1. Spirit Fanfics >
  2. Teoria do Caos >
  3. Buy and sell

História Teoria do Caos - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Vocês devem estar "ué?" acontece que eu notei que faltou algumas informações importantes no capítulo e resolvi reposta-lo.

Capítulo 2 - Buy and sell


Fanfic / Fanfiction Teoria do Caos - Capítulo 2 - Buy and sell

O chinês já havia finalizado a compra a alguns dias com um fornecedor de confiança. Precisavam renovar o armamento e repor o que havia sido gasto na última ação do grupo, o que certamente não era pouco. Cada ação precisava ser calculada nos mínimos detalhes para evitar situações desagradáveis e possíveis baixas. Por esta razão, Yukhei ficava encarregado de repor o estoque do grupo. O mercado ilícito estava sempre dispondo de novas armas e tecnologias, fazendo com que tivesse vários contatos e conhecimento por lá. Era primordial saber com quais tipos de vendedores deveria lidar. Já havia se passado alguns meses desde o último assalto e precisavam estar bem preparados para os próximos.

 

Yukhei acordou cedo com ajuda do despertador do celular naquele dia. Estava acostumado a levantar cedo, mas ainda se sentia sonolento por conta do horário. Eram 4:00 da manhã quando saiu da cama e foi tomar o seu banho frio para despertar de verdade, a água gelada acordava os seus sentidos conforme as gotículas se chocavam contra o corpo forte e malhado. Ainda estava escuro quando começou a vestir-se no quarto. A camisa de malha preta ajudava a destacar os braços fortes e a calça militar junto dos coturnos negros completavam o visual. Colocou o distintivo falso no bolso da calça e jogou os cabelos para trás. O Wong seria facilmente confundido com um militar com aquela postura dominante e olhar sério, algo bastante contraditório.

 

Metade do pagamento já havia sido feito no dia anterior por meio de transferência e o restante seria pago em espécie. Os amarrados com notas de 100 estavam muito bem guardados dentro da mochila escura, dentro do carro cinza e escondido embaixo do banco. Yukhei deixou o seu apartamento ainda sendo acompanhado pela escuridão da madrugada. A viagem seria longa e o seu fornecedor odiava atrasos. Claro, haviam diversas pessoas dispostas a desviar o que fosse e lucrar com isso, mas pouquíssimas eram de confiança. O rapaz que estava indo encontrar costumava sempre ser uns dos primeiros a ter novidades, apesar do preço alto e das dificuldades em encontra-lo. Todos concordavam que na posição deles, não era seguro manter uma moradia ou local de encontro fixos. Já estava acostumado a comprar com Soleil.

 

Yukhei ligou o som do carro popular que dirigia. Não queria atenção desnecessária e os vidros escuros lhe proporcionavam privacidade. Enquanto mantinha os olhos atentos pelo caminho, cantava baixinho alguma música em inglês. Já havia sinalizado que estava próximo do ponto de encontro e esperava que tudo desse certo como de costume.

 

[...]

 

Soleil observava a aproximação do carro do modelo descrito pelo chinês mais novo algumas horas atrás. A cabeleira loira caia por cima dos seus olhos atentos, mas não atrapalhava a sua visão, já estava acostumado. O corpo alto e magro estava sentado despreocupadamente na janela do segundo andar, fumando o primeiro cigarro do dia. Já havia começado a amanhecer e os primeiros raios de sol invadiam um dos milhares de galpões abandonados que costumava usar durante as entregas. O coreano jogou o resto do maço de cigarro fora e saiu da janela quando o veículo estacionou no lugar combinado. O casaco cinza escondia os cabelos, assim como a mascara negra deixava apenas os olhos desconfiados a mostra, vestia uma calça jeans de lavagem clara e tênis nos pés. A sua aparência desleixada lhe fazia parecer um jovem adulto qualquer como todos os outros, mas a arma escondida no cós da calça provava o contrário. Já eram conhecidos de anos, naquela típica relação resumida a revendedor e comprador, porém, precaução nunca era demais.  

 

Yukhei já aguardava do lado de fora do carro, usando óculos escuros e boné. A mochila estilo ecobag estava pendurada no ombro esquerdo, lotada de dinheiro. O chinês sorriu ao ver o homem se aproximar. Tinham a altura parecida, entretanto a aparência um tanto franzina de Soleil o fazia parecer menor ao lado do Wong.

 

— Trouxe o dinheiro? — o loiro questionou.

 

O chinês sorriu, já esperando aquela pergunta. Tirou a mochila dos ombros e jogou para o mais velho, sendo pega ainda no ar. Deixou que Soleil abrisse e verificasse rapidamente o seu conteúdo. O coreano sorriu satisfeito pelo valor e fez sinal para as caixas lacradas próximas da entrada do galpão.

 

— Deixei tudo desmontado como pediu dentro da caixa grande e a menor é a munição — informou, observando as ações alheias.

 

Yukhei foi até as caixas de madeira, abrindo sem muita delicadeza para averiguar o seu conteúdo, conferindo rapidamente e vendo que estava tudo certo conforme o combinado.

 

— Teste-as mais tarde e avise se tiver algum problema.

 

— Foi bom fazer negócios contigo, Soleil. — Sorriu e piscou.

 

A mercadoria foi posta no porta-malas do carro sem dificuldades pelo chinês. Estava acostumado a carregar peso pelo treinamento pesado que costumava fazer para manter o corpo atlético. Yukhei estava pronto para se despedir do vendedor quando notou uma movimentação estranha mais atrás. Os olhos ágeis olharam rapidamente ao redor, buscando por algo que nem sabia dizer exatamente o que era. A reação do chinês gerou desconfiança ao coreano, que rapidamente virou-se na direção que o outro olhava, vendo um vulto passar correndo.

 

A primeira reação do coreano foi puxar a arma no cós na calça e atirar. Não deveria qualquer outra pessoa além deles ali. O som alto do disparo causou mais som de passos e antes que pudesse fazer algo, outros disparos foram feitos na direção da dupla. Yukhei foi o primeiro a agir, correndo para dentro do carro. Soleil tentou fazer o mesmo, porém o chinês havia arrancado com o veículo em alta velocidade, deixando-o para trás.

 

— Filho da puta! — praguejou irritado.

 

Soleil esqueceu a mochila com dinheiro no chão e se preocupou mais em fugir, começando a correr para se esconder. Precisava chegar até o seu jipe o mais rápido possível para ir embora.  Ainda escutava alguns disparos e o mais preocupante de tudo, era o som de passos na sua direção. Enquanto corria para longe, a ardência atingiu o seu braço com tudo e o seu corpo caiu para frente.

 

[...]

 

Yukhei acelerou o máximo que conseguia, tentando a todo custo despistar o carro da policia no seu encalço. Entrou em ruas estreitas, fez curvas perigosas enquanto xingava em sua língua materna. A pulsação a mil junto da adrenalina eram o seu combustível naquele momento.

 

[...]

 

Soleil estava estirado no chão, a cabeça estava pesada e a consciência indo e voltando durante breves segundos. A ardência no braço incomodava, assim como, as vozes ao redor do seu corpo.

 

— Capturamos Ji Hansol, senhor — o homem mascarado disse pelo comunicador. — Ele está ferido no ombro, mas está vivo.

 

Essas foram as últimas palavras do Ji apagar de vez, sem imaginar o que aconteceria no futuro. O seu corpo foi levantado sem o mínimo de cuidado do chão, sendo arrastado para dentro da viatura.

 

[...]

 

O coração do chinês estava a mil, segurando com força no volante enquanto tentava despistar os carros que o seguiam. Sabia que havia sido terrível da sua parte abandonar Soleil, mas não pensou com clareza quando viu que estavam a um passo de serem pegos pela polícia.

 

Já estavam a algum tempo naquela perseguição, ficando cada vez mais apreensivo pelos desparos. A única vantagem do Wong era conhecer muito bem onde estava, entrando em atalhos que constavam em nenhum mapa. Aproveitou que estavam em uma estrada de terra e agradecendo por sempre ser uma pessoa precavida, tinha pregos no banco traseiro para emergências. Yukhei pegou um punhado com uma das mãos, tomando cuidado para não se machucar e jogou pela janela em direção ao chão. Pelo retrovisor, pode ver as viaturas perdendo o controle ao terem os pneus furados, uma batendo na outra, ficando para trás.

 

O chinês se permitiu sorrir aliviado, voltando para a via principal depois de um tempo.

 

[...]

 

Soleil tinha um curativo no ombro ferido, estava desorientado e preso a cama de hospital. Abriu os olhos com dificuldades e notou o policial armado ao seu lado.

 

— Acordou a bela adormecida — zombou.

 

O loiro tentou levantar, mas as amarras o impediram de conseguir.

 

— Fique tranquilo, o seu próximo destino vai ser a prisão.

 

A dor o deixava perdido entre a realidade e alucinações, teve a leve impressão de ver alguém o observando através do vidro escurecido da janela. Ouviu mais algumas vozes, porém, foi levado mais uma vez pela inconsciência ocasionada pelos remédios.


Notas Finais


Soleil = sol em francês. Saudades Hansol com o NCT

Tenho novidades, agora temos um trailer para a fanfic: https://www.youtube.com/watch?v=d2XeDDZ3r2E
Espero que gostem e me contem nos comentários o que acharam <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...