História Terra em Chamas - Capítulo 4


Escrita por:

Visualizações 5
Palavras 617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Seinen, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Finn é apelido de Finan.

Capítulo 4 - Novo Herdeiro


Fanfic / Fanfiction Terra em Chamas - Capítulo 4 - Novo Herdeiro

Novo Herdeiro

 

Esperamos no castelo, que na verdade era um grande salão antigo com teto de palha e vigas fortes, o piso era pedra e um harpista tocava em baixo tom próximo a grande lareira, que tinha um buraco na parede e levava até o lado de fora, por onde a fumaça subia. Era necessário uma dúzia de servos por dia para manter aquele fogo aceso, arrastando madeira pela estrada, passando pelos portões, e em todo fim de verão fazíamos uma pilha de toras maior que a igreja para o inverno.

 

Naquela noite não havia barulho, não havia alegria ou festim, era tudo calmo e o silêncio estava mórbido. Havia vinho, pão, queijo e cerveja. Todos aguardávamos meu irmão, ele ainda não havia voltado, meu pai se queixava em voz alta dos dinamarqueses.

 

– Em geral eles vêm para roubar, pilhar e irritar – disse-me, – mas agora alguns deles estão ficando, para tomar nossas terras.  

 

– Tomar nossas terras?

 

– Eles tomam qualquer terra – disse meu pai, irritado, geralmente ficava irritado com minhas perguntas, mas naquela noite parecia preocupado. Por isso, em vez de me bater continuou falando: – as terras deles são um amontoado de rochas e gelo.

 

Queria que ele contasse mais, em vez disso meu pai ficou pensativo.

 

– Nossos antepassados – continuou ele, - tomaram essa terra. Cresceram aqui, eles cultivaram aqui, não entregaremos o que nossos ancestrais nos deram. Eles atravessaram o mar, entraram aqui, construíram aqui, e aqui foram enterrados. Essa é nossa terra, tem nosso sangue e nossos ossos – ele estava com raiva, muita raiva, me espiava com seus olhos quase como se estivesse se perguntando se eu estava pronto para aquela responsabilidade.

 

Depois de um tempo dormimos, ao menos eu dormi. Mas meu pai deve ter ficado a noite toda andando nos muros altos, fitando através das paliçadas, de alerta constante e olheiras enormes. Acordei então com o som de uma trompa, vinda do portão Norte de Lindisfarne. O capim estava alto, uma linda água sobrevoava o céu, meu pai correu após ouvir o chamado. O vi descendo até o portão baixo e o segui até onde consegui me enfiar entre aqueles homens que se amontoavam na muralha, todos nós tentávamos olhar para a estradas.

 

Cavaleiros vinham do Leste, uma dúzia deles, os cascos dos cavalos pisoteavam o capim e a poderosa águia recuou para Norte. O cavalo de meu irmão estava na frente, era um garanhão malhado, de olhos selvagens e trotar curioso. Só que não era meu irmão que o montava, não era Finan. O homem na cela tinha cabelo cumprido, cor bronze, o cabelo era tão grande que balançava mais que a cauda do cavalo. Tinha uma longa e larga espada, ombros largos, eu tinha certeza que foi o homem que vi na proa do navio-dragão no dia anterior. Os seus seguidores eram assustadores, e estavam vestidos para a batalha. Mas a medida que se aproximavam da fortaleza, o homem de cabelos cumpridos ergueu a mão, só ele continuou se aproximou. Chegou ao alcance de uma flecha, mas nenhum de nós se atrevia a pegar o arco. Ele ficou olhando os nossos homens, atrás da paliçada, as fileiras nos muros, olhava com escárnio, com zombaria. Depois fez breve reverência, jogou algo e girou o cavalo. Bateu seus calcanhares no garanhão e cavalgou embora com seus homens, agora subindo para o Norte.

 

O que ele havia jogado no caminho era a cabeça de meu irmão. Foi trazida a meu pai, que ficou olhando por um longo tempo, mas não demonstrou qualquer sentimento. Não chorou, não fez careta, nem resmungou. Ele apenas fitou a cabeça, depois caminhou até mim.

 

– A partir de agora, seu nome é Finan – disse ele.

 

E assim ganhei meu nome.  

 

[...]


Notas Finais


A fortaleza de Lindisfarne foi inspirada em uma fortaleza real na Nortúmbria.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...