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História Tentações Benéficas - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Essa história é fictícia e voltada para o público com fetiche por pés. Se não for um de nós, não recomendo ir adiante.

Nessa fic eu tentei trazer uma narrativa diferente, do ponto de vista de alguém que não é doente como a gente e trataria o fetiche com outros olhos. Eu passei por diversos dilemas, porque podia fazer ela de muitos jeitos, mas preferi este porque sou burro.

E não que importe muito, mas eu queria avisar que darei um bom tempo sem postar fics. Preciso de um tempo pra botar a cabeça em ordem. Em todo caso, eu estou postando essa e postarei mais uma que já estava pronta.

Fiquem bem.

Capítulo 1 - Dinheiro Fácil


Fanfic / Fanfiction Tentações Benéficas - Capítulo 1 - Dinheiro Fácil


 

- Eu agradeceria se você parasse de morrer e me ajudasse... — disse o meu amigo com um tom desanimado em sua voz.
 

- Mas eu nunca joguei com esse boneco, você não pode me julgar! — eu o respondi deixando meu headset de lado.

Eu precisaria esperar quase um minuto para renascer, então me foquei em me justificar mediante as reclamações frequentes do meu amigo.

- Você é sempre assim, Will. Só joga com dois personagens e ainda quer reclamar quando eu tento aprender um pouco de cada... — eu dizia enquanto ele continuava jogando. 

 - Tá... aproveita que a sua tela tá cinza e pega uma água pra mim, isso se você quiser que eu te carregue.

Ele sabia que eu recusaria e usou uma pequena chantagem para garantir que eu obedecesse. Bem a cara dele.

Essa era basicamente a nossa rotina desde que decidimos morar juntos rachando o aluguel.

Eu conheci o William antes de passar para o ensino médio. Ele sempre foi o tipo de cara meio caladão e distante, mas sua aparência dificultava sua tendência de se afastar das multidões. 

Ele não mudou muito desde então, seja de rosto ou personalidade — o aspecto que mais mudou foi sua altura de 1,92; ele é branco, esbelto, de cabelos pretos e olhos verdes bem escuros. 

Apesar do jeito dele, o que facilmente nos aproximou foi a nossa paixão por videogames.
Derivando disso, com o tempo eu passei a reconhecê-lo como alguém confiável e divertido, da maneira dele, claro. 

Nossa amizade ganhou terreno os suficiente para concordamos de rachar o aluguel de uma casa e, isso aconteceu assim que garantimos uma certa estabilidade financeira que se concretizou quando o Will completou 22 anos. 

A princípio, nós optamos essa modalidade porque seria a forma mais rápida de nos dedicarmos ao que gostamos muito, que é jogar. 

Mas confiança entre nós era boa o bastante para nos mantermos na ideia de que um seguraria o outro se fosse preciso, mas para nós, os gastos nunca foram realmente extravagantes, nossa maior preocupação era em acabar com ciclo monótono do trabalho pra fazer as coisas que interessavam de verdade. 

O William era muito mais competitivo que eu e tentava se destacar com a ambição de levar os jogos pro âmbito profissional. 

Já é um sonho de consumo da grande maioria ganhar dinheiro trabalhando em casa, certamente era mais tentador ainda ganhar dinheiro jogando ou só fazendo algo que você gosta muito. 

Mas no final, estávamos numa fase um pouco complicada para conseguir pensar em adquirir os equipamentos necessários e montar o setup ideal pra fazer tudo mesmo jurando nossos salários. 

O sonho ainda estava consideravelmente distante... até que em um dia teoricamente comum, a mesmice confortável que nos cercava foi quebrada. 

No dia em questão, eu me lembro que o Will tinha chegado do trabalho um pouco mais tarde do que o habitual, o que era muito raro. 

De cara eu já havia percebido que as coisas ficavam cada vez mais usuais, pois conhecendo ele, era incomum o ato dele vir até alguém para falar de algo que não seja jogos. 

Então foi estranho ver a tal inquietude inesperada do mesmo, que perguntava sobre o meu dia e comentava sobre o dele espontaneamente. 

Como se não tivesse como piorar, eu vi que ele não demorou muito pra se trocar e começar a fazer algumas ações em prol da nossa casa; o

Will costuma chegar, tirar a só a parte de cima do uniforme e colar a bunda na cadeira do PC, muitas vezes presenciei ele só tirando seus tênis antes de dormir, me fazia acreditar que seus tênis tinham um expediente maior que o dele. 

Algo comum também era encontrar unhas cortadas espalhadas em alguma das duas camas ou do sofá, pacotes de biscoitos vazios na sua mesa e meias muito usadas penduradas no cesto de roupas, em vez de estarem dentro. 

Felizmente ele não era a personificação de um ogro, só é aquele tipo de pessoa que você não pode deixar se criar se não quiser que abuse da sua boa vontade. 

Sabendo disso, eu já começava a sentir meu estômago embrulhar de leve com vives negativas do que poderia acontecer, mas antes de instigar por conta própria, ele não se deu o trabalho de esconder por mais tempo. 

 - Se liga, eu acho que consegui arrumar algo pra acelerar o processo das nossas metas... — ele começou visivelmente animado. 
 

- Quer dizer grana... ? Ganhou alguma proposta de emprego ou promoção? — perguntei à ele sinceramente, mas sem acreditar que fosse alguma das opções que citei. 

Will ficou em silêncio por uns breves segundos antes de continuar. 

 - Meio que eu vou precisar de você nessa... — ele hesitou enquanto falava como se buscasse palavras pra explicar. 

- Se for pra roubar e traficar não conta comigo, não é o meu talento. 

- Naah brother, nada disso. A verdade é que... — houve uma breve pausa enquanto ele olhava para os lados, antes de olhar para mim e continuar, - É um vídeo. 
 

- Sério...? — pensei sem conseguir mudar meu semblante decepcionado, mas por dentro preocupado com onde isso iria chegar. 

 -...Vídeo...? O que você tá sugerindo exatamente, vai direto ao ponto.
Will colocou as mãos em meus ombros e disse:

 - Eu quero que você aceite fazer um vídeo comigo... você só vai precisar fazer algumas coisas, mas o dinheiro é garantido! 
Sentindo que me arrependeria, eu perguntei de qualquer forma:

- Quais seriam essas "coisas", então? Fala de uma vez que você tá me deixando assustado, cara. 

 - É coisa boba, você só vai ter que cheirar, beijar, lamber meus pés, essas coisas. 
Will comentou de uma vez só finalmente, mas minha mente já tinha parado de funcionar antes de escutar até o fim. 

Não pude ver minha face, no entanto, tenho certeza que foi um belo exemplo de "poker face". 

- E aí, topa? Sim ou claro? 

- Espera... "só" cheirar, beijar, lamber seus pés e outras coisas mais? — perguntei sarcasticamente à ele na esperança de instaurar algum bom senso. 
 

- É cara, acho que vou precisar pisar um pouco também, talvez umas improvisadas, algumas fotos também. 

- Oh. — respondi o que podia pensar naquela situação, me sentindo corar de vergonha. 

 - Como você fala essas coisas como se fosse andar de bike? Tu é loko que eu vou aceitar isso? 
 

Will andou pelo quarto inspecionando as gavetas, murmurando para si enquanto me deixava falando sozinho. 

- Não sei se a câmera do meu celular vai servir bem, você sabe onde eu botei aquela minha câmera? 

- Não adianta ignorar, já falei que não vou fazer.

— eu respondi incomodado à reação do meu amigo. 

Ele então parou de buscar pela tal câmera e olhou pra mim com raiva, algo que eu não tinha visto acontecer mesmo depois de tanto tempo; senti meu coração apertar com o medo súbito e imediatamente pensei que pela primeira vez ele me quebraria. 

 - A grana é FÁCIL. Você vai ficar de viadagem com algo que pode ajudar a gente sem precisar de esforço? 

-...F-Falando assim fica parecendo fácil... quer d-dizer, porque então você não lambe o meu? — eu dizia tentando enrolar o Will, mas a pressão imposta por ele era muito grande pra peitar ele na discussão. 

Will se sentou na cadeira do seu PC, apoiando seu pé ainda de tênis sobre o joelho da outra perna:

- Eu mostrei algumas fotos nossas e eles gostaram do nosso perfil, mas entre eu e você fica óbvio dizer quem é mais adequado pra ser o "dom". — Will começou a explicar parecendo mais calmo, porém ainda sério. 

 - "Dom"...? — pensei estranhando o termo em questão. - Explica isso melhor... 

- Basicamente, existem alguns sites dispostos a pagar por vídeos de homens praticando "podolatria". Eles são doentes que ficam de pau duro só de se imaginarem tendo algum contato com os pés de outros homens, seja cheirando, lambendo, encostando... pelo o que vi eles gozam até pra fotos hahahah, que merda, né? — Will explicava entre altas risadas que ecoavam no quarto. 

Mas era muito coisa para acompanhar, eu apenas conseguia forçar um falso ar de riso sobre enquanto escutava. 

 - Só que o lance é que muito desses sites e estúdios não conseguem contratar "escravos" que cative o público—muitos desses vídeos são com dominadores bonitos e jovens, mas com escravos velhos e gordos, fazendo com que os vídeos não fiquem tão populares... 
 

-...Então, em t-teoria, eles querem alguém quase do mesmo padrão que os tais d-dominadores...? — eu continuei por Will, me sentido estranho tendo que escutar essas coisas. 

 - Exato! Mas eu sei o que você tá pensando. Eu dei uma conferida e achei um lixo também... tipo, eles chegam até a pagar pra cheirar o pés dos caras como se tivesse experimentando perfume em loja. 

- E você quer eu passe por isso...?Não acho que vai dar certo... — eu disse meio nervoso só de pensar em cheirar, mesmo que de longe os pés do Will. 

Teve poucas vezes em que eu me abaixei pra recolher embalagens vazias caídas abaixo da mesa do PC dele e, sem nem precisar chegar meu rosto perto dos pés dele, o forte cheiro já invadia o meu nariz de maneira que eu até me irritava em silêncio, já que não esperava. 

Seus chinelos padrão, ou melhor dizendo, "podrão", também me davam uma leve repulsa toda vez que olhava pra eles—eles eram originalmente brancos, mas com tempo, as solas dos pés dele ficaram tatuadas pela extensão dos chinelos com uma marca preta, como se tivesse levemente afundado e moldado de acordo com a sua sola. 

Não precisava ser um gênio pra saber que aqueles chinelos fediam e não ficariam mais brancos. 

Só esse exemplo já me fazia querer tremer com a possibilidade de me submeter nessa história, mesmo com uma boa recompensa... entretanto, não era como se eu pudesse recusar facilmente. 

Ele ficaria muito bolado se eu recusasse essa proposta "fácil" em prol de nós mesmos. Por mais que fosse degradante, se fosse só uma vez, talvez daqui algum tempo a gente esqueceria e tudo ficaria bem. 

A última coisa que eu queria era ser depósito de ódio do Will naquele momento. 

- Ah, cara... se for só uma vez e a gente não fala mais nisso. — eu disse em desistência, não acreditando muito que daria certo. 

- Eu sabia que você não ia decepcionar! Prometo que vai ser rápido, você só vai ter que banho depois. — Will falava satisfeito enquanto ria. 

Mas também não era pra menos, na pele dele eu também ficaria despreocupado. 

-...E como que vamo fazer isso? Eu t-tenho que ir aí e... — eu perguntava enquanto ele voltava a vasculhar as gavetas atrás da tal câmera. 

- Relaxa, eu já pensei em tudo. Você só vai precisar ficar deitado. 

E assim, depois que Will encontrou a câmera, ele se levantou até a mesa com algumas sacolas que trouxe de fora e retirou uma embalagem com uma corda. 

- Ou, como assim? — perguntei meio revolto ao ver pra onde as coisas estavam indo. 

- Isso aqui? É só pra passar o sentimento de estar sendo forçado. Também vou botar uma fita na sua boca. — ele respondeu com o mesmo ar inconveniente de "não é grande coisa".

- Não tô gostando e não foi isso que eu topei, melhor repensar isso com calma...

- Pensa na grana e não enche a porra do saco, já falei que vai ser rápido. — Will disse sem paciência e me deixando sem escolha. 

Dito isso, ele começou a arrumar tudo que precisava sobre a mesa do PC em silêncio e acenou com a cabeça em direção ao chão perto dele. 

Entendendo o recado, eu fui ainda relutante sobre tudo que aconteceria, só queria que tudo acabasse o mais rápido possível. 

Antes de me deitar, o Will pegou meus braços e começou a amarrar meus pulsos várias vezes e usou o restante da corda dando um nó em um dos pés da sua cadeira. 

Por fim, ele colou um pedaço de fita isolante, selando minha boca enquanto mantinha um sorriso quase perverso. Cada vez mais eu pensava que estava numa furada. 

Com tudo pronto, eu me deitei de costas pro chão e com os braços acima da cabeça. 
Will pegou a câmera e parecia ajustá-la. 

- Só pra ter certeza que você entendeu, é só fazer tudo que eu te disser e aguentar. Vê se consegue respirar alto também, é importante. 
Eu apenas rolei os olhos em concordância, já me sentindo ridículo demais antes de começar.

Sem contar que não estava realmente preparado pra isso, mas já não tinha volta. 
Na contagem até três, Will sinaliza confirmando que havia começado a gravar, me deixando mais nervoso que antes. 

Ele me filmava dos pés à cabeça, me deixando claramente desconfortável, eu só conseguia desviar o olhar, até que a sola do tênis encardido dele foi pressionado contra o lado direito do meu rosto, me forçando a olhar na direção dele. 

- Olha pra câmera agora, escravo. — Will disse com um tom grave sem tirar seu tênis do meu rosto. 

- Esse aqui é o meu novo escravo. Ele ainda tá em fase de aprendizado, mas em pouco tempo ele vai ficar obediente igual uma boa cadelinha, vocês vão ver hahahah.

Ele continuou com uma risada divertida e incomum dele, enquanto dava fracos tapas em minha bochecha com a sola suja do tênis, consequentemente sujando um pouco do meu rosto de terra. 

Eu ainda me sentia desconfortável e envergonhado naquela situação, mas tentava me manter calmo... até que ele usou sua mão livre pra forçar e retirar seu tênis de uma vez só. 

E no mesmo instante que o tênis foi removido do seu pé, o sentimento me foi parecido com o de abrir uma caçamba de lixo de perto, eu não podia fazer outra coisa além de virar o meu rosto em desgosto. 

- Não faz assim, escravo. Eu trabalhei tanto pra deixar eles assim, meu tênis tá de prova, olha. 

Will aparentemente levou a entrada do seu tênis pra mais perto da câmera, mostrando algo não muito diferente do seu chinelo, com a diferença clara de que pelo menos sei chinelo ficava arejado boa parte do tempo. 

- Eu tô usando esse par tem quase um ano, só não lembro de ter limpado ele mais de 3 vezes em todo esse tempo. — eu permanecia imóvel tentando prender minha respiração, enquanto era obrigado a ouvir o que o Will dizia sentindo profundo arrependimento. 

- Ah, e eu calço 44 caso alguma das bichas ainda não tenha notado. — Will disse, plantando seu pé no meio do meu rosto sem aviso prévio 

- Ahahah, é até maior que a cabeça desse verme! 

Desesperado com a súbita visão na minha frente, eu tentava mexer minha cabeça para os lados numa tentativa de ao menos conseguir tirar o meu nariz de tão perto, mas foi uma tentativa fútil—ele pressionava meu rosto com uma força considerável; seu calcanhar contra o meu queixo, o arco do seu pé pressionado contra o meu nariz e seus dedos no final da minha testa. 

A única opção que me restava era prender minha respiração o máximo possível, esperando que acabasse logo. 

- Você devia se sentir honrado, muita gente até me pagaria pra ficar no seu lugar. Mostra pra gente que tá feliz e sente o cheiro do seu novo dono com vontade... 

O Will passava o algodão encardido e amarelado da meia ao redor do meu nariz numa tentativa de me provocar, sabendo que eu não estava respirando. 

E não demorou muito pra necessidade de respirar me bater com o desespero, e eu já tinha ideia do que estava por vir. 

Quase que contra a minha vontade, eu respirei profundamente como se tivesse acabado de mergulhar, nesse momento que o som da minha respiração foi audível, o Will pressionou a base dos seus dedos contra as minhas narinas maldosamente. 

Em contraste, se eu não estivesse com a boca selada por uma fita resistente, eu teria tussido. Como isso não aconteceu, eu senti meus olhos lacrimejarem. 

Eu tentei virar meu rosto descontroladamente e até tentei debater meus braços, mas foi em vão. A única utilidade nisso foi a reação contente do Will, que ria contente sem deixar a câmera de lado. 

 - O escravo aprovou, como vocês acabaram de ver. Ele só precisa de mais tempo pra processar o cheiro do meu trabalho duro, daqui um tempo ele vai implorar pra poder sentir de novo. 

Eu só podia ficar revoltado com o que acontecia, tanto do cheiro de chulé que eu tinha que aguentar em silêncio, quanto também precisava aguentar ver meu amigo aparentando estar se divertindo tanto em me torturar dessa forma. 

Certamente não parecia teatro, foi como conhecer um novo Will. Não foram tantas vezes que eu presenciei ele aparentando estar genuinamente contente dessa forma, mas vê-lo se divertir fazendo isso à mim foi mais que humilhante. 

Tentei forçar meus braços pra me livrar da corda, e percebendo que estava sendo inútil, tentei forçar de maneira em que o nó na cadeira cedesse, mas novamente esforço em vão. 
Sem a minha intenção, eu estava fornecendo à

Will o que ele queria e o divertindo mais a troco de sentir a vergonha em lembrar que eu estava sendo filmado nessa posição. 

Will, então prosseguiu com os seus planos e começou a retirar as meias e jogando-as perto do meu rosto, fazendo o ambiente em minha volta ficar impestiado do cheiro do suor acumulado nelas. 

Passando por isso, eu nem havia me tocado, mas Will estava exibindo seus pés para a câmera. 

- Se liga na qualidade desses pés aqui: grandes, cheirosos, suados  branquinhos, lisos, as veias saltadinhas e olha esses dedos redondinhos cara, quer mais o quê? ahahah. — Will fazia esses comentários enquanto filmava seu próprio pé por uns segundos. 

Mas não me ignorou por muito tempo. Ele pisou no meio do meu peito com o pé direito e tentou se equilibrar num pé só, conseguindo se manter equilibrado e filmando minha pequena reação de dor e falta de ar. 

Apesar dele ser mais alto e forte do que eu, o meu físico não ia muito atrás do dele, então a dor era suportável, embora incômoda. 

Depois de um tempo, ele parecia satisfeito e voltou com os seus pés no chão. 

Eu por outro lado, estava mais ofegante devido a pressão que me foi comprimida. Tendo que respirar apenas pelo nariz era difícil de se recompor com rapidez. 

Visando isso, Will se aproveitou pra sentar na cadeira e passar seus pés pelo meu rosto. 

A sensação era anormal, mas de longe foi o menos pior naquilo tudo. Se os pés dele não fedessem tanto, eu poderia ter me conformado com o sentimento. 

Seus pés eram quentes e macios. Vendo eles por baixo, a sola tinha uma tonalidade forte de vermelho que entrava em contraste com o peito do pé pálido dele. 

Era chato admitir, mas pelo menos os pés do Will eram bonitos, com unhas cortas, sem calos e feridas. Chegava a ser um pouco surpreendente, mas ao menos o pé dele não era feio, os negativos dos seus pés era a quantidade de suor que deixavam suas solas meio pegajosas e o cheiro azedo e rústico que era emanado. 

- Agora só falta você me relaxar enquanto limpa meus pés com a língua. Tenta forçar a sua língua pra parecer uma massagem, se você não lamber direito eu prometo que te machuco. — ele me ameaçou beliscando meu nariz entre seus dedos do pé direito, me permitindo as últimas fungadas antes de puxar a fita em minha boca. 

Fiquei um pouco aliviado, mas não tinha coragem de falar uma palavra. A minha situação ainda era muito constrangedora e eu não queria que ela ficasse ainda mais sem necessidade. 

Eu estendi minha língua pra fora da boca e lambi aquela sola como um sorvete repetidas vezes, pensando mais em acabar com o cheiro do que em agradar o Will de verdade. 

Mesmo com a minha coragem, eu começava a me arrepender de passar a minha língua com tanta vontade na sola dos seus pés, devido o gosto forte que preencheu minha boca. 

Meu paladar estava passando por uma sensação parecida com a de provar algo logo depois de escovar os dentes. 

O sabor amargo do suor vinha em acompanhado com o salgado em etapas, mas no fim, o que restava era o meu paladar corrompido, orgulho destruído e um sentimento de impotência. 

Eu me recusava a acreditar que outras pessoas me veriam passando por tudo aquilo e ainda achariam excitante. 

Me fazia pensar que o requisito para fazer parte dessas gravações que Will tinha contado era realmente ser podolatra, do contrário você precisaria estar muito necessitado pra embarcar nessa... 

Mas até isso poderia ser transformado em algo excitante pra eles, se for pensar em alguém desesperado o suficiente pra aceitar lamber os pés suados de outra pessoa por dinheiro. 

- Pode começar a passa a língua entre os dedos. — disse Will, me tirando da maré de pensamentos que denotavam o meu estado decepcionante. 

 

Querendo que acabasse logo, eu forcei a ponta da minha língua entre os primeiros dedos dos pés dele, sendo "recompensado" por um gosto ainda mais forte que o gosto da solas no geral.

Eu hesitei por um momento com o gosto, eu senti calor de raiva no meu rosto em pensar que Will estava se dando mais que bem nessa história, mas que eu já não podia fazer nada pra mudar isso.

Will parecia cada vez mais mandão e marrento, o que me deixava com medo, já que se ele ganhasse tanta confiança, provavelmente tentaria me obrigar aos seus caprichos na marra.

Eu me esforçava pra não chorar naquela situação, não podia dar mais entretenimento desnecessário, então me foquei em terminar o quanto antes.

- Um cara lá do site falou que o que ele mais gosta é de ter os dedos chupados e eu achei uma recomendação interessante. Quero ver se é tão bom quanto foi recomendado, então pode começar. — disse Will, passando o seu dedão do pé ao redor ao redor dos meus lábios.

Minha vontade era de morder aquele dedo, mas eu tomaria um chute que não valeria o esforço, portanto, prossegui derrotado em ter que acatar tudo que aquele moleque jogava em mim.

Eu chupei seus dedos individualmente, cada um por um bom tempo e, apesar do gosto de pé ainda estar ofuscando meu paladar, já era bem menor comparado com antes.

Eu me sentia cada vez mais patético por continuar aqueles dedos e escutando os pequenos gemidos de satisfação do Will.

Ver que ele estava tirando proveito dessa forma me fez ter certeza de que eu fui imbecil e merecia estar ali.

Eu já tinha perdido a noção do tempo, estava mentalmente exausto, com a boca dormente e me sentindo derrotado.

Os pés de Will chegavam a brilhar refletidos na luz por estarem cobertos da minha saliva.

Ele apoiou seus pés contra o meu peito e enxugou eles usando minha blusa, enquanto ele fazia suas considerações finais para o vídeo.

- Na boa, agora até entendo o porquê de alguns caras não se importarem de terem os pés babados por um desses vermes; é simplesmente sensacional e valeu a experiência, meu escravo também parece muito feliz ehehe. — disse Will virando a câmera para ele mesmo.

 - Podem esperar mais do seu novo mestre, vejo vocês em breve, lixos.

E assim, finalmente parece que o pesadelo chega ao fim com Will colocando a câmera sobre a mesa e se agachando pra me desamarrar. 

 - Sua encenação foi ótima, cara! Talvez eles queiram até te contratar. — Will disse com o seu tom natural, diferente de momentos atrás. 

 -...Não fode, e-eu não vou fazer isso nunca mais. — eu respondi quase rosnando para ele com falta de graça no seu comentário. 

 - Eu sei que eu tava sentindo o cheiro de longe, mas eu pensei que no final você ia gostar... tô até ofendido. 

Sabendo que Will não cessaria seus comentários sórdidos, eu preferi preservar a mínima paciência e não cair na pilha. 

- Mais importante, eu não quero o meu rosto aparecendo livremente na internet, o que vai fazer? — eu perguntei esfregando as mãos no rosto, tentando tirar o fedor de pé que parecia continuar no meu rosto como uma colônia. 

- Relaxa, eu vô passar o vídeo pro PC agora e editar, daí eu improviso e vejo o que posso fazer. Quando acabar eu te chamo pra assistir igual série. — disse Will se forçando a segurar a gargalhada. 

- Vai se foder. — eu respondi me levantando e saindo do quarto pra higienizar minha boca e corpo. 

Will começou a rir da minha irritação no momento em que eu bati a porta com força. Era irritante o quão inconveniente ele conseguiu ficar de uma hora pra outra. 
 

No próximo dia, eu não conseguia me focar no meu trabalho como de costume; tudo que passava na minha cabeça era o desenrolar dessa história, se o meu sofrimento seria recompensado e no meu constrangimento em lembrar que muitas pessoas me veriam daquele jeito. 

Chegando em casa, imediatamente percebi as roupas jogadas no sofá enquanto trancava a porta, e era incomum o Will chegar antes de mim. 

 - Provavelmente tem a ver com a história de ontem... — pensei inseguro. 
Entrando no quarto, eu avistei o Will em seu habitat natural—sentado de frente pro computador com pouca iluminação no quarto. 

 - Yo, brother. Tenho boas notícias, chega mais. — disse Will reconhecendo que eu havia chegado, provavelmente por escutar a porta do quarto. 

Ficando do lado do Will e olhando pra tela, vi que em vez de jogar, ele estava com um site aberto e rodando o tal vídeo que ele tinha gravado no dia anterior. 

Ainda meio pego de surpresa, eu virei meu rosto visivelmente irritado para o dele, que parecia mais tranquilo do que o de costume. 

- Você disse que iria censurar a minha cara, qual o seu problema? - eu perguntei tentando não prestar atenção no vídeo. 

-  Eu entrei em contato e eles disseram que a censura seria prejudicial à qualidade do vídeo, então eles pagariam menos se seu rosto fosse censurado, mas não é grande coisa, não é como se algum conhecido nosso procura por esse tipo de coisa... eu acho. — Will respondeu sorrindo maliciosamente sem tirar os olhos da tela. 

- Que droga, mano! Você ter me avisado, mas e a grana? 

- Essa é uma das boas notícias. O dinheiro já tá na minha conta como foi combinado, eu resolvi tudo enquanto ainda tava no serviço. 

- Pelo menos isso... — eu suspirei aliviado em ouvir isso, mas o meu alívio não durou por muito tempo. 

- A outra boa notícia é que eles vão pagar uma pequena taxa extra pelas fotos que comentei com você ontem... — ele disse levando sua mão até o bolso na bermuda pra retirar seu celular. 

- Você é demente?! Eu falei que não ia fazer mais nada, a gente já ganhou o dinheiro! 

- Não enche, olha pra tela que vai ver você lambendo e chupando meu pé igual uma vagabunda, não vai te matar me deixar tirar algumas fotos com o meu pé na sua cara. — ele argumentou afastando sua cadeira de perto do PC. 

 - Que se foda, Will! Nós combinamos que não teria mais!
 

- Eu não me lembro de prometer nada, mas independente disso, você é único que tá sendo egoísta; eu que tive a ideia de rachar o aluguel e adiantei tudo, já que o meu salário é maior que o seu, a sua contribuição foi mínima em comparação com a minha até hoje, então porque você não pode quebrar esse galho se ele é pra nós dois? — disse Will aumentando seu tom de voz. 

Eu não imaginava que ele usaria isso contra mim assim. O meu orgulho tinha sido definitivamente quebrado. 

- M-Mas... você sabe que não é justo... 

- Eu só sei que você devia me agradecer por só querer umas fotos com o meu pé depois de tudo o que eu já fiz por nós. Se eu não fosse seu amigo, eu cobraria toda a grana de quando você estava desempregado e eu tive que pagar sozinho por alguns meses. — ele disse saindo do site e clicando no ícone do jogo. 

Mas se você não liga, então não precisa fazer nada, só não quero que encha meu saco. — Will respondeu seco, parecendo irritado ontem. 

Só que dessa vez a pressão era muita. Eu sabia que aquilo era uma espécie de chantagem, mas eu não conseguia deixar de reconhecer que ele de fato fez sacrifícios pra estarmos no divertindo no mesmo ambiente. 

Por alguma razão, eu que parecia o ignorante naquela situação, e eu não sou o tipo de pessoa que não se importa em ser ingrata.

Abaixando a cabeça, eu rangia meus dentes e cerrava meus punhos sabendo qual era a minha única saída daquela situação sem criar inimizade com o Will. 

- Espera... eu vou f-fazer... — eu disse baixinho ao lado de Will, que continuava a mexer no computador tentando me ignorar. 

- Não precisa se você vai ficar de palhaçada, tô sem paciência já. — Will me respondeu com desprezo. 

E no mesmo instante, tentando reprimir a vergonha que eu sentia, eu me ajoelhei ao lado dele, colei minhas mãos no chão frio e abaixei minha cabeça:

-...Por favor, m-me deixa... p-provar que e-eu estou arrependido... — eu supliquei à Will, que parou de teclar na mesma hora. 

- Quê?! — Will perguntou se virando pra mim surpreso. 

- Eu disse q-que prometo... obedecer se você me perdoar... — eu disse de olhos fechados sem acreditar que estava fazendo isso. 

Will retirou o chinelo do seu pé direito, e usando o peito do seu pé, ele levantou meu rosto me fazendo abrir os olhos. 

- Prova. — ele disse colocando a grande sola do seu pé na frente do meu rosto. - Dá um bom beijo no meu pé que eu vou acreditar e te perdoar. 

O pé dele estava com uma coloração mais clara de vermelho do que o dia anterior, mas com levemente sujo de poeira em algumas partes da sola, além de passar a impressão de estar suada.

Mesmo assim, eu ignorei e aproximei meu rosto e pressionei meus lábios com vontade por alguns segundos. 

Will abriu um largo sorriso no canto do seu rosto e mexeu seus dedos em satisfação. 

- Isso significa que você vai ser o meu amigo submisso daqui pra frente. — ele disse colocando seus dedos no meu nariz antes de levar seu celular novamente. 

- Cheira. 

E eu obedeci, dando uma fungada satisfatória em seus dedos imediatamente, vendo o flash da câmera do seu celular sinalizando que Will tirava fotos do momento. 

Embora o cheiro não estivesse tão ruim quando no dia anterior, não tinha como dizer que seu pé não estava fedendo, o cheiro só não estava tão forte, mas ainda era difícil de se acostumar. 

- Aaaah, bro, essa brisa é a melhor coisa que tem... — Will disse passando sua sola no meu nariz lentamente. 

Depois disso, ele tirou mais algumas fotos minhas lambendo aquelas manchas pretas na superfície do chinelo dele, algumas dos seus dois pés tampando meu rosto e me sufocando no processo. 

Eu não sei quantas fotos ele tirou, mas duraram bons minutos até que ele estivesse satisfeito e deixasse seu celular de lado e me mandar massagear seus pés; um deles com as mãos e o outro com a língua. 

Desde então, um mês se passou. 

Will já não fazia mais vídeos ou tirava fotos desses momentos que acabaram substituindo nossa antiga rotina. 

Ele exigia massagens em seus pés enquanto jogava, dizendo que eu seria mais útil do que em duo com ele. 

Quando eu estava jogando, ele chegava a sua cadeira perto da minha e colocava seus pés no meu rosto e tentava colocar seus dedos na minha boca. 

Mesmo sem ter mais motivo pra fazer isso, eu já tinha sido rebaixado como um escravo por tempo indeterminado e já estava acostumado com o tratamento, cheiro e gosto dos seus pés.

O Will conseguiu montar dois computadores muito superiores para nós nesse meio tempo, além de conseguir os materiais restantes pra que ele pudesse gravar. 

Gravações que por sinal, ele fazia questão de me deixar usar como apoio pros seus pés por longas horas, muita das vezes só lembrando que eu estava ali quando ele se levantava para ir ao banheiro, saindo do quarto enquanto ria. 

No final, eu não consegui me considerar um "podólatra", mas tive que me conformar com a minha posição abaixo dos pés do meu amigo. 







Notas Finais


Amém.


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