externarem irregularmente a selvageria no interior do mesmo. Os pontas dos narizes coladas revelando que o forte baque de seus corpos não era capaz de quebrar a forte conexão visual estabelecida entre ambos, mas no mínimo sufocante e aquecedora, visto que um roubava o ar do outro devido ao ritmo intenso que mantinham nas investidas e as consequentes arfadas que lançavam-se mutuamente nos rostos molhados e avermelhados. Era prazer e paixão que os movia.

Acima do limite do radical, ela o forçava pra dentro até a base sem dó e pagava o preço, pois cada vez que ele a adentrava até o limite, Hana delirava e era consumida pelo imenso êxtase interior. Entretanto, ostentava a vermelhidão resultante dos apertos do moreno em suas ancas, que para controlar o ritmo forte e frenético, fincou seus dedos ali. Ela compreendia o olhar de perdão que atravessava o rosto dele cada vez que ela grunhia com a força que impunha em seus movimentos, pois sabia que era difícil, se não impossível, conter essa imensidão de prazer que compartilhavam naquelas estocadas. Ele feria os próprios lábios com tamanha força que fazia ao morder-se em consequência dessa chuva de luxuria que inundava seu interior. Eles estavam conectados pela fé que tinham um no outro.

A abominável repressão que tinha em seus dias de monotonia ao lado de quem não amava, esvaiam-se por seus poros em forma de suor, ou em gemidos, ou em insensatez e cada meio que pudesse usar para exclamar aquilo de que se privou e ansiou veemente por fazer, um sexo brutal e sem pudores, repleto de fogo e malícia. Agora ele transbordava paz e calmaria, embora estivesse no olho do furacão do prazer que também lhe arrebatava nada calmo.  

A frequência do ritmo de Hana diminuía, gradativamente a tranquilidade surgia nos movimentos, ela começava a provocá-lo enquanto remexia os quadris, fazendo-o cutucá-la nas extremidades da vulva. A reação erétil de Kiyoshi intensificou-se outra vez e um prazer agonizante apossou-se dele, este transparecendo-se através de seus diamantes parcialmente visíveis, pois as pálpebras por vezes oscilavam. A resposta de seus centros fora mútua e uma sequência de flashes o inebriavam de maneira avassaladora

Eles eram invadidos pela perversão dominadora e imponente, a qual lhes caía muito bem, entretanto eles tinham ciência de seus limites. Este, os abraçava com rapidamente, determinando o fim próximo. Para eles, não havia necessidade de negar, eles estavam perto. Mais alguns movimentos dentro dela seria o necessário para desmantelar a si e a ela de uma só vez. Seu membro endureceu-se como pedra conforme ele identificava no olhar de Midorikawa a certeza de que ela estava em perfeito acordo com isso. Eles se aproximavam calmamente à medida que os braços suados e fracos do moreno envolviam a cintura fina da loira. Era claro para eles, que, com isto eles selariam outra vez seus destinos. Os rostos colados em um contato visual inquebrável.

A porta abriu abruptamente e nem isso foi o suficiente para assustá-los ou detê-los. Até a última gota fora despejada dentro da loira que também permitia seu ápice abraçar o pênis de Kiyoshi e entre olhares depravados, mantendo-se ainda apenas ligados um ao outro, eles se sorriram ignorando completamente a morena brava a poucos metros deles se esgoelando coisas que não lhes importava. Com isso, a certeza de que o que viesse a partir dali não os separaria se tornava ainda mais clara. Eles mudaram de posição. Hana ficou de quatro para o luxurioso Kiyoshi que a devorava em estocadas lentas, não permitindo que uma gota de seus deleites fossem despejadas. Logo, gemidos brotavam novamente da garganta da loira, estes sim, eram a única coisa que ele se importaria em ouvir daqui para frente de uma mulher que ficaria feliz em atender a seus anseios sempre que ele quisesse. Ela era mesmo a sua alma-depravada-gêmea.


Notas Finais


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