História Terceiro ano B - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Denise, Do Contra, Franjinha (Franja), Luca, Magali, Marina, Mônica, Nimbus, Penha, Quim, Toni, Xaveco
Visualizações 19
Palavras 2.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura, nos vemos lá nas notas finais <3

Capítulo 2 - Capítulo I- Primeiro dia de aula


   Os raios de sol adentraram o quarto de paredes claras atingindo diretamente os olhos da moça que dormia, ela virou para o lado e, no mesmo instante, seu celular despertou e ela levantou de uma vez sentindo a cabeça rodar em seguida.

“Ai, minha cabeça!” ela levou as mãos até a cabeça sentindo latejar.

“Carmem, desliga essa bosta! ‘Tá tão cedo e minha cabeça ‘tá doendo!” uma voz abafada pelo travesseiro falou do outro lado do quarto, mais especificamente em um colchão.

 “Anda, Denise, hoje temos aula.” a loira disse tentando se levantar.

“Carmem, a gente bebeu pra caralho ontem e você ainda quer ir na aula hoje? Você é rica, pode faltar quando quiser! Seus pais subornam a direção e fica ok, conhecemos a escola que estudamos.” a ruiva disse se sentando.

“Não, meu primo vem ‘pra mesma escola que a gente, lembra? E outra, meus pais estão no Brasil, tenho que fingir que nunca matei um aula sequer.” ela falou.

“Eles vão sentir nossa manguaça de longe, more. Tem certeza que quer arriscar?” a amiga perguntou.

“Estão no Brasil, não em casa. Vamos logo, peço pra empregada arranjar uns remédios pra gente. Vai, vai, vai!” a dona da casa disse jogando um travesseiro na amiga.

“Tá bom, mas se algum professor pedir pra eu ler alguma coisa hoje, eu me jogo da janela.” Denise falou se levantando do colchão.

   As duas haviam ido para uma festa na noite anterior, uma amiga delas havia passado numa faculdade, então tinham que comemorar, porém, comemoraram até demais e iriam de ressaca no primeiro dia do terceiro colegial. Carmem era uma moça de dezessete anos dona de cabelos loiros ondulados e olhos claros de uma sucedida família de empresários que viviam mais fora que dentro de casa e do país; já Denise, era uma garota de dezoito anos que possuía cabelos lisos ruivos e olhos castanhos, também era de família rica, não tanto quanto a de Carmem, mas seus pais possuíam uma vida tranquila.

                                                                               *

   Na entrada do colégio, uma garota negra de cabelos cacheadas e olhos castanhos suspirou encostada no muro alto de cor branca, sua amiga disse que chegaria no horário e nada de ela aparecer. Não queria entrar sozinha, era seu primeiro dia naquela escola e só conhecia essa amiga. Olhou as horas no celular que mostrava seis e cinquenta, as aulas começariam às sete e meia. Sorriu ao ver a amiga enfim se aproximando, mas seu sorriso morreu ao ver que tinha um rapaz com ela.

“Oi, Mi! Estou muito feliz que tenha vindo parra cá! Não te vejo desde antes de eu ir passar as férrias em Parris!” a amiga disse animada a abraçando.

“Bom te ver também, Penha.” ela sorriu envergonhada.

“Deixa eu te apresentar. Mi, este é meu namorrado Nimbus. Nim, essa é minha amiga Milena.” Penha apresentou a amiga para ele que apenas acenou antes de começar a beijar a francesa que retribuía.

   Nimbus era um rapaz alto, de cabelos lisos negros e olhos castanhos, parecia gostar bastante de Penha. Ele não era da sala delas, estudava no terceiro A.

“Ér...vocês vão ficar aqui fora? Eu acho que vou...ér... eu vejo você depois.” Milena disse desconfortável e entrou na escola sozinha mesmo.

   Milena viera do bairro das Pitangueiras, era amiga de Penha há alguns anos e seria novata no colégio, não queria ter saído de sua antiga escola, mas sua mãe decidiu que seria bom para a filha estudar no melhor colégio da cidade, sua família possuía uma condição financeira relativamente boa.

   Penha era de famílias francesa e brasileira, tinha olhos castanhos assim como seus cabelos longos e lisos, era mais velha que a amiga Milena, em breve faria dezenove anos, havia repetido um ano por ter ido para a França e mais um quando voltou da França, então iriam estudar juntas. A garota era de família muito rica que voltaram ao Brasil por algum motivo que Penha não sabia.

                                                                               *

   Dois rapazes estavam sentados no sofá azul da secretaria logo cedo, muitos pais de alunos estavam ali para resolverem pendências e vários professores andavam de um lado para o outro, os jovens estavam ali apenas por terem entrado na escola de skate. Os dois não se conheciam, mas conversaram bastante desde que chegaram há vinte minutos. Ambos tinham uma prancha de skate no colo.

“Então você participou de campeonatos de patins? Que massa!” um deles, dono de cabelos curtos crespos, disse animado.

“Foi muito top mesmo, mas você deveria tentar também, leva muito jeito com o skate.” o outro, que possuía um topete loiro, respondeu sorrindo.

“Tô’ de boa, tô’ focando mais no futebol, sabe?” ele respondeu e no mesmo instante a vice-diretora Ana Paula apareceu.

   Diferente do diretor, Ana Paula era mais humana, gostava dos alunos e os tratava bem. A mulher loira de olhos verdes era, até pouco tempo, professora de informática, porém tornara-se vice-diretora com a saída de Licúrgico da direção que optara, de acordo com o novo diretor, em deixar tal cargo ficando apenas com as aulas de filosofia.

“Cássio? Ainda estamos no primeiro dia e já está aqui? Sabe muito bem que não pode entrar de skate no colégio! E você, rapaz? Em seu primeiro dia já vem pra cá? Leiam novamente as regras do colégio que vieram na lista de materiais. Estou cheia de coisas pra fazer, hoje passa. Podem ir pra sala!” a mulher disse rapidamente e os dois levantaram.

“Ah, sou Cássio, mas todos me chamam de Cascão.” Cássio falou estendendo a mão livre, a outra estava com o skate.

“Felipe, prazer. Cascão, sabe onde fica o terceiro ano B? Estou meio perdido.” o loiro disse e Cascão sorriu abertamente.

“Boa, moleque, ‘cê tá na minha sala! Bora lá!” o moreno abraçou os ombros do loiro que sorriu o acompanhando.

   Cássio era um rapaz de dezoito anos, cabelos crespos negros, olhos castanhos e jogava no time da escola, o que o tornava conhecido, sem contar que muitas vezes já havia se metido em alguma confusão, sua família não era rica, mas pagava os estudos com muito sacrifício.

   Felipe tinha dezoito anos e era loiro de olhos claros, o novato competia profissionalmente com seus patins e seus pais haviam decidido coloca-lo no colégio Limoeiro após problemas na antiga escola, era primo de Carmem, mas não tinha a mesma riqueza que ela.

                                                                               *

   Dentro da sala ampla e rústica do diretor, estava um jovem loiro com alguns fios de cabelos bem próximos aos olhos, estava visivelmente ansioso. O diretor, gordo, bigodudo e mal-humorado olhava a proposta do rapaz.

“Bom, Carlos Frederico Médici...” o homem leu a ficha do rapaz.

“Meus amigos me chamam de Franja.” o loiro falou sorrindo nervoso.

“E eu por acaso sou seu amigo? O que te faz pensar que eu deixaria você ser estagiário aqui na minha escola?” ele perguntou ríspido.

“Ér...bom...me falaram muito bem daqui e eu preciso fazer estágio obrigatório e... aqui é mais em conta para mim.” ele respondeu suando frio.

“O que você estuda?” ele perguntou.

“Estudo bioquímica.” o loiro respondeu.

“E quer ir pra docência? É mais um louco nesse mundo. Ei, Rubens, chega aqui!” o homem falou e chamou um professor loiro que passava por ali, a porta estava aberta.

“Sim, senhor?” ele falou.

“Rubens, esse garoto vai ser seu estagiário. O nome dele é...Carlos Frederico. Passe na secretaria para confirmar as pendências e lembre-se, não será remunerado. Pode começar hoje, garoto.” o diretor disse e Franja levantou.

“Tudo bem, muito obrigado, senhor Joaquim!” estendeu a mão, mas o mais velho não apertou, apenas fez gesto para que saísse.

“Não se preocupe, Carlos, ele é assim mesmo. Cursa o quê? Química ou biologia? Dou as duas aulas por causa de duas graduações.” Rubens disse já fora da sala.

“Me chama de Franja. Estudo bioquímica.” ele falou e Rubens sorriu.

“Certo, Franja, vou te apresentar aos meus alunos. É cansativo dar as duas disciplinas, mas continuo firme. Nossa primeira aula é com o terceiro ano B, já começo dizendo para ter sangue frio, é uma sala difícil.” Ele disse e o rapaz assentiu.

   Franja, era um jovem estudante de bioquímica da universidade próxima do Limoeiro, tinha apenas 20 anos e estagiava, poderia ser professor de química, mas gostava propriamente da bioquímica.

                                                                               *

   Na área verde do colégio, estavam três alunos sentados na grama relaxados, iriam matar a aula, porém foram vistos pela inspetora.

“Ei, o que fazem aqui? Os professores já estão a caminho das salas. Vão para lá agora!” a mulher gritou e os três levantaram rapidamente e começaram a correr.

“Eu esqueci totalmente dessa velha!” o rapaz que estava com as duas garotas disse.

“Conheço um atalho. Virem aqui.” a moça de cabelos curtos disse virando à direita e os dois viraram juntos.

   Os três só não contavam que trombariam com outro inspetor, este mais rígido.

“Se não são meus três pirralhos favoritos: Mônica, Cebolácio e Magali. O que fazem aqui e não na sala?” o homem alto e forte perguntou de braços cruzados.

“A gente se perdeu, senhor.” Magali mentiu com as mãos para trás.

“Vocês estudam aqui há anos, podia ter inventado algo melhor.” ele respondeu.

“É que estamos atrasados para a aula. Vamos nessa.” Mônica disse voltando a correr e os dois a seguiram.

“Sem correr!” o inspetor gritou.

   Assim que se chegaram na sala, Cebola abriu a mochila e sorriu.

“Ainda bem que não me revistaram.” ele disse mostrando à Mônica o que tinha lá dentro.

“Cebola! É só uma garrafa de café, o que tem demais nisso?” a moça comentou de sobrancelha erguida.

“Na verdade...” ele abriu para ela cheirar e a moça sentiu os olhos arderem, era vodka.

“Você tá doido? Por que trouxe isso?” ela perguntou baixo.

“Hoje tem resenha na casa do Toni depois da aula, de mãos abanando que eu não ia, né?” ele disse fechando a mochila após pegar seu caderno e estojo.

“Não sabia que vocês iam hoje pra lá.” Mônica comentou.

“Hoje só os moleques que vão. É meio que um ritual, todo volta às aulas nos reunimos para fazer coisas de cabra macho.” ele disse dando uma leve batida no peito e a moça riu.

“E o que seriam essas coisas de cabra macho?” ela perguntou.

“Coisas de cabra macho, ué. Disfarça que o professor chegou.” ele disse e Mônica virou para frente.

   Os três jovens eram de famílias ricas, Mônica era uma garota baixa de dezessete anos, cabelos e olhos castanhos e os dentes da frente com uma pequena saliência, era filha de uma famosa modelo; Cebolácio, mais conhecido como Cebola, era um rapaz mediano de dezoito anos, olhos castanhos e cabelos negros que sempre tinha um certo frizz em exatamente cinco fios, seu pai era um funcionário muito bem-sucedido de uma empresa; já Magali, tinha dezoito anos, cabelos longos negros e olhos castanhos, era filha de um médico famoso da cidade. Estudavam no colégio desde antes de ter se tornado algo tão rígido, estavam acomodados com o lugar.

                                                                               *

   Nas primeiras fileiras da pequena sala de aula, sentava um trio de alunos muito inteligentes, estavam, inclusive, extremamente focados para os vestibulares. O professor havia entrado na sala junto de um jovem que chamou a atenção de uma das garotas desse grupo.

“Pessoal, silêncio!  Esse aqui é nosso estagiário Carlos Frederico, mas ele prefere Franja. Ele estará conosco em algumas aulas. Respeitem o rapaz.” Rúbens o apresentou e o rapaz se sentou no canto da sala em uma cadeira vazia.

“Que gato!” uma moça de cabelos cacheados longos disse baixo para uma loira de cabelos cacheados curtinhos.

“Marina, ele é mais velho que a gente. Isso é crime!” a loira disse.

“Bobagem, Cascuda, o tempo todo isso acontece. Sem contar que seria consensual e eu tenho quase dezoito” ela disse brincando com uma mecha de cabelo enquanto olhava para ele.

“Abre seu olho.” o rapaz do trio, um cadeirante ruivo, disse risonho.

 “Calado, Luca. Estou só admirando a paisagem.” ela disse lambendo os lábios.

   Marina era uma moça de dezessete anos, olhos castanhos e cabelos longos cacheados, era filha de artistas plásticos muito rígidos com sua educação e possuíam uma boa condição financeira; Luca era um rapaz ruivo de dezessete anos, olhos castanhos e cadeirante, os pais eram super-protetores justamente pela condição de cadeirante do filho, o próprio achava exagero da parte deles, sua condição financeira era relativamente boa. Cascuda, a loira de cabelos curtinhos e olhos castanhos de dezessete anos, chamava-se de fato Gabriela, era filha de advogados extremamente rígidos de classe social alta. Marina e Luca eram bolsistas.

   De repente mais três alunos entraram rapidamente na sala.

“Estão atrasados.” o professor disse.

“Foi mal, professor, deixa a gente passar só dessa vez?” um loiro de cabelos lisos disse entrando junto com um moreno com topete.

“Tudo bem. Podem entrar, mas é a última vez e...ué? Xavier? Maurício e Marco Antônio não é nenhuma novidade, agora você?” o professor perguntou.

“É que eu quase perdi meu ônibus hoje. Foi mal. Toni e Dc foram gentis em me esperarem pra eu não entrar sozinho.” o rapaz loiro cacheado disse ofegante, pelo visto havia corrido.

“Claro, o que não fazemos por um amigo?” Toni falou e sorriu falsamente.

“Vamos à aula. Nos seus lugares.” o professor disse fechando a porta e indo ao quadro.

   Denise cutucou Xavier que se virou para ela.

“O que eles estavam realmente fazendo, Xaveco?” ela perguntou curiosa.

“Os dois estavam escondidos com garotas perto da área de fumantes dos professores. Os professores me viram correndo e acabaram vendo eles que disseram estar correndo comigo para chegar na aula.” ele disse.

“Estavam se pegando com essas meninas?” ela perguntou e o loiro olhou-a obvio.

“Não, brincando de casinha. É claro, Denise!” ele respondeu ríspido.

“Não precisa ser grosso.” A ruiva respondeu mostrando a língua para o amigo se virando para o quadro negro, mas digitava em seu celular escondida do professor.

   Xavier, apelidado de Xaveco, tinha dezoito anos, cabelos loiros e cacheados e olhos castanhos, era um aluno de excelentes notas e poucos amigos, andava com Carmem e Denise, mas tinha a impressão, ou certeza, que era muito mais visto como um capacho do que amigo, ele também era bolsista e seus pais pegavam no pé, sua condição financeira era baixa. Marco Antônio, apelidado como Toni, era um rapaz de dezoito anos, alto, cabelos medianos lisos e loiros e olhos castanhos, um aluno de notas baixas e família muito rica, não demonstrava muito interesse nas matérias.

    Maurício, apelidado como Do Contra ou Dc, era um moreno de dezessete anos, topete e olhos negros, era muito inteligente e ajudava seu melhor amigo Toni em todas as matérias, irmão de Nimbus, gostava de contrariar algumas coisas, por isso o apelido.

   A aula seguiu cansativa, aparentemente apenas o grupinho da frente prestava atenção, os demais ou conversavam, ou usavam celulares escondidos ou cochilavam, como Cascão fazia. Os ponteiros do relógio pareciam não mudarem de posição, até que um som alto e estridente alegra os alunos que rapidamente recolhem seus materiais e saem da sala, era hora do intervalo.


Notas Finais


Bom, gente, como puderam ver alguns personagens apareceram (e outros aparecerão) aqui com outros nomes ou até não foram citados ali na categoria personagens, os que não foram citados é porque não têm seus nomes na categoria e sobre os outros nomes, eu, curiosa, pesquisei alguns nomes reais dos personagens e achei legal colocar.

Vou (re) apresentar personagens que dificilmente vejo fanfics com eles, então pode ser que não se lembrem quem eu coloquei:

Milena é a nova personagem negra que o Mauricio de Sousa criou, ela, até onde eu sei, nunca apareceu na TMJ, mas pelo visto aparece na recente turma da mônica geração 12.

Felipe é o primo da Carmem que aparece na edição 25 da primeira série da TMJ, chama "Desafio sobre patins" a edição.

Ana Paula é a professora de informática que aparece logo no começo da TMJ, edições 13 e 14 chamadas "O Dono do Mundo p.1 e p.2"

Por fim, esse diretor Joaquim é o pai do Quinzinho. Tive inspiração no Aristarco do livro O Ateneu de Raul Pompéia e imaginei o seu Quinzão kkkk eu sei que ele é um português que vive no Brasil, mas como eu não manjo de português europeu deixei como se fosse um BR raiz, porém, no caso da Penha sigo aquele R que usam nos gibis.

Ufa, enchi vocês de informações kkkk

até mais o/ <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...