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História Tenshi Soul: Morrendo de Amor (Amostra) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Segundo Verbi: Aparição Mortal


Uma semana havia se passado e tudo o que fora destruído estava igual ao original, incluindo a cama de Brian. Era um dia chuvoso, de nuvens cinzas e trovões. Brian seguiu sua rotina normalmente, pensando no ocorrido durante todo este tempo. Brian trabalhou normalmente naquele dia, decidindo parar para comer algo em uma lanchonete antes de ir para casa. Ele entrou na lanchonete e logo pediu um pastel de carne e um suco de melão. Brian se sentou em uma mesa afastada e olhou a pena novamente, algo que agora carregava com ele. Ele não se sentia tão atraído por alguém desde que se formou da escola, mesmo começando a trabalhar recentemente. O pedido dele havia chegado e quanto ele ia morder o pastel, um vulto o agarrou. Brian venceu pegar a mochila, abocanhar o pastel e guardar a pena no bolso rapidamente. Logo ele foi arrastado para fora da lanchonete e jogado dentro de alguma coisa, notando que aquilo era o interior de uma van.

- Que droga é essa? Eu estava comendo! Reclamava Brian, comendo o pastel de uma vez só.

- Nós somos a Heaven e estamos aqui para lhe ajudar! Dizia uma jovem moça, de cabelo loiro, corpo pequeno, olhos cor de mel e um uniforme de oficial, sentada próximo a um monitor.

- Heaven? Tiraram esse nome de onde? Perguntava Brian.

- Quem sabe! Nós estamos aqui para resolver sua aflição! Exaltava a jovem moça.

- Aflição? Eu tenho que chegar em casa e jogar no meu vídeo game ainda!

- Vídeo game, vídeo game... Não vai ter vídeo game para você se não cooperar conosco! Gritava a jovem, se levantando da cadeira gamer e se aproximando de Brian.

- O que você quer então, nóiada? E por que me “sequestrou”? Indagava Brian.

- O amor é um tipo de droga, então somos realmente nóiados! Levando isso em consideração, eu mandei minha equipe o sequestrar para você espalhar a frequência rosa do amor para salvar esse mundo! Exaltava a jovem moça.

- Que merda escrota! Reclamava Brian.

- Agora que você diz, isso... Bom, mas de qualquer forma: vamos aos negócios! Brian Andino, você sabe o que é um anjo? Perguntava a jovem moça.

- Não ao certo! Mas acredito que não são monstros como todos dizem! Respondia Brian.

- Correto! E seu eu lhe dizer que a A.A.C descobriu que eles eram humanos Brian Andino?

- O que está insinuando? E como sabe meu nome, garota das frequências?

- Isso não importa! Agora vamos supor, Brian Andino, que os greys abduzem uma mulher fazendeira de fumo, enquanto ela limpava os testículos de um boi para o almoço!

- Que metáfora horrível! Reclamava Brian.

- Huhum... Os Greys só abduzem tipos estranhos! Mas continuando, eles abduzem ela e enfiam uma sonda no orifício anal dessa fazendeira e ela começa a destruir a fazenda de fumo dela, assim que ela é devolvida ao chão, pois esqueceu que ela pertencia para aquele local e foi instruída pelos greys a fazer isso! Os bois vão matar ela para se protegerem por não saberem mais que droga ela é e o fumo vai retardar a violência dos bois, ajudando a fazendeira! Entendeu?

- Mais ou menos! Você quis disser que os anjos eram humanos e por algum motivo atacam a humanidade, sem se lembrarem que pertenciam a ela! E os humanos os atacam pois não sabem publicamente que ela era humana!

- Muito melhor que a metáfora da comandante! Dizia uma mulher ruiva, de cabelos lisos e olhos verdes sentada em outro computador.

- Quieta rainha dos apps de namoro! É bem isso mesmo Brian Andino, os anjos são a fazendeira, a A.A.C os bois, a fazenda os humanos, os grays o motivo deles e nós o fumo!

- E por que o fumo comandante? Nós podíamos ser outra coisa! Perguntava um homem de uns vinte anos, boa aparência e cabelo loiro estiloso, com grandes músculos, perto da porta de saída da van.

- Por que eu quero, seu rasga véia! Bom agora que Brian Andino entendeu tudo, vamos as apresentações e sua missão!

- Dá para parar de me chamar pelo meu nome completo?

- Vou pensar no seu caso Brian Andino!

- Que seja! Apenas se apresente e vamos terminar logo com isso!

- Ok! Primeiro eu sou a comandante da divisão Akai Ito, Margaret Elisword, de dezoito aninhos!  Os dois tagarelas ali são Maria Valmora, a famosa Rainha dos Apps de Namoro e Joseph Claytone, um homem de vinte e dois anos conhecido como o Rasga Véias!

- Qual é a desses apelidos?

- Não importa! Na frente estão a Deusa Sentimental, Laura Pastorecci, uma magrinha de cabelo castanho, que está no banco do carona. E o cara de cabelo preto padrão e barba rala das cinco horas, conhecido como O Galanteador do Meio Dia e meu vice comandante, Donovan Corleone, que está sentado no volante!

- Só tem lunáticos aqui? Perguntava Brian, batendo a mão no rosto.

- Não somos lunáticos, Brian Andino!

- Que seja! Não acha que é muita gente para uma van só?

- Ainda tem espaço para mais umas duas pessoas!

- Tá, e o que você quer que eu faça legaloli?

- Não me chame de legaloli!

- Não me chame pelo nome completo!

- Que seja Brian! Brian, você teve contato como um anjo recentemente e por ter tido intenções amigáveis com tal ser, você recebeu energia regenerativa dela inconscientemente! Por isso Brian, você deve salvar o anjo do destino cruel! Somente você pode fazer isso Brian! Gritava Margaret, apontando para Brian.

- E o que isso tem a ver, goela de vitrola?

- Você é o único que pode andar no Palácio Quântico gerado pela pausa cronológica, fora de um veículo da Heaven, estúpido!

- E como vou saber onde encontrar a anja que vi, loli chata?

- É aí que entra nosso serviço Brian, com toda a minha intui...

- Comandante, as nuvens estão se fechando e o carbono em volta delas aumentando! Dizia Maria.

- A cidade liberou o sinal de evacuação no centro, bem nos arredores de uma loja geek! Gritava Laura, da frente do veículo.

- Cara Padrão de Barba Rala, prepare o bloqueador quântico para atravessar a barreira! Gritava Margaret.

- Sim comandante! Respondia o vice comandante, na frente da van.

- Não dá para chamar eles pelos nomes? E onde foi parar a sua intuição? Indagava Brian.

- Quieto Brian Andino! Retrucava a comandante.

- Camada fina temporal rompida! Os átomos estão se contraindo! Gritava Joseph, sentado no lugar da comandante.

- Lá vem o raio! Akai Ito, prepare-se para o impacto! Gritava a comandante.

Em pouco minutos o céu fechou e o raio caiu, cortando o chão, lançando destroços e atingindo o escudo da van.  A explosão foi gerada e Brian observou o monitor atentamente, se assustando ao ver carros, cadeiras, vidros, lixos e um idoso desavisado de andador serem erguidos no ar. Após a poeira dos destroços abaixar, a anja que Brian havia visto surgiu em um dos monitores, tocando no chão e fazendo com que o tempo voltasse., lançando todos os destroços, lixos e o idoso no ar.

- Preparar para evacuar Brian Andino! Gritava a comandante.

- Pera aí, evacuar? E o que eu faço?

- Você vai dar uma cantada no cangote dessa mulher e fazer ela se derreter por você! Se der algum problema, nós o retornamos para essa van rosa de esteroides masculinos e o levamos até a base, para o restauramos com nossas máquinas avançadas e talvez roubada, o DNA do Vírus Progenitor presente nas suas células. Então vai lá e dá uns pega nela!

- Eu nunca cantei uma mulher antes, imagine um anjo! E como isso vai fazer com que ela pare de atacar?

- Primeiro: parece ser o desejo de vida dela! E segundo: você já cantou, ou tentou, duas garotas na vida!

- Pera aí, como sabe disso?

- Guia anônima: como conquistar uma garota no ano de 2018 e como se declarar sem usar uma carta no ano de 2019!

- Vocês rastrearam meu celular?

- Não... Nem ficamos sabendo de toda a sua conversa com uma tal de C!

- Monitorar os outros é errado, legaloli!

- Brian Andino, você me irritou! Joseph, evacue Brian Andino agora!

Antes de Brian perguntar qualquer outra coisa, Joseph se levantou, abriu a porta traseira da van e lançou Brian para fora do veículo. Brian se levantou do chão e andou até a anja, que estava olhando um jogo de Gamestation 4.

- Maldita Heaven, eu vou me vingar! Reclamava Brian, sacudindo a poeira da calça.

- Quem está aí? Perguntava a anja, empunhando a foice.

- Calma, não vou lhe ferir!

- Você de novo? Me responda humano: as galinhas robô não vão vir me matar? E como você está aqui? Enlouqueceu? Perguntava a anja, ao reconhecer Brian.

- Acho que enlouqueci sim! E não, as “galinhas” ainda não chegaram e eu estava de passagem... Hum, The Elder Books V? Perguntava Brian, ao notar o título do jogo.

- É o que está escrito aqui! Mas o que é isso?

- Um jogo! Quer jogar?

- Jogar? Como assim?

- Você vira o carinha ou a mulherzinha e vai atrás dos dragões, usando um controle em um tipo de caixa na televisão, que é um espelho que exibe imagens!

- E por que você vai atrás dos dragões? Que mal eles fizeram?

- É que eles querem destruir as raças mortais e escravizá-los como no passado da história do jogo!

- E você acha errado eles fazerem isso?

- Não sei ao certo! Certo ou errado, eu não sairia em um encontro com um!

- “Encontro”?! Eu meio que sei o que é isso! Você iria para um “encontro” com um anjo como eu? Perguntava a anja, se lembrando de algo no fundo de sua alma.

- Se o anjo não estiver ligado a um dragão, sim!

- E se for a morte?

- Eu não temo a morte!

- Então sairia em um desses encontro com.... São os robôs!

Antes da anja terminar de falar, os bipods da A.A.C haviam surgido, junto com mechas, alguns caminhões blindados com metralhadores e um tanque com laser.

- Você não pode fazer aquele lance do escudo? Parecem que estão prontos para lhe matar comigo por perto!

- Então vou fazer, se me levar para esse encontro e me provar que a humanidade ainda vale a pena!

- No sentido de que?

- Eu acho, que é no sentido amor!

- Então eu te levo, já que encontro envolve a....

Antes de Brian terminar de falar, um míssil veio na direção deles, sendo refletido pelo escudo da anja da morte.

- Eu vou atacar e ceifar a vida desses malditos pedaços de ferro! Dizia a mulher, se levantando bruscamente.

- Espere aí, pare o tempo! Dizia Brian, pegando no braço da anja.

- Se eu parar o tempo, o lapso criado irá gerar um raio e você vai morrer por não poder andar no Palácio Quântico!

- Eu não me importo! Eu tenho um truque na manga!

- Eu não quero que você morra, apesar de eu ter a alma da morte!

- Eu não vou morrer! Eu não lhe disse que eu não tinha medo da morte?

- Se você diz...

A anja estava com receio de fazer aquilo, porém ela respirou fundo e parou o tempo. O lapso mental foi gerado e para substituir o buraco vazio do evento, um raio negro caiu, não causando nenhum dano em Brian.

- Viu? Perguntava Brian, limpando a poeira da roupa.

- O que aconteceu? Você deveria sair voando?

- Não funciona com idiotas como eu!

- Você não é um idiota! Eles são idiotas!

- Se você acha isso, que tal irmos agora para o encontro?

- Agora?

- Sim, agora! Segundo algumas pesquisas minhas, eu tenho ansiedade, e se não for agora, eu posso ter problemas!

- Se eu for acabar com sua ansiedade e você parar de sofrer por essa coisa aí, então vamos para o encontro agora!

- Que bom que concordou! Mas primeiro, eu acho que você deveria usar algo que não brilha e entrega o fato de você ser um anjo!

- E o que eu uso? Eu posso criar qualquer coisa usando meus poderes!

- Se vista como aquele manequim! Dizia Brian, apontando para um manequim de uma loja, usando um vestido rosa de leve babados e um salto baixo.

- Então tá!

A anja colocou a arma em pé e disse algumas palavras de uma língua desconhecida, criando instantaneamente uma roupa idêntica à do manequim. Ela se virou para Brian e o olhou com uma cara de felicidade.

- Como estou?

- Diz que ela está linda de doer! Gritava uma voz vinda de algum lugar.

- Inimigos? Onde estão? Perguntava a anja, pronta para conjurar Execeria.

- Calma, são só meus amigos nóiados!

- Esse “nóiados” são aliados então?

- Dá para dizer que sim! Mas como é seu nome?

- Eu não tenho um nome...

- Que tal Isabelle?

- Por que este nome?

- Porque é o nome que eu colocaria em minha filha!

- Então você pode me chamar assim, mesmo sendo algo tão especial?

- Sim Isabelle!

- Isabelle! Eu gostei! Dizia a anja, sorrindo.

- É, mais uma coisa...

- O que?

- Por que esse “Palácio Quântico” está começando a rachar?

- Nosso tempo está acabando! Vamos fugir daqui!

- Como?

- Usando minhas asas!

Naquele momento Isabelle abriu as asas angelicais dela, segurando Brian com força e voando até o viaduto que dava para o bairro onde ele morava, já que o palácio estava quase desfeito, em uma distância de apenas dez quilômetros.

- Aqui está bom Isabelle! Dizia Brian, se levantando do chão.

- E agora? Indagava a anja, guardando as asas.

- Vamos nos locais aqui perto e depois nós dois jogamos o jogo que você estava vendo.

A barriga de Isabelle havia roncado, sinalizando que apesar de um anjo, ela ainda tinha necessidades humanas.

- Parece estar com fome! O que um anjo come Isabelle?

- No geral todas as nossas necessidades são preenchidas no Coma!

- Coma?

- É como um Palácio Quântico nas estrelas! Onde eu fico adormecida e desperto do nada com a mesma missão de sempre: destruir tudo em volta para acabar com a ganância humana!

- Sei! E que tal se acabarmos com a ganância do seu estomago?

- E como faço isso Brian?

- Na lanchonete ali na frente, deixa eu só ver a minha...

No momento em que Brian viu a conta do banco no celular, ele notou que os números haviam subido no alto, por uma transferência tão vantajosa de uma tal de HEA, que lhe enriqueceu.

- Algum problema? Perguntava Isabelle Curiosa.

- Acho que estou rico!

- Rico? Essa palavra me soa familiar, o que significa?

- Quer dizer que vamos comer o que você quiser e o tanto que quiser!

Brian andou com a jovem mulher até uma lanchonete próxima e lá se sentaram. O garçom deixou dois cardápios e eles começaram a folheá-lo.

- O que é X-burguer? E Hot-dog simples?

- Os “Xs” são feitos com boi moídos e prensados! Já os “Hot”, são feitos com porcos moídos e encapsulados em tripas de colágeno!

- Que horrível! Não entendo por que os bois e os porcos não lutam pela sobrevivência para matar os seres humanos que querem os moerem!

- Por que não estão vivendo em fazendas de fumo pegando fogo...

Naquele momento foi se ouvido um espirro em um tipo de alto falante, assustando as pessoas ao redor, proveniente dos alto-falantes da van da Heaven, que os seguia desde o centro da cidade.

- O que foi isso Brian? Inimigos?

- Não Isabelle! Foi apenas o “vento!

- Que som de vento estranho! Mas eu vou querer esse X-Dog!

- Não estava preocupada com os animais moídos?

- Mais ou menos... Mas eu estou morrendo de fome, quero dois!

- Garçom!

- Sim?

- Traga seis X-dogs, três para a viagem e outros três para comer aqui!

- E para beber?

- Refrigerante de cola!

- Brian, eu quero esse tal de Whiskey!

- Isso é veneno Isabelle!

- E por que vendem veneno junto com comida? Eu deveria cortar a garganta desse homem com a Exceria? Perguntava Isabelle, irriatada.

- Ela tem problemas?

- Ela é do interior de El Braer e nunca ouviu falar de muitas coisas! Traga um refrigerante de cola para ela também!

- Não me ignore seu malfeitor! Gritava Isabelle, pronta para atacar o garçom.

- Se acalme Isabelle! Isso é apenas venenoso para anjos, não para humanos... Cochichava Brian.

- Entendi! E o que é refrigerante? Cochichava Isabelle no ouvido de Brian.

- Basicamente água borbulhante com sabor!

- Isso é estranho!

- Sim, mas é bom!

- Se você diz Brian!

- Então já que se acalmou, eu vou ao banheiro...

- Eu irei junto!

- Você não pode! Fique aqui e eu vou te dar um prêmio!

- Isso parece interessante, vou esperar!

Brian saiu para o banheiro e quanto ia trancar a porta para fazer as necessidades, uma mulher meio pequena entra no banheiro, arrombando a fechadura com um tipo de gazua.

- Olá Brian Andino!

- Está louca? Reclamava Brian, fechando o zíper da calça.

- Gostou do presente em sua conta? Perguntava Margaret, desviando o olhar.

- Vocês são inconscientes com dinheiro né?

- Dinheiro é basicamente dados! Dados podem ser corrompidos e o governo não vai perceber se você usar hackers fodões como os da Heaven!

- Isso é roubo?

- Roubo é se eu tirasse de alguém! Criar dados fictícios para enganar o banco não!

- Que seja! Mas o que você quer legaloli?

- Para de me chamar assim! Bom, mas de qualquer forma Brian, nós gostamos de sua habilidade de otakugamer para conquistar a anja, mas esquecemos de um detalhe!

- Calar a boca enquanto eu falo com ela ou não usar alto-falantes em vans?

- Não! O seu ponto de ouvido!

- Ah sei...

- Pegue e coloque em seu ouvido direito! Pois não existe modelo para o esquerdo por decreto meu!

Brian pegou a caixa das mãos de Margaret e colocou o dispositivo, que ficou invisível na orelha dele.

- De onde tiram tanta tecnologia?

- Isso não vem ao caso, pois a área 51 de American estava abandonada! Mas de qualquer forma, nós vamos passar instruções para você, incluindo o humor dela e possíveis patrulhas de A.A.C!

- Sei! E isso vai parar com os alto-falantes?

- Pode ter certeza que sim!

- Então agora dá para vazar do banheiro?

- Claro, claro!

Margaret saiu do banheiro e Brian terminou as necessidades dele, saindo do banheiro em seguida. Ele então retornou até a mesa, onde Isabelle via uma joaninha caminhar na superfície dela.

- O que está olhando Isabelle?

- Quando eu venho para cá, eu destruo tudo, não é?

- Mais ou menos...

- E se tivesse uma forma de eu não voltar?

- Talvez tenha Isabelle.

- Engravide ela!! Dizia Margaret no ouvido.

Brian tinha feito uma cara horrível de irritação, enquanto o garçom se aproximava com o pedido.

- Aqui está! Dizia o garçom, deixando o pedido e os molhos.

- Vá em frente Isabelle! Dizia Brian, entregando um dos lanches para ela.

Isabelle mordeu o lanche e bebeu um pouco do refrigerante, fazendo uma cara de felicidade ao sentir o sabor de ambos.

- Isso é muito bom!

- Que bom que gostou!  Dizia o rapaz, mordendo um pedaço do lanche dele.

- Brian, o que é essa coisa branca com coisinhas pretas?

- Molho de alho!

- E esse meio amarelado?

- Molho de queijo!

- E esse rosa?

- Pimenta!

- E esses dois de cores diferentes?

- Mostarda preta e amarela!

- E esses aqui?

- Ketchup e maionese!

- E é de comer?

- Experimenta, colocando um pouquinho deles no lanche e mordendo devagar.

A anja experimentou todos e repetiu o processo com o ketchup e o molho de alho até começar o segundo lanche.

- Esse de alho e o ketchup é muito bom!

- São os melhores! É como se nós dois fossemos almas gêmeas de molhos!

Quando Brian disse isso, a anja ficou paralisada e de seus olhos saíram algumas lagrimas.

- Algum problema Isabelle?

- Eu acho que quase me lembrei de algo!

- Do que?

- Algo de muito tempo atrás, antes de tudo, no passado!

- Não precisa chorar, eu vou dar um jeito de te “prender” nesse mundo e recuperarmos seu passado!

- Sério? Você me ajudaria?

- Claro!

A jovem ficou ainda mais emocionada e ao ver tudo aquilo Brian se sentiu ainda mais atraído por ela, com uma vontade enorme de mantê-la ao seu lado para sempre. Ele olhou aqueles olhos emocionados e pensou em uma maneira de diverti-la.

- Que tal comermos o lanche e irmos jogar o seu jogo, eu tenho ele no computador!

- Aquela coisa dos dragões?

- Sim! E ainda tenho que lhe dar um prêmio por me esperar!

- Tem um nome que me lembrei agora, algo chamado de chocolate!

- Chocolate né?

Brian e Isabelle terminaram os lanches e ele foi para o caixa. Lá ele pagou, pegou os lanches para a viagem e comprou dois chocolates de caramelo e cookies, entregando um para ela.

- Isso que é o chocolate?

- Sim! Deixa que eu abro para você.

Brian abriu o chocolate e removeu o pacote, entregando o chocolate para ela, que mordeu imediatamente.

- Isso é muito bom Brian! Gritava a anja, com uma cara de satisfação.

- Sabia que gostaria!

O encontro dos dois ia bem, porém o tempo havia se fechado repentinamente e um alarme foi disparado:

- Aviso de alteração cronológica: procurem o abrigo mais próximo rapidamente! Dizia a voz pelos alto-falantes.

- Justo agora? Indagava Brian.

- Isso é um anjo Brian!

- Temos que correr para o abrigo mais próximo Isabelle!

Antes de Brian correr com a anja, um raio negro atingiu e um Palácio Quântico foi gerado, revelando um anjo de cabelos castanhos e com uma armadura feita de escamas, com uma enorme espada de aço em mãos. Brian e Isabelle se prepararam para o impacto, com Brian segurando fortemente os lanches da sacola. O tempo voltou e as pessoas olharam indignadas, pois o raio atingiu muito rapidamente o chão, criando uma cratera e fazendo com que uma moto de luxo, mesas e cadeiras saíssem voando, junto à um trombadinha fumando narguilé, que estava na tabacaria ao lado. O anjo logo se direcionou para Isabelle, vindo até ela.

- Anjo da alma da morte, o que está fazendo com esse mortal? Indagava o homem misterioso.

- Um anjo que não revela nem mesmo a alma que possuí não passa de lixo! Reclamava Isabelle, mudando a roupa dela para o manto angelical e conjurando a foice Exceria, irritada que o anjo tinha destruído algumas mesas da lanchonete,

- Eu sou o anjo da serpente flamejante de El Braer, o anjo da alma do boitatá! Gritava o anjo, empunhando a espada com escamas que entrou em chamas.

- Sua alma não passa de uma cobrinha fraca!

- Exeria Eraserment!

No momento em que Isabelle gritou e apontou a foice para o anjo, as ombreiras e peitoral do manto angelical desapareceram, deixando o anjo irritado.

- Maldita anjo da morte! Não encoste nas minhas escamas sagradas para os nativos! Eu invoco a ira de minha espada, queime Tupaskir!     

Quando o anjo gritou o nome da espada, o fogo se tornou mais forte, com gritos infernais saindo das chamas. O anjo atacou Isabelle com tudo, que revidou em uma batalha mortal. De repente Brian ouve em seus ouvidos um bip, exatamente quando os mechas da A.A.C surgem.

- Brian, seu encontro melou sem nem chover! Vamos lhe trazer de volta e atacaremos a A.A.C!

- Façam o que quiser! Terminava Brian, olhando para os dois anjos.

A van rosa de esteroides masculinos parou na frente de Bryel, com ele entrando dentro dela.

- Por que outro anjo? Perguntava Brian, com os lanches em mãos.

- Acredito que tem a ver com o fato de nosso querido casal ser um humano e uma anja!

- E o que você vai fazer comandante? Perguntava Brian novamente.

- Akai Ito, tá na hora de ativar as nossas armas! Mirem em qualquer lixo da A.A.C, com métodos de pane ou desligamento, evitem ferir os pilotos.

Assim que a comandante ordenou a tripulação, armas saíram de todos os lados da van, com uma antena enorme saindo de seu teto. Os mechas da A.A.C notaram aquilo e passaram a mirar para a van.

- Atenção van desconhecida! Nossa missão é os anjos, mas se não se identificarem, se tornaram o alvo principal! Gritava um dos mechas, em frente ao para-brisas da van.

- Não interfiram! Gritava o anjo de boitatá, atacando a van e o mecha com fortes chamas. O fogo destruiu o mecha desavisado, porém não chegou a nem arranhar a van da Heaven, já que possuía um sistema de escudos bizarro.

- Preparem o mini colisor de hadróns e reverta o fluxo temporal quântico da van! Nós vamos produzir um raio e gerar um Palácio Quântico com a antena chifruda! Gritava a comandante.

- Colisor pronto! Criando raio temporal... Feito! Antena pronta para posicionamento! Disparar onde comandante? Indagava Laura.

- Foquem nos tanques lasers que estão vindo na rua atrás de nós! Fritem eles e esqueçam a minha primeira ordem, pois estão mirando em Isabelle! Gritava a comandante.

O raio foi disparado e o palácio gerado. O tempo parou e apenas a van e os dois anjos se moviam. Os tanques lasers haviam sido arremessados e ficaram de cabeça para baixo, sendo atingidos por tiros da van em sua parte inferior, os explodindo. O anjo de boitatá notou a anormalidade e se enfureceu, tentando atacar a van.

- O que faremos comandante? Ele se enfureceu assim que percebeu movimentação dentro da van, mesmo com o palácio ativado! Dizia o Laura.

- Desse a metralhadora nele, cuide do escudo e ligue os alto-falantes! Dizia Margret.

- Alto-falantes ligados! Dizia Donovan, o vice comandante.

- Isabelle, nós vamos trazer você para cá, estamos com Brian! Gritava a comandante pelos alto-falantes.

- Como vou confiar em um robô pequeno e falante? Indagava Isabelle.

- Vem aqui seu otaku lazarento e fale no microfone! Gritava a comandante, puxando Brian pelo pescoço.

Brian se dirigiu até o microfone e se preparou para falar.

- Isabelle, sou eu! Venha até a parte traseira da van e vamos aproveitar o tempo restante do palácio para lhe trazer para cá!

- Como vou saber que não roubaram sua voz? Perguntava Isabelle.

- Não tem como roubar a voz de alguém que gosta de ketchup e molho de alho como eu!

 No momento em que Brian disse aquilo, Isabelle focou apenas em ir para a van, se protegendo ainda mais com o escudo angelical.

- Eu acredito em vocês! Façam o que tem que fazer! Gritava Isabelle, parando na parte traseira da van.

O palácio começou a ruir e o anjo furioso ainda atacava a van. A comandante abriu a porta e a Isabelle entrou no veículo, indo até Brian.

- Isabelle? Você está bem?

- Brian, que bom que você realmente está bem! Eu apenas estou com algumas marcas de tiros e queimaduras, se ficar parada eu poderei me regenerar!

- Faça isso Isabelle! Dizia Brian.

- Huhum, casal do verão! Chega de melação e preliminares não sexuais!  Vamos ao meu plano!

- Fale logo legaloli! Dizia Brian.

- Nós vamos levar o anjo até a base municipal da A.A.C! Isso aí é contra os princípios da Heaven, mas vai resolver o problema com a cobra fumante irritante!

- Se você diz garota! Dizia Brian.

- Garota, não mulher! Eu tenho dezoito anos!

- Que seja...

- Tripulação, vamos na velocidade máxima para o antigo quartel que agora é a base da A.A.C! Gritava a comandante.

Donovan ligou o motor da van e se preparou para acelerar. O Anjo percebeu o movimento do veículo e fincou a espada na couraça da van, que acelerou e chegou em poucos segundos na base de A.A.C, rompendo a cerca da base e se infiltrando nela.

- Você está invadindo... Uma van de esteroides masculinos cor de rosa? Ataquem essa coisa sem restrições!! Gritava a voz masculina pelos alto-falantes da base ao ver a van no radar.

Logo várias torretas a laser começaram a disparar na van. Os disparos atraíram a atenção do anjo, que parou de tentar perfurar os escudos do estranho veículo.

- O que vocês querem lunáticos nóiados? Perguntava a voz pelos alto-falantes da base.

- Não somos lunáticos nóiados! Somos os Arcturianos intraterrrenos hippies vendedores de esteroides e viemos trazer a paz angelical para vocês! Peguem esse anjo da alma de boitatá de presente! Gritava a comandante pelo alto-falante da van.

Logo o anjo foi notado e os disparos mudaram para ele, que saiu de cima dela e foi direto para as torretas. Donovan retirou a van do local e a guiou até o outro lado da rua, observando a batalha de uma área mais segura. O anjo venceu destruir uma torreta, mais logo foi acertado por um laser tridimensional de um tanque, que o furou. O anjo ficou ainda mais irritado e logo suas chamas mudaram para um tom mais forte.

- O que está acontecendo com esse zé folclore?! Perguntava a comandante.

- Eu não sei ao certo, mas quando nos irritamos demais, entramos em um modo inverso de pura fúria! Respondia Isabelle.

- Como um anjo caído? Perguntava Brian.

- Modo caído? Então os boatos que ocorreram sobre um anjo em African era verdade! Esse anjo está se tornando um demônio! Gritava a comandante.

De repente o anjo começou a ficar sóbrio. Seu manto angelical escureceu para uma tonalidade mais escura. Seus olhos se tornaram vermelhos e as asas do anjo escureceram. A arma se tornou meio violeta e as chamas ficaram na mesma tonalidade: o anjo se perdeu na fúria.

- O que vai acontecer agora? Indagava o vice comandante.

- Muita merda! Gritava a comandante.

- Olhe a boca comandante! Completava Maria, a Deusa dos Apps de Namoro.

De repete o anjo caído encarou um dos tanques de laser tridimensionais e destruiu ele rapidamente, o cortando ao meio junto com outros veículos militares.

- Maldito caído, ele irá ferir inocentes dessa forma! Reclamava Isabelle.

- Achei que os anjos não se importavam com inocentes? Indagava a comandante.

- Eu mudei a minha opinião quando Brian me mostrou as maravilhas dos animais moídos! Dizia Isabelle.

- Lanches Isabelle! Completava Brian.

- Isso lanches! Dizia Isabelle.

No momento em que o anjo caído ia carregar um ataque poderoso, o grupo na van foi obrigado a parar a conversa. O laser tridimensional havia acertado o braço do anjo, o decepando e deixando a espada cair. O anjo enfurecido ascendeu para o céu e outra alteração temporal foi emitida, criando um novo Palácio Quântico, com o anjo desaparecendo em uma explosão.

- Está acabado, contra as nossas políticas, mas acabado! Dizia a comandante.

- Como assim contra as suas políticas? Indagava Brian.

- Somos aliados aos anjos e não seus carrascos!

- E agora? Como o anjo fica? Perguntava Maria.

- Ele vai para o Coma, onde vai se regenerar e provavelmente voltar para se vingar outro dia! Respondia Isabelle.

- Teria sido pior se ele tivesse morrido! É agora que eu não recebo o meu caminhão blindado! Mas por hora, acho que vou deixar você e a anja da morte na sua casa Brian! Dizia a comandante, mudando de humor rapidamente.

- Ok. Terminava Brian, descansando os ombros.

A van fez silêncio após isso e Brian e Isabelle foram deixados na casa dele.  Com a van partindo logo em seguida.

- Sua casa está inteira Brian? Que tipo de mágica é essa? Perguntava Isabelle, ao ver que a destruição que ela havia causado estava consertada.

- Acho que arrumaram durante a tarde, enquanto a minha irmã estava aqui!

- Arrumaram?

- Clonagem de matéria da A.A.C, ou melhor dizendo, da Relife!

- Que seja. Vamos jogar aquele jogo Brian!

- Tá, mas vamos com calma. Primeiro, suas roupas!

- Verdade. Que roupa eu deveria usar?

- Que tal o daquela mulher na esquina?

- Muito vulgar! Gritava Isabelle, olhando para uma garota de programa.

- Não a da esquina, a no portão da casa na esquina!

- Aquela gordinha?

- Essa mesmo, bobona!

- Se você diz!

Isabelle observou a mulher por um tempo e copiou a calça jeans e a camiseta branca dela, ficando com uma roupa idêntica à da mulher na esquina. Brian então entrou dentro de casa, mandando Isabelle ficar atrás dele, ficando meio tenso do que poderia ocorrer assim que a família dele notassem ela.



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