História Terapia de Casal - Capítulo 4


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Casal, Natasha Romanoff, Romance, Romanogers, Steve Rogers
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Palavras 4.055
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá :)

*Capítulo narrado por Natasha Romanoff

*Se encontrarem algum erro grotesco me avisem.

Vamos nessa...

Capítulo 4 - Sexo


Há tantos mistérios ocultos envolto na criação

Que a ciência em toda vida

Vai perambular perdida sem achar explicação

Um desses grande segredos

Tão antigo e atual

Nada tem haver com crença

Diz respeito as diferenças que existem entre o casal

O varão e a varoa se alfinetam todo dia

E não sabem que o perfeito não está na simetria

Aquilo que julgam defeito, estorvo, complicação

Na verdade é acessório, é item obrigatório

Já vem de fabricação

Analisando de perto o que um e o outro diz

Não vejo nenhum dilema que seja mesmo um problema

Que não dê pra ser feliz

Toda mulher que se preza, não dispensa o comentário

De que o homem tem problema com a tampa do sanitário

Volta e meia se aborrecem e acusam o infeliz

De usar seu instrumento como fonte em movimento espécie de chafariz

Outro item masculino que a mulher sempre reclama

É da bendita da tolha molhada em cima da cama

Aquele copo na sala

A camisa na cadeira

A meia largada no chão

O jogo de quarta-feira

O grande amor pelo carro, que elas acham um desperdício

Na verdade é um paixão, um cuidado, uma atenção

Que o homem não vê sacrifício

Outra bronca das varoas

Que admito ter sentido

É que o homem no volante não assume estar perdido

O sujeito da mil voltas numa mesma direção

Não acerta o caminho

Sofre calado sozinho

Mas não pede informação

Com isso a mulher se estressa, cansada de tanto rodar

E diz logo pro sujeito, assim com muito respeito

Você não sabe onde está

A mulher precisa entender

E não viver murmurando

Pois todo homem é piloto que precisa de comando

Outro fato que as varoas, não poupam propagação

É que o homem se supera no quesito distração

Para a mulher é um descaso, uma ofensa, um pesadelo

O homem que não repara a mudança em seu cabelo

A coitada faz de tudo

Corta, estica, enrola

O varão passa batido

O sujeito nem da bola

É escova de chocolate, de uva, de abacaxi

É até shampoo de laranja e o sujeito nem ai

Não repara suas unhas, sua roupa diferente

O homem parece um burro

Que anda olhando para a frente

Esse é seu homem, querida

E não cabe murmuração

Completo com A de fábrica, vidro, trava e direção

Mas varão também tem queixas

Quando o assunto é mulher

E olha que não são poucas, acredite se quiser

A queixa mais importante

Que deixa as outras para trás

É que quase toda mulher, costuma falar demais

Tem algumas que exageram, que a língua não controla

Parece um disco arranhado tropeçando na vitrola

Você que é homem já sabe

Mas mesmo assim eu te pergunto:

Qual é a mulher que conversa é vai direto para o assunto?

Ela sempre dá mil voltas

Pra se fazer compreender

E aí do apressadinho

Que quiser cortar caminho

E ousar interromper

Também é fato notório

Impossível não lembrar

É o tempo que a varoa leva para se arrumar

Quem se arrisca a esperar

Precisa ter paciência

É melhor se preparar com horas de antecedência

É creme, filtro solar, maquiagem, roupa, calcinha, sandália, brinco, cordão

E ainda quer opinião, se ficou uma gracinha

E não escapa a atitude

Que a mulher vive cobrando

Que o homem olhe para ela na hora que está falando

O sujeito vendo o jogo

De frente a televisão

É a hora que a bendita quer roubar sua atenção

Outra coisa maluca

Que não da para compreender

É a mulher com desejo, mas não sabe o que comer

Quando isso acontecer

Deixa a abençoada falar

Não seja um inconsequente, dando uma de vidente

Se arriscando adivinhar

Coloca a mulher no carro

E faz como eu fiz com a minha

Entrego o dinheiro na mão, e solta ela na pracinha

Lá tem pipoca, cachorro-quente, hambúrguer, milho cozido

Ela que encontre o mistério

Problema resolvido

[...]

Porque homem e mulher se completam

É isso que Deus quer dizer

Uma obra perfeita

Construída e satisfeita

Com seu toque de poder.

Texto de Sidney Morais

–Então...como foi a semana de vocês? - Dr. Charles nos questiona enquanto arruma seu óculos de grau. - Aproveito para dar parabéns por essa bela criança... - O sorriso de Steve quase rasga seu rosto. -

Um sorriso de papai orgulhoso e babão.

Reviro os olhos e encaro Fred. Meu pequeno olha tudo ao redor com um misto de curiosidade e confusão. Como sei disso? Não faço a mínima ideia.

–Bom, nossa semana foi ótima.

Steve responde e eu o encaro.

–Natasha?

–Nós brigamos.

–Hum..por quê?

–Porque Steve resolveu que deveria conversar sobre nosso relacionamento com os amigos..

–E você não gostou?

Balanço a cabeça afirmando

–Não é questão de gostar ou não... apenas acho que meus problemas conjugais não é da conta de ninguém.

–É da conta do Dr. Charles. - Meu marido rebate. -

–Estou aqui apenas para aconselhar e não para solucionar os problemas de vocês.

Toma essa Capitão

–De qualquer forma, nós conversamos...Entendi o ponto de vista da Nat e voltamos as boas.

Rogers me direciona um sorriso tímido, retribuo com um lascivo.

–E como foi boa nossa reconciliação.

–Natasha. - Ste cora, o que me faz soltar uma pequena risada. -

–Ele é nosso terapeuta. - Arrumo Fedrerico em meu colo já que estou quase o derrubando. Não sei lidar com isso. - Com certeza sabe dessas coisas.

–Já que vocês tocaram no assunto, vamos ao tema desta semana: Sexo.

–A-acho que não... - Steve respira fundo. - Isso é muito íntimo.

–Entendo. - Dr. Duarte escreve algo na prancheta que tem em mãos. - Se for um tema muito...

–Não é. - Afirmo. - Ste, relaxa, okay? - Olho rapidamente para meu loiro. - Essas sessões são sigilosas, não é?

–Correto. - Meu Capitão parece se acalmar. - Então, como é o relacionamento sexual de vocês?

–Perfeita. - Suspiro, enquanto me lembro das várias loucuras que Steve e eu já fizemos. - Essa com toda certeza é a melhor área do nosso casamento.

–Você concorda Steve?

–É legal.

Espera...espera...espera...ESPERA!

COMO ASSIM LEGAL?

Meu pensamento sai por meus lábios.

–Você não concorda com ele, Natasha?

–Óbvio que não. - Tento controlar minha fúria. - Desde quando fazer sexo comigo é somente legal? Se fosse só legal nós não teríamos feito tantas loucuras.

–Steve..? - Dr. Duarte da a deixa, mas meu marido parece envergonhado demais para falar algo. - Vou tentar simplificar, vocês possuem intimidade suficiente para falar tudo um para o outro? Se sentem confortáveis com isso?

–Sim.

–Não.

Olho para Steve. Estou a ponto de jogar Fred para nosso terapeuta e socar a cara bonita de Steve Morto Rogers.

–Oh Rogers, você está muito fodido. Esqueça brincar nesse playground. - Aponto para meu corpo. - Por um bom tempo.

–É por isso que eu não te falo as coisas...

–Natasha, não é certo ameaçar seu marido com sexo. - Dou de ombros. - Apenas para vocês terem ideia, sexo é uma das áreas que mais levam os casais ao divórcio. - Me pergunto como sexo pode causar o divórcio de alguém. - Sexo não pode ser apenas motivado pela luxúria, sexo deve ser um prazer mútuo e não egoísta. Eu, por exemplo, tenho para mim que sexo deve ser feito apenas após o casamento, mas muitos casais não pensam assim.

–Steve não é egoísta.

–Você também não é, amor, pelo menos não nessa área.

Não respondo. Ainda estou extremamente irritada com ele.

–Bom, vamos dividir em subtemas okay? - Concordamos. - O primeiro é: motivação para o ato sexual.

–Até porque o que motiva um homem nem sempre motiva uma mulher. - Meu esposo diz, o encaro. -

–Exatamente. - A voz de nosso terapeuta soa suave. - Homem é visual ele se motiva pelo o que ele vê e instantâneo, o que é pior. Se a mulher passar de calcinha na frente dele, o marido provavelmente acha que vai jogar uma partida.

–Eu te motivo? - Viro-me para Steve. Não quero demonstrar, mas um pequeno incomodo se instala em meu âmago e o medo de receber um não começa a me rondar. -

–Com certeza! - Meu loiro responde de imediato, suspiro aliviada. - Motiva até demais.

–Fico feliz de saber que essa não uma questão tão difícil para vocês. Saibam que já atendi casais onde a mulher possuía problemas em motivar o marido. Elas me falavam: "Meu marido nunca está motivado!" E convenhamos, para um homem não estar motivado é porque a coisa está muito feia. Nós homens somos motivados só no olhar...por isso muito cuidado com o que seu marido está vendo... esse não me parece ser um problema para vocês, mas é sempre bom lembrar. Cuidado com o que seu marido está vendo dentro de casa, as vezes o camarada chega em casa a sete parece que a mulher dele vai sair na vassoura das oito. Aquela camiseta de político...o cara dorme com a esposa e acorda com a Dilma olhando para ele... isso vai motivar quem?

(n/a: não resisti em fazer o trocadilho usando a Dilma hahah sorry)

Coro. Algo que não é comum, mas porra. Uma vez...uma única vez isso aconteceu.. Caramba eu estava cansada e peguei a primeira blusa que vi pela frente.

Steve ri.

Droga...ele se lembra desse dia.

–Você investe na Natasha, Steve?

Oi?

Encaro Dr. Duarte...Esse terapeuta definitivamente não é normal.

–Claro que invisto. - Ste responde prontamente. - A Natasha já é linda por natureza.. - Ai meu ego. - Investir nela é fácil, até porque a genética foi extremamente generosa eu apenas preciso fazer uma manutenção todo mês. - Ele da um pequeno sorriso. - Eu entendo que é muito complicado para o mundo feminino, minha mulher faz mil coisas ao mesmo tempo, mas raramente essa ruiva aqui... - Aponta para mim. - Está mal arrumada.

Ah Senhor Rogers...estou quase te perdoando pelo legal...quase...

–Então, qual é um dos problemas? - Nosso terapeuta questiona. - A testosterona? - Olho para Dr. Charles. -

–Ah sim, isso as vezes é um problema. - Digo, fazendo Steve me encarar. -

–Por quê? - Ele indaga. -

–Porque, por causa dessa tal de testosterona, você quer fazer sexo todo dia. Foram pelo menos oito vezes só essa semana. Me entenda bem, não estou reclamando, muitas das vezes eu até gosto... - Encaro Fred para desviar minha atenção de meu marido. - Mas...

–Mas...? - Apesar da deixa, prefiro me manter em silêncio. - Querem saber minha opinião? - Concordamos. - Eu acho que o homem é um pinto melhorado. - Okay. Isso definitivamente me faz rir. Muito. - Porque nós só pensamos nisso. Esses dias um amigo meu veio me falar que a mulher dele não aguenta ele. Sabem o que eu respondi? - Negamos. - Comecei a rir. Está para nascer uma mulher que não aguenta um homem. Então, muito cuidado, se a sua mulher não te quer é porque o serviço não está bom. Nós já temos uma desvantagem não é, Steve? Nosso brinquedo é de armar o de vocês, Natasha, é de abrir. Homem já tem essa desvantagem de ter que armar alguma coisa... já é complicado esse negócio.

–Seu amigo precisa rever os conceitos. - Digo. -

–Concordo. - Sorri, de maneira amigável. - Mas então...essa é uma das grandes dificuldade que as mulheres enfrentam, essa maneira explosiva do homem de querer sexo todo dia, todo dia. O seu marido quando estressa na rua ele pensa em você na rua, a esposa é o relaxante. Ele já pensa: "Na hora que eu chegar em casa...ahh eu vou sacudir a roseira... hoje eu vou arruinar." Quando o marido chega em casa e abre a porta sabe o que ele vê na esposa? - Nego. - Uma vagina gigante. A possibilidade dele jogar tudo que ele tem pra fora. Esse é o camarada que você casou, Natasha.

Dou uma gargalhada.

Puta merda! Então Dr. Duarte continua...

–Só que do outro lado dessa corda tem uma mulher, e a motivação feminina é bastante auditiva, um pouquinho visual e muito lenta.

–Isso é verdade. - Meu marido concorda. - Quando quero motivar você, amor, eu falo. E como você ama isso.

Assinto.

–Steve, você está no caminho certo. - Meu loiro ri. - Atendi casais onde esse era um dos maiores problemas. A lentidão feminina. O marido chegava em casa e falava para esposa: "Vamu?" Não era nem vamos e sim "vamu". E a mulher pensava: "Vamos aonde seu, miserável?" Mulher não funciona assim de imediato...O negócio é falar, no ouvido dela... fale tudo inha. Gostosinha, fofinha, lindinha... quando você vai falando sua mulher vai assimilando a ideia. Se você falar "vamos", a mulher fica: Vamos aonde? Quando? Como?

Fedrerico ameaça um choro, fazendo toda a atenção voltar para ele.

–Mamadeira. - Explico. - Você adora fazer um escândalo, não é? Meu pequeno manhoso. - Assim que Fred começa a se alimentar, Dr. Duarte volta a falar. -

–Um dos maiores impasses é que nós homens temos problemas em lidar com essa lentidão feminina. Somos afoitos de mais. As vezes temos que agir da seguinte forma: Se queremos fazer sexo com nossa mulher amanhã, temos que esquenta-la hoje.

–Esquentar? - Steve questiona. -

–Sim. Eu costumo dizer que nós homens somos como forno micro-ondas... pi...pi...pi...piiii ferveu. Mulher é fogão à lenha...tem que tacar fogo de manhã, abanar de tarde, assoprar de noite pra no final ela estar quentinha. E posso dizer uma coisa? Mulher demora a pegar fogo, mas depois que pega assa churrasco a madrugada toda. - Damos risadas. - Até porque homem gosta muito sexo, mas dura pouco. Igual Coca-Cola sacudiu, cabou, já era. E após anos e anos aconselhando casais, pasmem: eu tenho descoberto que mulher é visual também, não é coisa só de homem não. Vou dar uma dica: as vezes sua mulher não te quer porque você está esculhambado. - Steve me encara. -

–Você não corre esse risco, amor. - Afirmo imediatamente. -

–Mas sempre vale a pena lembrar. Compra uma cuequinha maneira, dois, três números a menos que o seu, impressa, aperta tudo e da volume. Sua mulher vai olhar e dizer: "Esse negócio aumentou"...Mas na verdade foi a cueca que diminuiu, aprenda a motivar porque a lentidão feminina precisa ser respeitada. Nós somos rápidos no gatilho, mas a mulher não. Ela precisa ser conduzida até o momento...por isso que a maioria das vezes que um cara quer fazer sexo a mulher não quer. O camarada está no e a mulher ainda está no depende. Então motive sua esposa e, para vocês que me parecem não ter tantos problemas com isso, continuem assim. - Se ajeita em sua poltrona. - O segundo tópico que quero trabalhar é que o homem se preocupa com a quantidade e a mulher com a qualidade.

–Ah mas eu me preocupe em saber se a Natasha está curtindo o momento.

–Verdade.

–Isso é ótimo, Steve. Mas saiba que você é um em um milhão.

–Como assim? - Ste questiona. -

Reviro os olhos.

Meu marido é muito lerdo. Ou eu que sou muita rápida?

–Muitas das vezes o serviço não está bom, entende? - Steve nega. -As vezes o cara já subiu a montanha e a mulher dele ainda está no vale. O marido termina e a mulher fala: "Só isso?" - Dou risada. - Hoje o grande problema é a dificuldade para assimilar essas questões. Casamento é para até que a morte os separe. Ninguém aguenta cinco, dez, quinze anos de papai e mamãe. Sobe em cima e...vuco-vuco..acabou. Tchau. Vamos dormir... Até porque, com o tempo, você conhece tudo, cada pintinha da pessoa, cada mania. A intimidade é algo terrível, porque ela trás consigo uma mesmice muito grande. - Dr. Charles pode ser maluco, contudo ele definitivamente entende das coisas. - Vamos falar de mais uma coisa: Higiene Pessoal. Isso também desmotiva, o cara não escova os dentes, não toma banho.

Faço uma careta.

–Que tipo de pessoa faz isso? - Ste questiona exatamente o que eu penso. -

–Rum..está assim de gente que age dessa forma. O cara não bota um desodorante...a mulher dele tá lá: hã...hã....É prazer? Prazer nada, é o cheiro louco debaixo das axilas que ninguém aguenta.

–Você não pode ser normal. - As palavras escapam de minha boca por entre as gargalhadas. -

–Já ouvi isso. - Dr. Duarte parece não se incomodar. - Mas vamos voltar ao foco, uma barbinha feita para não machucar, arranhar a mulher, tem uns homens que são igual uma lixa. Poxa...faz a barba, toma um banho, coloca uma cueca decente...Do seu tamanho. Porque nós homens temos a mania de usar qualquer coisa pra cobrir. O cara é 42 e a cueca dele é 46..aquele negócio abominável...e tem homem que aparece desse jeito para a mulher, com esse troço e com um pingo de xixi do lado esquerdo. E quer que a mulher se sinta motivada.

Deus, obrigada por me dar um marido maníaco por limpeza, higiene pessoal e que está sempre nota mil. Amém!

Agradeço antes que eu esqueça.

–Ninguém aguenta um negócio desse. - A voz de Dr. Duarte continua serena. - Outra coisa, mulheres...calcinha também...poxa...tem mulher que usa umas calcinhas que pelo amor de Deus. Mais uma coisa: calcinha bege não motiva homem nenhum. Eu sei, Natasha, que é necessário esse tipo de calcinha para usar uma determinada roupa, mas aparecer de calcinha bege para o seu marido, no caso o Steve, é um crime. Calcinha bege é broxante.

–Eu estou tranquilo em relação a isso Charles. - Rogers responde. Claro que está...qual é. Eu sou uma super espiã. Sei exatamente como seduzir alguém, ainda mais se esse alguém é o meu marido. -

–Isso são dicas para que coisas como essas nunca aconteçam com vocês. Outro subtema que quero trabalhar é a liberdade para o ato sexual. Vocês tem liberdade um com o outro?

–Sim. - Respondemos juntos. -

–Tem mesmo? Porque a maioria dos casais que eu vejo não tem.

–Nessa parte eu falo com o Ste. - Arrumo meu filhote que a essa altura dorme tranquilamente, alheio a qualquer coisa. - Nós já fizemos diversas loucuras.

–Steve?

–Verdade.

–É preciso ter liberdade com sua mulher, com seu esposo. Fazer umas manobras diferentes. Tem que ter habilidade. Fazer umas posições meio malucas, estimular a mulher. Tem um negócio na mulher chamado clitóris, tenho certeza que vocês sabem o que é. Esse troço não serve para nada a não ser pra dar prazer.

Olho para Steve.

Ele está corando todos os tons de vermelho do mundo. Resolvo sacaneá-lo.

–Não se preocupe, Charles, Steve sabe manusear meu clitóris como ninguém.

–Natasha!

–Estou mentindo? - Arqueio a sobrancelha. -

–Não. Mas também não precisa falar sobre isso assim. - Ele passa as mãos por seu rosto. -

–Sem problemas. Pois saiba, Steve, que existem homens que não sabem como posso dizer...trabalhar com isso. De fato, é apenas encontrar uma posição onde o pênis encosta no clitóris e esfrega, esfrega, esfrega...a mulher vai ficando doidinha. Tem inclusive posição que emagrece. Eu vejo muito essas questões, você precisa ter liberdade com sua esposa, as vezes o camarada tem um mulherão dentro de casa e nas mãos de outro homem ela seria a mulher mais feliz do mundo, então por que não é na dele? Na mão de outra mulher o marido ia fazer poucas e boas, por que então que não faz com a esposa? Gente bem resolvida sexualmente você percebe de longe.

–Verdade.

–A maioria dos casais estão ruins nessa área. Fazendo sexo duas, três vezes por mês. Não estou querendo dizer quantas vezes o casal tem que fazer sexo, mas nesse intervalo de tempo...? Sexo é igual carnê do baú, tem que estar rigorosamente em dia. - Steve dá uma gargalhada, o encaro irritada. -

–Rogers! Fred está dormindo.

–Desculpe, pode continuar Charles.

–Nós precisamos aprender a não deixar o nosso relacionamento cair na rotina e é ai que a liberdade entra em a ação fazendo o negócio ficar bom, porque é preciso saber como conduzir as coisas. Por exemplo, as preliminares. Tem que ter umas brincadeiras, umas coisas diferentes...a mão naquilo...aquilo na mão.

Steve me encara.

–Nossas preliminares são ótimas. - Afirma, convicto. Dou um sorriso... -

–Natasha?

–Oh sim...fazemos muitas brincadeiras. Com algemas, óleos, gel e mais algumas coisas que não preciso mencionar.

–Massagem. - Meu loiro diz. - A Nat adora massagens, principalmente nós pés... - Meu amor dá um sorriso de lado, o qual me deixa surpresa. - E eu adoro fazer, porque sei que é um conjunto. Eu mexo nos pés dela e isso inevitavelmente prepara...sabe... - Ele cora, eu coro, Dr. Charles cora, Fred cora...TODOS CORAMOS. -

–Entendo. - Dr. Duarte limpa a garganta. - Bom, Steve, você quer dizer algo específico a Natasha? Pode deixar a vergonha de lado, acredite, eu já ouvi de tudo.

Olho para o meu marido.

–Eu te amo, Nat. E quando eu disse que fazer sexo com você é legal não foi na intenção de te ofender. Jamais faria isso...eu amo a forma como conseguimos fazer sexo selvagem e fazer amor depois. É só que.... - Arqueio a sobrancelha. - Eu quero tentar umas coisas diferentes.

–Diferentes? - Questiono. -

–É..sei lá. Você usar umas fantasias, me amarrar na cama sabe... - Ele abaixa a cabeça totalmente constrangido. - Não é que seja ruim como está, mas..

–Eu entendi, Ste. - Me levanto e sento em seu colo, imediatamente meu loiro me encara. - E posso fazer isso por nós. Sinceramente? Eu amei quando você ficou todo mandão nas nossas últimas noitadas - Damos risada. - Eu adoro quando você perde o controle e usa o tom. - Meu marido da um sorriso sem graça. - E eu sempre quis fazer umas brincadeiras diferentes com você, só não sabia se você iria curtir. Agora que sei que você não irá sair correndo, vou colocar algumas ideias em prática...o mais rápido possível. E já sei exatamente qual fantasia irei usar só para você. - Antes que Steve possa dizer algo, uno nossos lábios em um beijo profundo. - Eu te amo, Capitão. - Sussurro. - E vou te levar a loucura, pode apostar.

–A recíproca é verdadeira, minha gostosa.

Me levanto assim que sinto a mão direita de meu marido acariciar minha coxa.

–Desculpe, Charles.

–Tudo bem. Eu, particularmente, acho linda essa cumplicidade que existe entre vocês. É difícil falar sobre esse tema, mas a maioria dos casais esquecem o quanto é significativo entender todo o processo no relacionamento sexual. A intimidade é algo importantíssima para manter o casamento vivo, firme e forte. Para encerrar nossa sessão de hoje, quero comentar sobre mais uma coisa: nós precisamos aprender a amar além da beleza estética. Hoje as pessoas estão preparadas para amar a beleza exterior... -  Dr. Charles respira fundo. - Quando na verdade devemos amar a alma de nossa esposa, de nosso marido, ser companheiro(a) de verdade, envelhecer junto. - Decido não falar que Steve e eu temos um super soro que retarda o envelhecimento. - Ter uma vida sexual sadia. Depois do ato sexual saber passar um tempo com a esposa, um tempo de qualidade. Parar com esse negócio que nós homens temos de que acabou o sexo vamos comer ou dormir. Nãooo. Vamos passar um tempo de qualidade com nossas esposas.

O relógio apita indicando o fim da sessão.

–Nos vemos daqui duas semanas?

–Duas? - Indago. -

–Sim. Irei viajar, volto daqui duas semanas, mas qualquer coisa sintam-se a vontade para me ligar.

Afirmo.

–Obrigado, Charles. - Steve agradece. -

–Como eu disse, o meu trabalho é apenas aconselhar, eu luto para que o divórcio não chegue na casa dos casais.

Arrumo Fedrerico em meu colo.

–Até mais, Natasha.

Dou um pequeno sorriso como forma de despedida. Irei sentir falta do terapeuta maluco que meu loiro arranjou.

–Ste?

–Oi?

–Eu amo você.

Meu marido da um amplo sorriso. E eu sei...não posso viver sem ele.

–Eu também te amo, Nat. - Aproxima-se de mim. - E por mais que eu queira te ver vestida de enfermeira, a próxima noitada é por minha conta. - Morde levemente o lóbulo de minha orelha, fazendo um arrepio percorrer todo meu ser. -

–Mal posso esperar por isso, Capitão.

E que venha o próximo bônus!


Notas Finais


Mais três capítulos e chegamos ao fim!

Deixe um comentário e faça uma autora feliz!

Um beijo enorme

Tia J =)


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