História Terapia Online - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Min Yoongi, Psicologia, Romance, Suga
Visualizações 4
Palavras 2.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi oi oi como estão?
Se você está lendo, não custa nada ajudar a fic com seu votinho né 😀

Boa leitura 😘

Capítulo 2 - Sessão 1.0


Não imaginava que teria tenta burocracia assim para fazer o cadastro em uma terapia online, muito menos as regras rígidas do contrato. Mas, estava feliz que não ia precisar voltar naquela clínica nunca mais. Dra. Dong disse muitas vezes antes de eu sair, que estava muito feliz com o meu progresso e me desejou boa sorte na terapia, além de me explicar como funcionava.

Basicamente, acho que nem vou precisar ligar todos os dias, o problema seria mesmo o manager. Assim que entrei no carro ele me encheu de perguntas como sempre fazia, estava animado e eu logo descobri o porquê.

— Então você aceitou? Fico feliz em ouvir isso. — manager disse orgulhoso.

— Você sabia disso, sabia que ela ia me oferecer!? — perguntei surpreso.

— Foi eu quem disse para ela oferecer, Yoongi. Você estava meio pra baixo esses dias, quando saía do palco sentava em um canto qualquer e não falava com ninguém, estava cada vez menos interagindo em conversas e isso estava me preocupando. Então liguei para Dra. Dong e ela me sugeriu essa nova terapia, eu achei fantástico e imaginei que você também acharia, afinal, sei que não gosta da clínica.

Me senti um cachorrinho subordinado.

— Você poderia ter me falado. — cruzei os braços.

— Dra. Dong sabe explicar esse tipo de coisa melhor do que eu. — ele deu de ombros enquanto sorria. — Então, vai começar amanhã?

— Sim. Eles me deram um link de um site onde tenho que entrar pra falar com o psicólogo.

— Parece divertido, talvez eu faça também. — ele brincou e passou a mão pelo meu cabelo o bagunçando.

A viagem até em casa foi silenciosa e curta, assim que cheguei, tratei de ir tomar um banho frio para tirar aquele cheiro de clínica horrível. Embora sempre me diziam que não havia cheiro nenhum, eu sempre o sentia.

Sai do banheiro já com roupas confortáveis de ficar em casa e vi que Jin também estava no quarto.

— E aí, como é que foi? — ele perguntou curioso.

— O de sempre. — dei de ombros. — Só que a partir de amanhã, não vou mais precisar ir na clínica.

— Ah, então a conversa sobre terapia online era verdade. — Jin falou distraido.

— Você sabia também? — quase gritei.

— Não, ouvi o manager conversando com alguém no telefone agora a pouco. — ele se defendeu rindo do meu susto. — Vai mesmo fazer isso?

— Vou. Por que?

— É que você já não gosta muito de conversar pessoalmente e ainda mais pelo telefone com alguém que nem conhece. — ele observou, e estava certo. Eu não era esse tipo de pessoa.

— É só uma experiência, se for pra nunca mais ter que voltar naquela clínica, ta valendo tudo.

Saí do quarto para comer alguma coisa e quando voltei Jin já estava dormindo. Deitei na minha cama também, estava cansado e amanhã o dia ia ser longo, mas, por incrível que pareça dessa vez não consegui dormir logo de início. Fiquei me mexendo de um lado pro outro até resolver me distrair com o celular. Quando dei por mim, já tinha digitado terapia online no Google.

Vários resultados surgiram e um deles me chamou a atenção: O que não perguntar em uma terapia online?

O tópico "Relacionamento" pareceu se destacar mais. Era basicamente alertando para não perguntar sobre a vida pessoal do psicólogo, o que eu já sabia, eles são bem restritos a falar sobre isso. Não vou ter problemas, até porquê, nem a vida pessoal das pessoas que moram comigo me interessa imagina a de alguém que nem conheço. A outra parte dizia que o relacionamento deveria ser estritamente profissional nessa terapia, assim como na normal, e que paqueras e palavras obscenas não eram permitidas.

Continuei vendo outras coisas e pensando pela milésima vez se tinha feito a escolha certa, até que cai no sono.

(...)

O barulho do despertador de Jin me acordou, nem havia lembrado de colocar o meu pra despertar ontem e ainda bem que ele sempre lembrava.

Chegou a parte do dia que eu odiava, ter que levantar da cama.

Me arrastei ainda sonolento até o banheiro onde fiz a higiene necessária para começar o dia, quando desci junto com Jin para o café da manhã parecia que todo mundo estava sabendo da minha nova terapia. Que ótimo, vou ter assunto para ignorar eles.

— Nunca tinha ouvido falar desse tipo de terapia. — Namjoon comentou.

— É, nem eu. — afirmei.

— Como funciona? Quando você estiver deprimido liga pro psicólogo e ele vai ter que atender aonde estiver? — Hoseok perguntou.

— Hum, não sei se ele vai poder atender sempre mas, sim é basicamente isso.

— E se ele não atender? — Jimin perguntou. Todos pareciam muito interessados na minha terapia do que eu

— Não atendeu. — dei de ombros indiferente. — pra ser sincero ainda não sei bem como funciona, vou saber quando ligar e fizer algumas perguntas.

O assunto continuou por um tempo, o que consistia em os meninos fazendo perguntas que eu não sabia responder a maioria. Logo deu a hora do nosso ensaio e eu agradeci por aquele assunto ter morrido.

Já era quase hora do almoço quando terminamos. Sentei no chão da sala de dança e peguei o celular. Tinha uma mensagem da Dra. Dong.

Caro Sr. Min Yoongi

Veio por meio dessa mensagem lhe informar que seu cadastro no Terapia Online já foi confirmado e o senhor poderá estar entrando em contado com seu psicólogo virtualmente assim que registrar sua senha.

Por motivos de segurança, estamos mandando o link onde o senhor poderá escolhe uma senha para seu acesso exclusivo. A partir da escolha da senha, o senhor já estará inserido no seu portal onde terá sua primeira conversa com o psicólogo.

Lembrando quê:

• Suas informações pessoais já foram passadas para ele(a) e o mesmo já está ciente da sua situação atual.

• Seu(a) terapeuta foi escolhido de acordo com seu quadro clínico. Poderá ser trocado, caso o senhor deseje assim, somente entrando em contato com a agência e com um motivo plausível.

• O senhor terá que seguir algumas regras que serão exigidas pelo próprio psicólogo; Ex: definição do horário das sessões e etc. Qualquer regra que não for seguida, o psicólogo tem a liberdade de encaminhar o senhor automaticamente para outro. Avisando com antecedência.

• Palavras obscenas e de baixo calão não serão permitidas. O psicólogo tem o dever de cumprir a rigor o código de ética na realização das sessões.

• Qualquer regras a cima que não forem seguidas o senhor poderá estar entrando em contato com a agência para solicitar a mudança de psicólogo.

Isso é um avanço muito grande e o senhor já é um vencedor por ter chegado até aqui. Tenha uma boa vida Sr. Min.

Atenciosamente, Dra. Dong

Quando terminar de ler a mensagem sorri um pouco. Aquelas palavras eram a cara da Dra. Dong. Me senti meio mal por que não ia mais vê-la, afinal ela foi minha psicóloga por três anos. Talvez algum dia a gente se encontre por aí.

Vi no final da mensagem em azul o link da senha. Nem pensei duas vezes ou se estava no estúdio, eu só queria acabar com aquela curiosidade.

Assim como a Dra. Dong havia dito, eu tive que colocar uma senha. Esse site me parecia mais seguro do que meu próprio celular. Depois de colocar a senha, uma aba apareceu na tela do celular, parecia um aplicativo de conversa normal, a única diferença era que tinha apenas um contato ali.

Dra. J

Doutora? Então era uma mulher de novo. Particularmente preferia um homem. Sempre me dei muito bem com a Dra. Dong mas, existem assuntos constrangedores que não me sinto a vontade em falar com uma mulher. Talvez eu troque de terapeuta... Ou não.

Estava passando o dedo pelo contato quando sem querer eu cliquei nele a aba de conversa abriu, tentei tirar o mais rápido possível mas, já era tarde demais. O aplicativo havia mandado uma mensagem para a psicóloga dizendo que eu abri uma conversa, e automaticamente dois segundos depois ela respondeu:.

Dra. J:
Sr. Min?

Droga! Dei um soco no ar. Eu não queria começar uma conversa agora, até porque vou ter que parar ela a qualquer momento quando o ensaio retornar.

Dra. J:
Sr. Min, o senhor está aí?


Ok. Vamos lá. Só vou dizer que foi engano e desligar. É.


Eu: Olá!


Dra. J:
Olá! Kk Por acaso o senhor abriu a aba de conversa acidentalmente?


Eu: Talvez...


Dra. J:

Kk Tudo bem, se não estiver disponível agora é só encerrar a conversa.


Eu:

Na verdade estou

trabalhando agora.


Dra. J:
Oh!
Esta escrevendo música?


Eu: Como sabe que

escrevo música?


Dra. J: Li seu prontuário

Eu: Ah é.


Comecei a me sentir meio idiota por não ter deduzido isso antes. É claro que ela leu meu prontuário, tudo que contei pra Dra. Dong ela sabe agora também. Estava tão acostumado a dar respostas defensivas que nem percebi com quem estava falando agora.

Não acredito que por míseros segundos pensei que estava falando com um hacker. Idiota!


Dra. J:
Bom, eu não quero
atrapalhar seu
trabalho.


Eu:

Não, não.

A culpa foi minha.

Não deveria ter mandado

mensagem agora.


Dra. J:
Não tem problema,
pode me ligar quando
estiver mais desocupado.


Eu:

Vou fazer isso.


Dra. J:
Até mais Sr. Min
tenha um ótimo dia :)


E ela encerrou a conversa.

Eu tinha que lembrar de aprender a mexer nesse aplicativo mais tarde. Fechei o celular e fiquei brincando com ele até que caiu no chão, por sorte não quebrou a tela.

A psicóloga parecia legal, quer dizer, se ela fosse conversar comigo assim acho que até poderia dá certo nossa convivência.

Logo o manager estava chamando pra voltar o ensaio de novo e dessa vez parecia que ele não ia acabar tão cedo. Três horas depois eu já estava exausto demais pra andar então só me atirei no chão. Vi que os meninos estavam fazendo o mesmo.

— Com quem estava falando na hora do intervalo, hyung? — Hoseok perguntou com um olhar curioso.

— Hum, ninguém, porque?

— Você tava sorrindo pro celular, achei que estivesse. — ele deu de ombros sorrindo de lado. Eu suspirei em resposta. Claro que eu não estava sorrindo, eram só reflexos.

Saímos da sala de dança direto pro dormitório. Eu ia dormir assim que chegasse, oh se ia!

Tomei um banho mais demorado do que o normal o que fez Jin reclamar, mas não me importei. Estava suado demais e casado demais, precisava daquilo.

Quando já estava vestido só me joguei na cama em busca de conforto, mas ele não vinha, por mais que eu estivesse cansado. Sabia que ia ser mais uma noite sem dormir.

Peguei o celular olhando as horas e me lembrei do aplicativo. Eu disse que falava depois, só não disse que seria hoje ainda. Além do mais estava tarde e talvez ela já esteja dormindo.

Jin apareceu no meu campo de visão.

— E aí, como é que foi a sessão online? — ele perguntou com a voz cansada, mas ainda sim, era o Jin animado de sempre. 

— Não tive tempo hoje.

— Tem tempo agora. — ele apontou pro celular.

— Já está de noite, Jin, e se ela estiver dormindo?

— Espera, ela? É uma mulher? — ele perguntou arregalando os olhos.

— Pois é, Dra. J. — dei de ombros.

— Cara. — Jin riu. — Se está cansado então, é melhor só falar com ela amanhã mesmo.

— É...

— Boa noite! — Jin bocejou se espreguiçando na cama. 

— Boa noite! — respondi, mas tinha certeza que ele já tinha dormido. Às vezes queria ter a facilidade dele pra dormir assim que deito.

Nem esperei se passar três minutos direito e já estava abrindo o link do aplicativo, assim que entrei, de novo só havia o contato dela e eu automaticamente cliquei em ligar.

Não sei porque fiz isso. Eu só, precisava falar com alguém, e estava pagando por aquilo, então, me pareceu certo ligar.

E pelo fato daquilo ser muito novo ainda, eu queria fazer algumas perguntas.

Alô? — uma voz doce e feminina atendeu do outro lado.

Poderia ser facilmente confundida com uma criança. Ou talvez, seja uma criança que tenha atendido por engano.

— Ah, oi! Gostaria de falar com a Dra. J por favor.

Uma risada frouxa soou do outro lado.

Sou eu mesma Sr. Min.



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