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História Tesão em pobre - SuChen - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi pessoal, bem vindos a mais um capítulo de "Tesão em pobre"! Hoje teremos a citação do ilustríssimo Recife Ordinário, que se você quer ficar por dentro das resenhas de Recife, eu indica muito! Nas notas finais colocarei explicações de algumas expressões e gírias.
É isto! Boa leitura 💖💖

Capítulo 2 - Casal fogo a 1.000


Mais uma linda segunda-feira se iniciava na tão incrível cidade do Recife. Tá bem que não era mais tão cedo assim, e o trânsito da AV. Agamenon Magalhães não tornava o dia tão belo, mas veja bem, JongDae estava de ótimo humor! Neste exato momento ele andava pelo campus da UFPE ao lado de BaekHyun Vinícius de Oliveira e MinSeok Xavier Vicente Kim. É meus amigos, asiáticos se atraem por natureza seja onde for.

- Cê tá falando sério que o boy colocou o pé no seu pau e disse que tinha tesão em pobre? Ah não mano! – BaekHyun falou enquanto devorava o saco de coxinhas da estação Joana Bezerra que ele havia comprado no caminho para lá.

- Ele não tem só tesão, ele tem muito tesão. – MinSeok debochou e riu, fazendo com que JongDae risse junto.

O fato é que quando contou aos irmãos o que havia acontecido, ele foi simplesmente ovacionado. Jéssica, Joyce e Jorge – ou Kai para os íntimos – amaram toda a resposta que o irmão deu diante daquele assédio. Já os melhores amigos focaram na parte cômica da história, rindo feito duas macacas velhas e lembrando do ocorrido a cada 5 minutos. As vezes nem parecia que José era o mais novo dos três, que se separaram em uma parte do caminho por serem de prédios diferentes. BaekHyun era aluno do sétimo período de teatro, e MinSeok do quinto de pedagogia.

JongDae andava tranquilamente pelo campus cumprimentando quem passa-se por si, porém o bom humor e o sorriso gentil do moreno sumiram de seu rosto quando visualizou um JunMyeon de terno lhe esperando na porta do prédio do curso com um buquê de orquídeas brancas em mãos. Orquídeas eram suas flores favoritas.

Foi questão de segundos até que o mais velho percebesse a chegada de JongDae, indo em sua direção com um sorriso amarelo do tamanho da bilola de Brennand, que dizer, da torre de cristal.

- Oi, eu trouxe pra você. – JunMyeon estendeu as flores para JongDae, mas o moreno as ignorou, cruzando os braços e fechando ainda mais a cara.

- O que você está fazendo aqui? Não tem medo de ficar de pau duro no meio de tanto pobre não?

- Eu vim me desculpar. Desculpe! Eu sinto muito, fui um completo idiota com você e poxa, eu te achei tão legal, é que eu queria só sexo e geralmente esse tipo de abordagem funciona.

E aquilo funcionava com alguém? Quem em sã consciência ia gostar daquele tipo de coisa? Deus abençoe, porque tá precisando esse aí viu.

- Após ela muito me ofendeu, viu?! Eu também te achei um cara legal até você abrir a boca. Se estava querendo só sexo, por que não disse logo?

- Porque quando te vi sentando naquela mesa esperando por mim eu mudei de ideia! Não quero parecer um maluco, mas quando olhei pra você lá, todo lindo e nervoso, acho que fique gamado em você.

Ok, por essa JongDae não esperava. Aquele cara velho estava agindo feito uma garotinha por causa dele? Qualé, JunMyeon era bonito, estudado e ainda tinha dinheiro pra dar uma cesta básica a todo mundo do seu bairro com um mês de salário. Então para o Silva era impossível entender o que aquele cara estava vendo tanto nele assim tão rápido, porque por incrível que pareça, ele entendia mais o tesão que a paixão.

- Okay, você “gosta” de mim, mas porque eu?

- Eu não sei. Talvez você seja o motivo de todas as gaias que eu levei na vida, eles não eram os caras certos pra mim.

- Você levou gaia de todos os seus exs? – se aquilo fosse verdade, JongDae estava com dó do coitado.

- Lógico que não! É modo de falar, abestado. – e JunMyeon riu, e infelizmente JongDae gostou da risada dele e ainda riu junto. – Ei, você riu! Isso significa que vai aceitar as orquídeas? Eu tive que dá 100 conto pro seu irmão me dizer qual era a sua flor favorita, eu merecia que você pelo menos aceitasse elas.

Chocado com a informação, JongDae aceitou as flores, chegando a conclusão que JongIn era um cachorro traíra safado, com um irmão daqueles, ele nem precisava de inimigos. Ou, talvez Kai só tenha feito o favor de lhe mostrar que JunMyeon não era tão ruim assim.

Analisou as flores com um sorrisinho besta, voltando o olhar para o rosto alheio, pegando o outro Kim lhe encarando meio abobalhado. Cara, ele tá muito gado por mim.

- Sabe, JunMyeon, talvez eu possa me arrepender disso um pouco mais pra frente, mais o meu eu de agora quer muito fazer isso. – Ditou JongDae de forma fogosa, sentindo os lábios formigarem em expectativa.

É meus amigos, vocês já sabem o que vai acontecer.

- E o que séria, senhor Kim? – e JunMyeon captou o sinal, se aproximando e evolvendo a cintura delgada e definida do mais moreno. Era impressão sua, ou JongDae malhava? Porquê que cintura e que tanquinho meus amigos.

E então aconteceu. O Silva deixou o lindo buquê ir ao chão enquanto as mãos entrelaçam o cabelo do mais velho, e JunMyeon puxava mais JongDae contra si, enquanto os lábios se tocavam e os olhos se fechavam. O gosto daquele beijo foi uma mistura de balas de menta e café puro, junto ao afago que as mãos de ambos faziam um no outro.

Naquela manhã, JongDae não assistiu aula alguma do quinto período da turma 2018.1 de geografia, era simplesmente impossível largar aquele mauricinho de merda. E cá entre nós, o Kim da Silva não estava nem um pouco afim de fazer isso, ele estava era mesmo afim de ficar no chamego com o Kim dos Santos.

E assim foi o dia deles, passaram a manhã no carro do médico, trocando beijos, amassos e mãos amigas, – e JongDae tinha que admitir, foi a melhor punheta que alguém já lhe fez, e sim, JunMyeon tinha um pau enorme – se dependesse do universitário, os dois teriam amoitado no carro mesmo, mas JunMyeon era um homem recatado e do lar e não queria fornicar dentro do carro. Pobrecito JongDae, queria dar o toba.

A tarde, JunMyeon levou JongDae ao shopping RioMar e pagou um almoço no Outback para os dois. Pra compensar, JongDae comprou um conjunto de roupas na C&A, dando de presente a JunMyeon o que ele intitulou como “kit pobre padrão”.

- Cuidado pra não ficar de pau duro quando vestir essa roupa e se olhar no espelho, JunMyeonzinho. – foi a frase dita por JongDae ao entregar as sacolas ao médico, que ficou vermelho que só um tomate.

No fim da tarde, os dois foram a praça do Derby, onde caminharam juntos, conversaram e comeram um podrão em Gildo lanches, que JunMyeon fez questão de elogiar horrores, afinal, nunca havia comido ali e a descoberta daquele lugar foi incrível.

Lá pelas 19hr, JunMyeon deixou JongDae de carro aos pés da ladeira que ele morava, onde trocaram beijos de despedida e prometeram continuar a conversa pelo zapzap.

Subindo as longas e más iluminadas ruas de bomba do Hemetério, JongDae não conseguia tirar o sorriso bobo do rosto. Quem diria que aquele mauricinho de fetiches estranhos seria um cara tão... Perfeito? Aí, não queria parecer gado como JunMyeon era por si, mas pelo visto o crush era muito mais que recíproco.

Ao entrar em casa, foi recebido pelo filho, que correu para os seus braços assim que o viu na porta.

- Papai! Você chegou cedo, que bom, o senhor não sabe o que eu vi na creche hoje. – a empolgação na voz e no gestual do seu pequeno coreaninho fazia o coração de JongDae se aquecer dentro do peito.

João DaeMim era seu maior orgulho. O menininho de 3 anos era fruto da sua tentativa de ser hétero, que só trouxe de bom o nascimento dele. No divórcio, Keila não fez questão da guarda do menino, então JongDae o levou consigo para a casa da mãe, que os recebeu muito bom.

Atualmente ele morava na casa da genitora, onde nasceu e cresceu. A verdade é que nenhum dos filhos de dona Maria de Fátima havia saído de casa. Jéssica, sua irmã mais velha e seu marido, Rodrigo, moravam com eles e ocupavam um dos quartos da casa. Ele, o segundo filho, dormia com seu irmão caçula Jorge e o filho João em um quarto. E no último, mas não menos importante quarto da casa, dormia sua mãe e sua irmã mais nova Joyce, que era uma peste, mas era seu Xodó.

Se vocês não entenderam nada da ordem de irmãos e filhos, Jéssica JinSol é a primogênita, com 30 anos, aí vem José JongDae, com 26, depois Joyce JinKang, com 21, e Jorge JongIn, com 18 anos. Pronto, esclarecido, e sim, todos os nomes são com JJ.

Depois de dá a bença a mãe e um beijo em Jéssica, JongDae seguiu para o próprio quarto, afim de deixar a mochila lá e pegar uma muda de roupa pra tomar um banho. Ao entrar no recinto, encontrou Jorge e Joyce rindo feito dois tabacudos, que pararam assim que perceberam ele no quarto e esconderam o celular.

- Quê que cês tão fazendo, hein? – perguntou desconfiado. Aquilo tava muito estranho.

- Nada, oxe.

- Nada mesmo.

E então o silêncio se fez presente, mas não por muito tempo, já que os dois mais novos explodiram em gargalhadas.

- ô suas macacas velhas, diz logo do que vocês tão rindo inferno!

Os dois continuaram a rir, e JongDae já estava ficando sem paciência para aquela palhaçada. Decidiu deixar os dois tabacudos pra lá e segui para o banheiro, porém antes de entrar, decidiu checar as mensagens para saber de JunMeyon já havia chegado em casa.

Porém, ao invés de uma simples mensagem de “tô vivo”, José encontrou uma chuva de mensagens tanto no whatsapp quanto no Instagram, isso sem contar todos seguidores que havia ganhado do nada e as menções ao seu insta num post do Recife Ordinário. Abriu o Instagram direto no tal post, quase caindo duro quando viu do que se tratava.

Era um vídeo onde mostrava ele e JunMeyon com o prédio do CFCH da federal ao fundo. O vídeo começava com os dois discutindo e logo em seguida eles se agarrando, com direito até a hora em que JongDae agarrou a bunda de JunMyeon. Na legenda, o seguinte texto.

Recife não é só a capital da gaia, mas também da reconciliação. Saca só esses dois, cara. O boy tava tão desesperado pra voltar pro boyzinho que foi de terno e com um buquê de flor tentar reconquistar, e não é que rolou?

O casal fogo a 1000% é o @JJKSilva e o @JKSantos, mano, os user deles até combina poh! Pense num casal apaixonado

Muito amor pros pombinhos, e que todas as reconciliações de Recife sejam assim!”

Os comentários daquela coisa fatídica variavam entre pessoas marcando os dois, e pessoas comentando o quão gostosos eles eram? Que isso, Recife só tem tarado, é? Mas vá pra tabaca da xola, após.

JongDae estava até suando frio quando viu o visor brilhar mais uma vez, agora com uma mensagem de JunMyeon, que pelo visto também já sabia do post do Recife Ordinário.

JunMan: Eu acabei de chegar em casa e pelo visto já somos o casal mais famoso de Recife

Falando em casal, nosso dia hoje foi ótimo, e acho que se a gente esquecer aquele fatídico primeiro encontro no Macunaíma, esse pode ser nosso primeiro encontro oficial

Então, quer um segundo encontro amanhã?

Suspirando, JongDae não consegui nem conter o sorriso besta que brotou no rosto.

JongBoy: Bom né, meus irmãos acham que a gente transou ali na frente do prédio da federal mesmo

Então sim, eu quero te ver amanhã <3.

 Depois disso, JongDae foi tomar um banho. Porquê a fama de transudo ele já tinha, agora era manter a fama de cheiroso.


Notas Finais


Av. Agamenon Magalhães: uma das principais avenidas de Recife, vive engarrafada e deixa todo mundo puto.
Estação Joana Bezerra: é uma estação de metrô e de ônibus conhecida por suas coxinhas e um real, que são no mínimo suspeitas, mas que todo mundo come.
Bilola de Brennand: o nome da obra é Torre de Cristal, do artista plástico e ceramista Francisco Brennand. O que acontece é que a grande torre lembra muito uma bilola, então o Recifense tinha que falar disso, obvio.
Prédio da CFCH: é o prédio de ciências humanas da federal, onde fica os cursos de geografia, história e por aí vai.
Após: aqui a gente usa como expressão, tipo "após viu, querida".
Praça do Derby: uma das praças mais conhecidas de Recife, é o coração do bairro do Derby e fica no meio da Agamenon Magalhães.
Gildo lanches: Gildo é um herói nacional - porquê, Pernambuco meu país - que tem uma van de lanches. As coisas são bem baratinhas e a comida dele é muito gostosa, além dele ser um doce de pessoa.
Abestado: tipo bobinho.
Tabaca da Xola: bom, é uma ofensa que usa uma das formas de chamar a ppk, vc geralmente fala quando tá arretado demais pra raciocinar.
Bom, é isto! Eu espero que vcs estejam gostando e como sempre, críticas, sugestões e feedbacks são muito bem vindos!
Até a próxima 💖💖💖


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