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História Término - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Término


Estava pouco se lixando se o maldito desgraçado estava arrependido de seus atos, aquela tinha sido a última gota da falta de amor próprio. Não era um padre, ele que procurasse um e fosse perdoado após três ave-Marias e uns quatro Pai-nosso. 

A voz dele, as palavras afiadas cortando cada cantinho de um corpo no qual um dia havia sido saudável. Ah! Verdade fosse dita, o maior "presente" que havia recebido do atraso de vida, foi a gastrite nervosa, causa das constantes discussões frívolas por parte do próprio.  

Um homem sabe seu limite e ele finalmente tinha chutado o balde, tão forte que poderia fazer um buraco na lua. 

Foi em uma festa a fantasia, essas merdas que odiava participar, mas agradá-lo sempre foi sua maior missão. Era como se tivesse matado seus desejos, esquecendo de si completamente. Até brincava que sua fantasia seria de homem invisível pois não iria, apesar disso, a insistência do dito cujo venceu. 

Bebeu bastante no evento, foi até o banheiro afim de se aliviar um pouquinho. Imagina a surpresa ao encontrá-lo metendo a língua na boca daquele considerado o centro das atenções da festa.   

Os palavrões conseguiram ser mais alto que Rockwell cantando que sei lá quem estava o espionando. Todos os convidados assistiam a roupa suja sendo lavada em plena três da manhã em uma festa ruim. Tinha sido o suficiente, se dirigiu a saída e finalizou:

“Eu não preciso disso, quero que todo mundo vá para a casa do caralho, principalmente esse infeliz”

E com um sorriso tão grande quanto sua melancolia, ele partiu.

Não poderia deixar de sentir-se desanimado, a criatura tinha sido seu primeiro amor no final das contas. Era óbvio que não teria sido a primeira vez, deveria fazê-lo em todas as oportunidades, quando se via livre para farrear. Aqueles telefonemas avisando sobre estudar na casa de um melhor amigo poderia ser um desses casos. 

Amaldiçoava aos ventos por ter sido tão idiota, o clima soturno da madrugada era perfeito ao se misturar com a aura carregada após um coração partido. 

O celular vibrava e, em uma rápida olhada, lia as chuvas de mensagens pedindo para conversar, pedidos vazios de perdão do cara, conhecido agora por fodedor de sentimentos. Desligava o aparelho, fixando os olhos no céu noturno, tudo parecia mais belo, como se os antolhos que o fazia olhar apenas para o ex namorado, tivessem sido tirados, dando-lhe uma visão magnífica de tudo ao seu redor. 

O ser nocivo até que tentou invadir seu cérebro uma vez mais, contudo, aquelas palavras se mostraram mais fortes: 
 

“Que ele vá para a casa do caralho”



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