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História Ten To Midnight - Now United - Capítulo 15


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Notas do Autor


A narrativa é feita pelo assassino, está escrita sem definição de gênero masculino e feminino, não vai ser fácil descobrir o assassino(a).

Capítulo 15 - Segundo Andar


Fanfic / Fanfiction Ten To Midnight - Now United - Capítulo 15 - Segundo Andar

              

Dez anos atrás, Boston High School

Os corredores eram largos com grandes armários violetas, pisos cinzas com lajotas de cerâmicas nas paredes, Boston School era grande o bastante para caber todo o egoísmo e sonhos futuros, as sete e quinze as portas se abriram deixando suas duas abas escancaradas.

Um salto em específico em dias de terças batiam marcando seus passos como um soldado que acabou de metralhar todos os seus companheiros de batalha, como um fracassado por dentro e adorado por todos pela sobrevivência.

— Então Any, que tal você ir lá na minha casa pra chupar o meu pau? — Any Gabrielly estava com seus dias de insanidade contados, após seu vídeo com Josh Beauchamp ser exposto na festa de boas vindas na escola 

— Vai se fuder Itan, porque não pede pro zelador enfiar um cabo de vassoura na sua bunda, babaca! — era de costume receber piadas pelos corredores, era normal não olhar no rosto do Josh Beauchamp, sua vida só tinha adquirido mais um problema. 

— Oi, Any. 

— Agora não Josh, não estou pronta pra conversar agora tá! Eu preciso de um tempo com tudo isso, estamos tão rápido!

— Eu sei, quero que saiba de apenas uma coisa, vou descobrir quem estava filmando e vou fazer ele pagar ok? 

— Iai? O boquete é grátis Any? Tem promoção? — um dos atletas mais babaca de todos era respeitado por morar em um dos bairros mais ricos.

— Se você não quiser que eu quebre seu carro e ande grafitando os muros da sua casa, acho melhor você parar de desrespeitar uma mulher Scott! Eu não tenho medo do seu dinheiro ou do seu pai, eu acabo com você! 

— Ela só chupa o seu pau Joshua, porquê está defendendo tanto uma foda? 

Seu choro cedeu em meio a conversa, suas lágrimas desciam ao apertar seus lábios com os dentes. Any sempre foi uma pessoa sensível com um toque de amargura, talvez esse ódio que a mesma tinha alimentasse cada vez mais seu desejo de ser grande. 

— Ela não precisa de um guarda costas, ela precisa de confiança e de um grande salto tamanho quinze, venha comigo. — com seus cabelos invejáveis morenos, cintura fina e um colar com seu pingente "S" 

— Pra onde está me levando? 

— Vou te ensinar a ser grande, você não é só uma foda ou uma boqueteira Any, você vai ser uma vadia e uma vadia, nunca fica de joelhos, se é que me entende. 

Shivani por sua vez era como um pequeno broto, tão simplificado por fora, mas suas pétalas tinham dias contados para aparecer, sua gentileza não era necessariamente uma qualidade, diria que Shivani era uma aliada perfeita, podia ver o medo em seus olhos, mas existia algo muito mais além do medo, talvez ódio. Quando o ódio é alimentado, ele vira um motivo para tal ato. 

— Shivani, posso falar com você? Na minha sala? — a diretora Suena era extremamente exigente em seus conceitos educacionais

— Claro, porque não? — sua entrada na diretoria foi a coisa mais marcante em sua vida, foi a primeira vez que a mesma, sentiu que alguém se preocupava com ela 

— Andei conversando com alguns dos seus professores e eles me fizeram acreditar que algo deve estar acontecendo com você. Não está entregando pesquisas na data certa, você costumava sentar na frente e agora só a vejo no fundo ao lado da lixeira.

— Sinto muito diretora, eu só estou passando por um momento difícil em casa, estou me sentindo cansada, só isso.

— Shivani, você já trouxe um troféu pra essa escola do quiz de matemática avançada, então acredito que você só está passando por um péssimo momento, isso é normal, todos nós passamos, então estou te dando dois dias de licença, você é muito valiosa para deixar esses momentos estragarem sua vida, descanse. — seus olhos marejados exalavam alívio, por alguém ter atendido seu chamado

— Obrigada diretora Suena! 

— De nada Shivani, agora vá até seu armário deixar teus livros e lave esse rosto, você está péssima — ela enfim sorriu em agradecimento.

A escola era um círculo vicioso de dedicação e frustração, independente do que você ganhe, a imensidão do seu esforço, no final da tarde, a frustração sobre si mesma, era inevitável. 

Seu rosto era lavado com a água fresca da pia branca de porcelanato, seus cabelos presos em um elástico vermelho tirando todo foco da temperatura elevada na área da sua cabeça, Shivani ao mesmo tempo em que era preocupada com todos, ela era uma ótima atriz

E foi nesse exato momento em que um de nós percebemos que Sabina Hidalgo tinha sentimentos, mas somente com ela mesma. O resto de nós, éramos apenas meros peões em uma tábua imensamente quadrada com ladrilhos errados.

— Eu só preciso de tempo para sair do colégio, não posso sair sempre que me pedir Gonzalez! — Sabina murmurou chorando ao telefone — Minha mãe não vai estar em casa hoje depois da escola, ela vai estar ocupada chupando algum velho milionário para bancar a casa grande dela — seu choro parecia virar uma risada automática — Até então, agora vou ficar enchendo o saco de um certo alguém, beijos. 

— Sabina? Vamos, temos que voltar para aula agora! — Joalin Loukamma, se não se dizia a metade da mexicana, era considerado líder do Grêmio estudantil da Boston high school.

— Porque você é sempre tão estressada? Tá precisando relaxar Joalin — seu estalar de beijo nos seus lábios eram falsos e sem sentimentos

E lá estava ela, Shivani. Escondida em um dos banheiros, sendo uma ótima espiã e confirmando o que ela já sabia, Sabina Hidalgo era sim, uma vadia.  

Como todas as pessoas perdidas nesse mar de confusões e de medos, Shivani foi se abrigar em seu grupo de amigas onde jurava se sentir protegida. Meu pai sempre fala que o pior erro de judas não foi ter traído Jesus, foi não ter estômago para ser um traidor, até seu suicido. 

— Parece até que você não está ligando pra isso, Hina! A Joalin sempre nos contou tudo e agora quando está sendo traída e enganada pela cobra mística, você dá as costas? 

— A questão não é essa Shivani, a Joalin está cegamente apaixonada pela Sabina e nem parece que ela está nessa terra quando falamos dela, não podemos competir com o amor, ela tem que saber por ela mesma que está sendo traída! — suas mãos fecharam o armário violenta da área leste da escola.

— Droga! — seu soco foi certeiro e forte o bastante para afastar a Hina de susto pelo ferro sendo socado. 

— Toda escola a odeia, seria até sorte a dela estar vida! Do jeito que Los Angeles é um local para os serial killers, acho até que eles mesmos têm medo dela.

— Não desejo a morte pelas coisas que ela fez e continua a fazer, mas desejo que ela reconstrua bem longe de todos. 

O pior erro da Boston School foi ter confiado o bastante na melhoria de sua personalidade fria e sem piedade.

Quem era o "Gonzalez"? 

— Posso falar com você? — Bailey Thomas, jogador de futebol americano da escola e um grande pé no saco quando quer 

— O que você quer Bailey? Não tenho tempo para escutar o quão é o seu sonho de tornar um jogador — Sabina retocava seu rímel com seu celular refletindo.

— Eu fiz o que você pediu, agora preciso da recompensa ? Preciso que fale com sua madrasta para ela cogitar em me levar para o campeonato mesmo não podendo levar um acompanhante. 

— Eu acabei de tirar a Any Gabrielly da sua vida de merda com o Beauchamp por agora, vou ensinar a essa menina tudo que precisa para nunca mais ser xingada assim, inclusive obrigada pelo vídeo caseiro Thomas! 

— Manteremos sigilo, quero retorno do meu favor Hidalgo, caso não saiba, posso contar pra todos as suas armações.

— Está me ameaçando? Ninguém nessa escola tem a coragem de me enfrentar Thomas, muito menos você, falta não só inteligência em você, falta culhão e muita determinação, tenta ser homem primeiro para começar, agora some da minha frente.

Ao final de tudo, o cair da noite está silencioso. Os sussurros em minha cabeça se foram e a vontade por vingança se extinguiu. Ela se foi. O pesadelo finalmente acabou. Mas porque a sensação de vazio continua a me preencher? Percorrendo a minha pele como um lembrete sucinto de que algo ainda estava errado.

Meus passos pesados são marcados pelas ritmadas batidas de meu coração, aceleradas e ritmadas. O carpete fofo do chão do corredor começou a embaçar, a costumeira dor de cabeça chegou e eu sabia que não podia evitar mais. Era minha hora de partir e deixar com que tentassem me pegar.





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