História Terra em Chamas - Capítulo 2


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Seinen, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nota: Os eventos são baseados em eventos reais, ocorridos na Antiga Inglaterra.

Capítulo 2 - Os Três Navios


Fanfic / Fanfiction Terra em Chamas - Capítulo 2 - Os Três Navios

Os Três Navios

 

Na minha lembrança, os três navios saíram de trás de uma cortina de névoa, vieram imponentes, e vi as carrancas, grandes bestas, feras esculpidas nas proas das três embarcações. Uma delas tinha um senhor da guerra, homem grande, vestido para a batalha, com cota de malha, barba que descia por baixo do elmo, grande como um touro e assustador como um demônio. E como eram lindos aqueles barcos, flutuavam por cima das poucas ondas, voavam com o vento em velas escuras.

 

– Os malditos guerreiros do diabo –  disse meu tio Isaac, um homem magro, com aparência peculiar, rosto estranho e cabelos negros. Ele tinha olhos traiçoeiros, e era imponente como meu pai.

 

– O que vieram fazer? – questionou meu pai, Finan, ele era o senhor daquelas terras. A decisão que tomava era qual lado apoiaria na guerra civil que assolava a Nortúmbria. Mas aqueles três navios, recheados de guerreiros pagãos, pareciam mais ameaçadores que a guerra soturna – precisamos voltar para o forte - rosnou, era um homem extremamente alto, com cabelos escuros como os meus, olhos cinzentos e com velhas cicatrizes de batalha. Montado em seu cavalo, meu pai parecia ainda maior, um real guerreiro – Osbert! – gritou, notei que falava comigo – se apresse! Vamos voltar!

 

* * *

 

E então, subimos em direção ao Oeste, caminhando por entre as colinas de pedregulhos. Essas colinas acompanhavam as estradas antigas, feitas pelos romanos, e que ligavam os reinos de toda a Inglaterra. Nunca vi os romanos, mas sei que foram gigantes, ótimos construtores. E foi por uma de suas estradas que subimos em direção ao forte, lembro-me de segurar forte a rédea de meu cavalo, e de fitar meu irmão Finan com preocupação a medida que nos aproximávamos de casa. Passamos para dentro da área onde haviam as paliçadas, fomos até onde se encontrava o grande portão, meu pai gritou para as sentinelas, os responsáveis abaixaram o portal e em questão de segundos nossos cavalos galopavam para dentro.

 

Depois de algum tempo, caminhávamos todos pela muralha ao Leste, onde tínhamos uma bela visão da praia e dos navios-dragão que hora apareciam e hora sumiam no horizonte.

 

– O que esses malditos estão pretendendo fazer? – meu pai parecia saber, mas não querer acreditar.

 

– Eles querem Lindisfarne – respondeu meu tio traiçoeiro, – não é obvio?

 

– Não teriam coragem, teriam que passar por Brida – disse Finan, senhor das terras onde nos escondíamos – ele nunca entrará aqui, nossos muros de pedra são impenetráveis.

 

– Espero que esteja certo – disse Isaac, temeroso, e em seguida fez o sinal-da-cruz com a mão, fitando os poderosos nórdicos que sorrateiros se aproximavam. Guardas se moviam por toda Lindisfarne e passei aquela manhã acompanhando os passos de meu pai, que inquieto, gritava e berrava para todos se prepararem para um possível ataque, os nórdicos estavam na Nortúmbria.

 

A fama dos homens do Norte era a pior, homens do demônio, que cultuavam deuses pagão, com largas barbas e com uma fúria incontrolável. Eu tremia apenas de ouvir as histórias sobre o que os vikings fizeram nas terras da Irlanda, tinha pesadelos sobre o que os bárbaros poderiam fazer caso pisassem em Lindisfarne. E meu pai, por mais corajoso e poderoso que fosse, compartilhava desse medo. E naquele dia, enquanto caminhávamos pelos muros, gritou com meu irmão:

 

– Você irá até eles – disse a Finan, que recebeu seu nome – e irá ficar afastado, não quero que lute.

 

– Pai? – meu irmão não entendeu bem a ordem.

 

– Vá até eles! – gritou Finan, – e não se atreva a lutar! Fique afastado, quero que veja qualquer movimento que eles fizerem e por onde forem! Preciso que volte até o anoitecer, pode fazer isso, sim ou não?!

 

– Sim, senhor! – berrou meu irmão, assustado, mas firme. Meu pai o abraçou, lembro-me de ver o medo no rosto de Finan, o Jovem.

 

Assim, meu irmão partiu. Foi a última vez que o vi, mas ele era apenas meu meio irmão, porque meu pai havia tido muitas mulheres e a mãe de Finan havia morrido no parto, de modo que eu era filho de outra mulher. Essa outra mulher era Gytha, uma mulher gorducha e fofa, religiosa e pertencente à família que guardava os pertences de São Cuthbert. Lembro que naquele dia, Gytha subiu os degraus de madeira junto os serviçais de nosso casarão, caminhou até meu pai que a recebeu com um beijo.

 

– Amor, – ela parecia tão desesperada quanto as outras mulheres, porque ouvíamos histórias sobre o que os dinamarqueses faziam com as saxãs – é verdade?

 

Ele apenas puxou-a pelo braço, direcionando minha mãe em direção a coluna Leste, e foi quando o seu rosto mudou, vi os olhos de Gytha lacrimejarem e minha mãe gemia e choramingava, porque agora os vikings estavam próximos a nossa praia.

 

– Precisamos rezar, precisamos de Deus... – disse ela, religiosa como era.

 

– Precisamos lutar – corrigiu meu pai, – leve Osbert para dentro.

 

E naquele dia, os padres de Lindisfarne pediram a Deus para afastar os homens do Norte. As mulheres começaram a se esconder, as fazendas em volta de nós logo estavam em chamas, e em volta dos muros de nossas terras havia fumaça. Gytha me fez rezar, e me fez ficar com o padre Athos, e naquele dia passei todo o resto da manhã com meus joelhos no chão enquanto pensava se meu irmão Finan havia voltado.

 

Não sabíamos o que aconteceria, porque os três navios haviam deslizado pela areia de nossa praia, e os pagãos estavam em nossas terras.

 

[...]


Notas Finais


If i had a Heart!

Que música!


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