História Terceira pessoa - Capítulo 1


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Categorias Megadeth, Metallica
Personagens Cliff Burton, Dave Mustaine, James Hetfield, Lars Ulrich
Tags Dames, Dave Mustaine, Davexjames, James Hetfield, Jamesxdave
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Palavras 2.851
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Slash
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A história se passa antes da minha fanfic “Ashes to ashes, dust to dust; fade to black”, ou seja, antecede esta. Logo, elas têm uma conexão; mas não é necessário ler uma para entender a outra. Deixarei o link nas notas finais.

(Capítulo não betado)


Boa leitura!

Capítulo 1 - Sua razão, seu impulso, seu presente e seu futuro


Lars não suportava mais.

Por que diabos James dava tanta atenção às idiotices de Dave?

Na realidade, a qualquer coisa referente a Dave?

Lars nem ao menos conseguia entender como as coisas passaram a ser daquela forma. Era incapaz de visualizar a linha divisória imaginária que delimitava o antes e depois, se é que havia alguma. Inicialmente, Dave não passava de um ruivo estúpido e genial como músico que Lars e James resolveram aceitar como baixista. Não demorou a assumir uma das guitarras, onde mostrou que, na realidade, era muito mais do que poderiam imaginar.

E isso incomodava Lars.

Não por Dave ter nascido para tocar guitarra, mas por isso ter contribuído tanto para que o mesmo se aproximasse de James; na realidade, para que James se aproximasse de Dave. O próprio Hetfield concordava consigo ao afirmar que o Mustaine era um tanto problemático; teria mudado de opinião tão repentinamente? Na realidade, não havia sido de uma hora para outra, e Lars reconheceu isso logo depois de pensar de maneira racional. Foi gradualmente, um processo sem pressa e natural, mas que o baterista só percebeu quando já havia se consolidado; e talvez fosse tarde mais para tornar facilmente reversível o que poderia se assemelhar a uma reação química.

Nunca houve realmente um impasse quanto a se aproximar do Mustaine; apesar de todos os defeitos pertencentes ao mesmo que Lars poderia elucidar ― enumerando de um a um ― nada impediu que o próprio fundador do Metallica o enxergasse como um amigo, além de simplesmente colega de banda. Em especial, Lars gostava mais ainda de Dave quando este demonstrava o que o Metallica lhe significava. Os quatro cavaleiros. E, se não fosse pelo fato da lenta mudança nos laços entre os guitarristas, estaria tudo bem.

Primeiro, James só queria saber mais sobre um solo que Dave havia criado sozinho. Depois, já estava empunhando a própria guitarra ao lado do ruivo, aceitando as instruções do mesmo. Ver isso irritava Lars de uma maneira que não conseguia descrever. James não precisava ser orientado por aquele descontrolado, era inclusive superior ao mesmo ― o baterista concluíra; talvez, desde o primeiro momento em que ouviu James tocar, chegara à conclusão de que o Hetfield era e poderia ser melhor do que qualquer um. No início, resolveu não questionar. Havia, de fato, muito a se aprender com o Mustaine; precisava admitir.

Há muito a aprender com ele e é só isso, Lars repetiu mentalmente para si mesmo quando, dias depois, ao fim de uma noite sem compromissos, Dave e James chegaram juntos ao apartamento que o Metallica dividia, ambos desorientados e cantando Baba O’Riley.

Let’s get together

Before we get much older

As palavras eram de Pete Townshend, mas por que Lars se incomodou tanto ao perceber que James cantarolava olhando tão profundamente nos olhos de Dave, mesmo de que maneira completamente desajeitada por não estar sóbrio? Os dois tentavam sustentar um ao outro, os cabelos mais bagunçados ― o contraste marcante entre os fios loiros e ruivos ― do que nunca e uma garrafa quase vazia numa das mãos do Mustaine que balançava para lá e para cá, mas sem deixar escapar uma gota sequer.

Bêbados, nem ao menos notaram a presença do baterista. Passaram pela sala e sumiram, deixando a porta escancarada. Lars soltou a revista de música que anteriormente lia e levantou-se exalando raiva, marchando em direção à entrada para fechá-la; e, antes de o fazer, deparou-se com a chegada de Cliff. Na realidade, o mesmo estava logo atrás acompanhando os dois guitarristas. Os três haviam saído juntos. O baixista surpreendeu-se com o aborrecimento estampado na face alheia, mas nada disse. Um cigarro pendia de seus lábios, a camiseta sem mangas que expunha o Fiend Skull coberto por alguns fios volumosos de cabelo. Nenhuma palavra foi trocada e Lars deu meia-volta, ignorando o Burton assim como haviam feito consigo instantes atrás.

À medida que a amizade inusitada ― na realidade, nada inusitada ― se consolidava, Lars tornava-se cada vez mais irritável, embora “insuportável” fosse praticamente sinônimo. Ainda que seu comportamento para com Dave permanecesse o mesmo de sempre, era nítido que passara a cortar James e reagir de maneira menos atenciosa ao que este dizia ou fazia, como se não estivesse interessado. Cliff normalmente pouco dirigia a palavra ao Ulrich, então não fazia lá diferença; não se importava em receber uma dose de ódio gratuito. Cliff levava a vida sem dar mais importância do que o necessário para determinadas coisas, e a guerra que Lars travava mentalmente consigo mesmo era uma delas. Ainda assim, não deixava de ser um tanto desgastante observar; não havia opção, no fim das contas.

“Eu fiz alguma coisa errada?” Lars foi surpreendido por James antes de uma apresentação como qualquer outra. O loiro, sentado no chão e com a cabeça abaixada, amarrava os cadarços quando fez a pergunta, mas ciente de que não havia mais ninguém por perto. Parecia ter esperado pelo momento certo, esperando que o baterista se sentisse à vontade o suficiente.

“Como assim?” pretendia ignorar a indagação, mas, infelizmente, rebateu com outra pergunta de maneira automática.

“Você tá estranho comigo”

“Deixa de ser paranoico, cara”

James riu, mas não deixou claro se havia se convencido da curta resposta ou se apenas não estava disposto o suficiente para levar a discussão adiante.

O Metallica se apresentou como normalmente e, mal a banda havia deixado o palco, Dave já estava comprando bebida. James e Cliff o acompanharam e, a contragosto, Lars também. Era nítido que algo incomodava o fundador do Metallica. Após alguns minutos, o Mustaine deixou o grupo sem nada falar, atraindo a atenção do mesmo. Não demorou a que os três percebessem o guitarrista aos beijos com uma moça de cabelos tão ruivos quanto os seus. Automaticamente, Lars olhou para James; e este, como se nada houvesse acontecido, virou-se, pegando uma garrafa qualquer e passando a beber sem se importar com o conteúdo. Dave não voltava e o silêncio entre o grupo escorado no balcão continuava, enquanto Cliff brincava de acender e apagar seu isqueiro como se estivesse apenas matando tempo. E estava. Imaginava que, a simples menção de qualquer palavra que interrompesse aquele silêncio, uma bomba explodiria.

Até Lars ter a brilhante ideia de falar algo.

“James, o que você acha da gent-“

James, que até então se mantinha de costas para os dois, com os cotovelos apoiados no balcão repleto de garrafas, cinzeiros abarrotados e outras porcarias, virou-se tão grosseiramente que conseguiu derrubar um copo de vidro, fazendo-o se espatifar no chão. Mas, assim como fez com Lars, ignorou-o, rumando em qualquer direção que lhe tirasse do alcance da visão dos companheiros de banda.

Lars olhou para James. Olhou para os cacos de vidro no chão. Olhou para o único que restara ali.

E Cliff achou que era a hora de acender um cigarro.

 

Lars e Cliff voltaram juntos para casa. Até procuraram por James, mas não o encontraram. Dave ainda estava parcialmente sóbrio quando deixou claro que não iria com eles. No meio da madrugada, o Hetfield apareceu; por dentro, sentia como se tivesse participado de um mosh, embora aparentasse ter apenas se prolongado noite afora. O Mustaine, por sua vez, só surgiu na tarde seguinte.

Cliff parecia o único normal ali, pois até mesmo o clima entre os guitarristas havia mudado. Dave até estava agindo normalmente, mas não reagiu bem ao fato de James estar sendo frio consigo. Na primeira oportunidade, o ruivo esbravejou, perguntando por que o outro estava agindo daquela forma. A situação apenas piorou.

Lars imaginou que era o momento perfeito para trazer James de volta à realidade. Àquela altura, era inegável que o loiro passara a nutrir algo mais por Dave, ainda que nem mesmo se desse conta. Talvez o Ulrich fosse o único a perceber o que acontecia, afinal... Reconhecia que, em determinado momento, antes mesmo de Dave entrar para o Metallica, havia desenvolvido outros sentimentos por James. E embora houvesse brigado consigo mesmo por ser ― em suas próprias palavras ― inegavelmente um maldito viadinho, carregava isso consigo desde o início da adolescência.

Lars não era apenas um estúpido que não queria perder o posto nunca consolidado de melhor amigo. Ou amigo mais próximo, ou simplesmente aquele da banda com quem James se sentia verdadeiramente à vontade, ou sei lá; qualquer coisa que significasse algo. Lars só estava de saco cheio de ser sempre a terceira pessoa, de ver seu lugar sendo tomado antes que pudesse dizer ou fazer qualquer coisa.

Mas, assim que o baterista deu o primeiro passo para consertar toda aquela situação, acreditando ser a melhor oportunidade, percebeu que tudo estava pior do que imaginava. James lhe dava respostas curtas e sem intenção de levar qualquer diálogo à frente. Não havia brechas. Lars estava começando a ficar irritado com o próprio Hetfield quando, mais de uma semana depois, o mesmo mudou o comportamento. Havia voltado ao normal; junto a isso, no entanto, estava o fato de também ter voltado ao normal com Dave.

Aqueles olhares. Aquelas aproximações. Aqueles momentos em que os dois se distanciavam de Lars e Cliff. E o fato de que Dave não era mais visto se agarrando com mulheres por aí. Por que diabos os olhos de James brilhavam tanto quando via Dave tocando algum solo? Por que diabos James parecia apreciar tanto a concentração de Dave em Metal Militia? E por que diabos Dave demonstrava gostar tanto da atenção de James, retribuindo na mesma medida, com uma intensidade quase palpável?

“Você não pode fazer nada”.

Lars nem ao menos acreditou quando escutou a voz de Cliff. Estavam no estúdio, em mais um ensaio cotidiano. O baterista se encontrava sentado no banco da bateria, enquanto James e Dave estavam no chão, escorados numa das paredes enquanto trocavam as cordas das guitarras. Cliff se aproximou do Ulrich normalmente, mas o mesmo estava tão imerso no que observava que não notou quando o baixista chegou bem ao seu lado. O Burton era o mais observador de todos e nunca deixou de perceber as mínimas coisas que aconteciam dentro do Metallica. Na realidade, já começava a se cansar de ver o fundador resistindo na mesma situação.

E, antes que o Ulrich pudesse responder qualquer coisa, o baixista se distanciou da bateria. Lars precisou de alguns segundos para entender que Cliff sabia de tudo. Não se incomodou com o fato do mesmo estar a par dos acontecimentos (afinal, ele era o tipo de pessoa que guardava tudo para si mesmo) e resolveu que o melhor era não rebater. O ensaio aconteceu como o habitual e, ao final, foram a um bar.

Cliff ficou do lado de fora, preferindo fumar ao ar livre. Embora gostasse daqueles momentos pós-ensaios, estimular os receptores nicotínicos parecia melhor quando sozinho, em um local aberto. Não lançou nenhum olhar sugestivo a Lars; agia normalmente, como se não houvesse dito nada ainda naquele dia. Os três restantes ocuparam uma mesa, bebendo e conversando besteiras. E, enquanto Dave virava mais uma garrafa depois de um acesso de risos devido a algo estúpido dito por Lars, este parou para prestar mais atenção do que o normal em algo que não era exatamente digno de ser percebido.

A quantidade de garrafas à frente de Dave. Lars e James ainda estavam na primeira, enquanto o Mustaine segurava a terceira como se tivesse apenas começado a noite. Os dois naturalmente chegariam àquele número, assim como Cliff, se estivesse fazendo companhia a ambos; a diferença era que o ruivo era mais rápido e tolerante, o que proporcionava a impressão de beber mais.

Lars desviou o olhar de Dave, procurando James. O loiro levava a garrafa aos lábios, ainda rindo do que o baterista havia falado anteriormente. Naquele momento, nem mesmo o Ulrich saberia dizer o que tinha dito, se era uma experiência real ou só uma piadinha inescrupulosa. O Hetfield sorria, desistindo de tomar um gole por não conseguir parar de achar graça. Olhou para Lars e comentou qualquer coisa ininteligível, olhando em seguida para Dave de maneira... Tenra.

Você não pode fazer nada.

As palavras ouvidas naquela tarde ecoaram em meio a seus pensamentos, tirando-lhe momentaneamente da realidade. Fitou a superfície de madeira escura da mesa e a mão direita de James, cujos dedos tamborilavam sobre um pequeno espaço entre garrafas e copos até então não usados. Eram repletos de anéis. O Hetfield usava os mesmos sempre, quase como se fizesse parte de seu corpo.

Você não pode fazer nada.

Lars olhou em direção à saída do bar, como se esperasse que o dono da voz que entoava aquelas palavras pudesse retornar repentinamente.

Você não pode fazer nada.

Olhou novamente para os anéis que adornavam os dedos de James, e, em seguida, para Dave, que se levantava para buscar mais bebida no balcão.

Engano seu, o Ulrich concluiu mentalmente antes de também se levantar, rumando em direção à saída em buscar de ar puro.

 

Era jogar sujo. Lars sabia disso. O Metallica enchia tanto a cara que também era conhecido por “Alcoholica”. Dizer que Dave era o mal da banda não era de todo honesto. Todos ali bebiam muito. No entanto, o Mustaine, por já ser esquentado naturalmente, era aquele cujo álcool sobressaía qualquer comportamento. Descontrolado? Sim; como habitualmente. Violento? Talvez. Dave só levantava a mão a alguém quando este fazia o mesmo. Não admitia ser desafiado. Trocava alguns socos se a outra pessoa também estivesse disposta. Elevava o tom de voz... Como sempre fazia, estando sóbrio ou bêbado. Ausente? Como sempre. Dave era assim, mas continuava sendo um bom companheiro de banda e ótimo músico.

E Lars reconhecia isso.

Mas os sentimentos humanos são estranhos. Geralmente, inativam todo e qualquer escrúpulo que uma pessoa possa ter. E foi assim que Lars começou a conversar seriamente com James sobre o futuro da banda e o empecilho que Dave constituía para esta.

Por mais que James gostasse de Dave mais do que deveria, Lars foi a primeira pessoa que verdadeiramente reconheceu todo seu potencial. E isso, para o loiro, significava mais do que muita coisa. O Metallica lhe significava mais do que muita coisa. Era sua razão, seu impulso, seu presente e seu futuro.

Ao ouvir o início da explicação de Lars, James fez uma careta e chegou a interrompê-lo, indagando sobre o motivo de o baterista estar falando sobre o fato de, aparentemente, Dave se exceder quanto à bebida.

“Aonde você quer chegar?”

Lars foi direto ao ponto em sua resposta. Não havia mais o que prolongar. James recebeu as palavras em silêncio e em meio a uma quase inexpressão. Andou de um lado para o outro no cômodo, fugindo dos olhos do fundador e tentando organizar os próprios pensamentos juntamente à explicação recebida instantes atrás. Ainda que resumida, eram muitas informações, e todas pareciam ter um peso que não era capaz de carregar.

“Você já falou com o Cliff?” foi tudo que James conseguiu estruturar, quebrando o breve silêncio instaurado e cedido pelo baterista.

O Ulrich respondeu que o faria depois daquela conversa, pois, em seu ponto de vista, precisava falar primeiro com James; afinal, estavam ali desde o começo.

Em função da relutância do Hetfield em aceitar a linha de raciocínio que Lars seguia, este disse que lhe daria um dia para pensar melhor a respeito e lhe dar uma resposta definitiva. Frisou que o que estava em jogo era o futuro da banda, e não o de relações pessoais. “Eu também gosto de Dave, mas precisei ser racional”. Foram as últimas coisas proferidas por Lars antes de deixar o guitarrista e vocalista sozinho.

O Metallica sempre seria o ponto fraco de James.

Não havia se passado nem 24 horas completas quando o loiro procurou pelo baterista, organizando com calma todos os fatos explicados no dia anterior. Permanecia pensativo e oferecendo poucas palavras, como se esperasse de si mesmo um posicionamento. Um veredicto.

Não foram poucas as tentativas de James em defender Dave. Mas, todas as vezes que em que escutava Lars dizer “o futuro do Metallica”, todos seus argumentos pareciam cair por terra. Completamente desarmado, James recuava em profunda hesitação. Não queria aceitar. Em silêncio, ao que baterista aguardava outro pronunciamento, o Hetfield indagou mentalmente a si mesmo sobre todas as possibilidades incertas que consistiam no conjunto de reações de Dave. Nenhuma delas era boa. E James... James não queria aquilo.

James não chegou nem perto de imaginar as consequências da decisão que foi tomada naquele dia. E quanto mais se recordava da noite em que precisou enfrentar Dave e seus próprios sentimentos pelo bem da banda, mais as palavras ditas pelo Mustaine lhe corroíam como um ácido em contato com a fragilidade que constituí a pele humana.

Dave havia dito muitas coisas naquela ocasião.

E, por mais cruéis que fossem, James se lembrava de todas elas.

Lembrava-se do tom de voz usado por Dave. Das mãos inquietas de Dave. Dos cabelos ruivos e volumosos de Dave, que deixavam um rastro de chamas quando se virava bruscamente. Da revolta expressa nas feições. Da raiva expressa no olhar.

Das consequências de ter permitido que Dave fosse algo mais.

James lembrava-se, sobretudo, de Dave.

 


Notas Finais




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