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História Temporal - G-Dragon - Capítulo 52


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Capítulo 52 - Harmeoni


Duas semanas tinha se passado, eu entregava currículos, mas nada. Parecia que nem uma empresa, estava precisando de novos funcionários, Eun Soo passava mais tempo no colégio, pois ele junto do time de futebol precisavam treinar para o campeonato que aconteceria no próximo mês. Kwon me ligava quando tinha tempo e falava mais com Eun Soo do que comigo nas ligações, eu não tinha ciúmes do meu filho e até achava legal que eles mesmo distantes, estavam unidos. Na semana passada, Jiyong começou a transferir dinheiro para minha conta, quando em uma das ligações dele, Eun Soo deixou espacar que algumas coisas andavam faltando em casa, então após Jiyong insistir tanto, acabei por aceitar a ajuda dele. Eu não estava empregada e meu orgulho não encheria a barriga e o prato de meu filho. Mila desde que deixou de cuidar de Eun Soo vinha em casa apenas quando queria e quando nos visitava duas vezes na semana ficava quase cinco dias sem aparecer, eu não julgo ela, pois a garota tinha muitas tarefas da universidade e isso pegava muito tempo dela e a deixava cansada. Porém Tae Soo esse não abandona a gente. Ele quando Eun Soo era um bebê tinha me prometido ficar ao meu lado e mesmo ocupado com o serviço, tirava um tempinho do dia dele e vinha nos ver e fazia questão de trazer presente para Eun Soo e pra mim. Naquela manhã, eu me encontrava diante da bancada guardando o sanduíche e algumas frutas na lancheira de Eun Soo, quando a campainha tocou. Engoli em seco assim que Eun Soo abriu a porta e aquela senhora estava ali. Ela olhou para meu menino e um sorriso surgiu em sua face, os olhos dela brilhavam.

— Meu Deus, como você é lindo, é a cara de meu menino! — ela agachou ao chão e abraçou ele, Eun Soo mesmo sem entender nada, também abraçou-a. Meu filho era muito educado, para ignorá-la. Quando ela se levantou, se afastou dele e me olhou, dei a volta naquela bancada e fui até meu menino e puxei-o para um tanto longe dela. 

— Omma quem é ela? — ele me olhou e eu não consegui respondê-lo, minha voz não saia. Ele a olhou assim que ela sorriu e continuou a falar.

— Eu sou sua avó! — Eun Soo abriu a boca surpreso e ela riu. — Você é a copia do seu pai, sabia?

— Humhum, mas a senhora é mesmo minha avó?

— Sou sim. Eu estava muito ansiosa para te conhecer, Eun Soo. Dami sua tia, me mostrou algumas fotos que ela tirou com você e eu quis muito te conhecer. 

— Legal! — ele exclamou. — E meu vovô? 

— Ah ele não pôde vir, mas pediu que você um dia fosse conhecê-lo. 

— Legal! — ambos conversavam como se eu não estivesse ali. Meu menino estava empolgado demais com a idéia de ter sua avó ali. Eu? Eu ainda estava enchoque e me perguntando o que ela fazia ali. — Quer conhecer meu quarto? 

— Eu iria adorar, pequeno. Mas preciso conversar com a sua,... — ela me olhou e parecia ser difícil que ela aceitasse que tinha que falar aquela palavra para relacionar a mim. — Com a sua mãe. 

— Quer ir na casa da tia Mila e ver se ela já acabou a lição dela de casa? 

— Posso mesmo? — ele perguntou desconfiado, talvez seja porque eu nunca deixei-o, mesmo pelo prédio vagar sozinho. Balancei a cabeça e ele sorriu. — Que legal! 

Ele saiu porta fora, até mesmo sem ligar para a presença da avó ali. A mãe de Jiyong fez um ''tuor'' com os olhos em tudo ali e parou-os sobre mim. Era real. Mais uma vez aquela mulher apareceu na minha vida.

— Eu não vim aqui para brigar, pelo menos eu acho que não, vai depender de nós duas... — ela fez uma pausa e expirou fundo e endireitou a alça da bolsa sobre o ombro. — Posso me sentar? 

— Pode. — um tanto para dentro falei, ela andou até o sofá e sentou-se. Eu estava insegura. Merda, o que ela querer? 

— Acho que se pergunta o que vim fazer aqui, não é? — parece que ela sabia adivinhar-me. — Eu vim conhecer meu neto, claro. Mas eu também vim para termos a nossa conversa. Eu não vou demorar, vou ser rápida. 

— Tudo bem. — minha voz agora soou firme. 

— Eu confesso que ainda não me acostumei com a idéia de que meu neto é também seu filho.

— Veio para me ofender como sempre fez? — finalmente minha voz foi afrontosa e tinha sido libertador dizer aquilo. — Se veio para me ofender, por favor possa ir embora. 

— Não, eu não vir para te ofender, apenas pensei alto. Você sabe que eu nunca fui com sua cara, pois eu tinha medo de que tivesse influência ao meu filho.

— Jiyong é grandinho e sabia o que fazia e eu, não, eu nunca tentei algo do tipo, eu não sou esse tipo de garota que você julga, na verdade eu nunca fui. 

— Tudo bem, isso é passado. Eu só espero que mesmo não indo muito com a minha cara, você não impeça de que eu e meu marido veja nosso neto. 

— Olha confesso que passei todos esses anos fugindo de seu filho, pois o meu maior medo era que você e ele descobrissem que nunca tinhamos saído do país, mas eu cansei. Eu cansei de ouvir meu filho pedir para conhecer o pai dele. Então, finalmente eu permiti que eles se encontrassem, pois tudo isso que fiz, foi porque não tive escolha. Fique despreocupada, eu não vou mais impedir de que vocês tenham convivo. 

— Ji mudou bastante comigo, por você. — me senti ofendida, mas me segurei para que uma discussão mais séria não se formasse ali. — Mas na verdade, acho que a culpada, realmente sou eu. Eu que colocava na cabeça dele que ele não podia assumir um filho que não tinha certeza que era dele, como eu disse eu nunca fui com a sua cara, eu nunca quis uma nora estrangeira e até preferia que ele ficasse com a Chaerin do que com outra mulher que não fosse daqui. Eu não medi esforços para junto do Yang fazer com que ele colocasse naquela cabeça dura que não tinha que assumir nada com você. Demorou, foi quase impossível, mas conseguimos. — ela jogava tudo aquilo na minha cara, e eu engolia. A final eu acabaria brigando com ela. E eu não queria fazer aquilo.

— Eu te odiei, odiei a Jiyong e também o empresário dele. — meus olhos se encheram de água e não tardou para uma lágrima escorrer em meu rosto. Estavamos desabafando. — Eu quase tirei a vida de meu filho, eu não aceitava ser abandonada por todos, meus pais não quiseram nem a minha volta para casa. Mandaram eu me virar por aqui. Eu tentei muitas vezes falar com o seu filho, mas ele agia como um menino mimado e não queria me ouvir, e foi quando meu filho nasceu que eu descidi esquecer cada um de vocês. Eu jurei para mim mesma que ninguém da sua família chegaria perto de meu filho.

— Eu fui muito insensível com você, reconheço isso. Peço desculpas, eu não posso voltar atrás, mas peço desculpas. Eu só não queria acabar com a carreira de meu filho. Mesmo que ele já não estava no início dela, entende? Você é mãe, mãe sempre vai zelar pelo bem-estar do filho. Mas ele nunca esqueceu que talvez era pai, ai com o tempo só brigavamos, a cada vez que nos encontravamos, ele me culpava e se sentia culpado, por nunca saber se era pai do bebê, ou o nome da criança e onde ele realmente estava. Ele até chegou algumas vezes jogar na minha cara que eu era manipuladora, interesseira e que não amava ninguém. Mas ele estava errado, eu amava e amo ele e minha filha. E agora estou aqui, passei por cima do meu orgulho para pedir que venha morar em Seul com meu neto, lá vocês podem ter uma vida melhor e pode até morar com Jiyo...

— Olha não me leva a mal, mas eu não posso mudar o cenário do meu filho assim, Eun Soo tem uma vida aqui e eu não me sentiria bem sendo sustentada pelo seu filho. Ele não tem obrigação comigo e sim com Eun Soo. Como eu disse, eu não sou a louca por dinheiro e fama que você me julgou desde que viu minha cara pela primeira vez.

— Entendo, quando quiser pode ir, você vai ser bem vinda por todos. Não vale apena mais perdermos tempo com implicâncias. Eu quero ser avó que Eun Soo nunca teve, quero também meu filho novamente perto de mim e ele só me aceitaria se eu mudasse como ele mudou. Então não vou mentir para você, que estou aqui por eles e que posso tentar ser melhor como pessoa com você. 

— Eu não sei o que dizer. 

Ela sorriu.

— Não diga nada. Já não temos mais o que dizer uma para a outra, eu na verdade só tenho um pedido para te fazer... — ela fez uma pausa e olhou-me com os olhos brilhando. — Eu posso levá-lo para tomar um sorvete?

— Ele tem aula daqui à pouco.

— Oh tudo bem, eu não quero atrapalhar, os estudos são importantes. Deixe para uma próxima. 

Ela levantou-se veio até mim, não disse nada apenas me olhava. Eu não tenho nada contra ela, minha mágoa, eu já tinha despejado ao falar, mas queria distância e eu ficaria distante dela. 

— Obrigada por me compreender, e eu te compreendi também. 

Antes que eu respondesse, Eun Soo entrou contudo ali e abraçou a cintura dela. Ele se sentia a vontade mesmo sem a conhecer direito, posso dizer que todas aquelas palavras dela foram verdadeiras e a atitude com Eun Soo, mas eu desconfiava. Como ela mesmo disse nunca ter ido com a minha cara, ela poderia tentar qualquer coisa contra mim. A risada de Eun Soo me fez olhar para ele e meu menino ria, enquanto ela fazia cócegas na barriga dele. Ambos riam.

— Promete que vai voltar? 

Ele perguntou-a, assim que ela deixou de fazer as cócegas e ele recuperou as forças. 

— Prometo, prometo nunca mais sair da sua vida! — meu menino sorriu. — Mas agora preciso ir, e você precisa ir ao colégio, não é?

Ele balançou a cabeça.

— Sim, mas não vou mentir que prefiro ficar hoje em casa.

Ela riu.

— Seu pai também era um pouco preguiçoso para ir ao colégio, ele só gostava quando era comemorações, pois ele podia cantar. 

— Da hora! — ela riu da expressão dele. — Eu gosto de ir quando tem treino. Ah a senhora quer ir me ver jogar no campeonato? 

— Campeonato? 

— É, campeonato de futebol, eu jogo futebol, quer dizer sou goleiro, mas mando super bem.

— Eu adoraria! 

— Tá marcado? — ele perguntou e estendeu a mão para ambos fazer um high five.

— Tá marcado! — ela bateu a mão na dele e ele sorriu. — Eu quando te olho parece que estou vendo o seu pai, ainda pequeno. 

Outra vez ele sorriu, ao se despedir dele, ela foi embora. 




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