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História Temporal - G-Dragon - Capítulo 46


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Capítulo 46 - Reflexões


Darla ao finalizar aquele beijo, não saiu de meus braços, como eu imaginei que aconteceria, ela não dizera nada, apenas tentava como eu normalizar a respiração. O silêncio pela primeira vez, não estava incomodando ambos, meu peito se alegrou quando, aconcheguei-a mais nos meus braços ela, apoiou a cabeça em meu peito. Ela, com certeza estava ouvindo os batimentos tão acelerado de meu coração, eu estava feliz. A gente estava ali, outra vez, apenas curtindo o calor do abraço um do outro. 

— Fique comigo...

Ao sussurrar aquilo, depositei um beijo no topo de sua cabeça e abraçei-a mais apertado.

Darla soltou-se de meu abraço e olhou-me enrubescida, sorri bobo e eu tinha completamente a certeza de que meus olhos brilhavam, contudo aquilo que estava nos acontecendo. 

— Jiyong, eu não sei o que aconteceu, aqui.

Ri baixo com aquilo em seguida umideci meus lábios. Darla em uma mistura de ansiedade e nervosismo, levou a mão a boca e tocou os lábios que estava um pouco inchados e avermelhados, pelo beijo.

— Não se nega, Darla. Eu sei que esse beijo, significou algo para você, também.

Ela baixou o olhar e eu coloquei a mecha de seu cabelo que caiu ao rosto, atrás da orelha dela e com delicadeza,  ergui-a o rosto. Me arrepiei quando os olhos dela lacrimejados se fixaram nos meus. Ela estava preste a chorar, aquilo, me desestabilizou emocionalmente. 

— Não me machuca, Jiyong. Eu não quero me machucar outra vez. 

A voz de Darla era baixa e quase saía em um sussurro. Aquele tom dela chorante, era horrível de se ouvir, era horrível ter que escutá-la com medo. Era assim que ela estava, Darla estava com medo de que eu a machucasse de novo. 

— Eu não vou te machucar. Não de novo. Por favor, confie em mim, eu faço qualquer coisa para que você confie em mim. Tudo que eu quero, é o seu perdão. Por favor Darla, me diz que acei...

— Quem me garante que você não vai outra vez sumir e me machucar, aliás quem garante que você não vai machucar o nosso filho?

— Eu te garanto! — ao ouvi-la terminar de falar, a confirmei aquilo. Ela baixou a cabeça, enxugou os olhos e olhou-me novamente. — Eu garanto a você, que quero estar ao seu lado e ao lado do nosso filho. Eu estou disposto Darla a tudo para estar com vocês. Por favor me dê só mais essa chance...

— Eu não sei, preciso pensar, melhor. Eu estou confusa.

— Tudo bem.

Ela suspirou fundo e quando tentou falar, ouvimos Eun Soo correr pela casa e logo aparecer, ali com um sorriso travesso exposto, Eun Soo parecia estar aprontando algo.

— Já podemos ir, appa?

Sacudi a cabeça. 

— Eu acho que não vou. 

Eun Soo, no mesmo instante que ouviu aquilo como eu, olhou para a mãe dele.

— Ah não, omma! Por favor, vamos com a gente. Por favorzinho...

— Filho, omma está com dor de cabeça.

— Sua mãe, não está bem, Eun. Ela precisa descansar para ficar boa rápido. 

Disse eu assim que, vi ele cruzar os braços e fazer um biquinho triste.

— Qual é pequeno? A gente pode se divertir só nós dois mesmo, hein o que acha?

Ele sacudiu a cabeça. 

— Está bem. Fique bem, logo omma.

— Vou ficar, filho.

Darla ao respondê-lo, agachou-se ao chão e abriu os braços, Eun Soo não tardou para se enfiar no abraço protetor da mãe. A relação dos dois era linda, de se admirar. Após um abraço cheio de amor de mãe, Eun Soo deu um beijo na bochecha de Darla e pediu que ela se cuidasse, em seguida veio até mim e agarrou minha mão. Ela estava evitando de estar perto de mim, mas que seja por um propósito. Que seja para ela pensar e dar-me a reposta que eu tanto coloquei expectativas. Eu quero estar com ela. 

   [···]

— Eu vi, appa!

Dizera Eun Soo, após colocar o cinto de segurança do carona. 

— Viu? Viu o quê? 

Eu já sabia o que ele queria dizer, com aquilo, mas queria ouvir o que ele tinha a falar.

— Eu vi, eu vi vocês fazendo coisas de adulto.

— Coisas de adulto? 

— É. Beijo na boca é coisa de adulto, não é? 

— É, acho que é, sim.

— Omma gosta do senhor!

— Gosta?

Ele sacudiu a cabeça. 

— Gosta, e você gosta dela. Então podem ficar juntos.

— Você, querer muito a gente juntos, não é? 

— É. Mas eu sei que não é tão fácil assim. Omma, ela parece ser forte, mas é delicada, e vai te aceitar de volta, daí vocês podem casar. Só que precisamos dar o tempo dela.

— Está mesmo disposto a me ajudar reconquistar sua mãe? 

— Estou.

Soltei uma risada baixa e estendi a mão para ele e Eun Soo não demorou a pegá-la.

Tínhamos uma meta agora. Após aquela conversa, liguei o carro e fomos ao rumo do Sangam Stadium, com um papo bastante animado. Eun Soo, não parecia cansado de me passar um feedback de alguns jogos importantes que aconteceram no Sangam. Confesso que eu gostava mais de basquete, mas por causa do especialista ao meu lado, eu estava começando a ter um apreço maior pelo futebol. 

— Até agora você não me disse quem é seu jogador favorito. 

— Eu gosto de muitos. Gosto do Karim Benzema, CR7, Marcelo ele é o melhor lateral esquerda, ele não brinca em campo o cara defende em qualquer lugar do campo e ainda marca gol e é do país da minha mãe. Gosto também do Cavani, Messi e Modrić.

— Com certeza você tem muitos mais favoritos, pelo jeito que falou. Mas com goleiro você só tem um favorito, não é? 

— Não muito, eu tenho como favoritos, Kepa e Buffon. Quero ser o maior goleiro do nosso continente, quero pelo menos chegar na metade do que Buffon chegou. 

— Ah mas você pode até mesmo chegar onde ele chegou, é só colocar isso como meta. Eu também quando tinha a sua idade, já sabia o que queria ser. Eu fazia sua avó me levar para muitos programas de televisão, até que consegui entrar em um grupo musical infantil, quando cresci mais um pouco, eu quis desistir, ainda mais quando meu pai brigava comigo, e dizia que cantar não dava dinheiro, mas ao meio dessas faces difíceis, a vontade de desistir ia embora, pois eu fazia música, eu queria estar nos maiores palcos e a minha vida caminhava, somente para o mundo da música, era o meu destino. Eun Soo, nunca desista do que você deseja, não pare quando você receber um não, não pare quando as pessoas dizerem que você não é bom e nunca será o melhor. As superações dessas situações, humildade e a conquista, são o que faz valer apena o seu trabalho. Alguém no final sempre vai gostar de algo seu. Eu tenho certeza que terei muito orgulho de você, aliás, já tenho.

— Wow, a gente é demais! 

Ri daquele comentário dele. Após mais cinco minutos de conversa, Eun Soo acabou dormindo.

    [···]

— Caramba!

Baboseiou ele, assim que junto de um funcionário do estádio ponhamos nos pés no gramado daquela arena. Eun Soo, estava bastante animado. Ele olhava tudo aquilo com os olhos cheios de brilhos. 

— Eu posso dar uma volta aqui? 

Perguntou ele ao senhor no nosso lado direto, que não tardou em autorizar o passeio de Eun Soo. Empolgado com a resposta, ele saira correndo até a área mais próxima. 

— Uau, olha isso aqui! 

Eun Soo gritou em seguida, se jogou no gramado, encenando ter agarrado a uma tentativa de gol. Ri daquilo.

— Se vocês quiser uma bola, eu posso buscar, o que acha?

Sorri e assenti em um aceno de cabeça, Eun ficaria bastante feliz com aquela idéia. 

— Eu agradeceria muito, senhor Jung!

O homem que aparentava ter já seus setenta anos, de poucas rugas e de cabelo grisalho em um corte baixo, sorriu e saiu em busca da bola para Eun Soo. Andei até Eun Soo, e passei a encenar com ele. Mas o menino, não aceitava quando eu dizia que tinha feito um gol e me contestava dizendo que tinha agarrado, mesmo quando eu dizia ter chutado alto.

— Qual é, Eun Soo? Eu fiz gol dessa vez.

Ele riu e sacudiu a cabeça.

— Claro que não, foi fora!

Não me aguentei com aquela cara de pau dele e do jeito natural que aquela frase saiu de sua boca, que acabei rindo. 

— Está bem.

Já cansado de contestar meu filho, me sentei no gramado, na espera do senhor Jung e da bola.

— Já cansou? 

— Você ainda vai chegar na minha idade. 

Ele riu e se aproximou, em seguida se sentou ao meu lado. 

— Quando eu estiver nessa idade, vou estar correndo ainda em campo. Vou me aposentar só quando estiver de idade.

— Na idade do senhor Jung?

Ele riu.

— Ai eu já não estaria mais bom, faz tempo!

Soltei uma gargalhada e acabei me jogando naquela grama.

— Vou contar para o senhor Jung, que você estava zombando da idade dele.

— Eu não, foi o senhor que citou primeiro o nome dele.

Ainda deitado, puxei Eun Soo, pela camisa, o fazendo cair deitado também. A luz do sol impossibilitava, de que a gente ficasse bastante tempo com os olhos abertos, enquanto olhavamos para cima.

— Gostou do meu presente? — perguntei de olhos fechados.

— Gostei muito.

Respondeu ele que devia estar também com os olhos fechados, apenas sentindo o vento bater em nossos rostos. 

— Quero gritar.

Disse ele.

— Então grita!

— Mas tenho vergonha. 

Ri, em seguida, enchi os meus pulmões de ar, antes de gritar gol. O que fez um eco acontecer e Eun Soo rir. Em seguida ele fez a mesma coisa.

— Omma ia gostar de estar aqui.

— Pior que é verdade. Quando conheci sua mãe, ela era bastante ligada em campeonatos. Esse era o segundo amor dela, em primeiro vinha a dança. 

— Ela amava dançar tanto assim? 

— Muito. No Bigbang, ela era uma das dançarinas, que mais se destacava. Muitas meninas até ficavam com raiva.

— Você gostava de dançar só com ela? 

— Você querer saber demais, não acha?

— Eu gosto de saber mais sobre minha mãe, foram poucas coisas que ela me contou sobre o trabalho dela como dançarina. 

— Tudo bem, eu gostava sim de dançar só com a sua mãe. Agora está bom de perguntas. 

— Ah não, só mais uma. Por favor,  posso?

— Pode.

— Quem você acha mais bonita? Minha mãe ou aquela moça de mais cedo? 

Eun Soo, nem mau cresceu e já aparentava gostar de me colocar em más lençóis.

— Eu acho minha mãe mais bonita. Até porque sou filho dela e ela vai ser sem dúvidas a mais bonita pra mim, mas não vale mentira.

— Ok, sem mentiras. Ambas são bonitas para mim.

Ele riu.

— Você está com medo de escolher e eu contar pra minha mãe, né? Relaxa, eu não vou fazer isso, então eu escolho. Daiyu é bonita, eu até que namoraria com ela, mas prefiro minha mãe. 

— Até porque ela é sua mãe e pra você sem dúvidas será a mulher mais bonita do mundo, acertei?

— Acertou. Então fale a sua escolha?

— Eu concordo com você, Daiyu é bonita mas o que ela tem de bonita também tem de loucura. Sua mãe, ela é também muito bonita e é quem eu gosto. Satisfeito? 

— Agora tô.





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