História Tentando aturar vocês - Capítulo 38


Escrita por:

Postado
Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Caroline Forbes, Davina Claire, Elijah Mikaelson, Elizabeth "Lizzie" Saltzman, Freya Mikaelson, Hayley Marshall, Hope Mikaelson, Josette "Josie" Saltzman, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Marcellus "Marcel" Gerard, Rebekah Mikaelson
Tags Castigo, Haylijah, Hope Mikaelson, Josie, Klaroline, Kolvina, Legacies, Lizzie, Marbekah, Mikaelsons, Palmadas, Spanking
Visualizações 90
Palavras 1.917
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Deus odeia todos nós


Fanfic / Fanfiction Tentando aturar vocês - Capítulo 38 - Deus odeia todos nós

_Não vamos esperar nem um instante! – ela decidiu enquanto puxava as irmãs para o lado de fora do Complexo e iniciava um feitiço que impediria os adultos de seguirem-nas em sua missão.

_HOPE! – Elijah apareceu na porta sendo impedido de passar por ela, ficou irritado, tinha medo que algo acontecesse... tudo ao mesmo tempo. Então ele encarou a sobrinha com um dedo levantado – Se você sair daqui Hope...

_Não é hora pra isso tio Elijah – ela explicou e sua expressão era decidida, mas um tanto soava como se estivesse se desculpando – Vai ficar tudo bem eu prometo.

   Aquela era a frase que ele devia dizer, pensou Elijah. Ele encarou a sobrinha por alguns instantes, procurando uma maneira de fazê-la deixar de lado aquilo, mas seria impossível e disso ele já desconfiava. Hope não tinha tido tempo nem de trocar de roupa, ajustou o vestido extravagante da madrasta em seu corpo e caminhou até o outro lado da rua,  as gêmeas esperavam com o carro de Hayley:

_HOPE NÃO! – Elijah tentou novamente sair do Complexo, mas o feitiço de Hope não permitiria.

_Tudo certo? – questionou Hope com uma expressão dolorosa, não era o que ela quaria fazer, era o que ela precisava fazer.

_Tudo... – Lizzie suspirou dando partida no carro enquanto Josie concordava um pouco assustada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É claro que as bruxas levaram a criança para o cemitério, não havia como ser outro lugar. Era madrugada e o clima perfeito para salvar uma vida. As três bruxas saíram do carro, Josie levava uma mochila nas costas, havia preparado-a há meses, cheia de relíquias furtadas no quartel, que ajudaria ela e a irmã a praticarem feitiços sem necessariamente terem de usar Hope:

_Certo... – Hope encarou os túmulos com os olhos saltados – Temos que rastrear a Lydia... – em seguida estendeu o punho para frente do corpo com uma atitude impressionante – tem alguma faca ou algo assim?

_Sabe... – Lizzie foi até as costas de Josie, retirando da mochila algo semelhante a um punhal – Pelo menos um dia podia ser calmo... uma festa de casamento e depois uma boa noite de sono... – lamentou segurando a mão da irmã – Sinto muito Hope...

_Faz logo! – exigiu a garota mesmo sem certeza nenhuma, não era porque curava facilmente que gostava de ser furada – Ai! – exclamou quando Lizzie abriu sua palma da mão.

_Você não tem poder de cura ou algo assim? – Josie franziu o cenho.

_É, mas ainda dói – explicou com uma careta, deixando as gotas de sangue pingarem sobre um mapa que Josie carregava na mochila e que havia estendido sobre um túmulo á poucos segundos.

_Fes Matos Tribum, Nas Ex Viras, Sequitas Saguine, Ementas Asten Mihan Ega Petous! – Josie abriu um mapa do cemitério, deixando que o sangue da irmã pingasse sobre ele, ela segurava um objeto curioso e vertendo magia em uma se suas mãos – Vocês vão ter que fazer que sem mim!

_Como assim? Não iremos para nenhum lugar se não estiver conosco Josie... – Hope a encarava, por nenhum momento Josie deixou de conjurar o feitiço.

_Margot colocou uma proteção na Lydia! – Lizzie explicou, tocando o ombro da híbrida, ela era boa em tirar conclusões corretas mesmo em tempos difíceis.

_ Fes Matos Tribum, Nas Ex Viras, Sequitas Saguine, Ementas Asten Mihan Ega Petous – Josie suava, um filete de sangue escorreu de seu nariz, mas ela apenas segurou o objeto com todo que podia abrindo os olhos e revelando uma determinação invejável – Vou cair daqui alguns minutos, mas consigo quebrar o feitiço! Fes Matos Tribum, Nas Ex Viras... – a cabeça dela foi empurrada para trás, sentia uma dor lasciva, mas era forte o bastante para não demonstrar...

_Josie não... – Hope tentou impedir, mas a bruxa usou a mão vazia para empurrar-lhe para longe com um feitiço.

_Continue Josie! – Lizzie incentivou, olhando para trás e vendo uma Hope que se levantava – É a nossa única chance!

_Eu podia fazer isso... – sugeriu a híbrida.

_Ta-tarde... demais... – Josie largou o objeto mágico e se apoiou nos joelhos para recuperar o fôlego, mas estava fraca, pálida e desmaiou em segundos.

   Lizzie observou o mapa que já indicava o paradeiro de Lydia enquanto Hope correu para conferir o pulso da irmã postiça:

_Ela vai ficar bem! – Lizzie tranqüilizou – É resistente!

_Eu sei... – Hope sorriu e tirou sua jaqueta para cobrir o corpo de Josie, orgulhosa da cena que presenciara.

   Então as duas seguiram pelo caminho indicado pelo mapa. Acharam Lydia no centro de um pentagrama, embrulhada, nos mesmos tecidos coloridos que havia utilizado no minuto que nasceu. Margot terminava de organizar velas para dar inicio ao maldito ritual de que tanto falava e ela sorriu maldosamente ao ver as bruxas:

_Estava esperando por vocês – ela disse de forma provocante, tudo em Margot era provocante.

   Lizzie avançou alguns passos na direção do pentagrama desenhado no chão, mas a mão de Hope a impediu:

_Está maluca? Isso é perigoso! – exclamou.

_Ah não é não minha querida aberração! – Margot intrometeu-se no assunto – Podem entrar... – ela sorria e se sentou em um dos túmulos observando a cena – vai ser divertido de qualquer forma...

   Hope tentou argumentar, mas não era como se Lizzie fosse lhe dar ouvidos:

_Tem certeza? – ela ponderou questionar.

_Podemos salvá-la... li no grimório da sua avó, mas precisamos estar juntas! – disse com um sorriso frouxo e estendeu o braço na direção da irmã.

_Sempre e para sempre! – Hope concordou agarrando a mão da outra num suspiro – Estou começando a entender a nossa família.

   Funcionou! As duas estavam dentro do circulo de pó que rodeava a criança. Hope conseguiu inflar os pulmões novamente e correu até o bebê que chorava desesperadamente. Lydia era muito maior do que Ethan fora quando recém-nascido, parecia mais resistente e era bonita feito a mãe:

_Oi Lydia... – sorriu aconchegando-a em seus braços – Tudo bem garotinha... oi... oi... tudo bem! – Hope não tinha idéia do que faria para escapar das fronteiras do pentagrama, mas por apenas alguns segundos... ela estava feliz e tranqüila, aquela era a prima que mais amava, sem nenhuma sombra de dúvidas.

_Ela é tão linda... – exclamou Lizzie ao se aproximar para acariciar a cabeçinha do bebê, mas em um instante a terra pareceu tremer uma quantidade assustadora de sangue jorrou das narinas da gêmea Saltzman.

_Tic-tac... o tempo está passando Lizzie Saltzman – Margot caçoou do lado de fora da cúpula mágica, com uma risada macabra.

_Lizzie? – Hope não entendia nada.

   De repente Lizzie começou a ofegar e olhou determinada para a irmã:

_Achei que teríamos mais tempo... preciso que confie em mim! – ela disse com a mão no peito, sentia uma dor dilacerante, mas não podia demonstrar.

_Não estou entendendo Liz... – Hope parecia atordoada em meio aquele caos, com aquela criança tão indefesa em seus braços.

_Hope... ou eu morro ou a Lydia morre! – ela explicou com as mãos para o ar, tentando impedir qualquer decisão precipitada, temendo a reação da híbrida – E antes que você venha com qualquer atitude idiota e altruísta eu...

_Você não vai morrer Lizzie! – Hope riu como se aquela fosse apenas uma brincadeira com resoluções óbvias – Ninguém vai morrer... – decidiu, pois nada se encaixava.

_Irmã... eu quero tanto te explicar, mas eu não tenho tempo e se nós ficarmos aqui você vai perder nós duas... – Lizzie só precisou encará-la para Hope saber que falava sério.

_Não...

   Num segundo um filete de sangue saiu do narizinho frágil de Lydia e Lizzie perdeu o equilíbrio. Margot olhava tudo com muita curiosidade do lado de fora da cúpula, mas não se encaixava naquele cenário. Hope ajoelhou-se ao lado da irmã, mantendo Lydia segura em seus braços e preocupada com a bruxa enfraquecida para quem olhava enquanto sentia a prima começar a perder a vida junto da outra:

_Tudo bem... – Lizzie sorriu para tranquilzar a irmã, mas chorava e não era pouco, ela não queria morrer, mas teria que se deixar ir – Sou eu... tem que ser eu... – explicou em prantos, por mais que tentasse se conter.

_Não... não eu vou... eu posso ir Lizzie eu não tenho medo de morrer... – uma lágrima riscou o contorno do rosto da híbrida, mas ela sabia que não podia ser ela – E o feitiço do grimório?

_Foi apenas para que você não surtasse – ela riu enquanto chorava – Tudo bem Hope...

_Não... – Hope abraçou-a também chorando, tentando não machucar Lydia que já ia perdendo os sentidos.

_Você tem que tentar entender Hope – ela segurou no braço da irmã já sem forças para levantar – Eu vou ir... e eu estou bem e depois tudo vai desaparecer e você vai levar Lydia para longe... finalmente terão paz!

_Não... – Hope negou freneticamente sem nem notar que estava chorando, Lydia dormia em seu colo – Não eu vou dar um jeito... você não tem que morrer, podemos impedir ok? Eu vou impedir...

_Ei... – Lizzie pegou no rosto na irmã e sorriu limpando uma de suas lágrimas – Não tem outro jeito... um dia você vai entender melhor, mas tem que ser feito – ela agarrou uma das mãos de Hope e conduziu ao seu peito com muito cuidado – Faça! Acabe com a minha dor! Tudo bem Hope... depois você tem que correr pra casa e levá-la com você – dizia sobre a criança, estava convicta.

_Não posso... – obviamente Hhope se negava a assassinar a irmã.

_Pode! – ela sorriu – Vá em frente... não temos tempo – ela engoliu as lágrimas e Hope não se lembrava de um dia ter chorado tanto – Você vai voltar pra escola e vai ficar tudo bem de novo, só... faça!

_Não...

_Hope! Vá em frente!

_Eu te amo Lizzie – e a bruxa concordou.

   Percebendo que não havia saída e que em segundos Lydia morreria, mesmo sem entender o motivo, houve uma coragem gigante dentro de Hope. Ás lágrimas forçou a mão sobre o peito de Lizzie, invadindo-a, tentou puxar o coração para fora, mas não teve coragem e esmagou-o dentro do corpo.

   “Você não é o tipo de pessoa que se sacrifica”

   Lizzie recordou uma frase marcante que Josie lhe dissera e seus olhos se tornaram fixos, inexpressivos, ela não se mexeu mais.

   Tudo desapareceu da forma que tinha dito. Margot virou pó com um olhar sínico e Hope viu-se obrigada a fugir com Lydia. O corpo de Lizzie ficou ali no pentagrama e o ar voltou aos pulmões do bebê que voltou a perfeita saúde em instantes. Hope não sentia nada e sentia tudo ao mesmo tempo, não conseguia acreditar que tinha perdido a irmã e que sua mão cheia do sangue dela estava sobre a cabeçinha inocente de Lydia:

_O que houve? – Josie questionou quando avistou que apenas Hope retornara com a bebê, algo estava errado e podia-se sentir – Cadê a Lizzie? – Hope então caiu de joelhos sem soltar o bebê e Josie correu para ampará-la, ficando ao seu lado no chão.

_Desculpa... Desculpa Josie, desculpa... – pedia em prantos, nunca sentira uma dor maior em sua vida.

_O que houve? – perguntou novamente com as mãos sobre os ombros da irmã, já desconfiando do que se tratava, mas estava muito enganada e seus olhos também ficaram cheios – Aconteceu alguma coisa? Por favor Hope... o que aconteceu?

_Lizzie está morta!

   Uma mão de Josie foi parar em sua boca, ela esqueceu-se de tudo, nem conseguira assimilar a resposta, desejava não ter ouvido aquilo. Seus olhos escuros verteram em lágrimas, havia tantas perguntas, mas sua boca não se abria e ela não podia nem acreditar. O que diriam a família? E seus pais? Seus pais estavam em lua de mel... Alaric iria morrer quando soubesse. Tudo que fez então foi abraçar Hope Mikaleson que estava em total estado de choque.


Notas Finais


Deixo pra vocês os comentários desse episódio...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...