1. Spirit Fanfics >
  2. Temporary Fix >
  3. Be yours

História Temporary Fix - Capítulo 21


Escrita por:


Notas do Autor


Olha só quem apareceu antes de sexta!

Capítulo 21 - Be yours


"Segredos que tenho mantido em meu coração são mais difíceis de esconder do que eu pensei, talvez eu só queira ser seu" — I wanna be yours, Arctic Monkeys


Point Of View’s Analu Hall


Quando o relógio bateu uma hora da tarde no dia seguinte, a ansiedade já controlava brevemente o meu corpo. E se ele não viesse? Afinal, ontem nossa noite não teve o desfecho esperado.

Um copo de leite – maldito costume americano – fazia morada na minha mão, com o líquido pela metade. Eu estava sozinha em casa, me deixando brevemente mais nervosa com a demora dele.

Quando finalmente o som da buzina soou no lado de fora, eu sorri, deixando o copo sobre a mesa de centro da sala, e indo em direção a porta. Parei em frente a parede de espelhos do hall e observei a roupa que eu usava, concordando brevemente com a cabeça e finalmente saindo.

Justin estava do lado de fora de um conversível vermelho, enquanto usava uma roupa despojada junto com um óculos escuros, deixando-o incrivelmente sexy quando eu saí. O carro era perfeito, isso era fato, mas a maneira na qual o rapaz se apoiava no veículo o deixava com mais personalidade do que o carro em si.

— Podemos ir? — Ele indagou, me fazendo perceber que eu ainda estava parada, o olhando.

— Claro.

Caminhei até o carro, entrando no banco do carona, logo sentindo a presença do menino ao meu lado. O rádio estava ligado, e em poucos meninos a capota do carro se fechara, quando uma garoa fina começara. Tinha como esse dia ser mais melancólico?

— Como você está? — Perguntei, enquanto observava as gotas caírem através do vidro.

— Bem. — Disse simples, sem querer prolongar o assunto.

Aquele de fato não era um silencio confortável e ou agradável. O clima era tenso, e o fato de Bieber não querer iniciar ou manter um diálogo apenas piorou a situação.

Eu respirei fundo e fitei o para-brisas, vendo o Porsche rosa escuro parado a nossa frente no sinal. Era um saco toda essa situação, e o fato de que, claramente, não é culpa de nenhuma das partes. Ele em parte está certo em estar chateado pela falta de reciprocidade, contudo, eu também tenho o direito de me chatear por não ter havido comunicação. Qual é?

O carro foi guiado mais alguns quilômetros até eu reconhecer o local. Estávamos indo a casa de seus pais novamente, mas dessa vez, preferi não perguntar nada, apenas esperar.

Justin entrou com o carro na garagem quase dez minutos depois, relaxando brevemente no banco do carro assim que o desligou. Soltei a respiração e fiz o mesmo que ele. Olhei para ele de relance, que fitava a parede a nossa frente.

Sai do carro primeiro, caminhando em passos curtos até o elevador, sendo seguida pelo menino, que balançava as chaves na mão conforme andava.

— Justin, droga. — Disse, assim que entrei na caixa de metal. Ele me fitou com confusão. Respirei fundo antes de agir de maneira impensada e selar os lábios dele.

Era notável a surpresa dele em relação ao beijo, mas pela minha felicidade, o mesmo me puxou para perto e me beijou de volta. E meu, eu não tinha noção de como eu senti a breve falta daquilo. Nossas línguas se enlaçaram em um beijo lento, porém intenso. Sua mão esquerda apertava minha cintura enquanto direita puxava levemente a raiz dos fios da minha nuca.

Quando a boca dele soltou a minha, um fantasma de um sorriso nasceu no canto da boca dele, me fazendo o soltar. Entramos na sala de estar e caminhamos em direção a escada, para finalmente estarmos no quarto dele.

— Fica a vontade. — Ele disse, tirando o tênis e caminhando em direção a cama. — Eu pensei que a gente podia almoçar primeiro, já que eu te fiz vir aqui a essa hora. — Sorriu de lado. Eu assenti, sentando ao lado dele na cama.

Justin sorriu e deitou, olhando pro teto ainda com um sorriso lindo em lábios. Eu ri nasalado e pude reparar mais nos detalhes do quarto dele. Era a segunda vez que eu ia ali, e da primeira vez infelizmente não foi por um bom motivo.

Os tons cinza e preto eram predominantes na decoração, e era impossível não reparar nos inúmeros prêmios de basquete sobre prateleiras perto da televisão dele. Haviam duas portas pretas, uma que ligava ao banheiro e outra ao closet, uma televisão imensa ligada a um Playstation 4, que havia sido lançado a pouquíssimos dias.

— Ei. — A voz dele soou, atraindo minha atenção. — Desculpa por ontem. Eu sei que você tinha razão, eu só… fiquei meio puto.

— Você não ficou puto, Justin. — Eu ri nasalado, deitando também. — Você ficou triste, é diferente. E cara, sinceramente? Acho que teria ficado da mesma forma, se fosse ao contrário. — Fui sincera, vendo-o sorrir fraco enquanto ainda fitava o teto.

— Eu só não esperava, sabe? Eu sabia que tu ficava com ele, mas tentava ao máximo pensar que não, pra não ficar put… triste, com isso, saca? — Virou para mim, me fazendo assentir. Bieber alisou meu rosto de leve com a mão quentinha, antes de sorrir verdadeiramente para mim. — Eu gosto de tu pra caralho, tá ligada? Queria que fosse um lance só nosso, essa parada de ficar.

— Mas você não me disse nada, entende?

— Eu sei, — riu, deitando em cima de mim. — Eu sou um otário.

— Um otáriozão. — Brinquei, vendo-o negar e selar minha boca com calma.

— Ah é? — Indagou, subindo minhas mãos e prendendo-as no topo da cabeça. — Eu sou um otáriozão, Hall?

— O maior de todos. — Disse, gargalhando ao sentir a boca dele no meu pescoço. Justin beijou e mordiscou a área sensível, me fazendo sentir a leve umidade se formar entre minhas pernas, local onde ele se encontrava.

— Sério? Achei que fosse só um otáriozinho. — Sussurrou, enquanto ainda chupava e beijava meu pescoço com volúpia. Arfei leve, sentindo cada pelinho do meu corpo se arrepiar com tal toque. — Você é muito linda. — Mordeu meu maxilar de leve — Gostosa. — Voltou a beijar de leve meu pescoço. — E não tem noção do quanto eu te quero.

— Justin… — Sussurrei, sentindo os beijos descerem pela minha clavícula, enquanto ele ainda prendia meus braços. — Por favor…

— Namora comigo. — Sussurrou, me fazendo travar. Seus olhos castanhos me fitaram com intensidade, fazendo as famigeradas borboletas nascerem na boca do meu estômago.

— O quê? — Indaguei sem fôlego, vendo-o rir e puxar minha boca com os dentes de leve.

— Namora comigo, morena. — Disse. — Eu não achei que fosse dizer isso pra alguém um dia mas, eu não consigo mais parar de pensar em você. — Trincou o lábio, perdido nas palavras porém mostrando todo o sentimento dele nelas. — Todo o tempo, e eu só penso em como tu tá, se tu tá bem ou sei lá. É no teu beijo que eu penso, no teu toque, no teu cheiro, na tua voz, risada, eu até achei que estava enlouquecendo. — Riu sem graça. — E meu, não consigo mais ficar sem saber que tu é minha, porque eu to disposto, pela primeira vez em dezoito anos, a ser só de alguém, e eu quero ser seu, Anny. Só teu. — Disse tudo olhando para minha boca e olhos. Eu podia sentir o coração acelerado dele conforme as palavras eram ditas, e não conseguia parar de sorrir igual idiota. — Foi muito brega? Ai eu sabia, tu deve estar me achando um babacão agora.

Então eu gargalhei, antes de selar os lábios dele em um beijo casto. Meu coração não estava muito diferente do dele, e isso me deixava com uma sensação gostosa no peito. Eu estava perdidamente apaixonada por ele, e saber que o ele sentia o mesmo era acolhedor.

— É óbvio que eu aceito, né? — Ri, vendo o sorriso bobo que nasceu no rosto dele. — Eu gosto de você, Jus, gosto muito. E olha, podia ter pedido antes, aquele clima no carro estava me matando. — Ele gargalhou, beijando minha boca.

— Você que é doida por mim e não consegue aguentar dez minutos sem um chamego.

— Você que se declarou para mim, bobão. — Dei língua.

— Me declarei, e declaro de novo. — Me beijou.

— Então faz isso. — Sorri boba.

— Eu, Justin Drew Bieber…

— Espera, seu nome do meio é Drew? Que coincidência. — Disse, fazendo ele revirar os olhos.

— Posso? — Arqueou o cenho.

— A vontade, namorado. — Ele riu nasalado, beijando meu queixo.

— Eu Justin Bieber, — Tirou o Drew, me fazendo dar uma risadinha. — Sou incondicionalmente, irrevogavelmente, incansavelmente e completamente apaixonado por você. Tu deu luz na minha vida, e eu sou grato pra caralho por cada abraço, cada beijo e cada vez que tu se manteve comigo, mesmo sendo contra seu melhor amigo, ou depois de ouvir merda do meu pai. Tu é a mulher da minha vida, namorada. — Riu nasalado.

Eu sorri, não conseguindo conter esse gesto.

— Obrigada, Justin. — Beijei seu lábio. — Posso te pedir em casamento ou está cedo?

— Pode pedir. — Ele riu. — Me colocou na coleira. Como fez isso em? — Perguntou, beijando o canto da minha boca.

— Você não resiste aos meus encantos, baby. — Pisquei, vendo-o revirar os olhos e me beijar novamente.

Eu estava perdidamente apaixonada por ele, e agora, comprometida. Acho que meu dia não teve um final tão melancólico assim.


CONTINUA...


Notas Finais


Vocês precisam saber o quanto eu sou apaixonada nesse capítulo. Eles são tão fofos juntos que minha glicose está lá en cima.

Até segunda, amores


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...