História Tempos de guerra - Capítulo 16


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Categorias Steven Universe
Personagens Jasper, Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Personagem Original, Romance, Steven Universo
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Palavras 3.806
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Lignite continua na batalha, mas acaba encontrando alguém que não esperava.

Capítulo 16 - Ja chega de pedras quebradas!!


Surtar, é isso que alguém despreparado provavelmente faria no meio de todo aquele caos, toda aquela destruição. Gritos de dor, agonia, medo; o som de impactos, cortes, explosões; o céu cinzento e morto; era assim o ambiente em que nos encontrávamos. Essa era a guerra.

Black estava ao meu lado, eu fazia questão de mantê-la o mais próximo possível de mim enquanto corríamos entre as inúmeras Gems que lutavam entre si. Eu tinha medo do que poderia acontecer com Black, ela era mais que uma simples Pearl para mim, e eu não conseguia imaginar ela sofrendo por causa da guerra. Mas eu tinha deixado ela me seguir, e por isso tinha que aceitar que tudo poderia acontecer, eu querendo ou não. Era a segunda batalha para valer que ela participava, a primeira desde que Sugilite e as gêmeas me ajudaram a treiná-la, por isso eu ainda não sabia direito como ela se sairia, e durante os primeiros momentos me impressionei com toda a sua evolução no combate.

-Deixe comigo!! -Disse ela quando uma Quartz rebelde veio em nossa direção-

Black sem hesitar avançou para cima da Gem inimiga, brandindo sua rapieira com muita coragem e determinação, e antes que eu pudesse ajudá-la, ela já estava frente a frente com sua oponente. Achei que ela seria derrotada na hora, mas me surpreendi ao ver que ela, mesmo com um pouco de dificuldade, lutava quase de igual para igual contra a rebelde. Se esforçava para defender os golpes da machadinha de sua oponente, e em um momento pode até acertar um corte, que mesmo não causando muito dano, deixará não apenas Black, mas eu também, mais confiante em suas habilidades. Mas mesmo com mais confiança, eu ainda tinha certo medo, e me preocupava com ela; então, aproveitando da distração da Quartz, dei uma investida, materializando meu sabre e cravando uma de suas lâminas em suas costas, a fazendo estourar e voltar para sua pedra. Um quartzo branco de formato redondo, com a faceta formando um pentágono, que antes ficava em seu ombro esquerdo.

Black olhou para mim dando um tímido mas belo sorriso.

-C-como eu me saí? -Ela me perguntou-me

Retribui o sorriso, me posicionei de frente com ela e me abaixei, ficando um pouco mais baixa que a mesma. Acariciei sua cabeça, passando a mão por seus cabelos lisos e macios.

-S-sim saiu muito bem, minha pequena. -Eu disse-

Ela então deu um sorriso de alegria.

-Então vou continuar assim, para podermos sair dessa batalha e formar Obsidiana novamente. -Disse Black-

-Obsidian? -Eu fiquei um pouco confusa com aquilo-

-Sim… a nossa fusão, não se lembra?

-Ah sim, claro… Obsidian… é um ótimo nome.

Dei mais um sorriso e me levantei.

-Vamos avançar até as trincheiras inimigas. Se formos abrindo caminho, seremos seguidas por mais soldados e poderemos realizar um ataque e tomá-la. -Eu disse-

-Sim, Lignite!! -Respondeu Black com confiança, mostrando estar dispostas a me seguir para qualquer lugar-

Mas nem começamos a nos mover e fomos surpreendidas por um ataque uma Amethyst, que já apareceu dando um forte encontrão em mim, me jogando alguns metros para trás. Antes que eu pudesse me recuperar e enfrentar minha agressora, fui atacada por duas Rubys, que apareceram por trás, ambas me socando nas costas simultaneamente. Senti uma forte dor devido ao ataque inesperado por trás e caí de bruços no chão. Enquanto tentava me levantar percebi que Black lutava contra a Amethyst, o que me causou um enorme frio na barriga. Tentei me reerguer o mais rápido possível para ajudá-la, mas uma Ruby com quase minha altura se colocou em meu caminho. Era a fusão das duas que me atacaram pelas costas. A Ruby usava um maiô vermelho escuro com detalhes pretos, um short preto e botas vermelhas com estrelas estampadas, possuía uma viseira amarelada, com uma pedra em sua testa e a outra em seu joelho esquerdo.

Com sua mão direita tirou de seu joelho uma adaga, e com a outra, materializou um soco inglês. Fiquei preparada com meu sabre em mãos, tentando ver como Black se saia, mas a fusão Ruby logo veio para cima, tentando me acertar com a adaga. Desviei do golpe e tentei acertar um corte em seu peito, mas ela colocou sua mão direita do caminho, bloqueando o ataque com o soco inglês. Continuamos lutando, eu desviava da maioria de seus golpes, mas ela sempre conseguia se defender dos meus, até que em um momento, quando desferi um golpe vertical, a fusão desviou para o lado e minha lâmina acertou o chão, e ela se aproveitando da situação me acertou um soco com seu punho esquerdo bem em meu rosto. Perdi um pouco de meu equilíbrio e por isso tive que recuar um passo para trás, o que me fez abrir minha guarda. Quando consegui me recuperar fui surpreendida por um golpe da fusão, que sem me dar tempo para me defender, cravou sua adaga em minha barriga. Soltei meu sabre por causa do golpe, a dor que senti foi enorme, por um momento senti que perderia minha forma física, mas eu não podia, eu tinha que proteger Black… e falando nela, onde ela estava? Neste momento ouvi o barulho de alguma Gem estourando, e olhei preocupada para onde Black deveria estar, tudo o que vi foi uma nuvem de fumaça branca no local. Meu corpo gelou naquele momento, e a dor foi maior ainda. A fusão então tirou a adaga de meu corpo e me empurrou, me fazendo perder o equilíbrio e cair de costas no chão. Ela então veio andando até mim com um sorriso hostil no rosto, segurando sua adaga pronta para terminar o serviço. Tentei alcançar meu sabre, mas a dor não deixava. Parecia que seria o fim, a Ruby já estava praticamente em cima de mim, mas então um brilho apareceu de seu peito, era a ponta de uma lâmina. A fusão então olhou para seu tórax com um olhar assustado, e então estourou, deixando no chão apenas duas pedras avermelhadas.

Quando a nuvem de fumaça baixou, pude ver a lâmina sendo segurada no local onde estava a fusão, pude ver quem a segurava, era Black, que carregava também a pedra da Amethyst. Ao ver aquilo dei um pequeno sorriso, era um alívio ainda estar viva, e mais ainda ver que ela estava bem.

Black me ajudou a levantar, a dor do golpe ainda era forte, mas eu não podia parar ali, eu tinha que continuar.

-Você está bem? -Perguntou Black, preocupada-

-Sim…

-Mas está ferida!

-Foi apenas uma arranhão…

Eu mal conseguia ficar de pé, eu usava meu sabre como bengala

-Logo eu estarei melhor.

-Acho que devemos achar algum lugar para você descansar!

-Não, devemos continuar! -Tentei me manter de pé sem me apoiar no sabre, mas não consegui, e voltei a usá-lo de apoio-

-Vamos Lignite!! Você não está bem! Precisa descansar!

-Não Black, eu não posso fugir, se fizer isso serei uma desertora… mas você pode!! -Eu disse, tentando convencê-la- Você não é oficialmente parte do exército, pode sair desse caos, volte para a trincheira e procure Sugilite. -Eu tentava ser o mais convincente possível, manter Black segura era tudo o que importava para mim-

-Não, eu vou ficar com você, vou lutar ao seu lado, quero sair daqui junto com você, para que possamos sair daqui juntas!! -Disse a pequena Pearl, determinada a fazer o que havia dito-

Dei um suspiro, e então parei de usar o sabre como apoio.

-Pelo visto nada vai te fazer mudar de ideia… -Olhei para ela e dei um pequeno sorriso-

Black retribui o sorriso, e então olhou para o caminho até a trincheira inimiga, onde estávamos tentando chegar.

Porém não demorou muito para que fôssemos surpreendidas mais uma vez, desse vez um grande rocha me atingiu por trás, me jogando por vários metros. Fiquei caída por alguns segundos, mas logo me levantei, com alguma dificuldade, e olhei para a direção de onde a rocha foi jogada. O que vi não foi nada agradável, a uns trintas metros estavam três Gems, uma ao lado da outra, as duas das pontas não eram conhecidas, mas a do meio, a maior das três, era. Meu corpo gelou ao reconhecer essa Gem, era algo quase impossível de acontecer, mas aconteceu.

-É muita sorte poder te encontrar aqui… Ligzinha… -Disse a Gem, batendo suas enormes mãos uma contra a outra, limpando-as dos restos de rocha-

-Nã-não pode ser -Disse baixo, como se falasse para mim mesmo- Emerald!?!

A enorme Gem era sim Emerald, minha antiga companheira na rebelião, aquela que fora a Gem mais próxima de mim por um bom tempo.

-Fico feliz por te achar em meio a todas essas Gems… Será um prazer acabar com uma traidora imunda como você!! -Disse Emerald, dando um sorriso- Segurem ela!! -Ordenou para as duas Gems que a acompanhavam-

As duas Gems, uma Âmbar e uma Quartz, correram ferozmente em minha direção. Mas antes que eu pudesse ter alguma reação, Black se colocou em seu caminho, esperando que elas a atacassem ao invés de me atacar, mas isso não aconteceu, as duas Gems simplesmente a ignoraram, passando reto, e vindo para cima de mim. Me levantei o mais rápido que consegui, mas mesmo assim acabei levando um soco da Quartz em meu rosto. Cambaleei para trás, e apenas usando de meus reflexos, posicionei meu sabre verticalmente em minha frente, refletindo um ataque desferido pela Ambar, que empunhava uma espada curta. As duas Gems começaram a trocar golpes comigo, eu defendia a maioria com meu sabre, mesmo com dificuldade, mas um ou outro acabava me atingindo. Black já ia correr para me ajudar, mas olhou para Emerald e viu que ela vinha se aproximando andando, com um olhar sanguinário nos olhos. A Pearl então não exitou em ir em sua direção tentar pará-la.

-Não Black!!! -Eu gritei-

Quando tentei correr em sua direção, fui impedida pela Quartz, que acertou outro soco em meu rosto. Black correu até Emerald, tentando acertar com sua lâmina, mas Emerald, vendo aquilo, facilmente agarrou seu braço, a levantando na altura do rosto e a olhando bem. Black se debatia, tentando se soltar, mas era inútil.

-Olhe só para você, Ligzinha, se rebaixou ao ponto de precisar de uma Pearl que nem consegue completar um ataque -Disse Emerald-

-Deixe ela em paz!!! -Eu gritei, enquanto me defendia de um dos golpes da Ambar- Ela não tem nada a ver com essa guerra!!!

Emerald então apenas balançou seu braço e jogou Black longe, fazendo-a rolar na terra por vários metros, e então continuou andando em minha direção.

Tentei mais uma vez escapar daquela luta para acudir minha Pearl, mas minhas duas oponentes não me deixavam fazer isso. Enquanto nossa luta continuava,  então surpreendentemente começou a correr novamente na direção de Emerald, e tentou desferir outro golpe. Porém Emerald facilmente agarrou seu braço e o torceu, fazendo com que Black soltasse sua espada e desse um grito de dor.

-Não entre em meu caminho!! -Disse Emerald, jogando Black mais uma vez e pegou a rapieira do chão. A espada parecia uma adaga em suas mãos devido ao tamanho de Emerald, que tinha pouco mais que o dobro do tamanho de Black.

-Droga! -Reclamei-

Eu ainda me defendia com dificuldade, tentando ir até Black e ajudá-la, mas eu não conseguia.

Incrivelmente, Black mais uma vez se levantou, porém agora meio abatida e sem sua rapieira, que estava com Emerald.

-Black, por favor, saia daqui!! -Eu gritava-

-Eu… n-não vou deixar que você machuque a Lignite! -Gritou Black-

Ela então mais uma vez começou a correr para cima de Emerald, tentando acertar um soco em Emerald.

-Ah, eu já me cansei de você!! -Disse Emerald-

A grande Gem verde então se virou para Black, já prepara para acerta-la com sua própria rapieira.

-NÃO!! -Eu gritei-

Em um último esforço, consegui dar uma obra de na Quartz, a derrubando, que com a mão esquerda, criar uma labareda que acertou os olhos da Ambar. Porém, quando fui correr para impedir Black e Emerald… Aquele som tão comum na guerra soou mais uma vez, o som de uma pedra se partindo.

Emerald permaneceu para onde estava, na mesma posição de antes, e Black estava mais a frente, ela havia passado reto. Por um instante não pude entender o que realmente havia ocorrido, mas logo vi que a rapieira não estava mais na mão de Emerald. Rapidamente olhei para Black e a vi, se virando lentamente para mim. Um pequeno brilho pode ser vistos descendo em seu rosto, era uma lágrima que refletia a luz do sol, e então, ao se virar completamente, ficou claro o que havia acontecido… Black, com sua mão direita, segurava o punho de sua rapieira, que tinha sua lâmina cravada em seu pescoço… em sua pedra.

Black então estendeu sua mão direita para mim, e outra lágrima desceu seu rosto. “POOF”. Uma nuvem de fumaça surgiu, e pedra de Black, espetada pela rapieira, caiu no chão, e com o impacto do chão e da lâmina, terminou de se partir, se tornando apenas dois pedaços de uma pedra sem vida.

Naquele momento, meu mundo acabou… todas as lembranças de Black passaram por minha mente; sua chegada no quartel, as diversas vezes em que eu a observava treinar com tanta dedicação, o dia em que nos fundimos, até às memórias mais recentes, como a pouco antes, quando Black observava o espaço da pequena janela da nave. Todos aquelas memórias, aqueles momentos, foram reprisados em um milésimo de segundo em minha cabeça. Todos os sentimentos, lembranças e sonhos com ela se transformaram em tristeza, em culpa… minha pernas ficaram bambas, e eu, sem expressar nenhuma reação, cai de joelhos. Eu ainda tentava acordar daquele pesadelo, perceber que aquilo não era verdade, que tudo não passara de um sonho e que logo eu iria acordar, e Black estaria lá, ao meu lado, com aquele belo sorriso. Mas era tudo real, e isso ficou claro quando senti o impacto de mais um soco da Quartz em meu rosto. Foi como um flash, agora eu me via caída, com o canto do rosto sobre a terra do chão, eu não conseguia mais me defender, pois eu não queria, era como se minha vontade de existir tivesse simplesmente desaparecido. A Ambar e a Quartz me agarraram pelos braços, me levantando e me imobilizando, enquanto Emerald vinha andando em minha direção.

-Você vai pagar por tudo que fez, sua… TRAIDORA DE MERDA! -Gritou a Emerald-

-Você… a matou -Eu disse, com a voz baixa, enquanto uma lágrima escorria pelo meu rosto-

-O que disse? -Perguntou Emerald-

A Enorme Gem esverdeada então ficou frente a frente comigo, ela se curvou um pouco para ficar da minha altura, e então segurou meu queixo, levantando meu rosto.

-Vamos… repita suas últimas palavras!! -Disse Emerald, em um tom ameaçador-

Mas nesse momento eu não me importava mais com seu tom de voz, ou com sua força e seu tamanho. Pouco a pouco toda aquela dor e sofrimento que eu sentia foi se transformando, se transformando em raiva, eu podia sentir meu corpo ficando mais e mais quente, até que as poucas gramíneas no chão que rodeavam meus pés começaram a queimar.

-Você… VOCÊ A MATOU!! -Eu gritei-

Nesse momento, uma enorme labareda surgiu a minha volta, jogando as duas Gems que me seguravam para trás e atordoado Emerald. Eu agora estava solta, e estava cega, cega de raiva e ódio, eu não sentia mais a dor de meus ferimentos, eu não sentia mais nada além do calor e da raiva, tudo o que eu queria era acabar com aquela que um dia eu chamei de companheira. A Ambar e a Quartz logo se jogaram para cima de mim, tentando me segurar mais uma vez, mas em um movimento extremamente rápido, me virei e agarrei a cabeça da Gem amarelada, a Ambar, e a joguei com extrema força contra o chão; a Quartz ainda tentou me acertar um golpe, mas eu simplesmente agarrei sua pedra, que ficava no peito, e forcei meu braço até que ele atravessasse o corpo da Gem, arrancando sua pedra e a estourando. Olhei para Emerald com um rosto raivoso, que não escondia minhas intenções; ela estava um pouco assustada com o que acabara de ver, mas eu não me importava. A pedra da Quartz estava em minha mão, e eu simplesmente a joguei para o lado, e comecei a andar na direção de Emerald. A Gem então tirou sua grande espada de seu peito, e segurando a com as duas mãos, tentou acertar um golpe em mim, mas eu simplesmente coloquei minha mão direita em seu caminho, parando a espada com uma facilidade incrível, e então, apertando a, rachei e quebrei a lâmina. Emerald agora estava completamente assustada, ela soltou sua espada e tentou me acertar um soco, mas eu desviei rapidamente para o lado, e ela acertou o chão; me virei para ela e acertei um chute em sua barriga, a levantando no ar e jogando-a vários metros para trás. Ela rolou pela terra, e então se levantou com certa dificuldade. Me aproximei dela e então a soquei no rosto, ela tentou se defender com as mãos, mas não conseguiu, e então foi ao chão mais uma vez. Emerald era uma Gem muito forte, e por isso ainda aguentava um pouco, ela se levantou novamente e tentou me socar, mas eu segurei seu punho com uma das mãos e o torci, imobilizando seu braço e fazendo-a gemer de dor.

-C-como… Ugh… isso é possível?!? -Perguntou Emerald-

Eu simplesmente olhei em seus olhos, eu estava com extrema raiva, eu queria transformar sua pedra em pó, mas de um jeito doloroso e sofrido. Eu então joguei Emerald no chão, e antes que ela pudesse se levantar, subi em cima dela e comecei a soca-la no rosto. Não havia como revidar, eram socos contínuos, todos próximos a seus olhos, Emerald, embora tentasse me parar, não conseguia.

-Sua… -Um soco- ...Desgraçada!! -Outros soco-

Continuei socando-a até que meu braços começaram a cansar. Eu então parei com os golpes, e armei um último soco com meu braço direito, mirando em sua pedra. Meu punho começou a se aquecer até que entrou em chamas; seria o golpe final.

-Vamos… -Disse Emerald, abatida- Me mate!! Assim como fez com Topaz e com Aquamarine.

Eu estava prestes a dar o golpe, mas quando escutei as palavras de Emerald, lembranças vieram a cabeça.

“-Já cuidaram das tropas responsáveis por esse local? -Perguntou Topaz, após entrar na caverna-”

“-Vo-você… Traidora!! -Disse Topaz, com uma voz fraca e falha, e então estourou, sua pedra caiu no chão, separada em duas metades-

“-Amigas de pedra? -Perguntou a Ruby, dando um sorriso-”

“Me ajoelhei desesperada, vasculhando entre os destroços da nave, e tudo o que vi foram dezenas de destroços, inclusive o de várias Rubies.”

“Atrás de Topaz entrava Aquamarine, calada como sempre, mas escutando toda a conversa.”

“-Me desculpe. -Eu disse-

E então Aquamarine estourou, e sua pedra caiu no chão. Fiquei olhando para ela, lembrando dos momentos em que éramos companheiras. Mas meus pensamentos não duraram muito, fui surpreendida por uma forte pisada na pedra de Aquamarine. CRÉCK.”

“-Confortável querida? -Perguntou a General-”

“-Prazer, sou Sugilite, e essas são…

-Toph -Disse a Topaz com a pedra no olho esquerdo-”

“A General tentava puxar Toph, que estava paralisada, porém um risco luminoso desceu do céu até o local onde as duas estavam, e uma enorme explosão ocorreu.”

“-É tão bonito… -Disse Black, contemplando o espaço-”

“Black então estendeu sua mão direita para mim, e outra lágrima desceu seu rosto. POOF.”

E então uma última lembrança passou por minha cabeça.

“Emerald deu um tapinha em minhas costas e se sentou próxima ao fogo, observando as chamas. Me sentei ao seu lado, ela sorriu para mim e voltou a observar o fogo. Fiz o mesmo, apreciando o momento, sem me preocupar com o que viria pela frente”

Meu corpo começou a esfriar, as chamas em meus punhos se apagaram e eu abaixei meu braço, me senti mais fraca e comecei a derramar lágrimas de meus olhos.

-Não!! -Eu disse, chorando- Já chega de pedras quebradas!!

Eu então me levantei, me virei e comecei a andar, enquanto Emerald me observava, caída no chão, sem entender muito bem. Continuei andando, sem rumo, enquanto a batalha acontecia a minha volta, eu estava fraca, toda aquela força repentina havia drenado minha energia. Minha visão começou a embaçar, meus sentidos começaram a desaparecer, eu apenas via vilões e ouvia sons abafados. Ao longe identifiquei um borrão violeta que vinha em minha direção. Foi a última coisa que vi antes de desabar no chão.

No fim, eu havia perdido minha forma física. Sugilite me encontrou e me levou de volta para a trincheira, e depois para uma de nossas bases. Demorei dias para me regenerar, e quando aconteceu, logo me encontrei com Sugilite. Ela me contou tudo o que aconteceu, e eu fiz o mesmo. Ela me contou que T. havia voltado para Homeworld, e que devido ao seu estado emocional, não iria voltar para a Terra.

Sugilite e eu fomos transferidas para uma divisão especializada em se infiltrar em território inimigo, onde ficamos até hoje. No início era difícil fazer qualquer coisa, eu estava abatida, eu não tinha mais motivo para continuar. Mas aos poucos fui me recuperando.

Em uma guerra ninguém ganha; todos perdem. Meu objetivo não é apenas contar toda minha trajetória, e sim mostrar o que um conflito dessas proporções pode fazer, pois eu não fui a única; fui apenas uma, no meio de várias outras. Mas você deve estar se perguntando: “Porque escrever isso em um lugar como esse? No diário de bordo de uma pequena nave atolada em um lamaçal e que nem ligar direito consegue?” E eu te respondo: Porque talvez não haja outra oportunidade, pois eu, Sugilite e outras duas Gems estamos presas aqui, nas linhas inimigas, e tudo o que temos é essa nave. A mais ou menos meia hora, as tropas de Homeworld começaram a evacuar o planeta, e a poucos minutos um brilho surgiu no céu, e está aumentando cada vez mais. Eu não sei o que vai acontecer, por isso deixo este relato escrito. Se eu mudaria algo? Apenas não traria minha pequena ajudante para esse planeta. Se eu ligo para o que pensarão de mim por causa de minhas escolhas? Não, eu fiz o que achei certo e apenas isso me importa. Eu sou Lignite, e essa; essa é minha história.

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Com suas mãos azuladas, a Gem arrastou um botão azul para cima, e o painel daquilo que um dia foi uma nave desligou. Ela então olhou para o céu, observando o caminho que ainda iria percorrer.

-O que era isso Lazuli?

-Era uma relato… de outra de minha espécie. -A Gem azulada respondeu-

 

Fim.


Notas Finais


Caramba, é tão estranho finalizar uma história, ainda mais uma que é tão especial para mim.
Escrever essa história foi algo fantástico, e fico muito feliz quando vejo a evolução de minha escrita, já que eu nunca havia escrito algo desse tipo. Cada capítulo foi especial, e eu sempre tentei dar o meu melhor em cada um deles. E posso dizer que fiquei satisfeito com o resultado.
Eu realmente espero que ler foi tão prazeroso para vocês como foi para mim ao escrever; e mais uma vez, agradeço a todos que acompanharam, comentaram e deram o apoio a essa história, tanto no Spirit quanto no Nyah (acho que nunca mencionei isso, mas eu posto nos dois sites).
E como último pedido: Por favor não me odeiem por causa do que ocorreu nesse último capítulo.


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