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História Temporal - G-Dragon - Capítulo 47


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Capítulo 47 - Combinado


— Alô? 

A voz de Tae Soo soou mansa. Com certeza ele tinha acordado com a minha ligação.

— Socorro! — disse eu, fingindo uma voz desesperada. 

— O que foi? 

— Jiyong me beijou.

Tae Soo riu no outro lado da linha.

— Eu não acredito que você me acordou, só para falar que o pai do seu filho te beijou. 

— Tem mais... ele pediu para tentarmos algo.

— Até que fim, isso demorou. Deixa eu adivinhar... ele após te falar algumas palavras bonitas e o que sente, te agarrou e beijou, logo em seguida disso te pediu para que vocês tentasse recuperar o tempo perdido, dai você como uma pessoa completamente fácil,  não cedeu a ele. Foi isso?

— Acho que foi.

— Aí você ligou para o seu melhor amigo para que ele te orientasse. Então lá vai minha orientação,... Se joga logo. Você ama ele. Já se perdoaram, tem um filho juntos e já se conhecem até do avesso, então acho que não tem mais nada impedindo vocês, né ou tem?

Suspirei fundo e dei um gole no copo d'água que estava em minha mão, em seguida sentei naquele sofá macio de Jiyong.

— Eu não sei se devo. Você sabe que eu ainda tenho medo de que venho me machucar e de que tenho medo de principalmente machucar, meu filho. E ainda surgiu uma mulher nessa his...

— Como? 

— Nessa manhã, Jiyong estava junto de Eun Soo no quarto dele, e eu na sala, quando a campainha tocou. Dai eu fui e atendi, era uma mulher bastante bonita, magra e um tanto de nariz empinado. Ela pareceu me reconhecer daquelas fotos que estão na internet, o rosto dela também não era estranho, eu já tinha a visto em algum lugar, ai eu lembrei que era com ela que ele estava envolvido em um suposto namoro.

— Continua. Eu já não gostei do rumo dessa história.

— Ela queria falar com ele, então eu fui chamá-lo, Jiyong ficou bastante agitado quando eu falei o nome dela. Dai eu fingir não ter percebido isso e tão fiquei no quarto esperando Eun Soo sair do banheiro, enquanto ele foi conversar com ela. Um tempo depois ouvi algumas coisas da conversa deles, ela falava alto como se quisesse que eu escutasse, ela dizia algo como se ele quisesse esconder que ambos tinham um relacionamento de mim e que eu era a culpada por eles estarem afastados. 

— Tá, mas e ele?

— Ele tentou se explicar quando ela foi embora após Eun Soo curioso como é, ter corrido até a sala e atrapalhar a conversa deles. — Tae Soo riu ao ouvir o nome de Eun Soo. — Ele quis se desculpar por ela, tentou muitas vezes explicar o que tinha com ela, mas eu não o deixava se explicar, até porque ele não me deve satisfações. 

— Darla, se ele está te dando satisfações até do que comeu no dia, é um dos sinais de que ele está presente ai no que vocês têm. 

— Dai ele pegou na minha mão e olhando nos meus olhos, pediu uma chance. Eu tentei fugir do assunto, ai foi quando ele revelou estar realmente apaixonado e até disse que achava que gostava de mim assim que nos envolvemos, ai em seguida ele me beijou. 

Tae Soo demorou um tempinho para responder.

— Ele te quer e dessa vez não é como algo passageiro. Agora fica com você também tentar ou morrer nessa insegurança. 

— Eu estou com medo, não vou mentir. Estou com medo de ser até pior do que antes. Pois eu era a única que se entregou no que tínhamos e acabei dessa maneira. 

— Não vai ser fácil. Você sempre soube. Mas se vocês tentarem sem medos, talvez seja uma relação mais resistente e melhor que a que ambos tinham. Até porque era um caso que vocês tinham, você se entregou em algo raso. Jiyong não queria nada sério naquela época, ele podia até gostar de você, mas não queria algo sério e principalmente assumir a ele mesmo que estava completamente apaixonado. Dai veio aquelas situações horríveis que você passou e Eun Soo. Eu só quero que você seja feliz, menina. E acho que dessa vez você pode ser, é só estabelecer os seus limites para ele. 

— É acho que você está certo. Obrigado pelos conselhos, Tae. Eu te amo e não sei como seria minha vida e minhas ideias sem você. 

— Não foi nada, eu tô sempre aqui se precisar. Eu também te amo e volte logo para casa que eu estou morrendo de saudade daquele atentado do Eun Soo. 

Assim que me despedi de Tae Soo, alguns minutos depois Eun Soo e Jiyong adentraram aquele apartamento completamente suados. Eun Soo veio correndo até mim e eu cai deitada naquele sofá para aguentar todo o peso dele sobre o meu corpo. Eu gargalhava enquanto meu menino, me dava beijos por todo meu rosto. 

— Tá bom filho. Acho que sua mãe já está se sentindo bastante amada, que tal agora você ir tomar um banho? — disse Jiyong e Eun Soo se levantou. Me sentei e arrumei meus cabelos que estavam levemente bagunçados. 

Ambos piscaram um para o outro. Acabei rindo, na mesma hora que tive certeza de que Eun Soo estava no time do pai dele. 

— Aprendeu ligar a banheira, né?

Perguntou Jiyong, enquanto Eun Soo se afastava dali.

— Sim!

Gritou meu menino já fora do nosso ponto de vista. Jiyong sorriu e se aproximou e sentou-se ao meu lado. Meu coração bateu por um segundo loucamente, assim que ele virou o corpo um pouco para o meu lado e seus joelhos se encontraram com os meus, ele levantou a mão e começou um cafuné em meus cabelos. Fechei meus olhos para aproveitar melhor aquele carinho.

— Eu vou ficar mal acostumada.

Brinquei em voz baixa, e ele riu.

— Como foi o passeio?

Abri os olhos e um arrepio percorreu por todo meu corpo, quando fitei os castanhos dos dele me observar calmamente. Desci meu olhar para a boca avermelhada dele, e me segurei para não beijá-lo.

— Foi bastante animado. Eun Soo pirou no gramado de lá e não quis parar  de jogar. Ele não aceita perder não. Nosso filho realmente é muito bom, parece um gato é cada pulo que ele dá pra tentar agarrar a bola.

— É, ele no começo não gostava de ser o goleiro do time, ele queria estar no ataque mas os outros meninos, não iam com a cara dele e só aceitou ele no time caso se ele fosse o goleiro, ai ele começou a pegar gosto pelo o posto que foi dado-o.

— Eu vou essa próxima semana em Busan, vou no cartório de lá, não vejo a hora de finalmente estar com meu sobrenome no registro dele. 

— Ele vai amar. 

—  Vai sim. Já almoçou? 

— Não. Achei melhor o dono da casa chegar para ter a autorização de mexer nas panelas dele.

— Eu disse que você podia se sentir em casa. Acho que essa frase já dizia tudo que você podia fazer aqui.

— Você me conhece sabe que pra mim abrir a sua geladeira pegar algo dentro dela, ligar sua televisão e me sentar no seu sofá e coçar meu saco, precisarei de duas reencarnações. 

Ele riu e eu também. 

— Você tem saco?

— É minha maneira de falar.

— Eu conheço muito bem essa maneira de falar e até gosto. Me sinto mais à vontade ainda. 

Jiyong parou de acariciar meus cabelos. Ele me olhava atentamente e um pouco inquieto. 

— Está bem? Quer falar algo?

Ele suspirou fundo e coçando o maxilar junto comprimindo os lábios e sacudiu a cabeça. 

— Não é nada não. — ele iria se levantar, mas segurei-o pelo braço. 

— Não adianta me enganar, sei que quer dizer algo. 

— Tá, tá bom... você pensou no que eu disse?

— Eu pensei. E eu acho que ainda devemos ir um pouco devagar, eu não tô te dizendo não, mas também não estou dizendo sim.

— Não, eu entendo. Eu só não quero que fique um clima chato entre a gente, por causa da vinda da Daiyu aqui e eu não queria que você me achasse patético após ter te falado o que estava sentindo e caso você venha dizer não, quero manter uma amizade boa por causa de Eun Soo. 

— Tudo bem. A gente pode tentar realmente se conhecer verdadeiramente Jiyong, assim a gente pode ajudar essa história se desenrolar.

— Concordo. Quer então sair comigo quinta-feira às 19 horas? 

— Não vejo problema. 

— Appa por favor uma toalha! 

Eun Soo gritou fazendo Jiyong se levantar e ir ao encontro do filho.



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