História Terapia de Risco - CAMREN - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren
Visualizações 379
Palavras 1.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - No flagra


Meu coração está pulsando loucamente enquanto eu encaro em pé, de boca aberta, Brad parado no batente da porta. Assisto em horror seu rosto se contorcer em mágoa, confusão e choque, posso notar isso pelo piscar alucinado do seu olhar entre mim e Camila e pela sua boca completamente aberta.

- ‘’Chegou em casa cedo,’’ solto, meu coração se apertando e girando desconfortável em meu peito.

Não tenho certeza de porque disse isso ou por que isso é relevante mas foi a primeira coisa que surgiu em minha mente.

Ele só me encara, seus olhos brilhando e seu pomo de adão tremendo como se ele estivesse tentando falar mas sem saber o que dizer.

Engulo em seco sem saber por onde começar enquanto sinto o sangue drenando estranhamente pelo meu corpo. Penso em mentir, penso em contar a verdade mas meu cérebro está em um estado de choque muito grande, fazendo com que nada saia da minha boca.

Seus olhos estão lacrimejantes, o que me alarma, porque eu raramente vejo Brad chorar. ‘’H-h-há quanto tempo isso está acontecendo?’’ ele diz raivosamente olhando entre nós duas.

Quero negar, mesmo sabendo que não é verdade eu quero dizê-lo que foi coisa de uma só vez, que não significou nada.

Ele olha pra mim, seu rosto mais pálido que nunca e é como se a verdade estivesse escrita em meu rosto porque ele geme de tristeza como se tivesse encontrando a resposta que não queria.

- ‘’Você, vá embora’’ ele diz diretamente pra Camila.

- ‘’Isso n-não é culpa dela,’’ digo, meu corpo inteiro tremendo.

- ‘’Provavelmente é melhor eu sair Lauren’’ Camila fala baixinho já saindo do cômodo. Alguns segundos depois eu escuto a porta da frente fechar e eu engulo em seco, querendo chama-la de volta porque eu não consigo fazer isso sem ela.

- ‘’Então...’’ Brad começa respirando pesadamente, assim como eu, mas não quero que ele entre em pânico. ‘’Você é gay ou algo do tipo?’’ ele pergunta chorando. Seu rosto completamente vermelho e cheio de lágrimas que caem incessantemente dos seus olhos.

- ‘’Eu... eu não sei’’ solto e sinto meus próprios olhos ardendo.

- ‘’Mas’’ ele balança a cabeça como se ele não conseguisse compreender a ideia, ‘’você esteve comigo todos esses anos, você não pode ser, eu saberia, eu te conheço desde que você tinha 14 anos Lauren’’ ele murmura e volta a chorar.

Eu nunca o vi dessa forma. Ele parece uma criança gigante, na verdade ele está me lembrando da época onde nós dois éramos jovens e ele caiu de sua bicicleta e começou a chorar como um bebê, foi um choro genuíno, cheio de dor e mágoa e ele está chorando exatamente da mesma forma agora. Sinto minhas próprias lágrimas descendo pelo meu rosto.

- ‘’Eu não e-e-entendo,’’ ele sussurra entre lágrimas soltas, seu rosto vermelho em todos os lugares, seus lábios tremendo.

Eu quebrei seu coração completamente.

Me sinto enjoada.

- ‘’Eu não’’ ele balança a cabeça e olha para baixo andando pela sala. ‘’Nós vamos nos casar em poucas semanas! Nós... nós supostamente iriamos nos acomodar, eu estava olhando algumas casas à venda, nós iriamos começar uma família.’’

- ‘’Me desculpe,’’ sussurro, sem saber o que fazer ou dizer. Preciso sair daqui. ‘’Eu estou indo embora agora.’’

Sinto como se fosse um robô trabalhando no piloto automático, sinto como se minhas emoções tivessem pausado e agora já me encontro guardando roupas e outros pertences necessários. Tenho uma mala grande embaixo da cama que vai servir por enquanto. Me pergunto se sou um monstro ou se só estou em estado de choque tão grande que não me permite sentir nada.

Escova de dentes, secador de cabelo, roupas, maquiagem.

Não sei quanto tempo já se passou sem que Brad dissesse nada mais, mas ele está aqui me vendo fazer a mala no quarto, suspirando incontroladamente. Na verdade suspirando como se seu coração estivesse doendo tanto que estivesse causando dor física de verdade. Deus, se eu não sair logo daqui ele vai entrar em combustão.

- ‘’Você não pode fazer isso Lauren, não faça isso comigo, eu te perdoo, nós podemos resolver isso!’’

Continuo guardando as coisas e ignorando-o. Eu não sei o que dizer, eu não sei como explicar para ele como Camila é diferente dele. Como uma mulher é diferente de um homem pra mim. Eu ainda estou tentando entender a mim mesmo então eu não consigo tentar explicar algo que nem eu mesma entendo pra ele.

- ‘’Lauren, me escuta!’’ ele grita e começa e ficar irritado. ‘’Eu te amo.’’

Uma vez que já joguei tudo que pude na mala, ando em sua direção com um sorriso triste. ‘’Eu também te amo Brad, mas sinto muito, eu acho que eu confundi isso por outro tipo de amor’’ digo suavemente e começo a andar em direção ao corredor, arrastando a mala atrás de mim.

Tudo que eu possuo praticamente está dentro dela e o mundo, subitamente, parece maior que o normal. Pego minha bolsa e deixo minhas chaves no móvel de entrada sem saber quando ou se eu irei voltar. Fecho a porta do apartamento atrás de mim, escutando nada além dos murmúrios doloridos do garoto por quem me apaixonei, ou pensei que me apaixonei.

Camila já está esperando do lado de fora por mim, a porta do carro aberta como se ela soubesse que eu não iria demorar a sair também. Sinto como se fosse vomitar e sem um pingo de vontade de conversar então eu só jogo minha mala no banco de trás e a deixo me levar pra sua casa.

- ‘’AquI, deixe-me levar’’ ela diz, gentilmente pegando minha mala da minha mão enquanto nós duas entramos no apartamento, Ela passa direto pro quarto e eu me jogo no sofá. O mundo estranhamento silencioso. Não escutei nada no caminho até aqui, nem sei se Camila me disse algo ou não. Meus olhos caem até Sofia deitada em frente a TV, normalmente ela fica louca pulando em cima de mim quando me vê, mas ela parece ter percebido a mudança no meu humor, então ela só fica me encarando. Não mereço ser bem recebida, não mereço nada.

Camila volta sorrindo levemente pra mim. ‘’Nós deveríamos nos embriagar, alugar uma prostituta e esquecer todos os problemas.’’

Eu encaro sua expressão estúpida.

- ‘’Isso é sua tentativa de ser engraçada?’’

- ‘’Hunrum, funcionou?’’ ela pergunta esperançosa.

- ‘’Um pouco,’’ murmuro. ‘’Por que eu não estou sentindo nada?’’ pergunto como se fosse culpa dela.

- ‘’Pode ser sua medicação.’’ Ela diz suavemente como se estivesse com medo de falar muito alto.

Franzo o cenho pra ela, esperando que ela elabore a frase.

- ‘’Antidepressivos impedem uma baixa de serotonina, eles estabilizam seu humor então...’’ ela diz e suspira.

- ‘’Então eu sou a porra de um zumbi insensível? Ótimo’’ reclamo alto pra ela. ‘’Eu sou louca.’’

- ‘’Albert Einstein uma vez disse que a definição de louca é fazer exatamente a mesma coisa repetidamente esperando resultados diferentes’’ Camila diz aérea, completamente ignorando minha atitude.

- Pffff, é?’’ pergunto secamente, estou sendo rude com ela e eu nem mesmo sei porque. ‘’O que exatamente eu estou fazendo repetidamente Einstein?’’

Ela me olha um pouco reprimida por minha hostilidade mas limpa a garganta e fala. ‘’Brad?’’

- ‘’Você está tentando ser engraçada de novo?’’ pergunto ríspida.

- ‘’Não, ‘’ ela diz impaciente, ‘’você estava em um relacionamento que você pensava ser certo, mas continuava esperando algo diferente ou maior, ou melhor, acontecer... você se irritava com algumas coisas por um tempo, mas nem sabia o que era, como se você estivesse esperando um sentimento melhor aparecer, mas só se frustrava. Talvez você pensasse que se casar te daria esse sentimento, se não, talvez tendo filhos? Então você iria continuar tentando e tentando até perceber que no fim das contas o sentimento simplesmente não está lá.’’

Minha expressão cai para o quão precisa ela é, eu meio que já espero isso dela mas ainda me surpreende. ‘’Que sentimento?’’ pergunto.

Ela sorri um pouco, ‘’Isso’’ diz simplesmente e sai para a cozinha.

- ‘’Isso’’ murmuro suspirando quando ela sai.

Fico me pergunto o que ‘’isso’’ é, e mesmo sem saber, consigo ter certeza de que o encontrei nela e com ela.


Notas Finais


Não vou nem pedir perdão né?
Vocês não tem noção do quão essas semanas de ausência foram difíceis...
Esse capítulo foi particularmente difícil de escrever porque toca em questões pessoais minhas. Além disso, tive que focar em coisas da porra da vida adulta que é mil vezes mais dificil do que eu imaginei. Porém, nunca desisti nem desistirei da fic. Vou tentar postar com uma frequencia bem maior por vocês. Acreditem, vai ser por vocês. Não quero que vocês fiquem com algo incompleto, já tem fic demais incompleta por ai não é mesmo? Eu sei disso haha também sofro com isso. Me desculpem... me desculpem mesmo. Estou tentando me libertar de coisas tensas e sentimentos tristes que vim sentindo, e como resultado, saiu esse capítulo. Espero que tenham gostado. Ele foi triste eu morro de dó do Brad, mas as vezes a vida é foda e we cant always get what we want.
Até mais, bj.


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