História Tenho um enterro pra ir - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agatha Christie, Assassinato, Crime, Crimes, Detetives, Injustiça, Justiça, Mistério, Romance, Suícidio
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Palavras 1.085
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Antes de tudo, não, esse capítulo Noa tem ligação direta com o crime anterior. Aqui teremos a introdução de novos casos...

Capítulo 7 - O enterro


- Como não conseguiram uma passagem no mesmo vôo? - Perguntou Carlota aos seus pais por telefone. 

- Desculpe, filha - Dizia o pai. -, é que compramos numa urgência e não deu mesmo pra conseguir a passagem. Mas vai dar pra ir, se ainda quiser. Só não iremos juntos. 

- Carlota - Começou a mãe. -, se não quiser ir ao enterro não precisa. Mesmo. 

- Eu vou! Tenho que comparecer, ela era minha madrinha, não era? Seria uma desfeita. 

- Mas filha, a faculdade pode sair da greve a qualquer momento. 

Carlota deu uma leve gargalhada. 

- Mãe, eu tenho certeza de que eu vou voltar e ainda ficarei um bom tempo sem aula. 

Ela começou a pensar em como seria se o que sua mãe disse realmente acontecesse. Faculdades públicas entram e saem de greves com uma certa frequência.

- Sou obrigada a comparecer, mamãe, ainda que com um atraso. 

Ela desligou e começou a fazer sua mala. 

Ela não levaria muita coisa, afinal não pretendia demorar em Curitiba. 

Carlota Torres estava prestes a concluir seu curso de psicologia, e pretendia logo entrar para a polícia na área de análise comportamental. 

Realmente ela era boa em descobrir os piores segredos das pessoas, e se preparava muito para exercer a profissão que almejava há não muito tempo. 

Após pegar a passagem que os pais mandaram por um amigo, Carlota se dirigiu ao aeroporto de João Pessoa, onde começou a observar bem os passageiros que pegariam o mesmo voo. 

Carlota não era o tipo de pessoa extrovertida que falava pelos cotovelos com todo mundo, porém, isso lhe permitia observar as pessoas muito bem.

No geral ela não seria notada em um voo comercial repleto de passageiros. 

Seus cabelos negros lisos, sua baixa estatura e sua aparência comum não a destacavam. Nem isso nem o fato de ser descendente indígena, que pouco era notado e passaria despercebido, não fosse o cabelo e as feições faciais, ainda que esses traços não fossem tão marcantes. 

Vendo os passageiros que seguiam para o avião atrás e à frente dela, ela notou rostos um tanto que peculiares. 

Havia um grupo de cinco jovens rapazes que ela deduziu pela postura serem bailarinos, ou algo do tipo. 

Carlota também pôde observar três casais, ao todo, sendo que um tinha uma filha pequena.

Os três estavam indo à frente dela, sendo que um senhor de certa idade acompanhava o que tinha a filha pequena.

A aluna de psicologia notou que ele estava olhando para baixo, e achou ser o jeito dele, mas então notou que ele olhava para a menina, e até passou a mão de leve em seus cabelos. Os pais o olharam e ele disfarçou desviando o caminho. 

Carlota notou ele olhando a menina de longe, e percebeu que ele não a achava fofa e nem queria apenas acariciá-la.

- Pedófilo - Resmungou ela enquanto passou a observar os demais passageiros. 

Um homem com óculos escuros e um sobretudo lhe chamou a atenção. Lhe parecia um tanto que familiar. 

Ela olhou por cima do ombro por um instante e viu uma mulher que andava como se desfilasse numa passarela, enquanto se corrigia observando um pequeno espelho. Ela podia jurar ser uma modelo. 

Ela viu de longe um homem com um penteado meio que enrolado e liso entrando no avião, e achou que fosse um excêntrico cineasta. Atrás dele uma mulher de óculos escuros redondos e um lenço. Provavelmente estavam juntos, sendo que ele até a ajudou a entrar.

A mulher Carlota decidiu considerar uma atriz ou pessoa do ramo, levando em conta que estava com um possível cineasta. Ou então ele apenas estivesse sendo gentil. Não, não era isso. Carlota percebeu já ter visto aquela mulher antes. Ela era mesmo uma atriz. 

As observações do exterior encerraram-se, e logo ela estava dentro do avião, já quase lotado. 

Ela guardou a bagagem de mão e sentou-se ao lado da mulher que compunha um dos casais que viu entrarem, bem na penúltima fileira de cadeiras, o que lhe permitia uma visão detalhada de todos. 

Aqueles que ela viu estavam todos ali, além de alguns outros, naturalmente, ainda que aquela fosse uma parte pouco lotada. 

Um homem algumas fileiras a frente ela pôde ver que estava com um livro e óculos de leitura, mas não parecia estar lendo. Um que estava ao seu lado beirava um sono e outro próximo a esses cheirava a jornalista. Esse último Carlota observou que olhava para uma moça sentada duas poltronas atrás e do lado oposto. Carlota pensou que se ele fosse mesmo um jornalista ela podia ser sua colega de trabalho, ou quem sabe apenas ele a estivesse admirando. 

A maioria dos que entraram antes e após Carlota estavam distribuídos entre a parte do meio dos assentos e a parte da frente. 

Nesse instante entrou uma mulher sorridente de quadris avantajados e com pose triunfante. Ela se dirigiu lentamente até o fim dos assentos, indo para trás do de Carlota. 

- Nossa, primeiro voo - A mulher disse, fazendo Carlota notar que havia alguém naquele assento e que ela não havia notado. - Me disseram que parece que o mundo vai acabar quando esse bicho sobe. O senhor já viajou antes? 

- Já.

O homem com quem ela conversava não parecia estar muito pra papo. 

Carlota observou novamente procurando alguém de quem tivesse se esquecido, quando então se recordou do homem com sobretudo, e deduziu ser ele a se camuflar no fim do avião. 

Em seguida entraram mais dois homens não muito jovens, com provavelmente uns trinta anos, e umas quatro mulheres que aparentavam as mais variadas faixas etárias. 

Pela janela Carlota pôde ver um grupo de pais chorosos abraçando os filhos ao longe. Ao todo entraram nove jovens, seis meninas e três meninos, que Carlota achou estarem a caminho de uma experiência estudantil. 

Após eles, surgiram duas senhoras de idade que se irritaram por não sentarem juntas, e acabaram trocando de lugar com um dos passageiros para o fazerem. 

Mais quatro pessoas, um casal e dois pequenos garotos que pareciam irmãos, entraram. Os garotos foram imediatamente auxiliados pela comissária de bordo, pareciam um tanto que nervosos. 

Nem todos os assentos foram ocupados, o que deixou Carlota com uma angústia. Seus pais podiam ter ido com ela caso as pessoas que desistiram nem sequer tivessem comprado as passagens. 

Após alguns minutos extras de espera surgiram comissárias de bordo dando avisos necessários caso houvessem emergências, e o avião ergueu voo.

A mulher atrás de Carlota narrava cada momento de desespero para todo o avião ouvir. 


Notas Finais


Vocês já desconfiam de algo ou do que poderá a acontecer?


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