História Teorias e fórmulas do amor - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~HanaHikari

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Fluffy, Got7, Romance, Sweetdreans, Yugnior
Visualizações 26
Palavras 5.765
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi jujubas, vim trazer outra fanfic pra vocês o/ 

Desta vez é uma história voltada para o projeto do Sweet, um evento sendo mais especifica, o SweetDreans.

Espero que gostem e caso tenham interesse deem uma olhada nas outras fics postadas nele :3

Boa leitura!

Capítulo 1 - Nossa teoria do amor


O local estava relativamente cheio já que a hora do almoço estava se aproximando. Em uma das mesas, esta que ficava no lado esquerdo do espaço, se encontravam três pessoas conversando animadamente.  


— Mal vejo à hora de chegar o sábado. — Disse um loirinho animado.


— Parece que vai ser interessante, dizem que a exposição vai ter até obras de artistas japoneses. — JaeBum respondeu enquanto lia o panfleto que foi entregue alguns dias atrás.


— E você Jackson, o que acha da exposição? — Indagou ao amigo com o livro nas mãos.


— O professor está passando tantos artigos de livros diferentes para fazer, que só espero ter energia para ir à exposição. — Então um suspiro cansado foi solto de seus lábios.


YugYeom ao lembrar de todos os trabalhos e artigos que tinha de fazer, sentiu-se momentaneamente desanimado. — Meus professores marcaram dois debates baseados em alguns filósofos ocidentais para a semana que vem, vou ter que passar algumas noites lendo livros e teorias para me sair bem.


— Este semestre não está fácil para ninguém. — JaeBum complementou. — Espero que no semestre que vem às coisas melhorem.


— Duvido um pouco. — Então uma voz de alguém que estava chegando se pronunciou, não demoraram em verem um garoto alto de cabelos pretos se sentar ali.


— Outra prova? — Jackson perguntou ao ver a situação do outro.


— Sim, nunca pensei que a faculdade de química fosse tão complicada. — Apoiou a mão no tampo da mesa e escorou seu queixo em sua palma.


— E tem alguma coisa em exatas que não seja complicada? — YugYeom perguntou convicto.


— Não se você tiver inteligência para compreendê-lo. — Um castanho com sorriso arteiro nos lábios apareceu então, se juntando ao grupo.


Os demais suspiraram, já sabendo o que iria acontecer dali em diante.


— Ou se você é um lunático por números. — O maior deu de ombros.


— Melhor do que ficar lendo teorias existencialistas que na maioria das vezes não fazem sentido.


— Como você disse só pra quem tem inteligência para compreendê-lo. — Um sorriso vitorioso adornou seus lábios.

— Ou quem tem tempo a perder interpretando e analisando estas coisas. — Fez uma pequena careta.


— Ou talvez você que não tenha sensibilidade o suficiente para compreender qualquer coisa que não englobe contas e um resultado exato.


Não levou muito tempo para que os dois estivessem presos em uma calorosa discussão entre si, como se estivessem presos em seu próprio mundo de provocações e alfinetadas, ignorando por completos os outros que ali estavam.


Um outro moreno, mais baixo e com uma expressão simpática chegou até eles, encarando o que estava acontecendo ali.


— Outra discussão? — Perguntou ao tomar um gole de seu suco assim que se acomodou no assento.


— Como se fosse uma novidade... — Jackson ajeitou seus óculos e retornou a leitura do livro que seria cobrado na aula que se seguiria depois da hora do almoço. — Já encheu o saco essas discussões idiotas.


Todos concordaram, tão fartos quanto YoungJae daquela situação que se repetia por anos e assim sem dar importância para aquela cena tão corriqueira, todos voltaram a comer, conversando de outras coisas.


***


Os livros eram postos na prateleira com brutalidade, o que gerava ruídos altos na biblioteca que estava silenciosa.


— YugYeom, se não parar com isto a bibliotecária vai brigar conosco quando voltar. — Jackson protestou enquanto outro livro era adicionado à sua fileira na prateleira de modo rude.


— Estou descontando nos livros para não acertar certa pessoa. — Respondeu enquanto ainda estava de costas para o amigo sentado na mesa oval, escolhendo aleatoriamente qual seria o próximo livro que leria.


— Yug, me responde uma coisa. — Falou sério, desta vez finalmente chamado a atenção do loiro que virou a cabeça para encará-lo.


— O que? — Indagou confuso, já que o castanho mais baixo que si não era do tipo de pessoa que falava de modo sério com frequência.


— Desde quando você e JinYoung tem essas discussões idiotas? — Apoiou seu rosto em suas mãos, olhando-o realmente intrigado.

— Desde quando entrei para o grupo de estudos, aquele imbecil dizia que eu não era bom para aprender como os outros e por isso tinha que me dar aulas extras, passando a andar sempre lá em casa. — Fechou ainda mais sua expressão ao relembrar o fato de anos atrás.

Então uma idéia passou pela cabeça do menor, fazendo-o se sentir ainda mais curioso.


— Pelo o que me lembro, tirando os períodos depois das aulas que nos reunimos, ele não dava aulas particulares para ninguém do grupo.


— Sim, ele falava que eu era muito lento e por isso tinha que dar explicações extras, esse idiota sempre duvidou da minha inteligência. — Fez um pequeno bico, completamente irritado.


— E você nunca desconfiou de que fosse um jeito de ele se aproximar? — Arqueou uma sobrancelha, finalmente verbalizando uma parte da teoria que criou sobre aquela situação dos dois.


— Não, porque ele só queria dar um jeito de me perturbar. — Deu de ombros, fazendo pouco caso do que fora perguntado.


— Tem certeza? — Queria plantar a sementinha da dúvida na cabeça de seu amigo, pois do contrário, os planos que ele e os amigos fizeram nunca sairia do papel.


O loiro então parou o que fazia e refletiu por um tempo, sua expressão aos poucos mudava para uma mescla de confusão e depois para uma convicção completa.


— Acho que sim, seria bem a cara dele fazer estes tipos de estratégias para conseguir algo, mas não faz diferença, pois ele conseguiu seu objetivo: Arranjar um modo de torrar a minha paciência todos os dias, e sabe? Tenho mais raiva dele por isso, já que se não tivesse se aproximado tanto, seria bem mais fácil de o ignorar.


— Sabe que pode ser um modo de ele demonstrar que quer chamar sua atenção, não sabe? — Perguntou já um tanto nervoso pela lerdeza de seu amigo.


— Jack não comece, JinYoung só quer perturbar minha vida e me deixar bravo, o que já me causa muitos problemas, não preciso ficar ainda ouvindo essa suas teorias de que “nossa, ele só quer chamar sua atenção porque gosta de você” que fala todas as vezes que estamos só nós dois. — Guardou os dois últimos livros do mesmo modo nada gentil de antes. — Faça um favor para mim e para você, pare de assistir esses filmes românticos água com açúcar.


E quase soltando fogo pelas narinas de tanta raiva, saiu da biblioteca rapidamente, deixando seu melhor amigo para trás.


— Ele sempre se irrita quando falo disso, talvez no fundo saiba que a minha teoria está completamente certa.

Ajeitou os seus óculos de grau e voltou a fazer a leitura que seu professor pediu para um trabalho, mas sua mente também trabalhava em uma forma de fazer seu amigo perceber que estava certo.

***

No dia seguinte, o professor das duas primeiras aulas do dia havia faltado, deixando o Park com muito tempo livre.


Foi até o jardim, enquanto seu amigo Mark tinha ido até a lanchonete comprar algo que servisse como seu café da manhã, já que acreditando que estava atrasado nem a primeira refeição do dia o garoto fez. Ao andar por entre os diversos canteiros dali, não pode deixar de pensar no dia anterior.


O loirinho que sempre adorava perturbar estava estranho demais, YugYeom nunca foi de ficar calado e pensativo, sempre tagarelando sobre algum assunto, por mais aleatório que este fosse, entretanto no dia que antecedeu a este ele passou todo o caminho quieto demais, de fato no mundo da lua, estava tão no modo automático que nem sequer respondeu à suas provocações e nem notou que tinham parado em frente a sua casa.


Este fato fez o Park se perguntar qual seria o fato que fez o menor ficar estranho daquela maneira, pois nem depois de suas piores brigas, que não foi somente uma ou duas, o outro garoto se calara daquele modo.


Assim que achou um banco em um lugar que parecesse agradável, se sentou em um ponto que não fazia nem muito Sol e nem muita sombra, um ambiente ideal para si, suspirou enquanto jogava sua mochila de lado, relaxando os ombros.


Desde que conhecera aquele garoto loiro sua vida acabou mudando de ponta a cabeça, nunca antes tinha se esforçado tanto para se aproximar de alguém, sendo preciso usar todos os métodos para isto, até ficar encrencando com o pequeno que o encarava feio e vermelho de raiva.


Mas também sabia que possuía um lugar especial no coração do outro garoto, já que quando não estavam discutindo com ele, os dois conseguiam se entender muito bem e se divertirem, como no caso dos jogos de vídeo game que jogavam e as tantas séries e filmes que assistiam juntos, além da confiança que ele teve de contar de onde vinha seu medo do escuro e como ele sempre buscava-o ao estar assustado.


Sorriu mínimo ao relembrar tais lembranças, sentindo seu peito aquecer levemente, causando uma sensação boa de conforto e carinho.


Nesse instante, ouviu uma movimentação próxima a si, não precisando nem se mover para saber que era seu amigo que retornava com seu lanche, este se acomodou ao seu lado, já mastigando avidamente sua comida.

— Se soubesse que o professor iria faltar, tinha comido em casa. — Comentou o moreno contrariado.


— Hoje não é seu dia de sorte meu amigo. — Deu um risinho provocativo.


— E pela cara séria que saiu de casa e veio durante todo o caminho, o seu também não. — Respondeu calmo, tomando mais um gole de seu suco.


O castanho não pode evitar soltar um suspiro longo, passando a mão por seus cabelos. — É apenas que... Estava pensando em algumas coisas, relembrando fatos do passado... — Falou enquanto encarava todo o espaço ao seu redor, desta vez as árvores parecendo serem muito interessantes.


— Sei e isso tem haver com o Yug? — Perguntou direto, olhando o outro de forma intensa.

Seu amigo não pode evitar em se remexer desconfortavelmente em seu lugar, o olhando desconfiado. — Porque acha isso?


— Oras, nem nas semanas mais difíceis e com os piores problemas em mãos você ficou neste estado, então suponho que seja ele o motivo. — Deu de ombros, como se fosse algo muito óbvio.


— É só que... — Hesitou por pequenos instantes. — Você acha que as nossas brigas estão indo longe demais?


— Por que isso agora? — Desta vez Mark estava confuso.


— Acho que ele está bravo depois da discussão de ontem. — Esclareceu desanimado.


— Nem foi algo tão sério, fora que você vivem tendo essas brigas bobas, não tem porque ele ficar bravo só agora. — Respondeu convicto.


— Tem certeza? — Recebeu um aceno em resposta.


— Fora que você não aguentam ficar longe um do outro, então logo já vão estar conversando de novo, só que eu acho que já passou da hora de vocês resolverem essa situação, as discussões já estão cansando a todos, se vocês sentem algo um pelo outro, deveriam se assumir logo.  


— Mark, já te falei várias vezes que nós não temos nada romântico rolando aqui, só estou preocupado em um amigo estar chateado.


— Aham e eu nasci ontem. — O outro fez pouco caso, voltando a comer seu lanche.


Aquela situação tinha que ser resolvida, nem que fosse com a ajuda dos amigos dos dois apaixonados.

***

Mark estava andando apressado, aproveitou que seu melhor amigo ficou tirando algumas duvidas com o professor e saiu da forma mais discreta que conseguira e agora andava o mais apressado que podia para o refeitório, se desse sorte conseguiria pôr seu plano em prática.


Ao adentrar o lugar, foi logo correndo os olhos em direção a mesa que sempre se sentava junto aos demais amigos e ao não avistar uma cabeleira loira que era costumeira, se sentiu aliviado e vitorioso.


Com um sorriso presunçoso em seus lábios finos, se dirigiu até onde o grupo de três pessoas estava reunido, se acomodou ao lado de YoungJae, mas foi a Jackson quem ele dirigiu sua primeira pergunta.


— YugYeom não vem almoçar?


— Ele ficou terminando de apresentar um trabalho. — Respondeu rapidamente. — Então vim pegar o almoço e o esperar. — Esclareceu o garoto.


— Perfeito, assim podemos conversar sobre o plano. — Esfregou as palmas de suas mãos em antecipação.


— Que plano? — Jackson agora estava confuso com o assunto.


— Eu e Mark estávamos pensando em um plano para unirmos o nosso casal briguento. — Desta vez foi YoungJae quem falou, sorrindo também animado.


— E que plano é esse? — JaeBum questionou, repentinamente interessado.


— Queremos os fazer ficarem a sós e se resolverem, só saindo de lá quando se acertarem.


— Explicou o moreno ainda com os olhos brilhando de entusiasmo.


—Tipo uma sala ou algo assim? — Aquele que caíra no assunto de pára-quedas perguntou.


— Sim, mais ou menos isto. — Mark confirmou.


— Mas isso é muito clichê. — JaeBum fez uma leve careta com a idéia.


— E alguém tem uma ideia melhor?


Houve um instante de silêncio entre o grupo, um ficando encarando ao outro, todos sem alguma outra ideia, até que depois de tempo naquela falta de fala incomoda, Mark voltou a se pronunciar.


— Talvez eu tenha outra idéia, porém vamos precisar da ajuda de outra pessoa. — Olhou para cada um ali sentado. — Alguém tem o contato do BamBam?


Porém antes que a resposta pudesse vir, um dos que era o foco do assunto apareceu e os outros tiveram que fingir estarem entretidos com alguma outra coisa, mas Mark ainda estava focado em sua idéia.

 

O sábado finalmente havia chegado, YugYeom despertara aquela manhã animado e disposto, tanto que se arrumara em questão de instantes, o que em sua rotina normal demoraria longos minutos.


E enquanto se preparava para sair cantarolava alguma canção chiclete que por ventura grudara em sua cabeça, a única coisa que o fez gastar algo mais de seu tempo foram os seus rebeldes fios, que insistiram em não o obedecer, fazendo-o perder um pouco de sua paciência.


Ao estar completamente arrumado nem sequer esperou por seus amigos que provavelmente se reuniriam na praça para rumarem para galeria, pois sabia que um ou outro componente do grupo de amigos acabaria por se atrasar. Então, não pensou duas vezes antes de pegar as coisas necessárias, que se resumiam na chave de casa e seu celular e  ir para seu destino.


Seus passos eram largos já que a ansiedade o consumia, estava se mordendo de vontade de ver todas as obras de arte que seriam expostas e quem sabe com sorte, conseguiria até achar alguém para debater sobre tais coisas.


Como estava apressado, não tardou para que estivesse em frente ao lugar que acabara de abrir suas portas e que além de si, só contava com mais três pessoas naquele momento. Ficou contente em saber que era um dos primeiros a chegar e rapidamente foi adentrando o lugar.


A pequena galeria contava com alguns corredores que tinham suas paredes completamente cobertas de quadros, sejam originais ou alguma réplica de algum quadro muito famoso. Passou os olhos rapidamente sobre alguns destes, já planejando qual seria seu roteiro de visitas a cada corredor.


No primeiro que escolhera para olhar, viu que contava com quadros mais voltados para o sentimentalismo, algo que admirava em demasia, já que era impressionante a forma com que certos pintores colocavam tais sentimentos que eram difíceis de se explicar, sobre uma tela com tinta e pincel.


O que de primeira chamou sua atenção, foi um que retratava um ódio que se transformava em amor, o pintor utilizou cores sombrias e vibrantes para representar o ódio em todas as suas formas e intensidades e depois cores neutras e suaves para representar o amor, que também tinha resquícios de cores fortes, porém mais claras, pois o amor é tão intenso quando o ódio, mudando apenas a sua vibração de sentimentos.


Enquanto permanecia ali parado, encarando aquele quadro que o atraiu e refletindo sobre o tal e o que exatamente o pintor queria mostrar e retratar, veio a sua mente todas as suposições que seu melhor amigo sempre fez sobre sua relação com JinYoung e de fato pelo primeira vez as levou em consideração.


Ficou parado ali alguns minutos, ou talvez muitos, pois a sua questão interna não o permitia voltar a prestar atenção na realidade, porém antes que pudesse divagar ao ponto de sair voando uma mão foi posta em seu ombro, de fato o acordando de seu transe.


Com o sobressalto do susto o loiro acabou se virando para encarar quem era que estava chamando sua atenção, ao focar sua visão naquele que o encarava com um sorriso no rosto, não pode evitar de também sorrir.


— BamBam. — Falou emocionado, não demorando a se acomodar no abraço que lhe era oferecido.


— Olá Yug-ah. — Envolveu o outro em um abraço apertado, recheado de saudade e carinho. — Imaginei que estivesse aqui e pelo visto, também chegou cedo.


— Sim, sim, eu estava ansiosos para ver as obras de arte. — E um brilho feliz surgiu em seus olhos castanhos.


— Você não muda nunca pequeno. — Separou o abraço para fazer um leve carinho nos fios do menor, este que sorriu envergonhado.


— Você também não, com esta mania de me fazer vergonhado. — Fez um pequeno bico, mostrando seu lado emburrado.


Soltou outro riso, mas desta vez encarou o quadro que era o alvo da admiração alheia, franzindo o cenho. — Estava refletindo sobre ele? Lembro que você sempre fazia isso.


— Sim e eu sempre busco alguém para debater sobre ele e normalmente nunca acho. — Deu de ombros.


— Eu nunca entendia muita coisa, mas sempre o ouvia. — Trocou o peso de seu corpo de uma perna para outra, relembrando com nostalgia os velhos tempos. — Então podemos fazer como antigamente.


— Certo. — Acenou positivo, também relembrando os tempos que já passaram.


Ficou ao lado do maior, como fazia antes e ao passo que indicava cada coisa que falava. — O pintor queria mostrar que o ódio pode se transformar em amor e usa os diferentes cores e intensidades para mostrar isto....


Então exteriorizou todas aquelas idéias que antes rondavam sua mente, claro tirando a parte que envolvia JinYoung e ele.


O maior ouviu tudo o que fora dito, tentando ao máximo acompanhar o raciocínio do outro, que explicava calmamente cada ciosa de seu ponto de vista. Ao fim, quando terminou seu monólogo de alguns minutos, encarou-o com olhos pidões, o perguntando se tinha entendido, de modo silencioso.


— Eu entendi o que quis dizer, acho bonito o que ele quis retratar. — Começou a falar. — Estes tipos de relações apesar de serem agitadas, são bonitas.


— Eu preferia as relações calmas como a nossa. — Explicou enquanto voltava a olhar ao quadro.


— Pena que nossa relação não foi feita para dar certo, nascemos para sermos amigos Yug. — Sorriu para o pequeno confortando-o.


E de fato fora assim, tentaram de todas as formas transformar a amizade que tinham em algo maior, porém nunca deram certo. O relacionamento apesar de ser calmo e reconfortante, faltava com o amor maior de um casal.


— Mas tudo bem, ainda é bom ter você com um amigo. — Segurou o braço do maior. — Mas sinto falta de você depois que mudou de turno. — Fez um bico emburrado outra vez.


— Prometo que vou aparecer mais vezes quando tiver tempo, para não ficar tão saudoso. — Fez um pequeno carinho em sua bochecha.


YugYeom realmente sentia falta do menor, pois desde que ele começou a trabalhar e estudar, mudando-se para o turno da noite, via seu amigo e ex namorado apenas em raras ocasiões que ele tinha alguma folga.


— Certo, mas vou cobrar essa promessa. — Cruzou os braços igual uma criança pequena.


— Tudo bem criança teimosa, agora vamos que os meninos estão nos esperando. — Olhou para o fim daquele corredor, que estava com o grupo de seus amigos aglomerados e ainda grudado ao braço do garoto maior, foram andando e conversando alegremente, se juntando aos demais.


YugYeom não notou, mas assim que foram notados por certo alguém, este ficou automaticamente de cara fechada.


***


O grupo seguiu por todos os corredores da galeria, com uns mais interessados do que outros, eles eram guiados por YugYeom, que a todo momento comentava sobre as obras de arte ali presentes, seu amigo Jackson que debatia tais idéias e BamBam que ainda permanecia ao seu lado, vez ou outra até se arriscando a dizer algo sobre o que era falado.


Os outros estavam presos em suas conversas particulares, até Mark tentou entrar nas conversas alheias de seus amigos, já que um certo melhor amigo seu ficou emburrado e calado por todo o passeio, sem focar em mais nada que não fosse um loiro que conversava alegremente com seu ex.


O passeio durou cerca de três horas, as quais cada um aproveitou de seu jeito, Assim que já tinham ido a cada parte que desejavam, um a um os amigos foram se despedindo, indo em direções diferentes, dispostos a aproveitar o restante do dia.


Só restando quatro pessoas, BamBam se dispôs a se despedir do menor, que deu um abraço apertado no maior.


— Espero que cumpra o que prometeu. — Falou sério, encarando o outro intensamente.

O que estava a sua frente, fez um sinal de continência, fazendo o loiro soltar um risinho.


— Sim senhor, comandante YugYeom.


Ainda rindo, o pequeno deu um leve tapa em seu braço. — Largue de ser bobo e apenas faça o que mandei.


BamBam também riu em resposta. — Fique tranquilo, o quanto antes der, apareço para te perturbar.


Alegando que dali a pouco tempo tinha que ingressar no trabalho, deu um leve selo na testa de YugYeom, como era costumeiro de fazer desde a época em que eram só amigos e o menor alargou o seu sorriso no rosto.


Após se despedir do outro, o pequeno seguiu por outro caminho, nem se atentando de que era acompanhado de perto por outra pessoa.


E assim se passou alguns minutos, com o loiro caminhando em passos calmos e com a cabeça no mundo da Lua, até que foi interrompido por uma voz familiar.


— Pelo visto aproveitou o passeio. — O castanho comentou assim que estava ao seu lado.


— Sim, foi bem divertido, as obras de arte também estavam incríveis. — Respondeu voltando a sorrir.


— Foram só as obras ou também a presença de BamBam? — Um tom ácido tomou conta de suas palavras.


— Também, já fazia um bom tempo que não o via, desde que começou a trabalhar e estudar, ele ficou com tempo muito escasso. — Parecia não ter notado o tom que o outro usara em seu comentário anterior.


—Eu esqueci que você não consegue desapegar do seu ursinho. — Falou ainda mais venenoso.


Foi então que enfim que notou o que estava acontecendo ali, YugYeom então parou de andar, virando-se então para olhar o outro que conversava consigo, encarou sério o menor indagando:


— Eu ainda não sei por que isto te incomoda tanto. — Pôs a mão na cintura, o encarando de igual para igual.


— Porque você fica grudado a ele como se nada tivesse acontecido. — Falou raivoso, também já irritado.


— Nós ainda somos amigos, nossa relação foi muito tranquila e terminamos de forma amigável, então não tem motivo de eu ficar guardando rancor. — Ele também já estava irritado com tudo o que era dito.


— Fui eu que te vi todo bobo com o namoro de vocês, que vi como não ficava contente com a falta de algo à mais e quando chorou incessantemente por terem terminado, então tenho motivos para não gostar de vocês ficarem próximos. — Se aproximou ainda mais, ficando cara a cara.


— Jin, você foi um bom amigo, mas se te incomodava, não precisava fazer estas coisas. Era só me deixar só. — Doía falar aquilo, mas a raiva lhe subiu a cabeça.


— Então Kim YugYeom, a partir de agora, não conte comigo para nada, nem para horas boas, nem para as ruins. — Falou em tom final, já vermelho de raiva.


— Mas Jinnie... — Arregalou os olhos com o que o outro falou.


— É isso mesmo YugYeom, você vive dizendo que nossa amizade é muito conturbada e que Bambam é calmo e a amizade e namoro de vocês foi tranquila, então não faço mais questão de manter isto que tanto te incomoda.


E sem dizer mais palavra sequer, o maior saiu dali deixando um loirinho choroso para trás.


***


— E eu achando que pôr o BamBam na história, faria os dois se resolverem, ai eles vão lá e brigam mais ainda. — Comentou Mark de forma desanimada no almoço no dia seguinte.


— Relaxe, eles não vão ficar muito tempo sem se falar, até parece que não conhece JinYoung e YugYeom. — Respondeu, mais positivo.


— Não sei Jae, parece que esta briga foi realmente séria. — Jackson tomou a palavra, olhando em seguida para os dois que estavam em mesas separadas, uma bem distante da outra.


— Podemos fazer uma aposta para animar as coisas. — Propôs JaeBum, tentando animar as coisas.


— E o que seria apostado? — Indagou Jackson.


— Um mês de Xerox pago para quem ganhar — Falou convicto.


E de imediato todos se animaram, tentados pelo prêmio e cada um tomando o seu lado.

Enquanto isto, JinYoung estava degustando seu lanche de forma desanimada, depois da discussão que teve com o loiro um dia antes, não o viu e nem o cumprimentou ao vê-lo aquele dia.


Sentia raiva e tristeza, raiva porque se sentia trocado e abandonado, sabia que nunca conseguiria alcançar um lugar no coração de YugYeom como o outro havia conseguido e raiva por não conseguir sequer conquistar aquele que desejava.


Na noite anterior, quando repassava mentalmente tudo o que tinha acontecido anteriormente e todo o ciúmes que sentia do outro com YugYeom, resolveu finalmente admitir tudo o que já lhe era dito várias vezes antes, que amava aquele garoto.


E admitir isto só o deixou mais triste, pois sabia que não seria correspondido, ao lembrar o fato, suspirou outra vez, voltando a mordiscar sua comida.


Já na outra mesa estava YugYeom, tão triste e acabado quanto, pois possuía olheiras e olhos inchados, não precisava pensar muito para saber que ele tinha chorado por várias horas seguidas.


Chorou por JinYoung ficar com raiva de si, chorou por não ter tido coragem de ir atrás dele, chorou ao também admitir que queria aquele garoto próximo a si e hoje chorou ao ser fortemente ignorado pelo outro, também tendo certeza de que não teria seus sentimentos correspondidos.


Optou até por se afastar dos outros, pois não queria contagiar os demais amigos, sua tristeza era intensa e constante, fácil de passar para outra pessoa e não era isso que queria, queria poder voltar a se alegrar ou pelo menos passar seu momento de tristeza sozinho, sem prejudicar mais ninguém.


Nem fome sentia direito, pois a tristeza lhe roubou além de seu sorriso, a vontade se alimentar e acabou deixando seu prato de lado, rumando até o lado de fora para tomar um pouco de ar e quem sabe ficar um pouco melhor.


***


E assim a semana se arrastou, com os dois garotos brigados quietos em seu canto, sem dar atenção ao outro ou a qualquer um, o que estava deixando o restante dos amigos bastante encafifados.


— Aish, isso já tá ficando chato. — Reclamou Jackson, olhando fixo para o amigo só em outra mesa.


— Sim, eles estão muito na fossa. — Encarou também para seu amigo isolado.


— Mas e a aposta? — Indagou JaeBum, recebendo em resposta uma cutucada no braço. — Ai!


— Esquece a aposta, a felicidade deles é mais importante. — Repreendeu YoungJae.


Todos concordaram, até JaeBum a contra-gosto.


— Vou falar com o Yug. — Declarou o castanho, se levantando e indo atrás de seu melhor amigo.


— E eu com o Jin. — Mark fez o mesmo processo, indo em busca do amigo abatido.


Jackson se sentou ao lado de Yug e ajeitou seus óculos, logo após colocando suas mãos sobre as do outro, para chamar sua atenção, já que o outro as encarava sem parar.


—Yug-ah... — Começou calmo, pensando em como abordaria o assunto. — Sobre esta briga sua e do Jin…


— Ele não quer mais me ver Jack. — Disse em uma voz baixa e quebradiça. — Ele falou que eu não posso mais o procurar. — Abaixou a cabeça totalmente tristonho.


— Pois não é o que tá parecendo Yug. — Desviou seus olhos para a outra mesa. — Ele está tão triste quanto você.


— Mas foi ele que começou a briga  e falou para não o procurar mais. — Também encarou o ponto que seu amigo fitava, avistando um também acabado JinYoung.


— Acho que vocês falaram muita besteira enquanto estavam nervosos, isto sim. — Falou convicto, fazendo leves carinhos nas mãos do maior.


— Sim... Mas dói, Jackie-ah. —Seus olhos então lacrimejaram, pois era difícil segurar as lágrimas quando lembrava de tudo o que ocorreu.

— Eu sei Yuggie. — Olhou-o compreensivo. — Tentem conversar, assim vocês podem se acertar.


— Difícil é ele querer falar comigo. — Fez um bico tristonho. — Mas posso tentar.


Enquanto isso, na outra mesa Mark tinha uma conversa semelhante com JinYoung.


— Como andam as coisas? — Perguntou ao se sentar de frente para o moreno.


— Péssimas. — Respondeu ao passar a mão por seu rosto cansado. — E difíceis.


— Já tentou conversar com ele? Assim dá pra resolver a briga. — Falou como se indicasse que o céu é azul.


— Não sei como fazer isso, eu que o mandei não falar mais comigo. — Olhou para o tampo da mesa, novamente se sentindo frustrado. — Mas eu sei como. — Sorriu arteiro.


E do jeito que as coisas andavam, Mark ficaria conhecido como o novo cupido da escola após unir aqueles dois.


***


Era um dia de feriado e como tal o grupo decidiu ir em um festival para se divertirem, o festival era temático, voltado a arte contemporânea e tinha várias sessões.


Como já dito, YugYeom que era grande amante das artes foi o primeiro a se animar e a tomar a dianteira em explorar cada coisa.


— Aonde vamos primeiro? — O garoto de óculos perguntou enquanto olhava para todos os lados.


— Comer alguma coisa, meu estômago está roncando. — JaeBum reclamou, levando as mãos a barriga.


— Aish, mas acabamos de chegar. — JinYoung comentou mal humorado, aliás, depois de sair de seu estado de tristeza o moreno adquiriu uma alta irritabilidade.


— Mas eu estou com fome mesmo assim. — Rebateu o outro, já rumando para a barriguinha que  vendia alguns lanches e refrigerantes.


Alguns do grupo também reviraram os olhos com o ato, mas todos seguiram juntos para a tal barraca, aproveitaram a parada para também comerem algo e em seguida irem aproveitar o festival.


Assim que terminaram, YoungJae foi logo falando:


—Eu vou na barriguinha de artesanato, quero comprar alguns deles.


E todos novamente seguiram o moreno. Este que era um assíduo admirador de artesanato, tendo vários em sua casa e comprando outros mais para acrescentar em sua coleção. O moreno ficou realmente entusiasmado em ver os objetos e JB aproveitou para puxar papo com este, perguntando algumas coisas.


YugYeom também resolveu prender sua atenção no que seu amigo falava, pois tinha que manter sua mente ocupada com alguma coisa que não fosse o moreno que estava do outro lado de Mark. Sua mente divagava sobre várias coisas, que de fato incluíam o menor.


Assim que YoungJae fez sua compra e todos estavam se preparando para irem embora, a vendedora os impediu.


— Esperem. — A mulher deu a volta no balcão de maneira rápida, os alcançando. — Vejo que está triste meu jovem, então quero lhe dar isto.

Estendeu um pequeno pingente de borboleta preso a uma cornetinha branca. — Minha mãe dizia que estes pingentes mudam de cor quando você encontra a pessoa que está destinada. — Sorriu meiga, estendo o objeto a YugYeom.


— Obrigado. — Sorriu também meigo, sendo educado com a mulher e fazendo uma reverência, porém não estando muito certo no que ela dizia. — E para você também, meu jovem. — Entregou um idêntico para YoungJae, mas este tinha o formato de uma estrela.


Depois de se despedirem, foram para o centro do lugar, onde haveria uma palestra, ficaram acomodados ali até que alguém começou a pedir algo.


— Yug-ah... Compra um algodão doce para mim? — Pediu manhoso.


— Mas Jack, se eu sair agora vai ser difícil de encontrar vocês depois. — Falou confuso com aquele pedido inusitado.


— Mas é que eu quero muito algodão doce, por favor. — E usou a sua arma secreta, fez um bico pidão com direito a cara de cachorrinho e tudo.


—Aish, tudo bem. — Saiu rapidamente, pois não queria demorar a retornar.


Chegando ao lado de fora, foi logo andando até o vendedor de algodão doce e pedindo um em cor azul. Estava para voltar quando deu de cara com alguém.


— JinYoung? — Perguntou ao outro que estava bem próximo de si.


— Ah... Oi, vim buscar refrigerante para o JB. — Indicou o moço que lhe entregava o troco e a latinha.


— Ah sim... — Falou incomodado sem saber o que dizer.


E ficaram assim por um bom tempo, até o maior chegar mais perto e tentar puxar assunto.


— Yug, precisamos conversar. — Não encarava o menor, não se sentia pronto para isso.


— Acho que sim... — Falou ainda mais incerto.


— Sabe, sobre a briga... — Tomou um fôlego só para continuar. — Eu não gosto que ande com o BamBam porque tenho ciúmes, ciúmes de ele ter sua atenção facilmente, enquanto eu tenho que te provocar para ter alguma atenção, ciúmes de você ter assunto para conversar com ele e não comigo e eu... eu gosto de você Yug-ah.


O mais alto ficou calado, completamente extasiado, JinYoung ficou o encarando por minutos, até ficar sem graça e voltar-se para ir embora.


— Então, acho que é melhor eu voltar. — Coçou a cabeça e deu as costas, começando a rumar de volta.


Mas antes que pudesse dar dois passos, foi puxado pelo braço e ao se virar, seus lábios foram selados com paixão e então entrelaçou os braços ao redor do pescoço do maior e ficou na ponta dos pés, transformando em algo mais profundo,


Quando estavam entretidos no contato, ouviram palmas vindas do seu redor e se separam de imediato.


— Até que enfim. — Gritou YoungJae em meio às palmas.


Os dois ficaram constrangidos e olharam para baixo, nesta hora perceberam algo.


— Acho que a historia da mulher é verdadeira. — Falou YugYeom sorrindo.


E estendeu o pingente de borboleta que mudou de um tom rosa para um vermelho escuro.


—É acho que sim.


Após a comemoração, JaeBum veio até o moreno menor. — Jae, você deixou isso cair.


E estendeu para o outro o pingente de estrela que antes era em um tom azul, ganhou um tom roxo.


O moreno ao perceber tal coisa se virou e pegou o pingente.


— Obrigado JB. — Sorriu grandemente.


E JinYoung e YugYeom, em meio às suas discussões de fórmulas e teoria, decidiram construir a sua própria: a teoria do amor.

***


Notas Finais


E então amores, o que acharam da história? Quero ver a opinião de todos nos comentários ;)

Em especial a opinião da @Antarctic que foi quem doou este plot amorzinho :3 Já peço desculpas por não conseguir encaixar o lemon desejado, mas eu realmente não consegui ;-; 

Porém espero que tenha ficado bom da mesma forma <3

Obrigada por lerem ^^

Byebye~


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