História Tenha medo, você vai morrer. - Capítulo 1


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Categorias League Of Legends (LOL)
Personagens Fiddlesticks
Tags Drama, Fiddlesticks, Lol
Visualizações 23
Palavras 966
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Wuw, mais uma fic que eu fiz pra compensar meus atrasos.
Essa fic vai ser tipo uma história de origem para o campeão Fiddlesticks, já que a história original dele não esclarece a origem.
Enfim, espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Corvos. Todos sabem o que eles significam: A morte iminente. Que seu fim está próximo. Junto com eles também existe o ciclo da fortuna, as raposas da magia, a fênix do amor. Mas você já deve saber que essa não é uma estória de amor, muito menos de fortuna, ela é sobre morte, a morte, e não, A Ovelha e O Lobo não tem nada a ver com ela, quer dizer, talvez eles tenham sim.

Há muito tempo em uma área remota ao sul de Valoran existia um vilarejo, não tão próspero, mas conseguia ser autossuficiente. Seus moradores eram pessoas simples, trabalhadoras, e para eles tudo se baseava na força bruta e no trabalho dedicado no campo, nunca passaram por um período de safra muito ruim por causa disso.

Um homem. Não. Um garoto.

Ele nasceu em uma família qualquer naquele pequeno vilarejo, morava em uma casa pequena, com um galpão vermelho mais a frente e uma enorme plantação de grãos.

Um pássaro. Um corvo. Uma raposa.

O garoto nasceu com um dom, magia fluía pelo seu corpo, ele a sentia na ponta de seus dedos, para ele a sensação era como enxergar um tom forte de roxo, tão vivo quanto seu desejo ardente por entendê-la. Controlá-la. E assim o fez.

Ele praticou, tentou todos os dias aprender os segredos de sua magia, seu primeiro feito alterar o solo para ajudar as plantações a crescerem até mesmo nos tempos difíceis. Bom, todo mago começa por algum lugar. Um corvo pousou nos braços de madeira do espantalho no meio do campo.

Seus pais morreram dias depois, ninguém soube explicar o que aconteceu ao certo, mas isso não importava. O garoto agora estava sozinho, e com um campo enorme para cuidar, se ele não quiser passar fome no caso.

Um garoto. Não. Um homem.

A magia dentro dele era forte, mas eles continuavam chegando, cada vez mais e mais corvos voavam e faziam de lar a casa do homem solitário. O povo tinha medo, seus vizinhos se distanciaram cada vez mais do seu campo e se escondiam caso o vissem nas ruas.

O corvo não pousou desta vez.

Certo dia ele voltava para sua casa quando para sua casa quando ouviu gritos distantes e resolveu segui-lo. Uma criança estava pendurada na beira de um penhasco, seus braços estavam fracos, tremiam, sua garganta ardia ao gritar por socorro. O homem salvou aquela criança, e também a ovelha que a mesma tentara resgatar.

Uma chance.

Com ciência disso o povo do vilarejo decidiu dar-lhe uma chance e não ter medo do homem. Ele conversou com todos e convenceu os mesmos a o deixarem ajudar com a plantação, assegurou que daria certo e que traria fartura para todos eles, e eles, maravilhados com toda a situação deram a permissão.

O corvo pousou. A criança morreu.

Junto com ela também se foi a mesma ovelha que o homem salvou do penhasco. O receio tomou conta dos moradores, o medo se instalou. A fome chegou. A escassez se alojou naquele lugar. Os corvos tomaram conta daquele lugar, de Todo aquele lugar.

Quando o homem retornou para o vilarejo todos os moradores estavam o esperando. A acusação era clara, para eles era compreensível, para o homem não. Suas plantações foram destruídas, até os corvos passavam fome, e uma de suas crianças estava morta. A culpa era daquele homem.

Ele tentou resistir, mas a foice enferrujada colocada em seu pescoço já era o suficiente para ele não tentar mais nada.

Ele foi levado para seu campo, completamente devastado, morto, sem sinal algum de fertilidade, assim como todos os outros. As pessoas o amarraram em uma estaca de madeira, ao lado de seu espantalho.  O sol de meio dia brilhava no céu, sem sinal algum de nuvens, era um dia quente. As cordas estavam apertadas, ardiam em seu pulso, prendiam suas costas e apertavam seu pescoço.

O sol se pôs. A noite chegou. O homem tinha fome, mas ele não era o único. Quando a lua chegou ao centro do céu ouviu-se um barulho alto vindo da floresta. Era como um grito, tinha um som de morte.

Corvos. Centenas deles. Voavam, seus olhos vermelhos brilhavam na escuridão. As bicadas e mordidas cortavam e perfuravam sua carne, o sangue escorria e o terror tomou conta da alma daquele pobre homem. Seus olhos estavam arregalados. A cor que ele enxergava era Vermelho, como o sangue em seu corpo, como o sangue no chão. Não. Preto, completamente, como aquela noite apavorante, como a cor daquele Lobo. Ele lembrou-se de quando era criança, dos momentos com seu pai, quando os dois montaram juntos o Sr. Fiddlesticks, seu espantalho que ficava no centro do campo. Essa foi sua última lembrança. 

Seu corpo estava completamente devorado, mas não a sua alma. Ela voou, junto dos corvos, atravessando o corpo vazio de cada um deles, era de uma cor verde, assim como aquela sensação, a sensação do medo que sentiu. Ela adentrou Fiddlesticks, por onde seria o coração. Os corvos voaram ao redor do espantalho, agora vivo. Uma aura verde, fumaçava pelos olhos e pela boca aberta em um sorriso doentio do espantalho.

Medo. Terror. Morte. Corvos.

Ele deu seus primeiros passos. Iam em direção ao vilarejo. Os corvos o acompanharam.

A cada passo ele sentia aquela sensação, seu fogo verde dentro de si ficava mais ardente, sentia o medo dentro daquele lugar. A primeira pessoa que o avistou foi uma mulher, ao observa-lo ela ficou completamente imóvel, boquiaberta, ela tentou gritar, mas a foice de Fiddlesticks cortou sua garganta antes disso.

O turbilhão de corvos voou por aquele vilarejo, trazendo terror aos últimos momentos daquelas pessoas. E o espantalho continuou, e continua trazendo morte e medo a todos aquele que passarem por aquela região, a todos aqueles que cruzarem o seu campo.


Notas Finais


É só isso mesmo, obrigado por lerem. Até a próxima.


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