História Tenth District - Interativa - Capítulo 15


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus bolinhos, espero que estejam bem!

Pois é postando agora a essa hora...vê se pode uma coisa dessas, me deu um bloqueio que minha nossa, mas enfim o capítulo saiu, espero que gostem ♡

Capítulo 15 - 10. Tudo o que nos sufoca


Fanfic / Fanfiction Tenth District - Interativa - Capítulo 15 - 10. Tudo o que nos sufoca

Acho que há uma falha no meu código

Estas vozes não me deixarão sozinho

Bom, meu coração é de ouro e minhas mãos estão frias

— Gasoline (Halsey)

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A tranquilidade que pairava era confortante, o dia estava lindo e o sol brilhava no céu, nada poderia tornar aquele dia ruim se não fosse pelo fato de todos eles já parecerem ruins desde o último ocorrido, havia perguntas das quais ela não sabia responder ou simplesmente não queria respondê-las. Já havia escutado tantas reclamações que sentia que podia explodir a qualquer momento, a capital queria explicações para seu futuro presidente ter sido julgado, atos como aquele eram extremamente frustrantes e eles não compreendiam o porquê.

Ainda não havia saído da cama e embaixo das cobertas Yura queria apenas uma folga do título de presidente, queria apenas esquecer tudo o que havia acontecido e tentar de alguma forma por sua própria mente em ordem.

Lembrava de como tudo havia acontecido, havia criado tudo o que se era conhecido, havia criado as regras e escolhido quem seria ordenado e quem daria as ordens, no início havia criado tudo aquilo com a ajuda de seu pai, ela tinha 19 anos quando o mesmo morreu e teve de assumir tudo, foi uma grande responsabilidade fazendo-a enxergar como o mundo era cruel, lembrava de que muitos não botavam fé no mundo que seu pai e ela criaram juntos, a maioria ria deles dizendo o quanto seria impossível domar toda a população da forma que planejavam, foi quando Yura percebeu que no jogo chamado vida você tinha duas escolhas, ser quem está acima de todos ou ser aqueles que estão abaixo sendo pisoteados. E ela havia escolhido a primeira opção.

Sua vida nunca fora fácil, após a morte de seu pai tomou seu lugar e fez como deveria ter feito a muito tempo, passando a criar sua própria imagem, fazendo com que todos soubessem quem ela era e com quem estavam lidando. Os primeiros a serem usados como exemplo foram aqueles que riram de seu pai, enforcados na praça principal da capital sendo transmitido em tempo real a todos os distritos. Todos estavam vendo o quão cruel era o coração de quem lhes governava fazendo-lhes tomar a iniciativa de recusarem as regras absurdas e irem em busca de justiça, mas aqueles atos inúteis apenas deixaram um sorriso sínico nos lábios da presidente, vendo o quão pareciam animais naquelas rebeliões decidindo criar o lugar perfeito para animais como eles: a floresta negra.

Sentou-se na cama pensando em seu filho, queria que tudo fosse um mero sonho, que fosse levantar e se deparar com alguma das intromissões do garoto em seus assuntos, mas aquilo não iria acontecer. Não queria admitir a si mesma mas sabia que ele já estava morto a essa altura do campeonato. WooHyun havia chegado ao mundo prematuro, nasceu fraquinho e com extrema necessidade de atenção cuidados, lembrar daquela época lhe doía o peito fazendo-a derramar uma lágrima, ele não era o único que não estava totalmente preparado para vir ao mundo, Yura tinha exatos vinte e um anos quando o concebeu, aprendendo a força o que era cuidar de um filho.

 

Deitada em sua enorme cama quentinha abria seus olhos ouvindo o choro baixinho e abafado, despertou num pulo com seus cabelos desgrenhados olhando de imediato o pequeno berço ao lado de sua cama, na madrugada fria aproximava-se rapidamente do bebê que tinhas os olhinhos brilhando em lágrimas, mas que ao vê-la parou imediatamente ficando apenas entre alguns soluços.

— Xiii…tudo bem, tudo bem. — Sussurrou enxugando as lágrimas do pequeno. — O que houve? Qual o problema?

O bebê esticou os bracinhos até ela sendo pego no colo junto com os lenções que o cobriam, ao sentir-se nos braços da mãe a abraçou fortemente fazendo Yura sentir algo que a tempos não sentia de verdade desde a morte de seu pai, o sentimento caloroso de alguém que a amava, que precisava dela. Abraçou o pequeno sentindo seus olhos lacrimejarem, voltou para a cama colocando-o ali ao seu lado, o cobrindo com as cobertas quentinhas o vendo a observar com seus enormes olhinhos admirados entre um sorriso caloroso e amoroso, deitou-se ao seu lado abraçando-o enquanto o encarava lentamente voltar a dormir.

— Eu vou cuidar de você, não se preocupe meu pequeno WooHyun, sempre irei lhe proteger…

 

•───⊹⊱✿⊰⊹───•

 

— Você está bem? — A doce voz da loira o fez despertar de seus pensamentos instantaneamente.

Jae-Hwa se questionava internamente se deveria ter ido falado com ele ou não, mas sabia que não poderia evitar, ele parecia meio...triste. WooHyun sorriu ao notar sua presença pedindo para que ela sentasse ao seu lado, não respondeu-lhe de imediato voltando a observar os demais que se alegravam por encontrarem Água.

— Você não me respondeu…

WooHyun a encarou profundamente, Jae-Hwa corou de imediato olhando para um canto qualquer podendo escutá-lo dar uma risada, ela começava a se irritar com aqueles atos estranhos dele, principalmente por saber e deixar transparecer como ele sempre conseguia deixá-la daquele jeito em sua presença.

— Estava pensando em minha mãe. — Respondeu após um pesado suspiro. Jae-Hwa  o encarou novamente, dessa vez séria e triste. — Sei que ela não tem uma boa reputação, mas ainda é aquela que cuidou de mim a minha vida toda. Não posso evitar sentir sua falta. — Outro profundo suspiro. — Ela é minha mãe.

 

— Mãe! Mamãe!

— O que houve querido? — O tom da voz preocupante de sua mãe o fez rir.

— Não é nada demais, queria apenas perguntar se quer brincar comigo.

A criança sorria para a mulher que respirava aliviada por não ser nada grave com o pequeno.

— Do que quer brincar? — Abaixou-se ficando na mesma altura que ele.

WooHyun levou o dedo indicativo a bochecha pensando em algo que pudessem brincar juntos, era uma criança agitada e gostava de correr pelos corredores da enorme casa.

— Esconde-esconde! — Disse empurrando Yura até o canto da sala. — Conte até mil e vá me procurar.

— Como? Até mil!? — Yura mal teve tempo de dizer, sorriu avistando o pequeno correr pelo corredor em meio aos risos a procura de um lugar para se esconder.

 

Era difícil se recordar de momentos como aquele, sentia falta daquela época na qual Yura não se preocupava em ensinar-lhe a como se tornar um excelente futuro presidente, se preocupando apenas em como ele estava, se se alimentava direito ou se sua saúde estava boa. Sentia um aperto em seu peito, seu coração doía pois ainda tinha como última lembrança seu olhar frio do qual mal pode reconhecer a mulher que lhe amava. Notou estar difícil respirar sentindo as lágrimas quentes escorrerem por sua face, surpresa Jae-Hwa tocou-lhe o ombro compreensiva vendo-o olhar na direção contrária a dela enquanto enxugava as lágrimas, agradecia pelos outros estarem bem distraídos para se quer vê-lo naquele estado.

— Não precisa esconder suas lágrimas, cada um de nós temos nossas fraquezas, isso não te torna fraco, WooHyun, te torna humano.

Sem precisar pensar duas vezes o abraçou, o envolveu em seus braços apertados. Ela o compreendia de certa forma, era difícil sentir falta de alguém que você tanto ama, ela sentia falta de seu pai e das vezes que ele lhe abraçava daquela forma quando queria lhe transmitir segurança.

— Psiu! — Soomi chamou a atenção de Hani para a cena. — O que acha?

Hani observou Jae-Hwa e WooHyun de longe sorrindo alegremente enquanto encarava a cena. Shin-Mok que estava perto não pode evitar também escutar o comentário de Soomi também observando os dois de longe.

— Eles são fofos. — Hani disse voltando sua atenção a amiga. —  Eu acho que eles formam um bonito casal.

Soomi concordou. Shin-Mok que observava todo o desenrolar se pegou imaginando na morena que estava próxima a si, seu olhar encontrou o de Joon que sorria sapeca enquanto alternava seu olhar entre ele e Hani o fazendo revirar os olhos e voltar ao que estava fazendo.

O sol transmitia o calor de uma tarde quente e abafada, aquela água cristalina era tão convidativa a seus olhos e atraente num dia como aquele, começou a adentrar o rio notando a risada de Joon e as atenções em si após retirar a camisa que vestia, Shin-Mok não era do tipo que se importava em retirar suas roupas na frente das pessoas, e não seria naquelas circunstâncias especiais que iria passar a se importar.

— Se ele pode mostrar seus músculos eu também posso. — Disse Chanyeol retirando sua camisa em seguida.

— Exibido. — Yewon retrucou sem tirar seus olhos do garoto.

— Oras, não sou eu que aparentar gostar do que vê. — Respondeu satisfeito a vendo corar voltando ao que fazia.

— Era só o que faltava. — Drake reclamou. — O que farão a seguir? Abrirão um bordel?

— Qual foi Myung, está com inveja do que vê? — Chanyeol o provocou fazendo-o rir.

Shin-Mok vestiu novamente a camisa fingindo não escutar Drake, passando por Joon-Jae que ainda ria da situação. Sentou-se em um tronco caído notando marcas estranhas gravada no mesmo, eram semelhantes a garras afiadas o que lhe fez lembrar da criatura que agora havia se multiplicado, ele temia encontrá-las novamente, principalmente se estivessem juntas. Distraído notou a presença de alguém sentando-se ao seu lado, sentindo uma rápida palpitação ao ver de quem se tratava.

— Oi. — Hani disse meio sem jeito. Ela era sorridente e muito simpática, mas não costumava tomar iniciativas, não que ela visse aquele ato como tal, mas sentia que devia agradecer melhor pela ajuda que recebeu.

Shin-Mok desviou seu olhar para seu curativo, demonstrava preocupação e não escondia tal sentimento.

— Está melhor?

— Ainda dói um pouco, mas comparado a dor que senti a algum tempo atrás não é nada. — Sorriu novamente. — Gostaria de agradecer direito, não gosto nem de pensar no que me aconteceria se não tivesse ajudado a estancar o sangue.

— Muito menos eu..

Shin-Mok disse no automático notando o que havia dito ao receber o olhar surpreso da garota.

— Digo, não quero que ninguém se machuque. — Contornou a situação.

Hani sorriu outra vez, dessa prendendo a atenção do maior em si, sentiu algo dentro de si mas não sabia dizer ou identificar o que era, voltando a falar notando o quanto o clima pesou ao seus olhos se encontrarem.

— Sabe.. Já te vi na floresta, quando estávamos no distrito. Você sempre ia lá?

Shinnie se surpreendeu com aquela revelação, pensava que ela nunca havia o notado, mas surpreendentemente ela já o conhecia de vista pelo mesmo modo que ele a conhecia.

— Costumava frequentar com meu irmão mais velho desde que éramos crianças.

— Você tem irmãos? — Perguntou admirada. — Eu queria tanto ter irmão ou irmã, deve ser legal.

— Tenho e uma irmã caçula também. — Sorriu lembrando-se de seus irmãos. — Em parte é sim, sabe, tirando as pequenas discussões de vez em quando. — Riu a fazendo o acompanhar.

— Ah é normal eu acho.

Hani era filha única e sempre pensou no quanto seria legal ter irmãos, conhecia Joon-Jae e Soomi e via o quanto eram tão acolhedores um com o outro, gostava de vêr como se tratavam tão bem. Sempre um pensando no outro.

 

•───⊹⊱✿⊰⊹───•

 

— Sua beleza se cansou de ficar na cama? — Seyoon questionou vendo Yura adentrar a sala.

— Não me enche, governador!

Jin-Sub que também estava presente não deixou de rir com seu comentário e para com Seyoon que expressava indignação, enquanto colocava mais vinho em sua taça bebericando o líquido em seguida.

Yuna sentou-se em um dos sofás ainda de camisola usando apenas com um roupão por cima, estava com uma leve dor de cabeça e encontrava-se totalmente em outro planeta.

— Minha senhora, parece bem abatida.

Seyoon concordou com Jin-Sub a observando, vendo o quanto ela estava realmente diferente. Parecia que algo lhe perturbava e apenas confirmou suas suspeita ao olhar da loira encontrar o seu e ela disfarçar qualquer coisa que poderia estar a pensar.

— Aconteceu algo? — Perguntou. Yura o encarou revirando os olhos.

— Sei que você não se importa com o seu filho, mas eu me importo com o meu e se não se lembra eu o condenei a morte!

— Ah sim. — Seyoon sorriu lembrando-se daquele momento. — Você deveria ter ido conosco, foi divertido ver o medo nos olhos do herdeiro ao estar frente a frente com os portões do inferno.

Yura suspirou incrédula. Seyoon não fazia questão de seus sentimentos, nem os de uma mãe preocupada muito menos quanto de uma mulher apaixonada. Isso só lhe deixava cada vez mais magoada.

— Cretino. — Sussurrou o fazendo sorrir.

Seyoon era esperto e conhecia Yura como a palma de sua mão, podia ver em seus olhos que havia algo além do que ela dissera. Levantou-se indo em direção a porta saindo da sala deixando os outros dois a sós.

Yura apenas acompanhou seus movimentos até que ele sumisse de vista, pensava no que havia feito a dezessete anos atrás, não sabia como levou a esconder aquilo por todos esses anos e nem ao menos sabia como exatamente esse segredo havia começado.

— Não me olhe assim. — Ordenou percebendo o olhar questionador de Jin-Sub.

— Pensando em seus erros cometidos?

— Não fale assim! Meu filho não foi um erro.

— Bem agora não faz diferença, ele está morto. — Provocou a presidente com um sorriso sínico. — Uma pena não ter contado ao Seyoon, eu iria amar presenciar um reencontro familiar antes do julgamento, poderíamos ter celebrado por termos reencontrado nossos filhos.

Yura suspirou alto deixando bem claro o quanto estava zangada, não queria ser lembrada a toda hora de que seu filho estava morto, mas mesmo que aquela fosse a verdade por alguma razão ela sentia algo dentro de si, como se pudesse sentir que seu filho estava muito vivo.

— Não fale assim de WooHyun, respeite meu sofrimento, por mais que ele fosse complicado sempre foi e sempre será meu filho.

— E o de Seyoon. — Sussurrou ao notar a silhueta pela porta entreaberta. — Não vai contar mesmo a ele?

— Escute, não tem motivos para eu contar ao Seyoon que WooHyun era seu filho, ele se foi, junto ao meio irmão dele…

— Yura… — Jin-Sub a interrompeu.

— Estou falando Jin-Sub, sério! Não tem com o que se preocupar…

— Yura!

— O que é!?

Ela virou-se nervosa dando de cara com o governador. O conselheiro apenas sorria presenciando a cena, estava se divertindo com todo o ocorrido. Yura sentiu um arrepio em seu corpo, queria torcer para que ele não tivesse escutado o que ela dissera, mas só pela sua expressão era nítido que sim.

— O que isso significa? — Seyoon a questionou surpreso. — Aquele peste é… WooHyun é meu filho?

— Seyoon, eu posso explicar.

— É óbvio que vai! Como me escondeu isso todo esse tempo?

— Por que está bravo? Sempre o odiou!

— Esta não é a questão! Por que nunca me contou?

— Eu estava com medo! — Yura gritou criando tamanho silêncio no local. — Você estava sempre falando de Bora, Bora isso, Bora aquilo...eu sempre te amei, Seyoon! Muito antes daquela prostituta, não era justo. — Fez uma pausa bagunçando seus cabelos com a raiva. — Eu tinha vinte anos na época, descobrir que estava grávida não foi uma noticia fácil, principalmente sabendo que era fruto de um amor nunca correspondido a mesma altura. Mas o que adianta? Meu filho se foi, nosso filho se foi. — As lágrimas rolaram por sua face. — Meu filhinho se foi…

 

•───⊹⊱✿⊰⊹───•

 

Seguindo pelo rio, os jovens continuavam sua jornada, pelo menos agora teriam água de sobra, poderiam recuperar suas forças quando necessário mas sem abaixar a guarda, apesar de tudo sabiam que eles eram a presa naquele lugar e estavam sendo caçados.

— Então…como é essa pessoa? — Hana questionou curiosa. — Ela pode mesmo nos ajudar?

— Sim. Ela me ajudou varias vezes quando precisei, é de confiança. — Eunki afirmou.

— Quem é ela? — Cho-Hee perguntou, também curiosa.

Eunki encarou o herdeiro, ambos sabiam a repercussão que aquilo traria, mas não podiam evitar, uma hora a verdade apareceria, afinal de contas, estarem indo até ela.

Kim Sun-Hee. — O herdeiro pronunciou o nome causando um enorme silêncio.

Todos conheciam aquele nome, todos sabiam quem ela era e o que havia “acontecido” com a mulher. A três anos atrás, Sun-Hee, uma professora com tamanho amor ao que fazia, com o sonho de um dia ser mãe dava aula para as crianças do distrito, sempre era renovador ver os sorrisos dos pequenos ao vê-la pela manhã, era uma mulher amável. Mas sempre havia um porém, não aguentava ter que ensinar somente o que era relevante para o governo, eram apenas crianças e desde aquela idade já eram submetidos a aprenderem o que o governo queriam ensinar, seja um bom cidadão, obedeça as regras e se deixe ser controlado.

Sun-Hee não aguentava mais, mas o fim não foi agradável, Seyoon havia descoberto que ela estava ensinando fora dos padrões, mandando prendê-la e julgando-a junto a seu marido que se recusou a abandoná-la. Depois de serem mandados para aquela floresta nunca mais se ouviu dizer sobre tal, Sun-Hee havia se tornado uma lenda para aqueles que acreditavam nela e em seu potencial, mas se tornando também um nome que ninguém queria ter nenhum tipo de relacionamento para não serem suspeitos na lista do governador.

— Ela está viva? — Rui quebrou o silêncio. — Eu sempre achei que ela estivesse, mas mesmo assim é surpreendente.

— Ela conseguiu sobreviver. — Eunki continuou a andar colocando as mãos no bolso. — Sun-Hee tem um abrigo mais adentro da floresta, por isso estamos indo até lá.

— Como ela conseguiu? — Questionou Hana. — Nós também escapamos, mas...foi graças a Sara. Como Sun-Hee escapou?

— Da mesma forma, ela viu seu marido ser pego e morto pela criatura.

— Coitada. — Yewon franziu o cenho.

— Não temos muito tempo, vamos continuar. — WooHyun olhava o céu, em algumas horas o sol iria se pôr novamente. — Mal tivemos progresso hoje.

Por mais que caminhassem aparentavam estar mais distante de seu objetivo, mesmo parando para beber água ainda estavam cansados e toda aquela caminhada parecia sempre os levarem para um caminho sem fim, podiam ver nos olhos uns dos outros sua própria exaustão. Os olhos sempre atentos em torno da floresta, junto a sensação de estarem sendo observados, era uma péssima hora para alguma outra criatura surgir, não estavam em condições para fugirem, preocupados passaram a caminhar mais cautelosamente, não podiam arriscar. Em meio ao silêncio o vento se fazia presente no fim da tarde, não faziam ideia por quanto tempo estavam andando, não sabiam que horas eram e não tinham a noção de onde estavam. Aquilo era um problema.

EunKi encarou WooHyun, ambos compreenderam o olhar um do outro, eles não sabiam onde estavam mesmo que soubessem que bastava seguir o rio até encontrar SunHee, algo parecia não fazer coerência. EunKi olhou ao redor, lembrava das vezes que adentrava aquela floresta pela falha e se recordava da mulher dizendo que o rio era o ponto de referência para caso ele quisesse visitá-la, ou como se previsse o futuro, no caso dele ser julgado. SunHee era como uma mãe para si e ele como o filho que a mulher nunca teve a chance de ter.

EunKi recebeu outro olhar do herdeiro, dessa vez de questionamento, fazia gestos discretos tentando saber se ele não fazia sequer uma mínima ideia de onde estavam, enquanto EunKi balançava a cabeça também discretamente respondendo que não.

— O que? — Drake encarou o Herdeiro após o mesmo suspirar preocupado.

— Nada.

— Hum. — Alterou seu olhar entre os dois garotos, olhando feio principalmente para Eunki. — Por acaso sabem onde estamos?

— Já falei que não é nada.

— Então por que está bravo? Se não tem com o que nos preocupar, não deveria estar tão alterado.

— Eu estou ficando cansado de você, Myung! — Chanyeol agarrou o garoto pela camisa.

Todos pararam olhando incrédulos para a cena, WooHyun suspirou sem paciência, não acreditava que iriam perder mais tempo do que já haviam perdido. Joon-Jae revirou os olhos também irritado, começava a criar um certo problema com Drake, ele apenas causava confusões ao grupo.

— Finalmente! Parou de falar o quanto se acha o bom e está criando atitude! — Drake disse se livrando do menor. — Me largue!

— Acho bom você guardar o que pensa para si mesmo! — Chanyeol disse aproximando novamente recebendo um soco do maior. — Filho da puta!!

E novamente, no mesmo dia, outra briga estava a acontecer, Chanyeol não aguentou o sangue ferver desferindo também um soco em Drake fazendo-o cair ao chão, mas dessa vez antes que pudessem continuar a briga foi interferida. Joon-Jae impediu Drake de se levantar olhando torto para o menor ainda no chão, Chanyeol estava a encará-lo também só não partindo para cima dele novamente por ter impedido por Yewon que surpreendentemente lhe deu um leve soco no braço fazendo-o a olhar incrédulo.

— Foda-se vocês! — Drake levantou-se caminhando para longe. — Foda-se todos vocês!

— O que ele está fazendo? É perigoso se afastar assim. — Hana comentou assustada.

Drake dava passos pesados enquanto se distanciava dos outros, estava com tanto ódio, sentia sua cabeça explodir com os palavrões que referia-se aos demais os xingando mentalmente. Estava com raiva. Sem olhar ao redor não se preocupando com o que poderia encontrar estando já sem a visão dos outros, desferiu um soco em uma árvore sentindo sua mão latejar, totalmente despreocupado mal percebeu estar sendo observado.

Chanyeol aproximou-se do rio encostando seus dedos em cima de sua sobrancelha sentindo a ardência e notando o vermelho do sangue, abaixou-se formando uma concha com as mãos jogando a água em seu rosto sentindo outro leve soco ser desferido novamente em seu braço.

— Ai, por que fez isso? — Questionou Yewon que o olhava brava. — O que?

— Está sangrando, idiota! Por que se meteu com aquele encrenqueiro? Sabe que ele parece só procurar confusão.

— Oras, eu também procuro. — Sorriu sarcástico levando um tabefe da maior.

Yewon retirou um lenço que carregava embolado no bolso, só agora havia se lembrado dele ali todo amarrotado, abaixou molhando-o e torcendo-o  o dobrando ao meio em seguida enquanto se aproximava do garoto.

— Não preciso disso. — Estralou a língua segurando sua mão antes que pudesse alcançar seu ferimento.

Yewon arqueou uma de suas sobrancelhas girando seu pulso soltando sua mão da dele, encostando com força o pano molhado em seu machucado o viu reclamar pela dor que sentiu. Riu ao vê-lo reclamar, parecia um de seus irmãos mais novos, era bom lembrar deles pois sentia a falta de sua família. Chanyeol abriu os olhos ao sentir que agora delicadamente Yewon cuidava de seu machucado.

— Por que?

As palavras saíram mais baixas do que planejou dizê-las. Yewon o encarou sem entender a pergunta voltando  a limpar o pano na água cristalina do rio.

— Por que, o que?

— Por quê está se preocupando comigo?

Yewon parou de torcer o pano o observando sem reação, abriu a boca mas nada saiu. Pareceu pensar num motivo para estar ali, ajudando-o. Encostou o pano novamente em seu ferimento ainda com uma expressão pensativa, suspirando antes de se pronunciar.

— Você me lembra meus irmãos. — Respondeu fazendo-o rir. — Às vezes eles são tão birrentos quanto você.

Yewon observou dessa vez ele a ficar pensativo, segurou seu pulso novamente a fazendo o encarar, seus olhos estavam cravados nos seus profundamente. Estranhamente sentiu um calor percorrer seu corpo ao olhos do garoto fixarem em seus lábios, ela engoliu seco sem qualquer reação, não fazia idéia do que estava sentindo, mas era totalmente confuso, podia jurar que notava uma aproximação.

— Soomi!?!

Aquele momento foi interrompido pelo grito de Joon-Jae que desesperadamente olhava para todos os cantos em busca da irmã, que até então estava bem ali, ao seu lado.

— Onde está Soomi!?


Notas Finais


Obrigadinha por ler :3 até a próxima
Kisses ~♡


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