História Teoria do Caos (Hiatus) - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais
Tags Colegial, Drama, Romance
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Palavras 1.935
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aqui está um capítulo novinho e grande para vcs! Boa leitura 💜

Capítulo 20 - Quer sair comigo?


Fanfic / Fanfiction Teoria do Caos (Hiatus) - Capítulo 20 - Quer sair comigo?

Se alguma pessoa me dissesse a alguns meses atrás, que eu teria um caso com meu professor de matemática. Eu provavelmente chamaria essa pessoa de louca. Mas essa frase já não é tão anormal para mim, infelizmente. Sei que é totalmente errado e perigoso, porém seria mais errado ainda dizer que eu gosto disso? Quem está ficando louca sou eu, não estou pensando direito. Na verdade, desde que comecei a me envolver com essa história nunca pensei direito.

Desde o dia do beijo na sala da detenções, não criei coragem suficiente para encarar Benner. Confesso me sentir aliviada por me ver longe de problema, mas eu sinto a falta dele e me odeio por querer algo tão errado. A cada aula de matemática, ver aqueles olhos tão azuis, aquela boca se movimentando como se o mundo estivesse em câmera lenta, ver Benner tão próximo das outras garotas quando ele vai explicar sua matéria, tudo isso vai me matando por dentro de pouco a pouco. E odeio admitir que estou com ciúmes embora eu sabendo que estou.

Depois de longas horas na escola, eu caminho na rua indo para minha casa. Louis ficou com Aly no treino das líderes de torcida, enquanto Kevin está fazendo testes para o grupo de Química. E eu? Eu me limito a vir para a escola todos os dias, já basta isso. Não preciso de mais motivos para ficar trancada nessa prisão.

- Cheguei!- gritei assim que entrei dentro de casa.

Já fazia quase uma semana que meu pai viajou, em consequência disso fico bastante sozinha em casa. Matt costuma sair com seus amigos e voltar só de noite, ou no outro dia. Conclusão, uma casa inteirinha para mim.

Joguei as chaves encima da mesa da sala e pulei no sofá, fui passando de canal por canal. O celular interferiu minha procura por algum programa que preste e então, eu o tirei do bolso nem ao menos vendo quem era.

- Alô?- me acomodei mais no sofá.

- Ariel?- era Tyler, eu reconheceria sua voz a quilômetros.

O mais estranho é que se fosse antigamente, nem tão antigamente assim... eu estaria tremendo só de receber uma ligação de Tyler Turner, porém como eu sou uma vadia problemática, eu gosto de dificultar minha a vida.

De impossível para irreal.

- Ah, Oi Tyler.- disse com indiferença.

- Tem planos para hoje?

Levantei uma sobrancelha, claro que eu ficaria surpresa por uma pergunta que pode ter várias intenções. Afinal, eu ainda sou Ariel Green, a nerd/rebelde da sala e ele é Tyler Turner, popular é perfeito.

- Talvez não.- falei entre um sorriso sádico.- Depende o que vai vir depois dessa pergunta.

- Talvez, eu esteja te convidando para ir ao jogo da escola ou ... eu posso estar te convidando para ir a Meia Noite na rua para te sequestrar e ...

Escutei sua risada pelo celular, revirei os olhos e soltei um “idiota”. Eu tinha me esquecido completamente desse jogo, estava mais ocupada pensando em um professor por aí.

- Eu aceito o primeiro convite.- sorri e desliguei o celular depois de nos despedimos.

Horas mais tarde...

Tyler chegou na minha casa às 6:50 em ponto, ele vestia a jaqueta preta do time de futebol e seus cabelos molhados mostravam que ele tinha acabado de sair do banho. O carro estava com cheiro de menta, e só então percebo que esse cheiro vinha de Tyler.

O carro luxuoso de sempre, não me dava uma sensação boa. Ao contrário, eu me sentia bem inquieta por estar dentro de um carro desse porte. Simplesmente não conseguia me sentir bem.

Ele estacionou em frente ao grande campo da escola, e logo em seguida entramos. Antes de ir me sentar na arquibancada Tyler me segurou pelo braço, mas não um toque bruto e sim um toque gentil e calmo. Ele sorriu e tirou sua jaqueta me entregando.

- Me deseje sorte.- levantou a mão para um high Five e eu o correspondi batendo minha a mão com toda força na sua.

- Boa Sorte, mas sei que você é bom. Nós vamos vencer!- diz um sinal de vitória levantando o braço.

Tyler foi para o vestiário dos jogadores e eu para arquibancada, vesti a jaqueta dele e me sentei na terceira fileira. Alysson estava no gramado se alongando com o resto das cheerleaders, levantei e fui correndo até a grade que separava o campo das arquibancadas.

- Você vai apresentar?- sorri abertamente para ela, Aly sempre sonhou em ser líder de torcida e eu estava feliz por vê-la assim, toda feliz e animada.

- Sim!!!- ela deu vários pulinhos frenéticos.

O uniforme caía muito bem nela, um top preto com as iniciais da escola e o short da mesma cor. Era até um pouco vulgar, na minha opinião, mas elas têm que chamar atenção eu entendo esse lado. Deixei Aly e voltei para o mesmo lugar de antes. Percebi que não tinha visto Louis, peguei meu celular e mandei uma mensagem para ele.

Minutos depois ele respondeu:

“Oi Ari, desculpe não vou nesse jogo. Tenho umas coisas mais importantes para fazer ;)”

Claro que ele tinha coisas mais importantes, e essas coisas são “garotos”, tenho certeza. O que faz Louis deixar de ver garotos suados e bonitos correndo, são só outros garotos bonitos, não suados e nem correndo. Mas garotos bem bonitos, que ele está correndo atrás.

As pessoas começaram a gritar e pular quando o time da escola entrou no campo. Até eu bati palmas animadas, as garotas eram as que mais gritavam por ver os meninos com o uniforme.

Ok, eles estão realmente bem bonitos.

Reconheci Tyler de longe, mesmo com o capacete que ele estava usando. Ele se posicionou entre os outros jogadores e então o jogo começou, bola voando, empurra empurra, violência, emoção, pontos marcados.

Dei um salto do assento quando Tyler marcou o ponto, gritei e pulei como todo o resto. Mas claro que minha alegria não duraria muito. Benner se sentou na cadeira vazia ao lado da minha e ficou lá. Sem reação alguma, somente seus olhos se mexiam acompanhando atentos o jogo. Eu estava o encarando, e só percebi essa infelicidade quando fui encarada de volta.

Um sorriso de lado surgiu no seu rosto, uma covinha nas bochechas deixavam ainda mais aquele maldito sorriso atraente.

- Gosta de esportes senhorita Green?- ele voltou a atenção para o Campo, fiz o mesmo.- Ou gosta dos jogadores?- voltei rapidamente meus olhos para seu rosto, ao contrário de mim, sua expressão era limpa. Já eu nem sei o quanto minha careta estava feia.

Bufei sem o responder, e essas eram as minha reações com Benner. Corar, bufar, suspirar, reclamar, surtar, e enfim a lista interminável de reações patéticas.

Ás vezes por impulso, olhava de soslaio para o ser ao meu lado. Eu estava sufocando com tanta proximidade, sentia seu braço roçar no meu, e eu não sou tão idiota a ponto de não perceber que ele fazia isso de propósito. Seus sorrisos denunciavam, eu estava toda arrepiada. Pronta para explodir que até deixei de prestar atenção no bendito jogo na minha frente. A verdade é, Benner me faz esquecer de tudo ao redor. E é incrível como ele tem esse poder sobre mim, e o pior? Ele sabe disso.

Ouvir o apito anunciando o final do jogo, foi um balde de água depois de pegar fogo. Totalmente aliviante. Poderia jurar que se eu sentisse aquela proximidade por tanto tempo eu ia surtar.

Levantei sem olhar para trás, sobre qualquer hipótese olhar para trás não seria nada certo. Quando o assunto é professor de matemática sexy, não olhe para trás. As pessoas que tiveram a mesma ideia de ir embora começaram a se amontoar sobre o caminho, dificultando minha fuga. Mesmo sem nenhum instante ter olhado para trás, eu sei muito bem que Benner está me seguindo. Ele sempre me segue, habito terrível que eu totalmente odeio. Se uma pessoa está fugindo, ela não quer ser seguida! Essa é a lógica.

- Tyler?- Benner perguntou curioso quando parei em frente a um corredor.

- O que?- franzi o cenho, ele apontou para a jaqueta que eu vestia.- Sim, é do meu amigo...

Eu não deveria ficar me explicando para Benner, mas era tudo por impulso. Benner me coloca contra o abismo e ia me empurrando aos poucos. Ele me encarava, e eu não fiz nada diferente, mas eu precisava saber o por quê de tanta insistência em mim.

- Por que me seguiu?- cruzei os braços e tentei criar a expressão mais séria que eu pude.

Como uma maldição, ele caminhou mais dois passos. A distância começava a ficar perigosa, e Benner fazia isso de propósito. Ele não é nenhum santo, muito pelo contrário. Benner é o demônio. O meu demônio. Me fazendo fraquejar, ter medo, ser impulsiva, pecar, e me fazer desejar por algo tão ruim. Esse era o trabalho dele, buscar o meu pior.

- Pensei que estivesse se sentindo mal.- Benner se aproximou mais um passo, caminhei dois na direção contrária.

- Não, eu estou bem.

- Ariel- olhei para ele.- Temos que conversar sobre o que aconteceu.

- Não, não temos. Aquilo foi mais um erro e não deveria se repetir.- ele se aproximou mais e mais enquanto eu tentava falar.- Você pode se afastar por favor?!

Benner pareceu se surpreender ao vê-lo próprio tão próximo. Poucos centímetros entre nós, podem se tornar problemas, é do tipo muito ruim.

- Eu sei tanto quanto você que é um erro. Mas você acha que eu me importo com isso? E sei que você sente o mesmo que eu Ariel. Essa atração...

Pior que eu sentia, e odiava sentir. Antes mesmo de perceber Benner já estava rodeando minha cintura, seu toque era como gelo na minha pele, me fazendo arrepiar. A Química não explicaria o que eu sentia, um frio enorme quando ele toca minha pele, um choque terrível. Mas por dentro, é como um vulcão prestes a explodir.

Eu queria me jogar nos seus braços e ao mesmo tempo queria ficar longe. Seus malditos olhos. Tão azuis, tão profundos feito um mar pronto para serem desvendados. Coloquei minha mão no seu peito, e seu olhar se alternou entre ela e depois em fim meus lábios. Céus como estava quente.

- Por favor não faça isso.- meu consciente me alertou, e a frase saiu alta e clara. Uma frase me advertindo.

A proximidade gritava, apenas alguns mínimos centímetros nos separavam neste momento. Eu já estava caindo em seus encantos, meu coração batia, ou melhor espancava no meu peito de tão forte. E quando pensei que eu mais uma vez cederia a Benner, Tyller apareceu ao longe. Ele procurava por alguém na multidão.

Empurrei Benner com toda força que juntei, o mesmo me olhou confuso. Não podia arriscar em Tyler saber desse meu problema.

- Estava te procuran.... ah oi Benner- por algum motivo o sorriso no rosto de Tyler sumiu, Benner se virou para trás e encarou Tyler.- Estou atrapalhando?

- Sim.

-Não!- respondemos juntos, joguei um olhar mortal para Banner.- O professor só estava me perguntando se estou bem.

- Você está se sentindo mal?- Tyler segurou meu rosto, e por um breve segundo pensei ter ouvido Benner rosnar atrás de mim.

- Estou bem, eu só precisei tomar um ar. Mas estou bem.- sorri para Tyler, Ele sequer poderia desconfiar do que poderia ter acontecido aqui, na verdade ninguém poderia.

- Bom, como vencemos o jogo... o pessoal quer ir comemorar.- ele passou a mão no cabelo, jogando alguns fios para trás.- O que acha sair ir comigo?


Notas Finais


Até o próximo caps pessoal
3bj


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