História Tenho um enterro pra ir - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agatha Christie, Assassinato, Crime, Crimes, Detetives, Injustiça, Justiça, Mistério, Romance, Suícidio
Visualizações 10
Palavras 1.627
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá de novo, pessoas.

Bom, eu queria logo dizer que estou ansioso com esse capítulo final. Teremos aqui a resolução do caso e espero que seja surpreendente, mas uma coisa: LEIAM ATÉ O FINAL. É sério, se desistirem antes poderão se confundir.
Obrigado a todos que estiveram acompanhando até aqui, não sei quem são suas teorias ou quais eram, mas quem sabe elas não se confirmam? Rsrs

Na foto um esquema da sala da reitoria feito por mim (que já devia ter colocado antes 🤦). Mas enfim, talvez ajude vocês, não sei... Boa leitura

Capítulo 6 - Afinal, a culpa é de quem?


Fanfic / Fanfiction Tenho um enterro pra ir - Capítulo 6 - Afinal, a culpa é de quem?

Chegando em casa, Charles desabou em sua cama após um banho rápido. 

Ele havia perdido um antigo colega de trabalho e estava totalmente abalado por dentro. 

Porém ele precisava se concentrar na investigação, e por isso não se deixou ser levado pelas emoções. 

Charles praticamente havia resolvido o mistério do assassinato do reitor Tadeu Araújo, agora ele só estava revendo a ordem das coisas.

Ao acordar, ele se alimentou e pegou seu telefone celular. 

- Jorge - Falou ele ao ligar para o investigador. -, peça que todos os alunos e funcionários que interrogamos estejam no colégio. Irei apresentar a resolução do crime.

- A faxineira passou a noite detida. Ela chora muito. Devo mandá-la ser solta? 

- É claro, não sei por que isso já não foi feito. A leve para o colégio, nos encontramos lá. Ah, mais uma coisa. O resultado da análise da água do reitor já saiu? 

- Vou ligar pros químicos e te informo quando chegar. 

Jorge desligou. 

Charles então partiu para João Pessoa após tirar seu carro cor de prata da garagem. 

Ele chegou no colégio e o porteiro, que pelo menos desta vez estava em seu posto, abriu o portão para que ele pudesse entrar. 

Ele se dirigiu ao pátio, onde os alunos estavam sentados no chão num círculo dando tapas uns nas mãos dos outros. Parece que a brincadeira consistia em resistir ao tapa. Se alguém retirasse a mão levava duas palmadas. 

Alguns minutos depois Jorge dos Santos chegou com Guilhermina ao seu lado. 

O porteiro os fez entrar, fechou o portão e se juntou aos outros no pátio do colégio militar. 

Charles foi falar com Jorge. 

- A análise já saiu? - Perguntou. 

- Já. É a mesma substância encontrada com a faxineira. E também saiu a hora da morte. Duas e vinte e cinco. 

Charles pareceu satisfeito ao ouvir aquilo. 

- Bom dia a todos, primeiramente - Começou Charles se dirigindo aos presentes. - Sei que é difícil estar aqui. Todos nós estamos de luto e por isso não irei me prolongar mais que o necessário. 

O investigador observou os rostos ali presentes e notou algumas expressões de medo. 

- Mas de digam vocês! Quem acham que pode ter cometido o crime?! - Ninguém disse nada. - Seria o trio das serventes com o porteiro? Eles escondem um segredo. Ou poderia ser o casal de namorados sem um alibe exato? Ou quem sabe o reitor se suicidou, não é mesmo? Marine, Samuel e Eduardo concordam que ele estava estranho quando o viram pela última vez. Mas quem garante que eles não estavam mentindo. Mas também tem Guilhermina, a faxineira. Não sei se já sabem mas ela se entregou. E também há a secretária Noemi, que teria facilmente como envenenar o reitor. Talvez, quem sabe, para alcançar um cargo mais alto. Sem falar de Tobias e Susan, que disseram estar conversando para passar o tempo e assim como os namorados Tony e Maria Helena, durante um certo tempo não tem um alibe fixo. Todos vocês, garanto eu, poderiam ter cometido o crime. Entretanto, algo que me chamou a atenção foi não haver pistas na reitoria. Absolutamente nada de suspeito foi encontrado. Isso poderia fazer-nos pensar em um assassino com tamanha sagacidade que nem sequer deixara um rastro. Mas não foi isso. Um assassino mais bem preparado teria deixado algo pra trás. Uma pista que pudesse incriminar qualquer um menos a si próprio. Ou quem sabe não deixar pista alguma pudesse inocentá-lo ao pensarmos ser um despreparado. 

- Onde quer chegar, investigador? - Perguntou a secretária Noemi. 

- Bem, o assassino, asseguro-lhes, foi realmente alguém sem muito preparo. Alguém que agiu um tanto que movido por sentimento de vingança, e que não se premeditou muito, agindo quando lhe foi conveniente. 

- Mas quem seria, Charles? - Perguntou Jorge. - Mesmo após tudo isso não consegui compreender. 

- Então prepare-se. O assassino realmente é Guilhermina, a faxineira. Ela conseguiu o veneno e colocou na água do reitor. Ela teve fácil acesso e apenas restou-lhe esperar até que o homem estivesse morto - Todos estavam perplexos, principalmente Jorge. - E a motivação foi a falta de ética de Tadeu no passado, durante seus anos como investigador policial. Creio que a senhora Guilhermina foi a amante de Fernando Maria Fonte. Porém a traição foi descoberta pela esposa, que estava disposta a separá-los. Por conveniência do destino, a mãe da esposa de Fernando, sua sogra, foi morta, e sua filha agiu com Tadeu para incriminá-lo e levá-lo a cadeia. Ela sabia que o marido não deixaria a amante, e até a tinha engravidado. Porém, Guilhermina sabia que Fernando era inocente, talvez por ter estado com ele na hora do crime, não tenho certeza, mas ela guardou o ódio por aqueles que levaram o seu amor embora. Ainda assim, a esposa de Fernando jamais teria conseguido prendê-lo se não fosse a ajuda de Tadeu. Guilhermina foi perdendo a mágoa com o tempo, porém a vontade voltou quando ela descobriu que era ele o novo reitor do colégio. Como disse, ela escolheu o que iria fazer e agiu quando lhe foi oportuno. Não havia um plano muito bem definido. 

- Minha nossa - Disse a secretária Noemi. - Mas isso é quase inacreditável. 

- Então eu devo algemá-la? - Perguntou Jorge. - Não sei se entendi bem. Você pediu pra soltá-la agora disse ser culpada. 

- É, eu não havia entendido direito. As coisas ficaram claras pra mim hoje quando estava à caminho do colégio. Tenho agora certeza de que Guilhermina é a culpada, e creio que ela ficará presa durante bastante tempo. Mas quem sabe ela não seja poupada dos anos presa por uma colega de sela, como ocorreu a seu marido, não é mesmo? Leve-a daqui, Jorge!

Jorge tirou as algemas ainda meio confuso e começou a levá-la ao carro. Charles o seguiu. 

- Esperem! - Disse uma voz meio tímida no meio do pátio. 

- Oh, esperar?! - Disse Charles voltando-se para os presentes no pátio. - Esperar pelo o quê, Marine?! Por acaso não acha que sua mãe já esperou muito? Ela passou uma noite encarcerada, sabia? 

Guilhermina estremeceu, assim como Marine e os demais, inclusive Jorge. 

- O que está falando, Charles? - Perguntou o investigador. - Eu ouvi isso mesmo? 

- Sim, Jorge. Desde que encerramos os interrogatórios com os alunos e funcionários eu soube que Marine era a culpada. Não foi por acaso que ela esqueceu seus documentos para a renovação da matrícula. Ela aproveitou a primeira ida para colocar o veneno que arranjou na água do reitor, e então saiu e demorou o quanto pôde. Algo que a preocupou, porém, foi a ida de Eduardo e Samuel para também renovarem suas matrículas. O crime não foi muito bem planejado. Por conscidência, porém, eles também esqueceram seus documentos, sendo que o veneno já começava a fazer efeito quando eles deixaram a reitoria. O que me fez achar ser Marine foi que ela disse que o reitor já estava estranho quando ela foi até ele, o que não fazia sentido levando em consideração a hora da morte e o tempo de reação do veneno no organismo. O crime claramente não foi muito bem planejado, e com o medo de não dar certo que Marine sentiu com a interferência de Eduardo e Samuel, ela acabou não conseguindo dar tão bem quanto pensara que daria o seu depoimento. Era por isso que queria que esperássemos, Marine?

A garota estava atordoada. 

- Eu já desconfiava de Marine antes de chamar Guilhermina - Prosseguiu Charles. -, e aproveitei para dar uma olhada na faxineira antes de ela entrar. Acabei a pegando no flagra quando a filha lhe confessou o que fez, e então as coisas começaram a melhor se esclarecerem. Sabia que Guilhermina se entregaria para proteger a filha dos males de um processo penal. 

Nesse instante Marine tomou forças e disse:

- Quando eu descobri que meu pai foi condenado por um crime do qual ele era inocente, senti um ódio tremendo. Minha mãe, que por ironia acabou tendo que trabalhar com esse homem, já o havia perdoado. Mas eu não podia permitir que ele continuasse vivendo depois de ter arruinado minha família. Eu arrumei o veneno e fiz tudo o que disse, investigador. Mas só fiz isso pra que houvesse justiça. 

- Vingança não pode ser justificada como ato de justiça, Marine. Sinto ter que lhe dizer isso. 

Marine foi algemada e detida após confessar, e Guilhermina libertada, porém ainda teria de responder por obstrução da justiça. 

 Charles seguiu Jorge até a delegacia e acompanhou a prisão da assassina, mas alguns mistérios ainda necessitavam de uma resolução, e Jorge veio atrás delas com Charles. 

- Continuo a lhe parabenizar, Charles - Dizia ele. - Nunca conseguiria resolver esse crime sem você, e acho que acabaria prendendo um inocente. Mas ainda tenho umas coisas pra te perguntar. 

- O quê? Sobre o chantagista? 

- Isso. 

- Bem, receio dizer que não sei quem ele é. 

- Não há chances de ser Marine ou a mãe? 

- Não, elas só poderiam acusá-lo de ter aceito propina para prender Fernando, mas não tinham como provar. Era outra pessoa, e infelizmente não posso imaginar quem seja. 

- De qualquer forma essa pessoa não poderá mais extorqui-lo. Acho que devemos ignorar esse assunto, não acha? 

- Temo que sim. 

- Mas eu ainda tenho que perguntar uma coisa. Do que se tratava o segredo do porteiro e das serventes? Não o mencionou mais. Não se esqueceu, não é?

- Não. Mas quer mesmo saber o que era? 

- É claro, a curiosidade tá me matando. 

- Resumidamente, eles tinham um caso, o porteiro e uma das duas. Mas com qual das duas era vou deixar que descubra, tenho um velório para ir. 


Notas Finais


O que acharam? Surpreendente, nada realista ou esperado?

Ainda hoje postarei o primeiro capítulo do próximo conto, que introduzirá uma nova investigadora.

Espero que tenham gostado, uma grande abraço


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...