História Temps - Capítulo 4


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Categorias Antoine Griezmann
Personagens Antoine Griezmann
Tags Amor, Drama, Revelaçoes, Romance, Tempo
Visualizações 155
Palavras 2.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


TEM CAPA NOVA DA HISTORINHAAAAAAAAAAAAAAA


Olhaaaa quem não demorou?? Isso mesmo!! Mais um cap lindinho pras melhores leitoras do mundo!!

Espero que gostem do cap e nos vemos nas notas finais

Capítulo 4 - Ridículos e mentirosos!


Oito anos antes

— Alina, preciso te mostrar uma coisa.

— Agora? Estamos no meio da festa, Antoine.

— Sim, agora. É bem rapidinho, eu prometo.

Dei ombros, levantei meu vestido e o segui sem dizer nada. Griezmann estava lindo com aquele terno, e por insistência de minha mãe, ele quem dançou valsa comigo na minha festa.

Por falar em festa, ela estava rolando super animada. Mas meu coração insistiu em seguir o loiro dos olhos mais lindos que eu já vi na vida.

— Eu sei que a gente vive brigando, mas eu queria te dar isso.

Antoine virou-me e colocou um colar no meu pescoço. O pingente era de uma peça de quebra-cabeças, muito delicado.

— Obrigada, Antoine. Não precisava.

— Tem mais uma coisa que eu quero fazer.

Antoine selou nossos lábios, e eu assustei. Não estava esperando por aquilo. Mas abri a minha boca, e dei passagem para ele aprofundar o beijo.

As borboletas no meu estômago entregavam todo sentimento desde criança que eu tinha por Antoine, e sua língua aveludada invadindo a da minha boca, só me dava a certeza de que aquele era o melhor beijo da minha vida.

Paramos por falta de ar, e sorrimos juntos.

— Por que eu nunca fiz isso antes?

— Eu não sei. — Dei uma gargalhada, e o puxei para mais um beijo.

Oito anos depois

 

— Dá pra você sair desse quarto?

Escutei um grito de minha mãe, e revirei os olhos. Levantei abrindo a porta, e dando de cara com dona Lou completamente estressada, mas assim que me viu mudou completamente o semblante.

— Céus! O que aconteceu com você?

— Nada. — Enxuguei as lágrimas que insistiam em continuar caindo.

Amar dói muito, e a gente chora sem querer chorar.

— Nada? Como nada? Antoine esteve aqui completamente atordoado e insistindo para entrar.

— Você não deixou, certo?

— Não. Eu não deixei. Não deixei porque sou completamente contra essa história se repetir.

— Não vai se repetir.

— Alina, tanto tempo para você se recuperar, e vai deixar que ele te abale novamente? Não permita isso, filha!

Encarei a minha mãe, e os soluços vieram novamente. Dona Lou olhou para mim com os olhos marejados, e sentou-se na cama, puxando-me para seu colo.

Colinho de mãe acalmava mais do que tudo, e eu estava feliz por tê-la ali comigo.

Lena e eu estávamos escolhendo o meu vestido de madrinha, mas a dúvida me corroia por dentro.  Eram todos uma gracinha, e eu não queria nada muito luxuoso, e nem caro.

Optei então por um sereia que realçava minhas curvas, e tinha uma fivelinha no centro. Era do jeito que Lena queria, e ficou perfeito em mim.

— Eu gostei desse.

Escutei uma voz ao fundo, e quando me virei para encarar, notei Antoine encostado no batente da porta.

— Eu também. — tentei agir com naturalidade olhando para Lena, quase querendo matá-la.

— Já escolheu o terno? — Lena perguntou, tentando quebrar o gelo.

— Já sim. — voltou seu olhar para mim — Jordan me disse que vocês duas estariam aqui, eu quis ver como estava o meu par.

Meu par. Aquilo soava muito ridículo.

— Seu par está lindo, agora já pode ir, o que acha?

— Que isso, Lena. Está me expulsando?

— Mais ou menos.

Antoine soltou uma gargalhada, daquelas bem gostosas de ouvir.

— Certo. Eu já estou indo. Mas antes, mamãe irá fazer um jantar em comemoração ao meu título hoje, o que acham de ir?

Prendi a minha respiração.

Lena me encarou, e ficamos em silêncio por alguns segundos.

Meu coração ficava apertado em relação a tudo o que envolvia Antoine, e o motivo o qual levava ele agir na maior naturalidade, depois de tudo, me machuca ainda mais. O fato dele não se importar com a nossa história, o fato da minha presença não incomodá-lo tanto quanto a dele me incomoda. O fato dele ter conseguido seguir a sua vida, como se eu não estivesse existido… saber disso tudo, me detonava por dentro.

— Não acho que seja uma boa ideia. — respondi.

O semblante de Antoine continuou o mesmo, inclusive, ele agiu como se ontem não estivesse acontecido. Como se eu não tivesse dado um show.

— A sua mãe vai. — Ele afirmou.

— E? Só porque ela vai eu tenho que ir?

— Não, Alina. Eu só queria te ver lá, é importante pra mim.

E ao dizer isso, ele saiu.

Antoine Griezmann tinha o dom de me destruir completamente.

— Eu acho que você deveria ir.

— E esquecer completamente tudo o que ele me causou?

— Alina, você causou tudo. Se tem alguém que deve ter rancor de tudo o que houve entre vocês dois, é Antoine! E olha o que ele tá fazendo? Tentando te ter por perto depois de seis anos! Porque ele sentiu a sua falta.

— Mas ontem…

— Ele foi atrás. Você quem deu um show e saiu correndo.

Eu queria protestar contra tudo o que Lena havia dito, mas no fundo eu sabia que era verdade. E dói ainda mais saber que a causadora de tanto sofrimento, fui eu mesma, e que bastasse uma atitude diferente da que eu tive anteriormente, Antoine ainda seria meu.

Encarei Lena, que me olhava sorrindo preocupada. Ela veio na minha direção e segurou nas minhas mãos, saindo e me deixando sozinha, em seguida.

Retirei o vestido, e me encarei no espelho. Eu me sentia vazia. E sequer conseguia me lembrar de Martin, ou qualquer outro namorado que não fosse Ton Griezmann. E eu iria a esse jantar, algo dentro de mim gritava implorando para que eu aceitasse o pedido. E então eu iria.

Saí do provador, e em seguida passei o cartão trazendo o vestido comigo. A sensação de entrar com Antoine no casamento era boa, o que me deixava muito preocupada.

Tentei procurar o carro de Lena, mas o veículo que me esperava era bem diferente do carrinho da minha amiga. Era chique, elegante e aparentemente muito caro.

O vidro abaixou, revelando uma morena que buzinava a todo custo.  

— Vai ficar aí me encarando igual uma pateta, ou vai entrar no carro?

— Maud?

— É garota! Seis anos depois e ainda duvida da minha aparência? — ela gargalhou.

Eu ri, entrando no carro. Céus, jurava que ela teria raiva de mim.

— Menina, me passa a receita para ter esse corpão! — deu um tapa nas minhas pernas.

— Ai!

— É bom te ver também, branquela.— piscou.

Suspirei aliviada. E sorri.

Maud era a irmã do meio de Antoine. Adoravelmente louca e talvez, a ovelha negra da família. Sempre em controvérsias, ser do contra em tudo era a sua maior especialidade e, talvez, a maior fonte de irritação de dona Isabelle, que por ter apenas uma filha mulher, quis que Maud fosse uma verdadeira dama.

Maud estava longe de ser uma dama. Ela amava suas roupas não muito femininas, e adorava trocar de namorado para infernizar a mãe. Mas Maud, com todas as loucuras, era a melhor pessoa do mundo.

— E como foi sua estadia em Barcelona?

De todos, Maud era a única que sabia onde eu realmente estava. Maud, Lena e meus pais. Ela sequer contou para o irmão, mesmo tendo ficado um pouco magoada no início.

— Está sendo bom. Vou continuar por lá.

— Eu to morando em Madrid, com um namorado. — gargalhei — o que é?

— Outro namorado?

— Não. Agora é sério. Acho que vamos ter um filho. Não que eu queira, mas tá na hora. Fizemos um ano e…

— Um ano de namoro e já quer filhos?

— Alina, o máximo que eu fiquei com alguém foi dois meses. Um ano e eu já estou casada!  

Eu ri, ri como se houvesse alguém me fazendo cosquinha. Ainda mais que Antoine odiava os namorados de Maud, e eu sempre o controlava. Não que ele fosse um irmão ciumento, mas Maud era fogosa demais e sempre deu trabalho.

Maud estacionou o carro em frente a mansão, e eu pude ter a visão de Antoine e Theo fazendo embaixadinhas. A morena me encarou e sorriu, eu corei e saí do carro.

— Oi Alina!

— Oi Théo.

— Vai ficar para o jantar?

Com essa pergunta, senti o olhar de Griezmann voltado para mim. Tomei uma coragem que só Deus pra me dar e respondi.

— Sim, Théo. Só vou tomar um banho e já venho para o jantar.

Pude notar Antoine e Theo se entreolhando e Antoine sorrindo. Virei as costas e sorri também, me sentindo uma adolescente ao encontrar seu primeiro amor.

Cheguei na casa dos Griezmann, sendo acompanhada pelo sorriso de todos e também, a cara de espanto.

Minha mãe havia detestado a ideia de eu vir a este jantar, sendo contra tudo o que envolvia o meu passado. Mas eu não me importei, o meu coração gritava por fazer isso e de qualquer forma, eu escutei.

Sentamos na mesa, sendo servidos com uma comida muito chique. Alain, pai de Antoine, sorriu para mim e sentou-se no centro daquela enorme mesa. Ton, por outro lado, sentou na minha frente e eu via-o me encarando assim que podia.

—  Então, gente. —  Isabelle se levantou —  É um motivo de grande felicidade este jantar. As pessoas que estão aqui, são todas especiais para nós. Pessoas que acompanharam a luta do nosso grande jogador, e viram ele chegar aonde chegou.

Abaixei minha cabeça, sem graça com aquela situação. Antoine mantinha seus olhos fixos em mim, como se quisesse dizer que de todos ali, quem o abandonou fui eu.

—  É um motivo de grande felicidade vê-lo campeão do mundo e pai.

Pai.

Mia não estava entre nós, Erika também não. Minha mente não processava a situação em que se encontrava a família de Antoine, ou se ainda eram uma família.  Mas no meu íntimo, eu queria que não fossem. Mesmo soando errado e egoísta.

O jantar perdurou por alguns minutos, e a conversa era a mesma: como havia sido a Rússia, e quanto tempo Ton passaria em Mâcon. Fiquei feliz de saber que suas férias eram estendidas, e ao mesmo tempo chateada por saber o quão bobo era o meu coração.

O clima pesava toda vez que o assunto se tornava Erika Choperana. E Griezmann fazia questão de não falar sobre ela.

—  E você Alina? Como está?

Alain havia direcionado o assunto para mim, e todos da mesa me fitavam.

—  Estou bem. — forcei um sorriso.

—  Ah, fiquei sabendo que interrompeu o seu noivado. Meus sentimentos, espero que se recupere logo.

Eu sorri. E assenti com a cabeça.

—  Espera um pouco, você estava noiva? A quanto tempo? —  Antoine perguntou.

— Dois anos de noivado. —  dona Lou respondeu na minha frente. —  Martin era um excelente homem. Uma pena.

—  Então você noivou na mesma época em que eu me casei?

—  Não sei, eu não sei quando se casou e também não fiz questão.

— Claro, eu também não fiz muita questão de saber de você durante seis anos. No entanto, se você se casasse eu não iria ficar sabendo.

— Realmente. Não fizemos questão um do outro durante seis anos. E que continue assim!

Todos ficamos em silêncio, e podia escutar apenas o barulho de talheres.

Mas Maud era sempre do contra.

—  Como vocês são ridículos. Ridículos e mentirosos!

—  O que disse, querida? —  Isabelle perguntou.

— Isso mesmo o que ouviu. Antoine não suportou a ideia de perder Alina seis anos atrás, e ficou igual um louco procurando e sabe aonde ela estava? Bem ao seu lado, em Barcelona! E a Alina evitava saber de Antoine porque estava sofrendo. Agora, seis anos depois não suportam a ideia de saberem que tentaram seguir as suas vidas, mas voltaram para o mesmo lugar! Mentirosos e ridículos!

Meu coração batia forte e apertado. Antoine olhava para mim, e eu sabia que meus olhos estavam marejados. Maud havia dito a verdade, e tanto eu quanto Antoine sabíamos disso.

— Você estava em Barcelona esse tempo todo? Como você pode? Como pode ir embora da minha vida sem dizer nada e ir para perto de mim como se não tivesse coração? —  se levantou irritado — sabendo que eu te procurava!

Engoli seco vendo Antoine subir as escadas irritado. O jantar havia acabado, e todos os que estavam ao redor daquela mesa não foram capazes de dizer uma palavra.

Me distanciei de todos, e fui ao jardim. Sentia as lágrimas queimando meu rosto e tentava respirar a todo custo o ar que estava gélido.

—  Última porta do corredor.

Olhei para trás e vi Isabelle sorrindo para mim.

—  O quarto dele. Acho melhor você ir até lá.

—  Ele deve estar me odiando agora.

— Ele nunca conseguirá isso, mesmo que tente.

Eu sorri com aquelas palavras e assenti com a cabeça.

Subi as escadas luxuosas, encontrando um corredor no qual havia uma última porta. Meu coração pressionou, e eu bati na mesma. Umas duas vezes e nada.

Então decidi entrar, não encontrando Antoine ali.

Encarei uma escrivaninha, lotada de fotos e em um daqueles quadros havia uma foto nossa. No dia em que fomos tomar sorvete com Theo e Francis. Eu havia sujado o queixo de Griezmann de sorvete e ele sorria. Em cima do quadro, estava o cordão que ele havia me dado no primeiro dia em que nos beijamos.

Segurei o pingente de quebra-cabeças,e mais uma lágrima incontrolável caiu.

—  O que faz aqui?

Me assustei, encarando Antoine, que estava pelado, saindo de um banho. Isso mesmo, pelado. Tapei meus olhos de imediato.

—  Coloca uma roupa!

—  Por quê? Para de gracinha, até parece que você nunca viu isso aqui. — gargalhou.

—  Antoine!! —  berrei

Ele continuava rindo.

Passou alguns segundos e eu o senti se aproximando, com cheiro de sabonete, e um frescor que só Antoine Griezmann tinha. Ele retirou as mãos que tapava os meus olhos, e pude encará-lo como nunca, naquele dia. Griezmann tinha os olhos mais azuis que o mar, e eu era invadida por fortes emoções ao simplesmente fita-lo.

— O que faz aqui?

Continuávamos nos encarando.

— Vim ver como você estava. — sussurrei.

— E desde quando você se importa?

Desde sempre. Era o que eu queria responder, mas me perdi no abdômen desnudo de Antoine. Céus! Ele havia realmente crescido.

— Eu sei que sentiu saudades… — sussurrou, aproximando-se de mim.

As mãos de Griezmann foram de encontro ao meu rosto, e nossas respirações tornaram-se únicas. De tanta saudade, ficamos encostando nossos narizes antes de nos beijarmos, e quando eu estava sentindo seus lábios a porta foi bruscamente aberta.

Eu e Antoine nos separamos.

— Alina, vamos para casa agora!


Notas Finais


Eeeeeeee, quase rolou kkkkkk que merda

Enfimmm, quero agradecer a TODOS os comentários e favsss. Amei ler cada um e vou responder dps com mt carinho

Continuem comentando pois me inspira MUITO, deem sugestões, falem o que estão achando!!! Muito feliz em saber que Alina nos representa hahahhaa

Maud, irmã de Griezzman... Não se fala mt nela, então eu fiz ela do meu jeitinho. Não sei a idade de Theo, mas na fic ele tem 17 anos

É isso, bjinhos e até nos comentarios

Amo tutantu


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